sábado, 21 de março de 2015

Mudanças climáticas ameaçam preservação de múmias milenares no Chile

Fonte: Uma das múmias chinchorros: antigos sul-americanos preparavam corpos muito antes de os egípcios desenvolverem suas técnicas de preservação

Estudo da Universidade de Harvard mostra que aumento da umidade na última década provoca a deterioração de corpos que se mantiveram conservados por 7 mil anos

Dois mil anos antes de o Egito começar a imortalizar faraós e altos funcionários do governo, um povo simples sul-americano já protegia seus mortos da decomposição com sofisticadas técnicas de mumificação. Para os chinchorros, caçadores-coletores que viviam na costa da região onde hoje ficam Chile e Peru, todos mereciam que seus corpos fossem incorruptíveis. Mesmo fetos natimortos recebiam o elaborado tratamento pós-morte. Mas o que ficou intacto por mais de 7 mil anos, agora corre o risco de desaparecer. Culpa das mudanças climáticas, que estão destruindo as múmias até hoje bem preservadas.

Na última década, os corpos mumificados, que datam de 5050 a.C., começaram a se deteriorar rapidamente. Há quase 120 deles na coleção da Universidade de Tarapacá, no Museu Arqueológico de Arica, no Chile. Foi lá que os cientistas observaram uma degradação acentuada e a um ritmo alarmante. Em alguns casos, espécimes estavam simplesmente se transformando em lodo negro. “Nos últimos 10 anos, o processo acelerou”, conta Marcela Sepulveda, professora de arqueologia e pesquisadora do Laboratório de Análise Arqueométrica da universidade. “É muito importante ter mais informações sobre as causas disso e apontar para a universidade e o governo o que é necessário fazer para preservar as múmias chinchorros para o futuro.”

Para ajudar a descobrir o que está destruindo as múmias, Sepulveda chamou especialistas da Europa e da América do Norte, incluindo Ralph Mitchell, professor de ciências aplicadas e engenharia da Universidade de Harvard. Ele tem usado seu conhecimento em microbiologia ambiental para encontrar os culpados por danos detectados em peças como manuscritos históricos, paredes da tumba do rei Tutancâmon e até roupas espaciais do projeto Apollo, que levou o homem à Lua. “Sabíamos que as múmias estavam se degradando, mas ninguém entendia o motivo.

Esse tipo de degradação nunca havia sido estudado. Queríamos responder a duas questões: o que estava causando isso e o que poderíamos fazer para prevenir futuros danos”, explica Mitchell.

De acordo com Sepulveda, preparar as múmias foi um processo complicado que demandou tempo e muito conhecimento. Os chinchorros extraíam o cérebro e outros órgãos, reconstruíam o corpo com fibra, enchiam a cavidade craniana com cinza ou palha e usavam lascas de cana para costurar tudo, conectando a mandíbula ao crânio.

Um pedaço de pau mantinha a espinha reta. O embalsamador restaurava a pele, às vezes juntando as partes do corpo com epiderme de leão-marinho e outros animais. Finalmente, a múmia era coberta com uma pasta: preta, feita de manganês, nas múmias mais antigas; vermelha, de ocre, nos exemplares seguintes; e marrom, aplicada nos espécimes mais recentes.

Micróbios
A primeira coisa de que a equipe de Mitchell precisava eram evidências físicas, algo que Sepulveda forneceu em forma de amostras – tanto de pele degradada quanto de intacta – retiradas de múmias da coleção do museu. A tarefa de receber a encomenda incomum ficou a cargo de Alice DeAraujo, pesquisadora do laboratório de Mitchell, cuja especialidade é analisar amostras biológicas. Para ela, não restou dúvidas: a origem dos danos era microbiana. “A palavra-chave que usamos na microbiologia é oportunismo. O micróbio está sempre em nossos corpos, mas, quando há mudanças ambientais, ele se torna um oportunista”, explicou Mitchell.

Primeiramente, os pesquisadores levantaram uma série de questões: “O microbioma da pele das múmias é diferente da pele de humanos normais? Há uma diferença na população dos micróbios? Eles se comportam distintamente? Toda a microbiologia deles é desconhecida”, admite o especialista de Harvard. Os cientistas, então, isolaram os micróbios presentes nos dois tipos de amostra. Mas, como só havia uma quantidade limitada de epiderme das múmias, eles precisaram de um substituto para o próximo passo: cultivar os organismos no laboratório e testá-los para ver o que ocorria quando as amostras eram expostas a diferentes níveis de umidade. Usando pele de porco, DeAraujo iniciou uma série de testes. Depois de determinar que a epiderme do animal começava a degradar após 21 dias em um ambiente muito úmido, ela repetiu o resultado usando pele das múmias. Confirmou-se que a elevada umidade do ar desencadeia o processo de destruição.

A descoberta era consistente com algo que Sepulveda reportou: os níveis de umidade em Arica, onde o museu está localizado, nunca estiveram tão altos. As análises de DeAraujo sugerem que o ideal para as múmias é que o ambiente de exposição fique entre 40% e 60%. Qualquer coisa acima disso deflagra a degradação. Abaixo dessa margem, porém, também há riscos de destruição por acidificação. Testes futuros são necessários para verificar ainda o impacto da temperatura e da luz. Os resultados ajudarão a equipe do museu a afinar os níveis de temperatura, umidade e luz para preservar a coleção, disse Mitchell. Contudo, um desafio maior está pela frente.

De acordo com Sepulveda, existem centenas de múmias chinchorros enterradas apenas abaixo da superfície de areia nos vales da região. Elas sempre são descobertas durante novas construções e projetos públicos. Assim, o aumento da umidade pode fazer com que essas múmias ainda não recuperadas fiquem suscetíveis aos danos. Enquanto o processo de degradação é relativamente controlado no museu, essa é uma tarefa muito mais complicada quando se está exposto ao ambiente natural. “E quanto aos artefatos que ainda estão lá fora?”, questiona Mitchell. “Como preservá-los no ambiente externo ao museu? Há uma resposta científica para proteger esses importantes objetos históricos dos efeitos devastadores das mudanças climáticas?”, pergunta. Para ele, a solução para o desafio de preservar as múmias de 7 mil anos pode estar na ciência do século 21. “Você tem todos esses corpos lá fora e está se perguntando como evitar que se decomponham. É quase um problema forense”, acredita.

SAIBA MAIS: PESCADORES PRÉ-INCAS
Os chinchorros eram pescadores sedentários que ocuparam a costa árida do Nordeste do Chile ao Sudeste peruano, incluindo o Deserto do Atacama. Ao longo de milênios, esse povo pré-inca subsistiu usando uma combinação de pesca, caça e coleta – a palavra chinchorro significa “barco de pesca”. Os primeiros registros arqueológicos da cultura datam de 7 mil anos antes de Cristo, na localidade de Acha. O processo de mumificação provavelmente teve início depois, por volta de 5 mil a.C. Isso faz das múmias chinchorros as mais antigas do mundo. Os aparatos resgatados nos sítios arqueológicos indicam um estilo de vida simples, mas com domínio de ferramentas para pesca. Era do mar que retiravam 90% de sua dieta, conforme indicaram análises dos cabelos e ossos das múmias. Cinco por cento da alimentação vinha de animais terrestres, e os outros 5% de plantas. Suas comunidades eram compostas por pequenos grupos com núcleo familiar único. Cada povoado abrigava de 30 a 50 pessoas, e não há evidência de estratificação social. Os últimos registros dos chinchorros datam de 1,1 mil a.C.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2015/03/15/interna_tecnologia,627620/mudancas-climaticas-ameacam-preservacao-de-mumias-milenares-no-chile.shtml (15/03/2015)

Pok Ta Pok, el juego de los dioses

Foto: En el 'Popol Vuh', los hermanos divinos retan a los dioses de la muerte y bajan al inframundo para celebrar el Pok ta Pok. EL INFORMADOR / J. Monroy

Para las civilizaciones precolombinas, el juego de pelota poseía un significado especial, que ha trascendido hasta nuestros días

GUADALAJARA, JALISCO.- El tradicional juego de pelota prehispánico, que en la cultura maya recibía el nombre de ‘Pok ta Pok’ —como onomatopeya que refiere al sonido que produce al rebotar la bola de caucho que se utiliza—, constituye hoy día una de las grandes tradiciones que sobreviven en la península de Yucatán. Y es que además de ser un ritual, se ha convertido en un atractivo turístico que habla al visitante de la historia del lugar, además de evolucionar en un espectáculo y una oportunidad de diversión en distintas plataformas electrónicas.

De hecho, si el juego gana ahora popularidad es porque representa una suerte de oráculo en el que las interpretaciones se vinculan al movimiento de la pelota, a la que se golpea —con la cadera, pero dependiendo de la zona del país puede ser también con el hombro, el antebrazo u otras partes del cuerpo que no sean las manos— hasta que uno de los jugadores la deja caer por error; así, la leyenda cuenta que el vencedor es decapitado y su sacrificio persigue evitar la destrucción del universo.

Ritual e historia
Los más antiguos testimonios del juego, más allá de los vestigios arqueológicos que revelan el espacio donde se practicaba, se hallan en el célebre “libro sagrado” de la cultura maya, el “Popol Vuh”, donde se cuenta que los hermanos divinos retan a los dioses de la muerte y bajan al inframundo para celebrar el Pok ta Pok, el juego solemne de orden astral en el que se enfrentan los elementos contrarios del cosmos (luz y oscuridad, bien y mal, noche y día), por lo que a veces los jugadores poseen un rol de cuerpos estelares o deidades específicas (Tezcatlipoca y Quetzalcóatl era de hecho un enfrentamiento clásico).

Debe recordarse que el Pok ta Pok no sólo fue jugado por los mayas —en náhuatl se le conocía como ‘Tlachtli’ y los zapotecas le llamaron ‘Taladzi’, por poner dos ejemplos, aunque de modo general se le nombra ‘Ulama’, y desde hace dos mil años se jugó desde Centroamérica hasta lo que hoy es Sinaloa— porque se trató de una práctica sagrada y consuetudinaria, con el juego se pretendía conocer la voluntad de los dioses y la muerte era el premio; con el tiempo, se volvió profano pero no por ello desapareció su significación religiosa. Por supuesto, los españoles lo prohibieron porque creían que era propicio para la adoración de las deidades “paganas”.

Variadas opiniones
De acuerdo con las anotaciones de misioneros cronistas como Fray Bernardino de Sahagún, Diego Durán, Alonso de Molina o Gonzalo Fernández de Oviedo, la noche anterior al encuentro los jugadores hacían “penitencia”; horas después, con su público en lo alto de las murallas, se dividían en dos equipos y, al jugar, la clave era mantener la pelota en constante movimiento, sin rebasar ciertas marcas, golpeando la bola con el codo y la cadera, las rodillas y los hombros, aunque cada religioso difiere en su registro.

De igual manera, se difiere en lo que respecta al sistema de puntuación; los campos reconstruidos donde se celebraba indican que la bola debía pasar por un aro dispuesto en los muros laterales, aunque también era considerado “negativo” golpear la bola con una parte del cuerpo no permitida (quien lo provocaba, de dice, ganaba un punto); con todo, el triunfo definitivo era pasar la pelota por el aro.

Un espectáculo de hoy
Hoy día, como ha sucedido con otras danzas o eventos rituales del México ancestral —como cuadros folclóricos o el ceremonial de los voladores de Papantla—, el Pok ta Pok se ha tornado atracción turística y no pocos grupos lo llevan a cabo como una escenificación en diferentes escenarios en Yucatán o Quintana Roo, desde parques hasta campos móviles que han sido llevados de gira para que el juego se lleve a cabo en otras partes del país o el extranjero. Los elementos básicos del juego, con todo, se mantienen; puede variar el número de participantes y los campos o áreas de práctica se “decoran” y no, al igual que sucede con la indumentaria de los “jugadores”. El aumento de la práctica tiene un doble cometido: dar a conocer las bases de la tradición y entusiasmar a los espectadores, de manera que perviva el conocimiento del ritual por medio de una representación.

Para llevarlo a todas partes
Finalmente, no sólo se ha convertido en una atracción y espectáculo sino, también, en un juego electrónico que puede practicarse en diferentes plataformas; así, por ejemplo, en internet se puede acceder a un sitio completo (www.poktapokgames.com) en el que existen diferentes opciones para elegir, desde escenarios hasta participantes (la calidad no es la mejor pero constituye una manera de vincular la tecnología contemporánea con tradiciones prehispánicas, pues se incluye información básica).

Y eso no es todo, desarrollado y producido por Roberto Rochín —director de la película “Ulama, el juego de la vida y la muerte” (1986), en la que se documenta cómo sobrevivió el juego en Oaxaca y Sinaloa y que dio origen a un libro homónimo escrito por Felipe Solís y Ernesto Velasco (2011)—, existe desde fines de 2012 un videojuego basado en el Pok ta Pok, diseñado para teléfonos móviles en sistema iOS de Apple, y con versión en Kinect para Microsoft, además de adaptarse a consolas de distinto tipo. Por lo visto, algunas tradiciones pueden asegurar su permanencia en la memoria colectiva de modos insospechados.

SABER MÁS

Popol Vuh
Derivado de la lengua k’iche’ y pronunciado ‘popol wuj’, a este documento se le conoce como “libro del consejo” o “libro de la comunidad” (de popol: “reunión” o “casa común”, y wuj: “libro”) y en él se reúnen narraciones míticas y legendarias del pueblo maya guatemalteco (k’iche’), en las que se narra la creación del universo, de la civilización y los fenómenos naturales.

El primer traductor del libro fue el misionero fray Francisco Ximénez, pero sus trabajos debieron esperar hasta el siglo XIX para que despertaran interés en exploradores como el austriaco Karl Scherzer o el francés Charles Brasseur (que lo publicó en su país); después de que un coleccionista estadounidense adquirió los archivos, se les confinó en una biblioteca hasta 1911 y, gracias a Adrián Recinos (embajador de Guatemala entonces) se produjo la primera edición moderna del volumen, en 1947.

Aunque de incuestionable valor, se ha dudado de la “autenticidad” del libro porque la traducción primera, además de “errores” que actualmente se han consignado, refleja contenidos que fueron “occidentalizados”, en la narración que ofrecen.

Fonte: http://www.informador.com.mx/suplementos/2015/581385/6/pok-ta-pok-el-juego-de-los-dioses.htm (15/03/2015)

Choque de classes pode ter derrubado cidade pré-hispânica de Teotihuacan


Teotihuacan, a enorme e misteriosa cidade pré-hispânica situada no centro do México, pode ter entrado em declínio por um choque de classes entre elites governantes e administradores dos bairros - explicou nesta quarta-feira à AFP a autora do mais recente estudo sobre o tema.

Com uma superfície de 20 km² e cerca de 125.000 habitantes, "Teotihuacan era uma das maiores cidades do mundo antigo, comparável a Roma, Constantinopla e Alexandria", onde surgiram dois tipos de elites que acabaram por se enfrentar. É o que afirma Linda Manzanilla, estudiosa do Instituto de Pesquisas Antropológicas da Universidade Nacional Autônoma de México (UNAM).

Manzanilla, que começou a fazer escavações em Teotihuacan há 40 anos, calcula que o choque de classes ocorreu quando "as elites do Estado se deram conta de que as elites dos bairros que cercam o centro da cidade estavam enriquecendo, funcionando de maneira muito autônoma e quiseram voltar ao controle - mas já era muito tarde".

Por volta do ano 550 d.C. a revolta dos chefes dos bairros teve "seu primeiro evento de destruição, com um incêndio na Calçada dos Mortos - o ponto central onde estão as turísticas pirâmides de Teotihuacan - e nas principais estruturas das elites governantes", descreveu Manzanilla.

Depois, "pouco a pouco o local foi esvaziando, até que chegaram à cidade habitantes do Bajío [centro e norte do México] para terminar de saqueá-la", afirmou a autora do estudo, publicado neste mês pela revista científica norte-americana PNAS.

Outro elemento que pode ter contribuído para o colapso foi a situação deteriorada dos habitantes dos 20 bairros que cercavam o centro de Teotihuacan, que serviam como mão de obra barata para as pretensões dos administradores destas zonas, "que se comportavam como empresários que competiam entre si".

No bairro de Teopancazco - a 500 metros do centro de Teotihuacan - os moradores viviam de trabalhos pesados, "de cócoras horas a fio, tanto que é possível ver isso em seus esqueletos, por causa das chamadas marcas de atividade", apontou Manzanilla. Estes trabalhadores, concluiu a pesquisadora, "provavelmente participaram da revolta de seus administradores contra as elites do Estado" teotihuacano.

A cerca de 50 km de distância da Cidade do México, Teotihuacan foi uma das cidades mais importantes da América - chegando a exercer influência em lugares mais distantes, como a Guatemala.

Nos últimos anos arqueólogos fizeram uma meticulosa busca num misterioso túnel onde foram encontrados mais de 50.000 objetos pré-hispânicos.

Ao final deste túnel há três câmaras, onde acredita-se que estão tumbas com restos mortais, provavelmente de figuras poderosas, que poderiam responder a outras grandes questões sobre esta majestosa cidade.

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Fonte: http://www.swissinfo.ch/por/afp/choque-de-classes-pode-ter-derrubado-cidade-pr%C3%A9-hisp%C3%A2nica-de-teotihuacan/41333570 (18/03/2015)

Construtoras destroem pirâmide de 4 mil anos no Peru

Foto: Imagem aérea de El Paraiso, no Peru, mostra ruínas onde ficava pirâmide de seis metros de altura destruída por construtoras imobiliárias - ERNESTO BENAVIDES / AFP

Funcionários tentaram derrubar outras três construções históricas, mas foram impedidos por testemunhas

POR O GLOBO

LIMA- Um funcionário do Ministério do Patrimônio Cultural do Peru diz que duas construtoras imobiliário destruíram uma pirâmide no mais antigo sítio arqueológico do país, perto da capital, Lima.

O vice-ministro Rafael Varon diz que as empresas - identificadas como Alissolo e Provelanz - usaram equipamento pesado para derrubar uma pirâmide de seis metros de altura e 2.500 metros quadrados nas ruínas de El Paraiso, a poucos quilômetros ao norte de Lima. Varon disse nesta quarta-feira que o ministério apresentou queixa-crime contra as duas empresas por dano ao patrimônio no fim de semana.

De acordo com o governo local, El Paraiso foi construído há 4 mil anos, muito antes do surgimento da civilização Inca.

Segundo informa o jornal inglês “The Guardian”, Marco Guilen, diretor de um projeto de escavação em El Paraiso, declarou que as pessoas que derrubaram a pirâmide "cometeram um dano irreparável para uma página da história do Peru".

- Nós não vamos ser capazes de saber de que forma ela foi construída, quais os materiais que foram usados e como a sociedade no entorno daquela pirâmide vivia - disse Guilen.

Varon disse que as pessoas aparentemente contratadas pelas duas empresas para derrubar a pirâmide tentaram destruir outras três, mas foram impedidas por testemunhas.

Depois do incidente, o ministro do Interior peruano enviou a polícia para proteger as demais ruínas.

Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/construtoras-destroem-piramide-de-4-mil-anos-no-peru-8920836 (04/07/2013)

Arqueólogos encontram sambaqui de 4 mil anos durante obras de aeroporto no Rio

Foto: Rio bem antigo. Conchas, espinhas e artefatos em plena obra no aeroporto - DHANI ACCIOLY BORGES / DHANI ACCIOLY BORGES/DIVULGAÇÃO

Sítio arqueológico é raro registro de presença humana na cidade antes da chegada dos tupis à Baía de Guanabara

POR SIMONE CANDIDA

RIO - Um pedaço da história das primeiras ocupações da costa do Rio de Janeiro acaba de ser desenterrado na área do Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, na Ilha do Governador. Durante as obras de melhoria de infraestrutura do terminal, uma equipe de arqueólogos que trabalha no monitoramento do solo da região encontrou numa área de aterro, a cerca de 4 metros de profundidade, um sambaqui (sítio arqueológico com concentração de conchas de ostras e mariscos). Pelos cálculos iniciais, ele registra a presença de comunidades vivendo naquela área da Baía de Guanabara há cerca de 4 mil anos.

Com 40 centímetros de largura e cerca de 4 metros de extensão, a faixa de sedimento tinha conchas, restos de espinhas de peixe e lascas de quartzo, além de um artefato conhecido como “quebra-coquinho”, feito com uma pedra polida. O sítio arqueológico foi descoberto num terreno onde está sendo construída uma nova área de embarque e desembarque e um pátio de aeronaves, junto ao Terminal 2. De acordo com a arqueóloga Madu Gaspar, professora colaboradora do Museu Nacional, da UFRJ, e responsável pela pesquisa no local, o achado surpreende pelo bom estado de conservação e por estar perto de uma área urbana.

Os sambaquis são os sítios arqueológicos mais antigos do litoral brasileiro. E, segundo a Assessoria Técnica de Arqueologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-RJ), no estado do Rio de Janeiro, a ocupação dos grupos sambaquieiros remonta a cerca de 8 mil anos. Além das conchas, neles também se encontram ossos de animais, adornos, artefatos, restos de fogueiras e enterramentos.

Eram usados como uma espécie de “cemitério” pelos os grupos de pescadores-coletores que habitavam o litoral. De acordo com o Iphan-RJ, até hoje, no município do Rio de Janeiro foram cadastrados 40 sambaquis. Na Ilha do Governador, dos onze sítios arqueológicos documentados até o momento, dois são sambaquis.

- São os registros dos primeiros ocupantes da costa brasileira. Os sambaquieiros já viviam aqui no litoral quando os tupis chegaram, vindos da Amazônia. Uma população que, provavelmente, foi eliminada por esses índios, que eram canibais - ressalta Madu Gaspar.

DESTRUÍDOS POR COLONIZADORES
Segundo os historiadores, a concentração de conchas dos sambaquis atraiu o interesse dos colonizadores europeus e das gerações seguintes. Muitos sambaquis foram destruídos para serem usados em construções, aterros e na indústria de cal.

Como os sambaquis eram grande fonte de calcário, e o cal foi a matéria prima das construções no começo da ocupação de cidades como o Rio e Salvador, a maioria dos sambaquis foi destruída ao longo dos processos de ocupação das cidades. Por isso é muito raro encontrar algum, ainda mais em bom estado, junto a uma área urbana, como é o caso deste - diz Madu.
No entanto, o material encontrado, embora em bom estado, foi o que restou de um sambaqui que deve ter sido parcialmente arrasado há 30 anos, durante a construção do aeroporto do Galeão, acredita a arqueóloga.

- Não encontramos o sambaqui inteiro, mas uma área periférica, cerca de 5% do original, e junto dele um material que pode ter sido usado num dos rituais funerários. Normalmente, nestes tipos de sítio, são encontrados também esqueletos humanos, mas não achamos nada desta vez - contou Madu Gaspar, acrescentando que as equipes continuarão trabalhando no local.

Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/historia/arqueologos-encontram-sambaqui-de-4-mil-anos-durante-obras-de-aeroporto-no-rio-15625172 (18/03/2015)

sábado, 14 de março de 2015

TITICACA – EM BUSCA DOS ANTIGOS MISTÉRIOS PRÉ-COLOMBIANOS

Amigos,

É com muita felicidade que anuncio a publicação oficial do meu livro “TITICACA – EM BUSCA DOS ANTIGOS MISTÉRIOS PRÉ-COLOMBIANOS” pela loja Amazon, em formato digital (Ebook) para Kindle!!!

Para quem não conhece, o livro trata da expedição que fiz ao lago Titicaca (fronteira entre Peru e Bolívia) na qual caminhei 1.300 Km por três meses em busca de ruínas perdidas de povos pré-colombianos. Nessa caminhada solitária, coletei diversas lendas e mitos regionais do povo aymara!
Para ler este e-book, não é necessário possuir o aparelho Kindle. O arquivo pode ser lido baixando um aplicativo gratuito para smartphopne, tablets e computadores!


LINK:
http://www.amazon.com.br/Titicaca-busca-antigos-mist%C3%A9rios-pr%C3%A9-colombianos-ebook/dp/B00UEV1XCO/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1426362189&sr=1-1&keywords=titicaca#033288415055722

Honduras: las coordenadas de la "ciudad blanca" son secretas

La "ciudad blanca" podría ubicarse en un área de 500 kilómetros cuadrados en medio de la selva hondurenha

El Gobierno de Honduras clasificó como "información reservada" la localización de lo que podría ser la mítica ciudad perdida, con el fin de evitar un saqueo arqueológico. Tampoco validó los recientes descubrimientos.

Según informaciones del diario El Heraldo, en 2012, el entonces presidente Porfirio Lobo Sosa y su ministro de Cultura, Tulio Mariano Gonzales, firmaron un acuerdo ejecutivo que indica que toda información sobre la "ciudad blanca" que maneje el Instituto Hondureño de Antropología e Historia (IHAH), debe ser "reservada".

El documento oficial destaca que "la reserva de información abarca todo lo concerniente a los datos sobre los vestigios de un área de 500 kilómetros cuadrados", situada en la zona de La Mosquitia, en la selva de Honduras. La revista estadounidense National Geographic aseguró el pasado lunes (02.03.2015), que en ese mismo lugar, a unos 320 kilómetros al noroeste de Tegucigalpa, una expedición de arqueólogos descubrió los restos de una antigua ciudad que podría corresponder a la legendaria "ciudad blanca", llamada así, porque fue construida con piedra blanca.

Gobierno hondureño no ha validado el descubrimiento
Según la publicación, que en la tarde del lunes mostró las primeras imágenes del lugar, los restos corresponden a una cultura desaparecida y, al contrario que la maya, apenas estudiada. Uno de los descubrimientos más espectaculares es una cabeza que representa a un ser misterioso, mitad hombre, mitad jaguar.

Sin embargo, el director del IHAH, Virgilio Paredes, señaló que para comprobar que realmente se trata de la "ciudad blanca" se requiere una "profunda investigación". Paredes participó en la expedición de nueve días que el grupo de arqueólogos, biólogos y otros expertos de la Universidad de Colorado realizaron en la zona.

El funcionario explicó que la expedición se llevó a cabo en un área inmensa. "Hay bastantes restos, pirámides de tierra bien formadas, plazas y piedras. Definitivamente está claro que allí hubo una civilización", dijo, pero añadió que no se puede afirmar que realmente se trate de la "ciudad blanca".

Paredes aseguró que el presidente hondureño, Juan Orlando Hernández, liderará una estrategia para continuar con la exploración, ya que se tienen que hacer investigaciones y excavaciones "porque todo está bajo tierra". El lugar es tan apartado "que no ha sido visitado por el hombre en unos 600 años", concluyó.

OHA/ MS (dpa, efe, Reuters)

Fonte: http://www.dw.de/honduras-las-coordenadas-de-la-ciudad-blanca-son-secretas/a-18298820 (03/03/2015)

Desmistificando o "Mistério" das Esferas de Pedra (Parte 02)

John Hoopes com a maior esfera conhecida

Erros e Desinformação
Vários autores contribuíram agora para a desinformação difundida sobre as bolas de pedra da Costa Rica, conduzindo a especulação infundada sobre sua natureza e origem.

O Tamanho das Bolas
Em um artigo em Atlantis Rising Online, George Erikson faz alegações exageradas sobre o tamanho das bolas de pedra, escrevendo que elas “pesam até 30 toneladas e medem até três metros em diâmetro”. De acordo com Samuel Lothrop, autor do mais extenso estudo das esferas, “Uma bola de 6 pés [~1,8m] tem peso estimado de 7,5 toneladas, uma bola de 4 pés [~1,2m] de 3 toneladas e um espécime de 3 pés [~0,9m] de 1,3 toneladas” (1963:22). Lothrop calculou que o peso máximo de uma bola era ao redor de 16 toneladas. A maior bola conhecida mede 2,15 m em diâmetro, o que é substancialmente menor que três metros.

A Precisão Esférica das Bolas
Erikson também declara que estes objetos “eram esferas perfeitas com precisão de 2 milímetros em qualquer medida tanto de seu diâmetro como de sua circunferência.” Esta alegação é falsa. Ninguém jamais mediu uma bola com um grau suficiente de precisão para poder alegar isto. Nem Ivar Zapp nem George Erikson propuseram uma metodologia pela qual tais medidas poderiam ser feitas. Lothrop (1963:17) escreveu: “Para medir a rotundidade nós usamos dois métodos, nenhum completamente satisfatório. Quando as bolas grandes estavam enterradas profundamente no chão, poderia levar vários dias para escavar ao redor delas. Conseqüentemente, nós expusemos apenas a metade superior e então medimos mais dois ou três diâmetros com fita e trena absoluto. Isto revelou que os espécimes mais pobres, normalmente com diâmetros variando entre 2 e 3 pés (0.6-0.9 metros), variavam em diâmetros até uma ou 2 polegadas (2.5-5.1 centímetros). ” Deveria estar claro que este método assumiu que a porção debaixo do chão era esférica.

Lothrop também mediu bolas que estavam mais completamente expostas tomando até cinco circunferências com uma medida de fita, da qual ele calculou os diâmetros delas então. Ele escreve, “Evidentemente, as bolas maiores foram o produto de habilidade melhor, e elas eram tão próximas de perfeitas que as medidas de fita e trena dos diâmetros não revelaram imperfeições. Então, nós medimos circunferências horizontalmente e, se possível, a uma inclinação superior de 45 graus para os quatro pontos cardeais. Nós normalmente não averiguamos a circunferência vertical já que as bolas grandes eram muito pesadas para serem movidas. Este procedimento não era tão fácil quanto soa porque várias pessoas tiveram que segurar a fita e todas as medidas tiveram que ser conferidas. Como a variação em diâmetros era muito pequena para ser descoberto até mesmo através da vista com um trenó absoluto, os diâmetros foram computados matematicamente.” A fonte de alegações para medidas precisas pode originar de más interpretações das tabelas de Lothrop, nas quais ele apresenta os diâmetros calculados em metros a até quatro casas decimais. Porém, estes são estimativas matematicamente calculadas, não medidas diretas. Elas não foram arredondadas para refletir a precisão real com que as medidas reais foram tomadas. Deveria ser óbvio que diferenças “muito pequenas para ser descobertas através da vista” não podem ser tomadas como alegações sobre precisão “dentro de 2 milímetros.” De fato, as superfícies das bolas não são perfeitamente lisas, criando irregularidades que claramente excedem 2 milímetros em altura. Como notado acima, sabe-se que algumas bolas variam mais de 5 cm (50 mm) em diâmetro. Na fotografia da maior bola neste website, está claro que a superfície foi extremamente danificada. É então impossível saber quão precisamente formada esta bola poderia ter sido.

Os Fabricantes das Bolas
George Erikson declara que os “arqueólogos atribuíram as esferas aos índios Chorotega”. Nenhum arqueólogo familiar com a evidência fez alguma vez esta alegação. Os Chorotega eram um grupo falando Oto-Mangueano que ocupou uma área de Guanacaste, perto do Golfo de Nicoya no noroeste da Costa Rica. Os povos que viveram na área onde as bolas são achadas eram falantes de Chibchan. As bolas foram achadas em associação com restos arquitetônicos, como paredes de pedra e pavimentos feitos de remendagens de rio, e recipientes de cerâmica inteiros e quebrados que são consistentes com achados em outros locais associados com as culturas Aguas Buenas e Chiriquí. Acredita-se que estes representam povos nativos ancestrais ao grupo histórico falante de Chibchan do sul da Costa Rica.

A Datação das Bolas
George Erikson e outros insinuaram que as bolas podem ter até 12.000 anos de idade. Não há nenhuma evidência para apoiar esta alegação. Considerando que as bolas não podem ser datadas diretamente através de métodos como datação por radiocarbono, que só pode ser aplicada diretamente a materiais orgânicos, o melhor modo para datá-las é através de contexto estratigráfico e artefatos associados. Lothrop escavou uma bola de pedra que estava situada em uma camada de terra separada de acima de um depósito de fragmentos contendo cerâmica típica da cultura Aguas Buenas (200 AC – 600 DC). No solo imediatamente abaixo desta bola ele encontrou a cabeça quebrada de uma estatueta humana pintada do tipo Buenos Aires Policromo, datado de 1000-1500 DC (exemplos têm, segundo relatos, sido encontrados associado com ferramentas férreas). Isto sugere que a bola foi feita algum dia entre 600 DC e 1500 DC.

As Bolas estão “Fora de Contexto”
Desde sua descoberta em 1940, a vasta maioria destas bolas foi removida de seus contextos arqueológicos para servir como ornamentos de jardim pela Costa Rica. Muitas das bolas estudadas por Lothrop pareciam ter sido roladas de montículos próximos. Várias tinham estado cobertas por camadas de lodo fino, aparentemente de depósitos de inundação e erosão natural. Naturalmente, elas estão “fora de contexto” no sentido de ter poucas associações arqueológicas boas.

Estudiosos as Ignoraram
Não é incomum que autores que escrevem sobre as bolas de pedra afirmem que estes objetos receberam atenção inadequada de estudiosos sérios. Embora isto seja indubitavelmente verdade, não é verdade que estes objetos foram ignorados. Também não é verdade que estudos relativo a elas foram de alguma maneira escondidos do público geral. O primeiro estudo acadêmico das bolas foi empreendido por Doris Stone imediatamente após sua descoberta por trabalhadores para a United Fruit Company.

Os resultados de sua investigação foram publicados em 1943 em American Antiquity, o principal periódico acadêmico de arqueologia nos Estados Unidos. Samuel Lothrop, arqueólogo da equipe do Museu Peabody de Arqueologia e Etnografia na Universidade de Harvard, empreendeu extenso trabalho de campo relativo às bolas em 1948. O relatório final de seu estudo foi publicado em 1963. Contém mapas de locais onde as bolas foram achadas, descrições detalhadas de cerâmica e objetos de metal achados com e perto delas e muitas fotografias, medidas e desenhos das bolas, seus alinhamentos e contextos estratigráficos. Pesquisa adicional sobre as bolas pelo arqueólogo Matthew Stirling foi relatada nas páginas da National Geographic em 1969. No fim dos anos 70, pesquisa arqueológica em Isla del Caño (publicada em 1986) revelou bolas em contextos perto da praia. Foram investigados locais com bolas e relatados nos anos oitenta por Robert Drolet no curso de pesquisas e escavações no Vale de Térraba. NO fim dos anos 80 e começo dos 90, Claude Baudez e seus estudantes na Universidade de Paris voltaram aos locais do trabalho de campo anterior de Lothrop no delta de Diquís para empreender uma análise mais cuidadosa da cerâmica da área, produzindo datas mais refinadas para os contextos das bolas.

Esta pesquisa foi publicada em espanhol em 1993, com um resumo em inglês aparecendo em 1996. Também no começo dos anos 90, o autor [John W. Hoopes] empreendeu trabalho de campo ao redor de Golfito, documentando a existência dos exemplos mais ao leste destas bolas. No momento, Enrico Dal Lago, um estudante na Universidade de Kansas, defendeu sua tese de mestrado no assunto das bolas. O estudo mais cuidadoso das bolas, porém, foi o trabalho de campo empreendido de 1990-1995 pela arqueóloga Ifigenia Quintanilla sob o patrocínio do Museu Nacional da Costa Rica. Ela pôde escavar várias bolas in situ, documentando o processo de sua construção e suas associações culturais. A pesquisa de Quintanilla foi o estudo de campo mais completo destes objetos desde Lothrop. Enquanto ainda principalmente inédito, a informação que ela coletou é atualmente tema da sua pesquisa de graduação na Universidade de Barcelona. Até mesmo com a pesquisa atual pendente, a lista de referências neste website torna claro que as bolas de pedra receberam muita atenção séria, acadêmica.

Fonte: http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/2207/acabando-com-o-mistrio-das-esferas-de-pedra (14/08/2009)

Hallan ciudad perdida en Honduras

El hallazgo fue hecho en la región de La Mosquitia, al noroeste del país centroamericano.

En la región de La Mosquitia, en la selva hondureña, una expedición de arqueólogos descubrió los restos de una antigua ciudad que podría corresponder a la legendaria "ciudad blanca" o "ciudad del dios Mono".

Según publica la revista National Geographic, los restos corresponden a una cultura desaparecida y, al contrario que la maya, apenas estudiada. Uno de los descubrimientos más espectaculares es el de una cabeza que representa a un ser mitad hombre, mitad jaguar.

Según el arqueólogo Christopher Fischer de la Universidad estadounidense de Colorado, el sitio arqueológico se encuentra "intacto", algo que es "increíblemente raro". El busto forma parte de una colección de 52 esculturas de piedra halladas junto a la base de una pirámide.

Los arqueólogos estadounidenses y del Instituto Hondureño de Antropología e Historia dataron el hallazgo en la región de La Mosquitia, al noroeste del país centroamericano, entre los años 1000 y 1400 después de Cristo. Según afirman, el descubrimiento podría no estar vinculado a una única ciudad perdida, sino a toda una civilización.

No sacar conclusiones adelantadas
No obstante, expertos como el americanista alemán Nikolai Grube advierten del riesgo de sacar conclusiones adelantadas. Grube aseguró que no se puede hablar del descubrimiento de una cultura hasta contar al menos con una vinculación entre varios pueblos. "Estoy seguro de que no se trata de la "ciudad blanca", sino de un importante sitio arqueológico que quizá haya sido la sede del jefe de alguna tribu", sostuvo Grube.

Historiadores y mineros llevan años contando historias sobre los supuestos muros blancos de una ciudad perdida entre el follaje de la selva. Los indígenas hablan también de una "casa blanca" o "lugar del cacao", donde sus antepasados se refugiaban de los conquistadores españoles.

Desde la década de 1920 se han realizado varias expediciones en busca de la mítica "ciudad blanca". La más famosa se llevó a cabo en 1940 por el explorador Theodore Morde, que aseguró haberla encontrado, pero se negó a revelar su ubicación, por temor a que fuese saqueada.

OHA/ RML (dpa, nationalgeographic.com)

Fonte: http://www.dw.de/hallan-ciudad-perdida-en-honduras/a-18291314 (03/03/2015)

sábado, 7 de março de 2015

Lendária civilização perdida é encontrada embaixo de uma floresta em Honduras


Por: Kelsey Campbell-Dollaghan

A Cidade do Deus Macaco. “La Ciudad Blanca”, ou A Cidade Branca. Estes são nomes dados à lendária cidade perdida que teria existido em uma floresta intocada em Honduras – e a National Geographic encontrou evidências de que ela realmente existiu.

Uma expedição retornou esta semana de uma localização remota — e secreta — de Honduras, onde não foi só confirmado o rumor da existência da cidade, mas de uma civilização inteira. Uma civilização tão nova aos arqueólogos que ainda nem recebeu um nome. É uma descoberta incrível; mas antes de entrarmos em detalhes, vamos dar uma olhada no histórico do local.

O que é a Cidade do Deus Macaco?
Por muito tempo, ela foi só um rumor: uma cidade perdida localizada dentro de uma floresta em La Mosquitia, na costa leste de Honduras. Ela vem sendo procurada há centenas de anos por exploradores. Dizem que a cidade era formada por uma comunidade pré-colombiana de tamanho e riqueza consideráveis, e que existiu 1.000 anos antes de Cristo. O apelido “Cidade do Deus Macaco” se originou de um explorador americano que afirmou ter ouvido o nome de habitantes locais durante uma expedição.


Por que ela nunca foi encontrada?
Em primeiro lugar, a área onde a cidade se encontra é incrivelmente remota. Assim como diversas florestas tropicais, ela é um território inóspito para exploradores, especialmente para aqueles que não sabem o que estão procurando – mas os supostos avistamentos continuaram.

A alegação mais famosa sobre a cidade veio de um homem chamado Theodore Morde, cuja descoberta — não confirmada — foi noticiada pelo New York Times nos anos 1940, como pode ser visto na imagem acima.

Mas também existiram muitas outras alegações notáveis. Em um livro sobre a expedição de Morde, chamado Jungleland: A Mysterious Lost City, a WWII Spy, and a True Story of Deadly Adventure, o autor Christopher Stewart enumera algumas:

Em 1928, em um voo sobre a América Central, Charles Lindbergh avistou uma série de ruínas brancas — “uma incrível metrópole antiga”. Anos depois, o antropólogo W.D. Strong alegou ter encontrado diversos artefatos abandonados próximos à bacia de um rio e que, durante os seis meses de expedição, ouviu “muitas histórias sobre ruínas arqueológicas”. Não muito depois, S.J. Glassmire, um engenheiro de mineração e garimpeiro de ouro do Novo México, anunciou que havia encontrado uma cidade perdida com “13 quilômetros quadrados” e “pedras de calcário desmoronando”.

Por décadas, pareceu que a Cidade do Macaco de Ouro permaneceria para sempre uma história de rumores sem fundamentos.

Então o que mudou?
Bem, a tecnologia mudou. Graças ao LIDAR, que mede distâncias iluminando um alvo com um laser e analisando a luz refletida, arqueólogos podem ver a Terra de formas completamente novas. Para gerar um modelo 3D bastante preciso da superfície da Terra, a tecnologia envia feixes de laser a partir de um avião, passando pela folhagem da floresta e qualquer forma de vida.

Em um artigo para a New Yorker em 2013, Douglas Preston — quem inclusive escreveu o artigo da National Geographic desta semana — acompanhou uma equipe que usava o Lidar na área que supostamente deveria abrigar a cidade perdida, e testemunhou a revelação de imagens detalhadas de pilares e piramides construídos pelo homem. É uma evidência bem real de uma cidade perdida e, conforme explicou Preston, terá enormes implicações em como os arqueólogos entendem as civilizações pré-colombianas:

Antigas teorias diziam que o solo das florestas tropicais da América Central e do Sul era pobre demais para acomodar grandes populações, e aquelas áreas poderiam suportar apenas pequenas tribos de caçadores. Mas aparentemente, a Floresta Amazônica já abrigou sofisticadas civilizações agrícolas que desmataram enormes áreas para construir vilas, cidades e uma rede de ruas e canais.

Embora a cidade tivesse finalmente sido descoberta pelo ar, ela ainda precisava ser confirmada em terra.

Uma explicação sobre o funcionamento do lidar pela USGS.

Abaixo da terra?
Sim, um expedição retornou semana passada à área identificada pelo Lidar, e trouxe consigo 52 artefatos enterrados no solo, além de materiais de terraplanagem. Ah, e um homem-jaguar:

O objeto mais marcante a ser retirado do solo é a cabeça do que Fisher especula ser um “homem-jaguar”, possivelmente a representação de um xamã em estado de transformação espiritual. Alternativamente, o artefato talvez tenha relação com jogos de bola que eram presentes na vida pré-colombiana na Mesoamérica.

A National Geographic enviou Preston e o fotógrafo Dave Yoder na expedição que trouxe uma série de fotos e textos sobre as descobertas. Aparentemente, o número de construções era tanto que fez a equipe acreditar serem diversas cidades, ao invés de apenas uma:

Era definitivamente uma cidade anciã. Arqueólogos, no entanto, não acreditam mais na existência de uma única “cidade perdida”, ou Ciudad Blanca, como descrita pelas lendas. Eles acreditam que Mosquitia abrigava muitas “cidades perdidas”, que, quando juntas, representam algo muito mais importante — uma civilização perdida.

Foto de Dave Yoder, usada com permissão da National Geographic

E agora?
Bem, conforme Preston explica, a maior dificuldade agora é proteger a cidade de ladrões e do crescente desmatamento. Uma vez que a cidade esteja protegida, começará o processo de catalogar e estudar as ruínas.

É incrível como o advento da tecnologia ajudou a descobrir uma civilização perdida inteira: apenas imagine quais outras cidades perdidas e histórias irão emergir, conforme o lidar e outras tecnologias se tornam cada vez mais comuns para os arqueólogos.

...EM BREVE A 2ª PARTE DESSA MATÉRIA!!!!!...

Fonte: http://gizmodo.uol.com.br/civilizacao-perdida-honduras/ (05/03/2015)

Desmistificando o "Mistério" das Esferas de Pedra (Parte 01)

Esfera de pedra in situ sob árvores de cacau

John W. Hoopes, traduzido com sua gentil permissão
Todas as fotos nesta página também são de sua autoria

As esferas de pedra da Costa Rica foram objeto de especulações pseudocientífica desde a publicação de Eram os Deuses Astronautas por Erich von Däniken em 1971.

Mais recentemente, elas ganharam atenção renovada como resultado de livros como Atlantis in America: Navigators of the Ancient World por Ivar Zapp e George Erikson (Adventures Unlimited Press, 1998), e The Atlantis Blueprint: Unlocking the Ancient Mysteries of a Long-Lost Civilization, por Colin Wilson e Rand Flem-Ath (Delacorte Press, 2001). Estes autores apareceram na TV, rádio, revistas, e websites, onde prestam um incrível desserviço ao público ao apresentar enganosamente a si mesmos e o conhecimento atual sobre estes objetos.

Embora alguns destes autores sejam apresentados freqüentemente como tendo “descoberto” estes objetos, o fato é que eles são conhecidos a cientistas desde que vieram primeiro à luz durante atividades agrícolas pela United Fruit Company em 1940 primeiro. Investigação arqueológica das bolas de pedra começou logo depois disso, com a primeira publicação acadêmica sobre elas aparecendo em 1943. Elas dificilmente são uma descoberta nova, tampouco especialmente misteriosas. Na realidade, escavações arqueológicas empreendidas em locais com bolas de pedra nos anos cinqüenta encontraram-nas associadas com cerâmica e outros materiais típicos das culturas Pré-colombianas do sul da Costa Rica sulista. Qualquer “mistério” que exista tem mais a ver com a perda de informação devido à destruição das bolas e seus contextos arqueológicos que com continentes perdidos, astronautas antigos ou viagens transoceânicas.

Foram documentadas centenas de bolas de pedra na Costa Rica, variando em tamanho de alguns centímetros para mais de dois metros em diâmetro. Quase todas elas são feitas de granodiorito, uma pedra dura e ígnea. Estes objetos não são naturais em origem como as esferas de pedra em Jalisco, México, que foram descritas em um artigo de 1965 na National Geographic. Ao invés disso, são esculturas monolíticas feitas por mãos humanas.

As bolas estão em perigo desde o momento de sua descoberta. Muitas foram destruídas, foram dinamitadas por caçadores de tesouro ou rachados e quebradas por atividades agrícolas. Na época de um grande estudo empreendido nos anos cinqüenta, foram registradas cinqüenta bolas como estando in situ. Hoje, conhecem-se apenas algumas como estando em seus locais originais.

Onde as esferas são encontradas?
Elas foram descobertas originalmente no delta do Rio Térraba, também conhecido como o Sierpe, Diquís e Rio General, próximas das cidades de Palmar Sur e Palmar Norte. Bolas são conhecidas de locais tão ao norte como o Vale Estrella e tão ao sul como a boca do rio Coto Colorado. Elas foram achadas perto de Golfito e na Isla del Caño. Desde o tempo de sua descoberta nos anos quarenta, estes objetos foram desejados como ornamentos de jardim. Eles foram transportados, principalmente através de trem, por toda a Costa Rica. Elas são encontradas agora ao longo do país. Há duas esferas à mostra ao público nos EUA. Uma está no museu da National Geographic Society em Washington, D.C. A outra está em um pátio perto do Museu Peabody de Arqueologia e Etnografia, na Universidade de Harvard em Cambridge, Massachusetts.

Quão grandes elas são?
As bolas variam em tamanho de apenas alguns centímetros a mais de dois metros em diâmetro. Calculou-se que as maiores pesam mais de 16 toneladas (ca. 15,000 kg).

Do que são feitas?
Quase todas as bolas são feitas de granodiorito, uma pedra dura e ígnea que aflora nas montanhas próximas de Talamanca. Há alguns poucos exemplos feitos de coquina, um material duro semelhante a pedra calcária que é formada de concha e areia em depósitos de praia. Elas foram provavelmente trazidas para o interior da boca do delta de Térraba-Sierpe. (A imagem de fundo para estas páginas é uma fotografia da superfície de uma bola de pedra em Palmar Sur, Costa Rica.)

Quantas deles existem?
Samuel Lothrop registrou um total de aproximadamente 186 bolas para sua publicação de 1963. Porém, estima-se que possa haver várias centenas destes objetos, agora dispersos ao longo da Costa Rica. Relatou-se que um local perto de Jalaca tinha tanto quanto 45 bolas, mas estas foram agora removidas para outros locais.

Como elas foram feitas?
As bolas foram muito provavelmente feitas reduzindo pedregulhos redondos a uma forma esférica através de uma combinação de fratura controlada, entalhamento e lixamento. O granodiorito do qual elas são feitas esfolia em camadas quando sujeito a mudanças rápidas de temperatura. As bolas poderiam ter sido desbastadas pela aplicação de calor (carvão quente) e frio (água fria). Quando estava próximas da forma esférica, eram mais reduzidas entalhando e martelando com pedras feitas do mesmo material duro. Finalmente, elas foram lixadas e polidas até um grande lustre. Este processo, que era semelhante ao usado para fazer machados de pedra polidos e estátuas de pedra, era realizado sem a ajuda de ferramentas de metal, raios laser ou formas de vida alienígenas.

Quem as fez?
As bolas foram provavelmente feitas pelos antepassados dos povos nativos que viviam na região na época da conquista espanhola. Estas pessoas falavam idiomas Chibchan, relacionado a aqueles de povos indígenas de Honduras oriental ao norte da Colômbia. Seus descendentes modernos incluem os Boruca, Téribe e Guaymí. Estas culturas viveram em colônias dispersas, poucas das quais eram maiores que aproximadamente 2000 pessoas. Eles viviam de caça e pesca, assim como agricultura. Eles cultivaram milho, mandioca, feijões, abóbora, palma de pejibaye, mamão, abacaxi, abacate, pimenta, cacau e muitas outras frutas, leguminosas e plantas medicinais. Eles moraram em casas que eram tipicamente redondas em forma, com fundações feitas de remendagens de rio arredondadas.

Qual a idade delas?
Bolas de pedra são conhecidas de locais arqueológicos e estratos enterrados que têm apenas cerâmica característica da cultura Aguas Buenas, cuja data vai de aproximadamente 200 AC a 800 DC. Foram achadas bolas de pedra segundo relatos em enterros com ornamentos de ouro cujo estilo datas pouco depois de 1000DC. Elas também foram encontradas em estratos contendo fragmentos de Policromo Buenos Aires, um tipo de cerâmica do Período Chiriquí que foi feito ao redor do começo de 800DC. Este tipo de cerâmica foi segundo relatos encontrado em associação com ferramentas de ferro do período Colonial, sugerindo que foram fabricadas até o século 16. Assim, as bolas podem ter sido feitas em qualquer tempo durante um período de 1800 anos. As primeiras bolas que foram feitas duraram provavelmente por várias gerações, quando podem ter sido movidas e modificadas.

Para o que foram usadas?
Ninguém sabe ao certo. As bolas deixaram de ser feitas na época dos primeiros exploradores espanhóis, e permaneceram completamente esquecidas até que foram redescobertas nos anos quarenta. Muitas das bolas foram encontradas dispostas em alinhamentos, consistindo em retas e linhas curvas, assim como em triângulos e paralelogramos. Um grupo de quatro bolas foi encontrado organizado em uma linha orientada ao norte magnético. Isto conduziu a especulação de que elas podem ter sido dispostas por pessoas familiares com o uso de bússolas magnéticas, ou alinhamentos astronômicos. Infelizmente, praticamente todos os alinhamentos, com exceção de poucos, foram destruídos quando as bolas foram movidas de seus locais originais, assim medidas feitas quase cinqüenta anos atrás não podem ser conferidas em sua precisão. Muitas das bolas, algumas delas em alinhamentos, foram encontradas em cima de baixos montículos. Isto conduziu a especulação de que podem ter sido mantidas dentro de casas construídas em cima dos montículos, o que teria tornado difícil usá-las para fazer observações. As sugestões de Ivar Zapp de que os alinhamentos eram dispositivos de navegação apontando para a Ilha de Páscoa e Stonehenge são quase certamente erradas. As medidas originais de Lothrop de alinhamentos de bolas com apenas alguns metros de separação não eram precisas ou acuradas o bastante para o controle de erros na conferências de distâncias tão longas. Com a exceção de bolas localizadas na Isla del Caño, a maioria das bolas está também muito longe do mar para ter sido útil a navegantes do oceano.

Por que as bolas estão ameaçadas?
Virtualmente todas as bolas conhecidas foram movidas de seus locais originais, destruindo informação sobre seus contextos arqueológicos e possíveis alinhamentos. Muitas das bolas foram explodidas por caçadores de tesouro locais que acreditaram em fábulas absurdas de que as bolas contêm ouro. Bolas situadas em campos agrícolas foram danificadas por queimadas periódicas que faz a superfície antes lisa das bolas rachar, dividir-se e erodir — um processo que contribuiu para a destruição da maior bola de pedra conhecida. Bolas foram parar em vales e desfiladeiros, ou até mesmo em locais marinhos subaquáticos (como em Isla del Caño). A vasta maioria foi transportada para longe de sua zona de origem, separando-as ainda mais da consciência dos descendentes das pessoas que fizeram estas esferas.

Bolas no jardim do Museu Nacional, São José, Costa Rica

Fonte: http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/2207/acabando-com-o-mistrio-das-esferas-de-pedra (14/08/2009)