quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Escavações arqueológicas mostram que mulheres mandavam há 1.200 anos

A descoberta de uma nova tumba de uma sacerdotisa pré-hispânica no norte do Peru, a oitava encontrada em mais de duas décadas de pesquisas, confirma que mulheres poderosas governaram a região há 1.200 anos, segundo arqueólogos.


Os restos dessa mulher, pertencente à cultura Moche ou Mochica, entre 200 d.C. e 700 d.C., foram descobertos no final de Julho por arqueólogos na província de Chepén, na região La Libertad, no Norte do Peru, somando-se a outras descobertas surpreendentes na região.

A evidência de mulheres governantes na região de La Libertad tem vindo a assombrar os cientistas. Em 2006, no distrito de Magdalena de Cao (La Libertad), foi descoberta a famosa «Senhora de Cao», considerada uma das primeiras mulheres governantes do Peru, que morreu há 1.700 anos.

«Esta descoberta deixa claro que nesta região as mulheres não apenas chefiavam rituais, mas eram as rainhas da sociedade Mochica», disse Luis Jaime Castillo, director do projecto arqueológico San José de Moro. «É a oitava sacerdotisa descoberta, só encontramos tumbas de mulheres nas escavações e nunca de homens», acrescentou.

A sacerdotisa estava «numa imponente câmara funerária de 1.200 anos» de idade, explicou o arqueólogo, que destacou que os Mochica eram conhecidos como mestres artesãos e grandes construtores de cidades de barro.

«A câmara funerária da sacerdotisa é de barro em forma de 'L' e estava coberta com placas de cobre em forma de ondas e aves marinhas. Perto do seu pescoço estavam uma máscara e uma faca [Tumi]», explicou Castillo.

A tumba, pintada com desenhos nas cores amarela e vermelha, também tinha nos lados cerca de dez nichos repletos de oferendas de cerâmica de tamanhos variados, a maioria vasilhames.

«Acompanhavam a sacerdotisa os corpos de cinco crianças, dois deles bebés, e dois adultos, todos sacrificados», afirmou o cientista, após indicar que na parte superior do féretro estavam dois penachos que representam uma ave pescadora a descer em picada. A câmara funerária foi desenhada com uma entrada e nela foi montada uma exposição de peças colocadas ordenadamente, possivelmente cumprindo uma função, acrescentou.


Arqueólogos en Perú usan naves no tripuladas para proteger lugares ancestrales

Son llamadas “drones” y ayudan a producir modelos tridimensionales de las antiguas ruinas en días o semanas. A diferentes de los tradicionales mapas planos, que demoran meses o años.

                                                Internet / Referencial)

Lima (Reuters).- En un país como el Perú, donde se asienta Machu Picchu y miles de antiguas ruinas, los arquéologos usan naves no tripuladas para acelerar sus labores de búsqueda y proteger estos lugares de los invasores, constructoras y mineros informales.
Los “drones”, o naves no tripuladas, fueron desarrolladas para fines militares y son una controversial herramienta en las campañas antiterroristas de Estados Unidos, pero la baja en los precios de esta tecnología ha permitido que sea usada cada vez más en proyectos civiles y comerciales en todo el planeta.

Esta herramienta les ha ayudado a los arquéologos a producir modelos tridimensionales de los antiguos complejos en reemplazo de los habituales mapas planos. , y en días o semanas en vez de meses o años.

El crescimento económico y la presiones relacionadas con el desarrollo ha superado al saqueo como la principal amenaza para los tesoros culturales.

¡Basta de destrucción!
Los arqueólogos aún están conmocionados tras la destrucción en julio, por firmas constructoras, de una pirámide cerca de Lima, edificada hace 5,000 años.
Ese mismo mes, una comunidad cerca de las ruinas preincaicas en Yanamarca denunciaron que mineros informales estaban dañando unas enormes estructuras de piedra en su búsqueda de cuarzo.

Invasores y agricultores buscan con frecuencia tomar tierras cerca de lugares antiguos como Chan-Chan en la costa norte de Perú, considerada la mayor ciudad de adobe del mundo.
Los arqueólogos dicen que los aviones no tripulados pueden ayudar a definir fronteras para proteger estos sitios, vigilarlos y crear un archivo digital de las ruinas que permita reconstruir cualquier daño que se produzca.

“Los vemos como una herramienta vital para la conservación”, sostuvo Ana María Hoyle, arqueóloga del Ministerio de Cultura. 

Nuevas compras 
Hoyle dijo que el Gobierno planea compras varios aviones no tripulados para usarlos en lugares diferentes y que esta tecnología ayudará al ministerio a cumplir con una nueva ley que ha reducido los plazos para determinar si un área en la que se edificará infraestructura contiene restos culturales.

Varios de estos vehículos aéreos no tripulados ya volaron sobre al menos seis lugares arqueológicos en Perú en el último año, incluyendo un pueblo andino a unos 4.000 metros sobre el nivel del mar.

Perú es famoso por la ciudadela de Machu Picchu, considerada una de las siete nuevas maravillas del mundo, y por las misteriosas líneas de Nasca, dibujadasen un desierto hace más de 1.500 años y que pueden ser apreciadas mejor desde lo alto.


Gravuras de 3 mil anos somem de sítios arqueológicos da Amazônia

Por Elaíze Farias
Gravuras rupestres (petróglifos) são alvo de depredação e, possivelmente, furtos em um sítio arqueológico localizado em terra indígena no município de São Gabriel da Cachoeira, na região do Alto Rio Negro, no norte do Estado do Amazonas. Foto: Ivani Faria/Agência Pública / Divulgação

Um sítio arqueológico localizado em terra indígena no município de São Gabriel da Cachoeira, na região do Alto Rio Negro, no norte do Estado do Amazonas, vem sendo alvo de depredações e, possivelmente, de furtos para atender demandas de colecionadores ou de comercialização de gravuras rupestres (petróglifos) em outras regiões do país ou no exterior.

Em São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus), 90% da população é indígena, pertencente a 23 etnias. Ali estão  alguns dos mais relevantes sítios arqueológicos do Brasil, formados por rochas ribeirinhas, sazonalmente submersas, com gravuras rupestres com mais de 3 mil anos, segundo arqueólogos. Os indígenas consideram as áreas das gravuras rupestres um local sagrado e de forte relação com a sua cosmologia e ancestralidade.

As figuras ficam visíveis apenas na época da vazante do rio, cujo início acontece geralmente no mês de setembro (atualmente o local está submerso). Muitos dos desenhos rupestres estão documentados em publicações do etnólogo alemão Theodor Koch-Grünberg (1872-1924).

As depredações foram denunciadas em documento enviado em março passado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) pela Federação das Organizações Indígenas do Alto Rio Negro (Foirn), mas até o momento o órgão federal não se manifestou.

A constatação de que o sítio arqueológico sofreu algum tipo de dano grave, propositalmente, para objetivos ainda desconhecidos ocorreu no final de 2012, época da “seca” do rio, quando uma equipe de professores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), com sede em São Gabriel da Cachoeira, percebeu que camadas de pedras tinham sido removidas em um lugar conhecido como Itapinima, na região do rio Uaupés, afluente do rio Negro.

Um dos integrantes da equipe, o professor indígena da etnia tukano, Joscival Vasconcelos, fotografou a área onde teria ocorrido o furto e enviou as imagens para a direção do Ifam e para a Foirn.

Os furtos seriam para atender colecionadores ou comercialização das gravuras. As imagens têm mais de 3 mil anos. Foto: Ivani Faria/Agência Pública / Divulgação

Lajes removidas
A professora Roberta de Lima, integrante da equipe do Ifam, contou que ela e outros colegas estavam fotografando e identificando as gravuras para reconhecimento de marcos históricos da área. Quando chegaram às rochas, localizadas a meia hora de voadeira da sede do município de São Gabriel da Cachoeira, em uma área despovoada, depararam com as lajes removidas.

“Dois professores, entre eles o Joscival, viram que pedaços inteiros haviam desaparecidos. No lugar, estavam apenas umas partes brancas. A gente encaminhou o relatório para a diretoria do Ifam, que ficou de tomar providências. A nossa ideia era de que a Polícia Federal também investigasse”, disse Roberta.

Quase no mesmo período da visita da equipe do Ifam, Maiká Schwade e Ivani Faria, dois professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que ministram aulas de Licenciatura Intercultural Indígena no município, também passaram pela área e constataram a depredação do pedral onde havia gravuras rupestres, como relata Schwade:
“No final do ano passado, quando descíamos da comunidade de Taracuá, a professora Ivani Faria pediu para o Rosilvado, piloteiro da voadeira, encostar no local onde estavam esses desenhos rupestres para me mostrar. Mas, antes mesmo de encostarmos, o piloteiro disse que os desenhos rupestres haviam sido roubados e que chegou a ver pessoas trabalhando no local quando foi pescar no rio Uaupés”.

Swchade conta que, ao chegar ao pedral, ele e Ivani perceberam a falta de “dezenas de peças”; apenas as que estavam próximas ao rio permaneciam intatas. “Acredito que os ladrões retiraram a primeira camada (uns 10 cm de pedra) em volta de cada desenho, como se tivessem retirado a casca de uma árvore. Você imagina a dificuldade de transportar isso, é muito peso e exige muito cuidado. Acreditamos que eles só não tiraram todas porque deviam estar submersas. Nossa preocupação é que eles aproveitem mais uma época de seca para roubar o restante”, diz Schwade. As rochas de Itapinima ficam a maior parte do tempo debaixo do rio Uaupés, e aparecem apenas a partir do 2o semestre.

Alertado pelos professores, o diretor do Ifam, Elias Brasilino, visitou a região e constatou os danos: “Depois que recebi um relatório decidi ir até o local. Realmente, um painel grande de pedra foi retirado. Os desenhos e os símbolos, que representam o cotidiano dos povos que ali viveram, sumiram. E era preciso uma ferramenta boa para fazer isso”, descreveu.

As figuras ficam visíveis apenas na época da vazante do rio, cujo início acontece geralmente no mês de setembro (atualmente o local está submerso). Foto: Ivani Faria/Agência Pública / Divulgação

Agressão ao patrimônio e à cultura indígena
A arqueóloga Helena Lima, que trabalhou na região do Alto Rio Negro como professora, considera as depredações duplamente graves pois, além de destruir um patrimônio arqueológico, agridem a história e a cosmologia dos povos indígenas que habitam a área.

Em fevereiro de 2011, Helena visitou as rochas do rio Uaupés e não identificou depredação: “Estive no sítio de Itapinima. Ali tem grafismos impressionantes, é um lugar sagrado que fala da cultura de várias etnias. Aliás, toda a região do Alto Rio Negro tem sítios arqueológicos relevantes, embora poucas pesquisas sejam realizadas. As rochas possuem elementos da paisagem e da cultura e apresentam informações valiosíssimas sobre o passado dos índios da região. Se as depredações ou furtos estiverem ocorrendo mesmo é caso para a Polícia Federal investigar ou o Ministério Público Federal e não apenas o Iphan”, alertou.

Para o arqueólogo Raoni Valle, professor do Programa de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), caso se confirme a depredação, será “mais um lastimável registro recente de vandalismo grave em sítios de arte rupestre no Amazonas”. Ele lembrou que, em março de 2011, o Iphan interditou o sítio arqueológico Gruta do Batismo, em Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus), após ele e outros arqueólogos identificarem que o painel principal de pinturas rupestres fora destruído.

Em entrevista concedida por e-mail, Valle disse que a diferença no caso do Alto Rio Negro é que ali se trata de uma terra indígena, portanto, um território menos exposto. Segundo ele as gravuras “são realmente muito antigas, indicadores paleoambientais indiretos sugerem que algumas podem ter 3.000 anos ou mais”.

Ainda sem resposta do Iphan
Há pouco mais de quatro meses, no dia 8 de março, a Foirn enviou um documento ao Iphan pedindo medidas de proteção ao local e denunciando a ocorrência de “vandalismos e depredações”. O documento destaca: “Os lugares localizados nas pedras com gravuras, segundo os mais velhos, existem desde a grande viagem da cobra canoa quando a humanidade se gestava. Por razões que desconhecemos, estas pedras vêm sendo alvo de vandalismo e depredação. Assim gostaríamos de solicitar especial atenção e proteção a estes lugares”. A “cobra canoa” faz parte da narrativa dos mitos de origem do povo indígena Tukano, o mais populoso do Alto Rio Negro.

​No documento, a Foirn solicita o reconhecimento dos lugares sagrados indígenas como patrimônio cultural, já que são de suma importância para a história dos Tukano, “marcada nas pedras e petróglifos, nos paranás, na foz de rios que são afluentes do rio Negro, em localidades hoje consideradas cidades”. Segundo os indígenas, os lugares “constituem marcos importantes de nossa identidade, da formação e da reprodução de vida da região, pois foi nesses lugares que nossos ancestrais receberam os conhecimentos necessários para que nós, seus descendentes, transformados em gente, pudessem viver”.

Os índios ainda não receberam resposta do Iphan, mas, procurada pela Pública, a coordenadora de Conhecimentos Tradicionais Associados do Iphan, Ana Gita de Olliveira, respondeu por e-mail que soube das “mutilações pelas quais as pedreiras que contém tais desenhos estão passando”. Segundo ela, ao voltar de uma viagem pelo rio Negro, de Manaus a São Gabriel da Cachoeira, realizada em fevereiro e março deste ano, entregou a denúncia à diretora do Departamento do Patrimônio Imaterial (DPI) do Iphan e “nada mais soube do assunto”.

A reportagem procurou o DPI por meio de a assessoria da imprensa do Iphan e durante mais de duas semanas reforçou o pedido de entrevista por e-mail e telefone, sem obter resposta. Também enviou, por email, o documento que a Foirn encaminhou ao órgão federal, mas não obteve resposta da assessoria.

Procurada, a superintendente do Iphan no Amazonas, Sheila Campos, informou que “não havia sido comunicada” da situação envolvendo as gravuras rupestres, mas que, tão logo “o Iphan em Brasília” lhe formalizasse a denúncia, iniciaria os “trâmites para as providências de vistorias na área”.

As depredações foram denunciadas em documento enviado em março passado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) pela Federação das Organizações Indígenas do Alto Rio Negro (Foirn), mas até o momento o órgão federal não se manifestou. Foto: Ivani Faria/Agência Pública / Divulgação

Geólogo confirma depredação recente
A reportagem apresentou fotografias das rochas que teriam sido depredadas para o geólogo Marco Antônio Oliveira, superintendente do Serviço Geólogo do Brasil (CPRM) no Amazonas, que confirmou que uma parte do afloramento rochoso foi quebrada. Ele disse que é possível atestar a depredação a partir da área mais clara (como se fosse uma mancha branca), o que indica que ocorreu há pouco tempo.

“Isto não foi fruto da natureza. Alguém bateu com marretada ou algum outro instrumento para pegar alguma amostra ou levar como suvenir. A gente (geólogos) também trabalha com retirada de amostras, mas são pequenas, que cabem na nossa mão. Pelo jeito, levaram uma placa muito maior, o que não é comum”, disse Oliveira, que já visitou a região do Alto Rio Negro em períodos anteriores.

Oliveira defendeu uma atuação interdisciplinar de proteção do sítio rupestre e a criação de um geoparque que permitiria tanto a preservação quanto a realização de atividades turísticas. “Ali é um local muito relevante. A CPRM poderia fazer um cadastro nos geosítios e a Unesco chancelar, declarando a área como um patrimônio. A CPRM poderia fazer uma ação conjunta com o Iphan”, afirmou.

(Especial para Terra)


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Posible, que Chihuahua sea última frontera de Mesoamérica


Símbolos expresados en vasijas, petrograbados y monumentos de las zonas arqueológicas de Paquimé y Cueva de la Olla, en Casas Grandes, Chihuahua, revelan indicios de que el estado más grande de México pudo ser la última frontera de Mesoamérica.

Sobre esta tesis versa el trabajo de Jorge Villanueva Villalpando, arqueólogo egresado de la Escuela Nacional de Antropología e Historia (ENAH) y alumno del doctorado en estudios mesoamericanos que imparten, en conjunto, la Facultad de Filosofía y Letras y el Instituto de Investigaciones Filológicas de la UNAM.

Tradicionalmente se ubica al territorio mesoamericano desde la parte central y sureste de México hasta Guatemala, Belice y Honduras, donde florecieron los olmecas, al sur de Veracruz y Tabasco, y los mixtecos-zapotecos, en Oaxaca.

Además de los mayas, en la Península de Yucatán, Chiapas, Guatemala, Belice y Honduras, y los aztecas, en el altiplano de ese territorio, que mantuvo una distribución cultural distinta a la que impuso la colonia y que más tarde modificó el movimiento independentista, que definió la geografía actual de esos países.

De acuerdo con un comunicado de la UNAM, Villanueva busca un mapa cultural más extenso, con grupos ancestrales que también migraron al norte.

“En los símbolos, en los mitos, en petrograbados y textos orales de los sitios arqueológicos de Casas Grandes, hay presencia de mayas y mexicas, mensajes de grupos migrantes que llegaron del sur y se establecieron en esta zona sin mezclarse entre ellos”, afirmó.

En su trabajo “La frontera norte mesoamericana: el caso de la región noroeste de Chihuahua”, Villanueva sostiene que las migraciones de las culturas originarias del territorio se expandieron hasta lo que hoy es Casas Grandes, un municipio donde el invierno llega hasta 20 grados bajo cero, mientras el verano calienta a más de 40 grados.

“Para ese clima tan extremo, los grupos originarios construyeron casas de adobe que se caracterizan por sus puertas en forma de T. Creo que ese diseño favorece viviendas térmicas”, consideró.

Evidencia del movimiento territorial de los distintos grupos étnicos de Mesoamérica son el espiral, que representa la migración; la serpiente, asociada con un clan, o el coyote, que describe la presencia de otro; también el flautista jorobado, que ejemplifica a un guía, y las figuras de uno o dos cuernos, aún por revelar, indicó.   
   

Relevo maia de 1.400 anos é descoberto na Guatemala

Relevo descoberto em um centro arqueológico do norte da Guatemala foi qualificado de "o mais espetacular já visto"

AFP

Sítio arqueológico maia de Copan, em Tegucigalpa, Honduras, em 21 de dezembro de 2012

Cidade da Guatemala - Um relevo maia de 1.400 anos qualificado de "o mais espetacular já visto" foi descoberto em um centro arqueológico do norte da Guatemala, informou o arqueólogo Francisco Estrada-Belli.

"Este é um achado extraordinário, que acontece apenas uma vez na vida de um arqueólogo", disse Estrada-Belli à imprensa.

A descoberta foi realizada no centro arqueológico pré-colombiano de Holmul, no departamento de Petén, 600 km ao norte da capital guatemalteca e na fronteira com México e Belize.

Estrada-Belli precisou que o relevo foi encontrado em julho passado, em uma pirâmide maia do ano 600 d.C.

"O relevo tem oito metros de comprimento por dois de altura e está na parte superior de um prédio retangular (...). São imagens de deuses e governantes divinizados, com seus nomes. O texto abre uma janela sobre uma fase muito importante na história da época clássica maia", entre 250 e 900 da nossa era.

A composição inclui "três personagens principais, vestindo ricos trajes de plumas de quetzal (ave nacional da Guatemala) e jade, sentados sobre cabeças de monstros".
Na parte de cima do relevo, há uma faixa com símbolos astrais conhecida como "banda celestial", que indica que as figuras representadas estão no mundo dos deuses e ancestrais.

Para o arqueólogo, trata-se de "uma grande obra de arte, que também nos proporciona muita informação sobre a função e o significado do prédio, o que era o enfoque da nossa pesquisa".

O relevo foi encontrado durante as buscas de uma tumba que "continha os restos de um indivíduo", supostamente "um governante ou um membro da elite dessa cidade".


El arte rupestre de la Cueva Pintada de Ayasta

Por Ingrid Antúnez 


Cueva . La cueva del Chamán tenía dos entradas, una era solo para que el chamán descansara, de la otra no se conoce mucho sobre su finalidad. (Foto: Alex Pérez)

Esta riqueza arqueológica se encuentra ubicada en la aldea La Bodega, en el municipio de Santa Ana.

Las riquezas culturales que posee el municipio de Santa Ana, según investigaciones publicadas en el libro de Anne Chapman “Los lencas en Honduras en el siglo XVI”, en un cincuenta por ciento tienen origen lenca. EEn los escritos se hace una descripción de los pueblos lencas y su ubicación geográfica, donde queda demostrado que ellos habitaron el cerro Pico de Ayasta, ubicado en este municipio.

Esta teoría es avalada al realizar un recorrido por las montañas de la aldea La Bodega, sitio en el cual se encuentra la Cueva Pintada de Ayasta y la cueva del Chamán. Estas riquezas arqueológicas están ubicadas en una montaña de 1,609 metros de altura, motivo por el cual el recorrido es fascinante, ya que todos los elementos climáticos y geográficos se suman a su favor. Durante una hora de caminata usted podrá apreciar la flora y la fauna que forman parte del lugar, además de cruzar una poza que nace en las alturas de la montaña.

Arte rupestre
Estas cuevas están conformadas por cuatro abrigos rocosos, dispuestos tres de ellos en un mismo conjunto, mientras que el cuarto paredón se encuentra frente a los otros tres y es conocido como la cueva del Chamán.

Aquí se puede observar una gran cantidad de arte rupestre, petroglifos y algunos elementos de pictografía. La figura predominante es la antropomorfa y esta, a su vez, presenta una rica y variada gama de presentaciones de la figura humana, con ciertos rasgos repetitivos en cuanto a su conformación.Los ejecutores, es decir, los lencas, de este arte parietal realizaron arte rupestre en ocasiones relacionado con la representación de la figura chamánica por ciertos atributos presentes en los mismos grabados.

El chamán era el jefe de la tribu y su cueva quedaba a unos cuantos metros del resto de la población donde se retiraba para consultar a los dioses para dirigir al pueblo, ahí se encerraba por varios días en los cuales consumía chicha y leche de sapo (este líquido era utilizado como alucinógeno).

El terreno del sitio ha sido abordado en su estudio como parte del Proyecto de Arte Rupestre (Parup) por el Instituto Hondureño de Antropología e Historia (IHAH), con fondos propios, y del Fondo de los Embajadores para la Preservación Cultural de la Embajada de los Estados Unidos de América.

Financiamiento
Por todos los adjetivos que describen la zona, las autoridades actuales buscan el financiamiento de organismos internacionales para acoplar el lugar con senderos y champas de descanso, ya que escalar las montañas lleva aproximadamente una hora.

“Lo que buscamos es aprovechar este patrimonio cultural de Santa Ana para convertirlo en un destino turístico tanto para nacionales como para extranjeros”, acota Jorge Alberto Sandres, edil del municipio.

“Además queremos aprovechar la coyuntura con la UNESCO ya que en el 2005 se trabajó con ellos para que el sitio de Ayasta, junto con otros 15 sitios, fuera declarado como Itinerario Cultural y Patrimonio Cultural de la Humanidad”, asegura Saúl Banegas, guía turístico de Lenca Tourshn.


En conclusión lo que buscan las autoridades es diseñar un sistema de colocación de andamios para los visitantes que deseen apreciar este arte sin dañarlo de manera directa y que siga los lineamientos de la arquitectura paisajística de acuerdo al entorno natural del sitio.

Fonte:
http://www.elheraldo.hn/Secciones-Principales/Vida/El-arte-rupestre-de-la-Cueva-Pintada-de-Ayasta (09/08/2013)


Pesquisador diz ter encontrado em Rondônia altar de cidade inca

                           Joaquim Cunha da Silva em cima do suposto altar inca

Um pesquisador independente localizou um sítio arqueológico no município de Alta Floresta do Oeste (RO), a 540 quilômetros de PortoVelho, e já relatou a descoberta ao Ministério Público Federal e ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 

O farmacêutico Joaquim Cunha da Silva, especialista em citologia clínica e georreferenciamento,  acredita que trata-se de um altar onde eram realizadas cerimônias sagradas na lendária cidade perdida Paititi, que teria sido criada pelos incas em fuga após a colonização espanhola no Peru.

- Existem vários altares similares a esse, que é o primeiro encontrado no Brasil, em países como Argentina, Peru e Colômbia, onde a cultura pré-inca, inca e aruaque se desenvolveu – disse Joaquim Silva ao Blog da Amazônia.

Segundo o pesquisador, no sítio arqueológico existem evidências de assentamento humano e foram recolhidos restos de cerâmica e artefatos líticos como machadinhas e facas de pedra. 

Ele disse que existe também área onde supostamente foi desenvolvida agricultura, além de outra área onde foi encontrada urnas funerárias de cerâmica antropomórfica (estátua de barro) com característica aruaque ou inca.

- Nós também já identificamos geoglifos zoomorfos e antropomorfos, ou seja, na forma de animais e pessoas. Existe uma construção em estrutura de pedra e terra no formato de uma pirâmide. No topo dessa pirâmide existem desenhos de animais e de pessoas, feitos com paisagismo vegetal. Nesse local, dois geólogos constataram que a presença de um muro de arrimo, de pedra, é resultante de trabalho humano – afirma o pesquisador.


Joaquim Cunha da Silva disse que já foram identificados 29 "pilões" ou "bacias" feitos na pedra do suposto altar. Ele acredita que correspondem ao calendário lunar. Em outra rocha próxima, existem mais sete "pilões" ou "bacias", que o pesquisador supõe que eram usados para representar as fases da lua e os dias da semana ou o solstício e o equinócio.

- Imagino que o altar poder ter sido usado em rituais para que os indígenas se guiassem com o reflexo dos astros e estrelas. Há evidências no local de que eles se valiam de plantas de poder. No entorno do sítio, por exemplo, encontramos o cipó e a folha usadas na preparação da ayahuasca. Tudo isso podia servir como oráculo, para que pudessem planejar o futuro, fazer previsão de plantações e colheitas.

Joaquim Silva lembra que Bryan, filho do explorador inglês Percy Fawcett, relatou que o pai, entre 1909 e 1911, fez viagens para percorrer uma montanha na região e escreveu sobre a existência da "Grande Paititi".  A montanha mencionada por Fawcett é a Serra do Norte ou Chapada dos Parecis, no Vale do Rio Guaporé.

- O que faço na região desde 2009 é arqueologia de paisagem. Através de pesquisa em campo, tenho observado a ação do homem no meio ambiente com a mudança ocasionada por ele, o enriquecimento da flora e a alteração no relevo. É assim que tenho localizado indicadores florestais, cerâmicas e artefatos líticos sobre a existência desse e de vários outros sítios arqueológicos que sinalizam que outros povos muito avançados viveram na região – acrescenta o pesquisador, autor do blog Eldorado Paititi.


Un friso hallado en Guatemala "reescribe" la historia de la cultura maya


La pieza ubicada en una pirámide del año 600, en la región de Petén, muestra a gobernantes divinizados y da sus nombres


El friso tiene entre sus elementos una "larga inscripción dedicatoria". Reuters/ Archivo).

GUATEMALA (Notimex) — La comunidad científica ha considerado que es de enorme trascendencia el hallazgo de un friso maya y otros elementos, que "reescriben la historia de la civilización más emblemática de Mesoamérica", según el Ministerio de Cultura de Guatemala.

El descubrimiento de la pieza en relieve estucado, que mide ocho metros de largo y dos metros de alto, ocurrió en julio en Holmul, yacimiento arqueológico maya precolombino, localizado en el noreste de la región de Petén, en territorio guatemalteco.

El friso se encuentra en una pirámide maya del año 600 y está decorado con imágenes de dioses y gobernantes, además cuenta con una larga inscripción dedicatoria, informó el Ministerio.

El arqueólogo guatemalteco Francisco Estrada-Belli y su equipo lograron el descubrimiento del friso que refleja el mundo celestial de dioses y ancestros, durante los trabajos de búsqueda de indicios relativos a una tumba encontrada en la temporada anterior de investigaciones.

Estrada-Belli explicó que se trata de una gran obra de arte que proporcionará mucha información sobre la función y significado del edificio donde se encontró. "Teníamos la esperanza de encontrar algunos indicios sobre el por qué de este edificio y de su entierro pero algo así va mas allá de cualquier expectativa", dijo.

Mencionó que el friso representa la imagen de dioses y gobernantes divinizados y da sus nombres, mientras que el texto dedicatorio abre una ventana sobre una fase importante en la historia de la época Clásica.

De acuerdo con la descripción de los arqueólogos guatemaltecos, el entierro contenía los restos de un individuo acompañado por 28 vasijas cerámicas y una máscara de madera, lo cual llevó a pensar que pudo tratarse de un gobernante o integrante de la elite de esta ciudad. Especulaciones que parecen confirmará el reciente descubrimiento, pues se espera que revele indicios relativos a su identidad y las circunstancias históricas en las cuales vivió.

El friso decorativo se encuentra en el edificio asociado a la tumba, el cual se extiende por ocho metros de largo y dos metros de alto en la parte superior del edificio rectangular, a unos 10 metros arriba de la plaza. La composición incluye tres personajes principales que visten ricos atavíos de plumas de quetzal y jade, sentados sobre cabezas de monstruos witz (cerro).

El personaje central se identifica como Och Chan Yopaat (el Dios de la Tormenta que entra al cielo), por los signos jeroglíficos en su tocado y el texto debajo de su imagen. Desde la boca del monstruo central se desprenden serpientes emplumadas de las cuales emergen los ancestros y cerros laterales.

Entre las figuras se encuentran dos dioses ancianos, otorgándole al personaje central un objeto identificado por un signo jeroglífico como "primer tamal".
Arriba de los personajes corre una banda de símbolos astrales conocida como "banda celestial", que indica que las figuras representadas se encuentran en el mundo celestial de dioses y ancestros.

Estrada-Belli, quien desde el 2000 dirige el Proyecto Arqueológico Holmul, indicó que su equipo espera regresar al área en los próximos meses "para continuar la investigación y preservar este importante edificio como recurso para el turismo".


Especialistas relevaron el sitio “Pucará del Aconquija

Mario Lazarovich y Carlos Nazar realizaron un relevamiento de las ruinas.

                          El sitio arqueológico guarda una gran riqueza patrimonial.

El sitio arqueológico Pucará de Aconquija, ubicado en ese distrito del departamento Andalgalá, recibió la visita de dos especialistas con el objetivo de realizar un diagnóstico de su estado de conservación. Se trata del arquitecto Mario Lazarovich, quien es miembro de la Comisión Nacional de Museos, Monumentos y Lugares Históricos de la Secretaría de Cultura de la Nación, y del arqueólogo Carlos Nazar, perteneciente al organismo de Cultura provincial.

Por su monumentalidad y extensión, el Pucará de Aconquija y unos 800 metros de camino asociado ha sido seleccionado para ser declarado Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO como parte del programa multinacional Qhapaq Ñan o Sistema Vial Andino.

El Qhapaq Ñan fue consolidado por el Imperio incaico en el siglo XV, pero tiene más de 2.000 años de historia. Este camino, que tiene su punto de inicio en la ciudad de Cusco (Perú), atraviesa alrededor de 35.000 kilómetros a lo largo y a lo ancho de la región andina, integrando a los siguientes países: Argentina, Perú, Bolivia, Chile, Colombia y Ecuador. Dentro del país, recorre siete provincias: Jujuy, Salta, Tucumán, Catamarca, La Rioja, San Juan y Mendoza.

Ante la inminencia de la inclusión de este bien como parte del itinerario cultural Qhapaq Ñan en la Lista del Patrimonio Mundial, desde la Secretaría de Cultura provincial se destacó que se trabaja en dos aspectos fundamentales: la conservación del sitio a fin de generar las mejores condiciones para promover su visita de manera sustentable y la administración y gestión del sitio, contemplando la participación de los actores sociales, en base a un modelo que articula una instancia internacional, nacional, provincial y local.

En el marco de las acciones preliminares que se llevan a cabo para recibir esta importante e inminente declaratoria, el arquitecto Lazarovich está recorrendo todos los  sitios argentinos propuestos por las provincias para integrar la Lista del Patrimonio Mundial de la UNESCO, a fin de realizar un relevamiento de su estado de conservación y, a partir de allí, proponer la conformación de equipos de trabajo que planifiquen las intervenciones necesarias en función de la especificidad de cada sitio. Durante su visita al Pucará de Aconquija, que se concretó entre el martes y miércoles pasados, el técnico realizó una recorrida exhaustiva y un relevamiento fotográfico de la antigua fortaleza incaica. También fue recibido por las autoridades políticas del municipio, encabezadas por el intendente Juan Carlos Espinosa.


Abren un sitio arqueológico que fue fortaleza militar de los mayas en Honduras

EFE – Tegucigalpa

Un sitio arqueológico que según expertos fue fortaleza militar de los mayas en el sector de Copán Ruinas, en el occidente de Honduras, fue abierto hoy al público tras un proceso de restauración.

La ceremonia de apertura fue presidida por la designada presidencial (vicepresidenta) hondureña, María Antonieta Guillén, quien subrayó que el nuevo sitio permitirá "conocer más misterios y equipos de estructura e historia de los gobernantes mayas". El sitio arqueológico, que se localiza en una zona cruzada por una falla geológica, es conocida como Rastrojón, nombre que le dieron pobladores de los últimos 50 años por haber sido construido en un lugar de rastrojos y maleza densa, dijo el presidente de la Cámara de Comercio y Turismo de Copán Ruinas, Raúl Welchez.

La fortaleza de Rastrojón fue levantada a unos dos kilómetros del parque arqueológico de Copán Ruinas, donde los mayas esculpieran su historia en piedra. Desde ese sitio alto los mayas, que tuvieron 16 gobernantes, tenían una vista completa del valle de Copán y la principal ciudad que levantaron en el departamento occidental hondureño del mismo nombre, fronterizo con Guatemala.

Según indicó Welchez, estudios geomorfológicos confirmaron la presencia en el sitio de una falla geológica con depresiones pronunciadas, lo que representa un fenómeno natural de mucha importancia en el pensamiento religioso de los mayas. El sitio, agregó, es un importante lugar calificado por los investigadores como un asentamiento guerrero y fue identificado por un grupo de arqueólogos en 1979, cuando desarrollaban un proyecto cartográfico.

La vicepresidenta hondureña agradeció a los representantes de la Universidad de Harvard y Proyecto Arqueológico Rastrojón Copán, lo mismo que a los arqueólogos Jorge Ramos, William y Bárbara Fash, por la financiación e investigación del proyecto.

Agregó que Rastrojón "es impresionante, pues tiene características nuevas, figuras, detalles, la forma de trabajar la tierra, la dinastía, la historia y por qué los mayas decidieron establecerse en el lugar habiendo una falla geológica".

El arqueólogo hondureño Jorge Ramos, quien trabaja en Rastrojón desde 2007, indicó que en el sitio se hallaron lanzas de obsidiana y pedernales en la cima de un cerro, lo que hace suponer a los expertos que los mayas tenían ahí una especie del cuartel militar para defender a Copán y sus reyes.


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Descoberto no Chile assentamento humano com mais de 12.700 anos

Cientistas do Chile e dos Estados Unidos descobriram vestígios do que teria sido um assentamento humano em uma região desértica próxima à cidade de Iquique, no norte chileno, que teria mais de 12.700 anos.

Segundo a pesquisa, o assentamento teria sido construído por um povo "nômade-caçador" na região conhecida como Quebrada Maní 12, 1.870 km ao norte de Santiago, em uma região de extrema seca no deserto e que não tinha sido muito explorada por arqueólogos.

"Os caçadores-coletores subsistiam dependendo do que a natureza lhes dava. Não produziram seus alimentos. No sítio Quebrada Maní descobrimos que os instrumentos que usavam eram de pedra e de madeira", indicou a arqueóloga Paula Ugalde em um comunicado do Centro de Pesquisas do Homem no Deserto (Chile), difundido esta sexta-feira.

Durante a investigação, que começou em 2005, foram encontradas mais de mil peças, entre elas pontas de projétil, ferramentas como facas, raspadores de pedra, conchas marinhas e pedra vulcânica, o que indica que neste local viviam pessoas que circulavam entre o mar e a cordilheira, segundo os cientistas.

O assentamento é o mais antigo encontrado até o momento no norte do Chile. A região conhecida como Monte Verde, na região de Los lagos, no sul chileno, é o assentamento humano mais antigo da América, com 14.420 anos.

O estudo será publicado na revista internacional Quaternary Science Reviews.
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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Álcool e folhas de coca ajudaram três incas a 'aceitar' sacrifício, diz estudo

Crianças e adolescente mumificados teriam sido mortos em ritual sagrado. Corpos das 'crianças de Llullaillaco' são exibidos em museu da Argentina.
Visitantes observam 'A Donzela', que foi encontrada sentada, com as pernas cruzadas e os braços apoiados sobre o ventre. Seu longo cabelo tem pequenas tranças, como era costume em alguns povoados dos Andes. Já o rosto foi pintado com um pigmento vermelho e, acima da boca, observam-se pequenos fragmentos de folhas de coca (Foto: New York Times)

Do G1, em São Paulo

Vestígios de consumo de álcool e folhas de coca encontrados no cabelo de três múmias incas lançam uma nova luz para entender o sacrifício de crianças no noroeste da Argentina, há mais de 500 anos – antes do contato com os espanhóis. Os resultados do estudo estão publicados na edição desta segunda-feira (29) da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

As múmias, conhecidas como "crianças de Llullaillaco", foram descobertas congeladas em março de 1999 no topo do vulcão Llullaillaco, localizado na Cordilheira dos Andes (perto da fronteira com o Chile), a 6.739 metros de altitude.

Os corpos bem preservados pertenciam a uma adolescente de 13 anos, conhecida como "A Donzela", a uma menina de 4 e a um menino de 5, que teriam sido sacrificados como oferenda a um deus inca durante um ritual chamado "capacocha".

De acordo com os autores, liderados por Andrew Wilson e colegas da Universidade de Bradford, no Reino Unido, o padrão de consumo de folhas coca e de uma bebida alcoólica chamada "chicha" revela que essas substâncias foram usadas para ajudar o trio a "consentir" com a cerimônia religiosa que culminou nas mortes.

Durante análise – que usou dados bioqúmicos, radiológicos e arqueológicos para entender os momentos finais da vida de humanos oferecidos em sacrifício –, os autores identificaram o padrão de consumo de folhas de coca e chicha pelas múmias, e relacionaram os níveis dessas substâncias achadas nos cabelos delas com as taxas de crescimento dos fios – do couro cabeludo até as pontas – ao longo dos 21 meses anteriores aos óbitos. Segundo os cientistas, a adolescente consumiu mais coca e chicha que as duas crianças.

Múmia de 'O Menino', de 5 anos, encontrada congelada no topo de um vulcão (Foto: Juan Mabromata/AFP)

Além disso, para os pesquisadores, as descobertas levantam questões sobre os padrões incas de controle social sobre os territórios recém-adquiridos. O império inca incluía regiões que iam desde o norte do Equador e o sul da Colômbia, passando pelo Peru e pela Bolívia, até o noroeste da Argentina e o norte do Chile.

O trabalho da equipe britânica foi feito em parceria com a Universidade de Copenhague, na Dinamarca, a Universidade de Salta, na Argentina, e a Sociedade Nacional de Geografia dos EUA, em Washington DC.

Junto com as múmias, também foram encontrados mais de 150 objetos, todos exibidos no Museu de Arqueologia de Alta Montanha, em Salta, 1.510 km a noroeste de Buenos Aires. De acordo com especialistas, as condições ambientais garantiram a boa preservação dos corpos e dos utensílios.

VEJA MATÉRIA COMPLETA COM MAIS FOTOS NO LINK ABAIXO:

Descoberta mulher mumificada de período pré-inca no Peru

Arqueólogos peruanos descobriram o corpo mumificado de uma mulher que teria sido sacrificada no santuário Cao Viejo, pertencente à cultura pré-inca Moche, dos séculos II e VIII d.C., na região La Libertad (norte). O chefe dos arqueólogos da Fundação Wiesse, Régulo Franco Jordán, disse à imprensa que a descoberta aconteceu há um mês, mas foi divulgada somente agora por medo dos saqueadores.

A mulher mumificada teria entre 17 e 19 anos e foi enterrada em posição de decúbito ventral, com a cabeça orientada para o oeste e com um dos braços esticados. "Estava no santuário ('huaca') Cao Viejo do complexo arqueológico El Brujo, no distrito de Ascope, em La Libertad", acrescentou. "Os restos da mulher foram encontrados debaixo do último andar do pátio cerimonial da 'huaca' que, de acordo com a estratigrafia do templo, corresponde à ocupação final moche, aproximadamente entre os séculos VII e VIII d.C.", explicou Franco Jordán.

Há um mês, a equipe encontrou os restos mortais dessa mulher sacrificada na plataforma superior da "huaca" de Cao Viejo. Segundo o arqueólogo, o surpreendente da descoberta "é que, na iconografia moche, sempre se observa os homens como objeto de sacrifício e, por isso, traz uma reviravolta nas nossas investigações".

"Causa muita surpresa encontrar uma mulher e, muito mais, saber que foi enterrada em posição de decúbito ventral com a cabeça orientada para o oeste, onde fica o mar, e com um dos braços esticados, postura que - além de anormal - é muito diferente do que se conhecia até agora", comentou. Em 2006, a equipe de Franco Jordán descobriu no santuário Cao Viejo uma mulher tatuada que depois foi chamada de "a senhora de Cao", ou "Dama de Cao", uma governante da cultura mochica que, acredita-se, governou o norte do atual Peru no século IV d.C. (AFP)

domingo, 4 de agosto de 2013

Trujillo: hallan cuatro tumbas en Complejo Arqueológico de Chan Chan


Arqueólogos lograron encontrar un esqueleto al interior de la plataforma funeraria. Así también, se presentaron relieves originales de un santuario al interior del Palacio de Tschudi. En Chan Chan también se elaboran adobes para reconstruir y proteger patrimonio.


El Complejo Arqueológico de Chan Chan sigue sorprendiendo a los profesionales que vienen estudiando las riquezas históricas que se encuentran ocultas al interior de la ciudadela de barro. En cuatro meses de trabajo se logró la recuperación de la plataforma funeraria secundaria del conjunto amurallado de Tschudi, lugar donde se encontraron cuatro tumbas que presentan múltiples entierros. En el terreno solo se halló un esqueleto que mantenía su estructura completa.

Esta osamenta presentaba un anillo, el cual haría suponer a los especialistas que se trataría de un personaje importante de la civilización Chimú, y pertenecería a las últimasocupaciones de hace 500 años.
Los arqueólogos señalaron que el esqueleto fue descubierto hace algunos días, y tendrá que ser revisado por un antropólogo físico para que determine la edad, sexo y procedencia de los restos. Las excavaciones que realizaron los investigadores fueron para la conservación del patrimonio y no para la investigación, razón por la cual ya no pueden ir más allá.

“Se excavó hasta ese lugar, y para seguir se tiene que pedir autorización y una justificación al Ministerio de Cultura. Ahora estamos abocados al componente de recuperación para lo cual vamos a rellenar con material que no esté contaminado y poder así proteger las tumbas”, dijo la jefa del proyecto de conservación de Tschudi, Margarita Peña Aranda.



IMPRESIONANTES
En el 2011 los arqueólogos descubrieron cerca de 20 metros cuadrados de relieves originales de un santuario al interior del Palacio de Tschudi, se trataba de la figura del conocido anzumito (icono tradicional de Chan Chan) que ya era conocido en todo el complejo, pero en aquella ocasión la novedad era otra, la cría que presentaba adherida a su cuerpo con lo cual se presume que se trataría de la hembra de este  animal.

Posterior a ese hallazgo, los especialistas decidieron tapar y proteger estas figuras, las cuales desde hace dos meses vienen siendo tratadas para su conservación y posterior exhibición a los visitantes.
“No son los anzumitos tradicionales del patio ceremonial de Chan Chan, probablemente se trataría de la hembra. No se han descubierto recién pero si las estamos dando a conocer, ya que las esperamos que sea de la admiración de los turistas”, dijo el integrante de la unidad de investigación de Tschudi, Guillermo Gonzales.

TODAVÍA HAY MÁS
Otro de los lugares donde se registraron descubrimientos fue el conjunto amurallado  de Chol –An (Casa Nueva) o Rivero, zona en la que se encontró piezas textiles que vienen siendo estudiadas por los especialistas así como instrumentos en cobre como cuchillos que posiblemente se utilizaban para los rituales.

“Con los resultados obtenidos estamos comprobando cierta presencia Inca en Chan Chan. En este complejo amurallado se ha registrado material doméstico y un altar religioso. Los trabajos empezaron el 10 de junio y a la fecha ya venimos realizando trabajos de protección para los restos”, sostuvo el director del proyecto Chol – An, Fabián Soberón.

En Chan Chan también se realiza el trabajo de elaboración de adobes para la protección y reconstrucción de este patrimonio arqueológico. Cada obrero hace aproximadamente 500 adobes diarios con lo cual se espera llegar a los 90 mil a fin de año.



CLAVES
Tschudi es el único recinto arqueológico expuesto al turismo; representa menos del 1% de la zona intangible de Chan Chan. El conjunto amurallado de Rivero tiene una característica singular por su doble muralla perimetral cuya altura promedio supera los 9 metros. Una de las últimas notables ocupaciones fue durante la colonia, el espacio conocido como Corredor Este fue usado como caballeriza. Se proyecta una inversión de S/. 1.5 millones en recuperación de Tschudi y Rivero.

Recuperamos el patrimonio arqueológico
El Ministerio de Cultura a través del Proyecto Especial Complejo Arqueologico Chan Chan continúa con la recuperación de estructuras internas de dos importantes conjuntos amurallados de Chan Chan, cuyas últimas ocupaciones datan de hace más de 500 años.

Las trincheras y cateos son evaluaciones arqueológicas que permiten definir la funcionabilidad y conservación de la arquitectura de la plataforma adosada, la cual finalmente será protegida con un sistema de cubiertas.

Este proyecto permitirá el resane de los relieves originales con motivos de ardillas, se hará la protección de 130m2 de relieve con replicas con fibra de vidrio en la audiencia adyacente al segundo patio ceremonial, y la cubierta de 560m2 de la plataforma funeraria y los machones de acceso al segundo patio ceremonial de Tschudi con planchas de policarbonato.

Estos dos proyectos consideran acciones de inclusión social y sensibilización con la comunidad aledaña; es imprescindible ejecutar estas acciones por ser complementarias a la conservación del sitio.


Estelas mayas están en riesgo



El mal estado de las chozas que cubren las estelas permite el paso de la lluvia y la luz del sol de manera directa sobre estas.

POR R. ESCOBAR

El guía de turismo Antonio Herrera indicó que están deterioradas las vigas de las chozas y los techos, elaborados con la planta conocida como guano, las cuales deben proteger las estelas, con lo que también estas resultan dañadas. Precisó que está dañado el trono principal del templo XVIII, pues la pintura original de este muro se ha desgastado. Herrera señaló que el cuidado de este sitio está a cargo de la administración del Parque Nacional Tikal, por lo que es responsabilidad de esa dirección el daño en las estelas de Uaxactún. Afirmó que el programa de restauración de Uaxactún está paralizado desde principios de este año.

Desgaste
Jorge Chocón Tuna, del proyecto arqueológico Atlas de Guatemala, expuso que al no tener un techo adecuado, la luz del sol penetra y degrada la piedra caliza de las estelas; además, están expuestas a la lluvia, que destruye los relieves.
“Sin techo, el agua se filtra y las estelas en cualquier momento pueden colapsar, por el desgaste”, explicó Chocón.
Sugerencia
Marlon Díaz, de la Cámara de Turismo filial Petén, dijo que el Instituto de Antropología e Historia (Idaeh) administra mal no solo Uaxantún y Tikal, sino todos los parques y sitios arqueológicos, pues la mayoría está en abandono. Sugirió que para su mejor conservación, los parques sean coadministrados por el Idaeh en conjunto con una institución o entidad, ya sea de gobierno o particular, como sucede en la actualidad con el parque arqueológico Yaxhá, en cuya dirección está involucrado el Consejo Nacional de Áreas Protegidas.

Marco Tulio Castellanos, subadministrador del Parque Tikal, expresó que el programa de protección de estelas será retomado, y que el atraso se debe a que recientemente hubo cambio de autoridades en este sitio.
“Recientemente asumimos, por lo que ya les damos seguimiento a procesos que quedaron pendientes, y así podremos tener los sitios arqueológicos en buen estado”, afirmó.