segunda-feira, 22 de julho de 2013

Arqueólogos encontram 500 pedras gravadas com 6 mil anos no México

Nas imagens gravadas, há referências à natureza, à caça e ao fogo

Os arqueólogos também encontraram materiais de lítica (mistura de argila natural e água), usados pelos antigos para a fabricação de utensílios. Foto: EFE

Arqueólogos mexicanos identificaram aproximadamente 500 pedras gravadas em um total de 8 mil figuras que acreditam ter cerca de 6 mil anos. As pedras foram encontradas na região de Narigua, no estado de Coahuila, no norte do país. As pesquisas foram coordenadas pelo Instituto Nacional de Antropologia e História do México (Inah).

De acordo com o instituto, as pedras foram localizadas na região do deserto branco, considerada a primeira zona arqueológica do México. Nas imagens gravadas, há referências à natureza, à caça e ao fogo. Os arqueólogos também encontraram materiais de lítica (mistura de argila natural e água), usados pelos antigos para a fabricação de utensílios.
Segundo os pesquisadores, a suspeita é que os acampamentos ficavam a céu aberto, distribuídos em vales, separados por uma serra de baixa altura e cercados por planície. No local, os arqueólogos encontraram a maior parte das pedras gravadas. Foi possível verificar também a existência de gravações rupestres no local.
O instituto defende o direito a visitas públicas nos sítios arqueológicos, desde que orientadas. Segundo os arqueólogos, os trabalhos de adequação ao público são fundamentais para melhorar a compreensão da sociedade à necessidade de preservar e respeitar a história.

Arqueólogos descobrem pirâmide e 30 sepulturas pré-hispânicas no México

Pesquisadores acreditam que santuário seja de 700 anos depois de Cristo
Fósseis antigos, chifres de veado, restos de tartaruga e peixes, além de sepulturas pré-hispânicas e até uma pirâmide foram encontrados por arqueólogos no México. Foto: EFE
Arqueólogos do Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah) localizaram, na região de Veracruz, no México, 30 sepulturas pré-hispânicas, que remontam há 2 mil anos, além de chifres de veado, restos de tartaruga e peixes, assim como fósseis antigos. No local, foi encontrada uma pirâmide de 12 metros de altura e 25 metros de largura cercada de ladrilhos com características dos maias da região de Comalcalco (em Tabasco).

A pirâmide, segundo os pesquisadores, é toda em pedra. Uma descoberta considerada rara por estar localizada em Veracruz, a 400 quilômetros da Cidade do México, capital mexicana. Até então, as descobertas de estruturas piramidais eram feitas em terra pisada. Nas regiões de Los Tuxtlas e Sierra de Santa Marta foram localizados monumentos com pedra diferente da encontrada em Veracruz, onde a pedra é bem-trabalhada.
Participaram da coordenação das pesquisas os arqueólogos Alfredo Delgado, Marisol Cortés Vilchis e Abigail Gómez González. O grupo escavou cerca de 80 centímetros de profundidade. No local, foram localizados ossadas acompanhadas por oferendas que continham ossos de animais, pedras como jade e espelhos, além de símbolos de origem teotihuacano, maia, nahua, popoluca e da cultura de Remojadas (no centro de Veracruz).

Os pesquisadores avaliam que no local havia um santuário onde as pessoas sepultavam os mortos e mantinham ao redor das sepulturas uma espécie de mercado. A desconfiança, dos arqueólogos, é que o santuário seja de 700 anos depois de Cristo.
Pelas análises das 30 sepulturas pré-hispânicas, será possível avaliar se pertenciam à elite do grupo ou faziam parte da população. Os arqueólogos verificarão se há deformação craniana e da arcada dentária. A avaliação deve durar cerca de três meses.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Pirâmide pré-colombina destruída no Peru é "irrecuperável"

Por AFP
No último sábado, 12 desconhecidos chegaram ao local e fizeram uma cortina de fumaça, queimando lixo, para esconder sua presença e iniciar a destruição da pirâmide

Lima - Uma pirâmide do Complexo Arqueológico El Paraíso, o mais antigo de Lima, destruída pelo desenvolvimento imobiliário local, é "irrecuperável", o que significa a perda de 5.000 anos de história de uma sociedade da costa central peruana, disse um especialista consultado pela AFP.
"Perderam-se 5.000 anos de história. É como se tivessem destruído uma catedral. Reconstruí-la já não é a mesma coisa", afirmou o arqueólogo Marco Guillén, referindo-se ao desaparecimento da pirâmide nesse sítio arqueológico, a cerca de 15 km da capital.
A construção pré-colombiana foi arrasada no sábado passado por máquinas retroescavadoras e pás mecânicas, acionadas por desconhecidos vinculados a empresas imobiliárias com interesses na área, segundo o Ministério da Cultura.
A pirâmide, de seis metros de altura, fazia parte de um grupo de 12 estruturas similares existentes nesse complexo, onde ainda há algumas a serem escavadas. As pirâmides estão espalhadas por uma área de 45 hectares perto do mar.
"Nunca veremos aspectos dessa sociedade e sobre os rituais que eram feitos em torno dessa pirâmide, porque, embora todas as pirâmides seja similares, cada uma tem sua própria característica, seus próprios rituais; não poderemos mais saber o que aconteceu lá", disse Guillén.
Duas empresas proprietárias dos terrenos foram denunciadas criminalmente pelo Ministério da Cultura quando se tomou conhecimento da destruição: a Imobiliária Alisol e a Companhia Provelanz. "Segundo a lei peruana, o proprietário de um terreno tem todo o direito a sua propriedade, mas deve excluir a área arqueológica, que não pertence ao privado, mas ao Estado", disse o vice-ministro do Patrimônio Cultural e das Indústrias Culturais do Peru, Rafael Varón, em entrevista à rede BBC.
No sábado, 12 desconhecidos chegaram ao local e fizeram uma cortina de fumaça, queimando lixo, para esconder sua presença e iniciar a destruição da pirâmide. "Tudo foi uma operação bem organizada", disse Guillén.
A intenção dos criminosos era "destruir as outras três pirâmides também, mas não conseguiram, porque o vigia do sítio arqueológico avisou a polícia", afirmou o especialista. Agora, o santuário está sob vigilância da polícia diante da possibilidade de novos ataques. "Tem um pessoal estranho, rondando a área. O perigo é latente."

Em fevereiro passado, o governo peruano havia anunciado a descoberta em El Paraíso do que se acredita ser sua construção central, o Templo do Fogo, um centro cerimonial subterrâneo de quatro níveis. Diversas zonas arqueológicas do Peru sofrem com a ameaça não apenas de empresas imobiliárias, mas de mineradoras formais e informais.
Esse é o caso do complexo pré-incaico Yanamarca, na região centro-andina de Junín, atualmente invadido por mineiros informais, e da cidade sagrada de Caral, considerada a civilização mais antiga da América e assediada por construtoras.

Peças maias são resgatadas em El Salvador

Por AFP

Uma equipe de especialistas de El Salvador anunciou esta segunda-feira o resgate de um lote de peças arqueológicas de origem maia, onde se constrói um complexo habitacional no município de Colón, 25 km a oeste de San Salvador, informou uma fonte oficial.

San Salvador - Uma equipe de especialistas de El Salvador anunciou esta segunda-feira o resgate de um lote de peças arqueológicas de origem maia, onde se constrói um complexo habitacional no município de Colón, 25 km a oeste de San Salvador, informou uma fonte oficial.

"A partir de um aviso cidadão sobre a descoberta de material arqueológico se fez uma inspeção que deu como resultado que procedêssemos a um resgate arqueológico em um lugar denominado Nuevo Lourdes Poniente", assegurou o técnico em arqueologia da Secretaria de Cultura, Julio Alvarado.

Um total de seis grandes panelas de barro, vários fragmentos de cerâmica e pedaços de obsidiana - entre outras - que datam do período clássico tardio (entre os anos 600 e 900 depois de Cristo) foram escavados de um terreno contíguo ao desenvolvimento habitacional.

No local, a equipe de arqueólogos também escavou parte de uma ossada humana que poderia datar do mesmo período.

A zona onde foram resgatadas as peças é considerada "uma das mais ricas em sítios arqueológicos" no país, lembrou Alvarado.

"Por suas características e sua data, podemos dizer que as peças que conseguimos resgatar são de origem maia", afirmou o especialista, após indicar que no mesmo local foram encontrados vestígios de sulcos de cultivos e de um muro de adobe (mistura de barro e palha).

A poucos quilômetros da região de Colón, onde foram resgatadas as peças, se encontra o Sítio Arqueológico San Andrés, assim como o Sítio Arqueológico de Joia de Cerén, o único vestígio pré-colombiano em território salvadorenho, considerado Patrimônio da Humanidade.

Alvarado destacou que os trabalhos de escavação em busca de peças ou outros vestígios arqueológicos em Nuevo Lourdes Poniente, que começaram em 27 de maio passado, terminarão ao final desta semana.


Hallan espectacular tesoro arqueológico en Perú

Al norte de Lima, arqueólogos polacos y peruanos encontraron un complejo funerario de la cultura Wari, intacto por 12 siglos y con 57 entierros de alto linaje

Wilfredo Sandoval El Comercio/ GDA/ Perú | El Universal

LIMA.— Los profanadores de tumbas nunca pudieron con ella. Ingeniosamente, los súbditos de los señores waris la blindaron con 33 toneladas de ripio y permaneció intacta durante unos mil 200 años.
LABOR. Científicos trabajan en la excavación de la cámara funeraria en el sitio conocido como El Castillo, cerca de Huarmey. (Foto: JUAN PONCE EL COMERCIO/ GDA )

Desde hace un par de años, un grupo de investigadores polacos empezó a develar el secreto que guardaba una cámara funeraria de la cultura Wari, con lo que se podrían resolver diversas interrogantes sobre la influencia que durante el Horizonte Medio tuvo este imperio en grandes civilizaciones como la Mochica y otras de la costa norte.

Milosz Giersz, director del proyecto arqueológico, y su esposa Patrycja Przadka-Giersz, de la Universidad de Varsovia, así como sus colegas peruanos Krzysztof Makowski y Roberto Pimentel, de la Pontificia Universidad Católica del Perú, en octubre de 2010 ya habían encontrado dos contextos funerarios en el sitio conocido como El Castillo, muy cerca de Huarmey. En ese momento hallaron evidencia de importancia pero estaban decepcionados porque los huaqueros dañaron seriamente los recintos perdiéndose valiosa información.
Sus 10 años de experiencia en la zona les recomendaron continuar investigando pese a que los resultados no habían sido del todo satisfactorios. El 1 de setiembre de 2012, con el respaldo de la Universidad de Varsovia y del Centro Nacional de Ciencias del Gobierno de Polonia, decidieron excavar entre los escombros que aún quedaban en la parte más alta de una pirámide escalonada de 20 metros de alto, ubicada a poco más de un kilómetro de la ciudad.

Inspirados en los finos enlucidos rojos de las paredes de adobe y sin mayores expectativas -porque durante décadas gran parte del monumento había sido destruido por los buscadores ilegales de tesoros- los científicos empezaron a excavar en el centro de una estructura de adobe, que arqueólogos peruanos creen que pertenecía a la cultura Mochica.
El 28 de setiembre del mismo año, cuando limpiaban pozos de los huaqueros en medio de adobes triangulares, algo más llamó la atención. En la capa de piedras pequeñas (ripio), al fondo de los pozos, aparecieron pupas de mosca, señal de que en el fondo existía material orgánico.

El director del proyecto arqueológico estaba totalmente sorprendido y dispuso el retiro de ripio que formaba una capa de aproximadamente 100 centímetros y cuyo pesototal fue de unas 33 toneladas.
Mientras se retiraba todo este material, apareció una porra de madera, de más de un metro de largo, la cual presentaba varias incrustaciones de cobre, en el centro de lo que resultó ser una cámara funeraria considerada de singular valor y riqueza de ofrendas.

Debajo del sello de ripio, los investigadores encontraron seis esqueletos humanos que fueron colocados sobre los fardos funerarios de las mujeres, a modo de ofrendas para los personajes del linaje wari.

Mujeres de élite
Una semana después ocurrió un suceso que no estaba en los planes del equipo de científicos. Luego de retirar las siete ofrendas humanas, apareció la cámara funeraria conteniendo un riquísimo ajuar sin precedentes en la cultura peruana.

El equipo estaba frente a un gran hallazgo, en el que tuvo que trabajar en secreto para evitar la presencia de los profanadores.

Después de un mes de minucioso registro fotográfico, dibujo y análisis de los esqueletos, el bioarqueólogo del proyecto confirmó que en la cámara funeraria (de 4.50 metros de largo, 3.50 de ancho y 1.50 de profundidad) había sepultados los fardos con 57 personajes sentados, tal como se acostumbra en la sierra.
En el lado norte de la misma cámara había tres pequeñas tumbas que corresponderían a reinas o princesas waris. En todas ellas se halló ajuares con joyas de incalculable valor cultural pero la del centro albergaría a una señora de mayor importancia. Las tres señoras, quizá las esposas principales, fueron sepultadas con otras damas nobles, quizá las esposas secundarias o integrantes de la corte.

Al analizar los ajuares, la doctora Przadka-Giersz concluyó que todas las mujeres fueron enterradas con las joyas que usaron en vida, como orejeras de oro y plata, fina cerámica. Cada una tenía un cesto en el que guardaban varios pares de orejeras y objetos sagrados que las identifican como parte de la nobleza.

El registro realizado por el equipo de investigadores revela que en la cámara funeraria del castillo de Huarmey se descubrieron mil 200 objetos, entre ellos orejeras de oro y plata, otras similares pero de diferentes aleaciones metálicas, botellas de cerámica de extraordinaria belleza artística, ollas, cántaros, cuencos, unos 300 piruros (algunos de oro y plata) un kero de piedra de Huamanga, usos, agujas, ovillos de colores, cuchillos ceremoniales y otros ornamentos con el estilo propio de la cultura que tuvo su centro en Ayacucho. Todos estos objetos serán conservados por especialistas y luego expuestos para el conocimiento del público gracias al auspicio de una compañía minera, a la colaboración del Museo de Arte de Lima y al apoyo del Ministerio de Cultura.
Giro en la historia
Milosz Giersz considera que el descubrimiento cambiará el modo de pensar y explicará cómo se entiende la prehistoria peruana, especialmente durante el momento del gran cambio vinculado con la aparición del imperio panandino wari, considerado el primero en el país y previo al fenómeno del Tahuantinsuyo.

Para el científico, la pirámide principal tuvo fue un templo de veneración de los ancestros de las altas élites. Las damas nobles pudieron haber sido esposas de un emperador.