sexta-feira, 21 de abril de 2017

Buscan postulación de complejo Sillustani como monumento histórico

Trámites ya se iniciaron por parte del Ministerio de Cultura para nuevo reconocimiento. | Fuente: Rpp/Referencial

Trámites ya se iniciaron ante la Unesco. Evaluación demandaría entre seis a ocho años.

Ya se iniciaron los trámites de postulación para que el complejo Sillustani, ubicado en el distrito de Atuncolla, provincia de Puno sea declarado como monumento histórico por parte de la Unesco.

Así lo dio a conocer el director regional de Cultura, Gary Mariscal Herrera, quien dijo que ello demandaría entre seis a ocho años, ya que los funcionarios de dicho ente internacional son muy rigurosos en su evaluación.

A pesar de las múltiples exigencias, afirmó que todas formas se cumple con todos los requisitos y condiciones para alcanzar ese título, para que estas bellas chullpas mundialmente conocidas ganen un nuevo reconocimiento.

Mencionó que otro complejo arqueológico que cumple similares condiciones es el templo de Kalasaya, ubicado en el distrito de Pucará, provincia de Lampa. Asimismo informó que en la región se tiene mil 200 templos de estilo barroco mestizo, que requieren ser preservados.

Fonte: http://rpp.pe/peru/puno/buscan-postulacion-de-complejo-sillustani-como-monumento-historico-noticia-1045154 (19/04/2017)

Lambayeque: intensifican vigilancia en las zonas arqueológicas

La medida se tomó con el fin de garantizar la seguridad de los turistas y del patrimonio cultural en Semana Santa

Las actividades de vigilancia en las zonas arequeológicas de Lambayeque están a cargo de los arqueólogos y personal de los museos Brüning, Tumbas Reales de Sipán, Sicán, Túcume, Huaca Rajada-Sipán, Chotuna–Chornancap y la sede administrativa, en coordinación con la Dirección Desconcentrada de Cultura de Lambayeque. (Foto: Christian Ugarte / El Comercio)

Con el fin de garantizar la seguridad y evitar que se cometan acciones ilegales que atenten contra el patrimonio cultural en las diferentes zonas arqueológicas de la región Lambayeque, la Unidad Ejecutora Naylamp aunció que intensificará su vigilancia durante el feriado largo Semana Santa, según informó la agencia Andina.

Las actividades de vigilancia están a cargo de los arqueólogos y personal de los museos Brüning, Tumbas Reales de Sipán, Sicán, Túcume, Huaca Rajada-Sipán, Chotuna–Chornancap y la sede administrativa, en coordinación con la Dirección Desconcentrada de Cultura de Lambayeque.

La Unidad Ejecutora Naylamp indicó que se mantendrá una estrecha coordinación con la Policía Nacional de Perú (PNP) para que la División de Turismo de la Policía Nacional del Perú y las comisarías distritales se mantengan alertas ante cualquier denuncia y apoyen las intervenciones que se pudieran presentar.

Cabe mencionar que las actividades de vigilancia que realiza la Unidad Ejecutora Naylamp, son medidas preventivas para evitar las invasiones y el robo de artículos ubicados en los lugares arqueológicos, acciones ilegales que en nuestro país tienen una pena privativa de libertad de entre 3 a 8 años por afectar el legado de los antepasados que les pertenecen a todos los peruanos.

Fonte: http://elcomercio.pe/sociedad/lambayeque/lambayeque-intensifican-vigilancia-zonas-arqueologicas-noticia-1983743 (13/04/2017)

PERÚ: Ayacucho: complejo arqueológico Wari listo para recibir a turistas


Por: Andina

Ayacucho, abr. 12. El complejo arqueológico Wari, ubicado en la región Ayacucho, se encuentra en óptimas condiciones para recibir a los miles de turistas nacionales y extranjeros que arribarán a la ciudad por los días festivos de Semana Santa. Esto se debe a los trabajos de mantenimiento a través del proyecto"Mejoramiento de la Conservación del Patrimonio Cultural del Sitio Arqueológico Wari?, que ejecuta la Dirección Regional de Comercio Exterior y Turismo ( Dircetur ) de Ayacucho, afirmó Miguel Ángel Viacava, responsable del proyecto. "Los trabajos de mantenimiento se realizaron en coordinación con la Dirección Desconcertada de Cultura en los sectores de Vegachayoq Moqo, Monqachayoq, Capillapata, Cheqo Huasi y el Cerro San Cristóbal, con la finalidad de acondicionar el circuito turístico?, expresó el especialista.

A la fecha, se realizan acciones de investigación arqueología para poner en valor a Wari, porque es necesario que el Perú y mundo conozca a uno de los centros urbanos más grandes del Antiguo Perú. El complejo arqueológico Wari, ubicado a 22 kilómetros al noreste de la ciudad de Ayacucho, comprende un área de más de dos 1,000 hectáreas . Además, algunos arqueólogos creen que este gran imperio llego a tener alrededor de 70,000 habitantes. Museo El complejo cuenta con un museo de sitio de colección arqueológica que puede visitar de lunes a domingo de 09:00 hasta las 17:00 horas. El museo pertenece al Sistema Nacional de Museos del Estado. PERÚ: Ayacucho: complejo arqueológico Wari listo para recibir a turistas

Con Información de Andina

Fonte: http://www.entornointeligente.com/articulo/9860629/PERU-Ayacucho-complejo-arqueologico-Wari-listo-para-recibir-a-turistas (12/04/2017)

terça-feira, 11 de abril de 2017

Em Honduras, “cidade perdida” é explorada depois de 500 anos totalmente isolada


Mais de meio milênio depois do colapso da civilização maia, os membros de uma sociedade centro-americana vizinha, de repente, recolheram seus pertences mais sagrados, os enterraram no centro da cidade e desapareceram. “Há uma grande questão sobre quem eram essas pessoas”, explica o Douglas Preston, que visitou os remanescentes desta cidade, ao portal “Business Insider”. “O que aconteceu com essa civilização, por que abandonaram tão repentinamente a cidade?”

Preston fez parte de uma missão de pesquisa lançada há dois anos para explorar as ruínas do que se diz ser uma civilização perdida. Ele relatou sua recente viagem pela selva hondurenha no novo livro “The Lost City of the Monkey God: A True Story” (“A Cidade Perdida do Deus Macaco: Uma História Verdadeira”, em tradução livre).

Mistério histórico
Alguns dizem que as ruínas correspondem a uma antiga e lendária “Cidade Branca” – uma cidade de extrema riqueza que desapareceu há 600 anos. Desde os anos 1900, os rumores desta cidade esquecida circulavam em meio a exploradores, aviadores e turistas animados pela perspectiva de descobrir tesouros escondidos. Mas ninguém sabia muito sobre as pessoas que viveram lá.

Mesmo depois de algumas partes de uma aldeia abandonada – incluindo vestígios de praças e pirâmides – serem descobertos em 2012, durante a primeira expedição na área, antropólogos e arqueólogos continuaram perplexos. Segundo Preston, o principal arqueólogo hondurenho da expedição afirmou que não se sabia nada sobre a civilização perdida.

No entanto, algumas teorias intrigantes surgiram. Nesta última exploração, os pesquisadores encontraram um esconderijo de quase 500 objetos de pedra esculpidos dentro de um lugar que Preston descreveu como “um túmulo não para uma pessoa, mas para uma civilização”.

A lenda e o raiva dos arqueólogos
As ruínas de mil anos de idade – cuja linha do tempo coincide com a “Cidade Branca” – foram enterradas na floresta, em um vale redondo rodeado por penhascos íngremes. Desde que uma equipe de pesquisadores as descobriu, em 2012, elas foram revisitadas por uma série de equipes de pesquisa.

Quando a descoberta foi anunciada, vários veículos a retrataram como um antigo mistério que finalmente tinha sido resolvido, com a revista “National Geographic”, por exemplo, dando uma reportagem exclusiva que anunciava que uma “cidade perdida” havia sido descoberta na selva hondurenha. Porém, havia um problema, discutido em uma carta pública assinada pelos pesquisadores condenando estas afirmações: as ruínas não eram a “cidade perdida” dos tempos antigos e, além disso, elas podiam nem estar mesmo “perdidas”.

Os pesquisadores dissidentes – incluindo Chris Begley, arqueólogo da Universidade da Transilvânia, com 20 anos de experiência na região – disseram que a matéria da “National Geographic” exagerou os resultados e ignorou os povos indígenas da região. A revista respondeu à carta apontando uma declaração da equipe de pesquisa que diz que sua matéria nunca afirmou ter descoberto “a cidade perdida”, mas apenas “uma cidade perdida” na região.

As pessoas que desapareceram
Apesar da controvérsia, as equipes de pesquisadores e documentários que visitaram o local em 2012 e 2015 voltaram impressionadas com que viram. Preston e vários outros arqueólogos afirmam que colocaram os pés em um território que havia sido intocado durante meio milênio. E eles dizem que as pistas que essas pessoas deixaram para trás apontam para um fim trágico.

“É difícil acreditar que no século XXI uma cidade perdida ainda pudesse ser descoberta, mas foi exatamente isso o que aconteceu”, conta o autor.

Quem povoou a área no centro da selva hondurenha de Mosquitia não deixou muitos indícios. A equipe que visitou a região em 2012 datou os restos que descobriu entre 1000 a.C. e 1400 a.C.. Isso significa que os habitantes da região vieram depois da era dos maias, cuja civilização se estendeu do sudeste do México através da Guatemala e Belize e nas partes ocidentais de Honduras e El Salvador. “Eles cresceram perto dos maias. Eles se basearam nas pirâmides e distribuíram suas cidades de uma forma um tanto [parecida com a] maia, mas não exatamente [igual]”, explica. “Mas [o caso] é muito misterioso, há muitas coisas que não sabemos”.

O que os pesquisadores sabem é que quem viveu lá desapareceu de repente. Além de restos de suas pirâmides e praças, eles deixaram para trás uma série de peças de pedra intrincadas, incluindo o que se pensa ser parte de um assento cerimonial com uma efígie de um “jaguar”. Até agora, os pesquisadores identificaram quase 500 peças de pedra.

“Na base de uma pirâmide descobrimos uma enorme quantidade de belas esculturas de pedra”, conta Preston. “Parece que as pessoas trouxeram seus objetos, os depositaram ali cuidadosamente e, em seguida, deixaram a cidade”.

Vários arqueólogos e antropólogos que estavam na equipe de pesquisa de Preston acreditam que população foi abatida por alguma epidemia, talvez de alguma das doenças trazidas por europeus, como varíola e sarampo.

Porém, é improvável que os europeus tenham tido acesso a essa civilização – pelo menos não pessoalmente. As doenças provavelmente teriam atingido as populações indígenas por meio do comércio. À medida que as mercadorias trocavam de mãos, os vírus também passavam adiante e os indígenas não tinham qualquer defesa contra alguns deles.

Fonte: http://hypescience.com/cidade-perdida-honduras/ (27/03/2017)

Arqueólogos quedaron sorprendidos con «súper humano» hallado en sitio El Olivar


Publicado por: Webmaster DLR

El sitio arqueológico El Olivar no deja de sorprender a los científicos. Ahora se ha revelado que durante una de las excavaciones arqueológicas se encontraron los restos de un hombre que poseía una estructura ósea muy distinta al resto de los individuos encontrados hasta ahora en ese lugar, considerado uno de los más importantes de Chile.

Este hallazgo se realizó en septiembre de 2016. Se trata de un hombre y de manera preliminar los investigadores han determinado que tenía una edad de entre 36 y 50 años.

«Al principio nos pareció que se trataba de un entierro similar a otros que ya habíamos encontrado, propios de momentos tardíos preincaicos de la cultura Diaguita, es decir, que podría ser de tiempos inmediatamente anteriores a la llegada de los Incas. Este individuo tenia una vasija cerámica, correspondiente a un plato zoomorfo, que tiene un rostro estilizado entre felino, hombre, y quizás algún otro animal. Hasta ahí era algo relativamente normal. En la medida que fuimos despejando el esqueleto, comenzamos a advertir que tenía una serie de marcadores músculo-esqueletales, en este caso, rastros de inserciones musculares, que se desarrollan en el hueso, y que dan cuenta de un desarrollo muscular extraordinario comparado con el resto de la población, incluso la actual», dijo a LA REGIÓN Gabriel Cantarutti, uno de los arqueólogos a cargo de los estudios en el sitio El Olivar.

A partir del análisis bioantropológicos preliminares los expertos han ido dilucidando la actividad física que habría desarrollado este individuo.

«Nos fuimos dando cuenta que a nivel de sus huesos, especialmente húmeros, radios, ulna, escápula, e incluso clavícula, era una persona que hacía acciones rotatorias anteriores, vale decir, hacia delante y rotatorias posteriores hacia atrás, bastante pronunciadas y recurrentes en el tiempo y que involucraban un uso de fuerza importante, la que fue generando que esta persona desarrollara una musculatura inusual, particularmente del pecho, espalda y brazos», afirmó.

«Decir algo con respecto a la ocupación de esta personas es algo difícil de hacer. Pero hay un elemento que también encontramos junto a este individuo que quizás nos permita barajar algunas hipótesis. Se trata de un gran instrumento de hueso, tallado a partir de una mandíbula de ballena, que mide unos 60 centímetros de largo por unos 15 centímetros de ancho. Creemos que puede ser la parte principal de un remo, que podría haber empleado una persona que navegaba en una balsa como las que existen en el Museo Arqueológico de La Serena. Si fuera un remo sería coincidente con movimientos que hubieran generado el desarrollo muscular de la persona. Entonces esa persona pudo tener un oficio de pescador navegante. Otra posibilidad es que el instrumento fuera la réplica simbólica de una pala, usualmente empleada en labores agrícolas y mineras, solo que en este caso, por ser de hueso, no sería muy funcional, ya que se rompería fácilmente en contacto con rocas o la misma tierra «, dijo Gabriel Cantarutti.

Fonte: http://www.diariolaregion.cl/portal/?p=45696 (02/04/2017)

Arqueólogos descobrem palácio real de 2,3 mil anos no México

O palácio real descoberto no Vale de Oaxaca, México. Foto: Divulgação.

Por: Carlos Orsi | Jornal da Unicamp |

De acordo com os autores, o período coincide com o da emergência de um Estado arcaico na região; palácio tem semelhanças arquitetônicas com construções muito posteriores

Um palácio real de 2.300 anos atrás, e que pode ter permanecido em uso por cerca de 200 anos, foi descoberto no Vale de Oaxaca, no México, informa artigo publicado por pesquisadores do Museu de História Natural de Nova York no periódico PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences).

De acordo com os autores, o período coincide com o da emergência de um Estado arcaico na região. O complexo tem ainda semelhanças arquitetônicas com palácios muito posteriores, descritos já no período colonial.

“Os dados da escavação documentam um complexo palaciano multifuncional cobrindo uma área máxima de 2.790 m2, no lado norte de uma praça e consistindo tanto de componentes governamentais quanto residenciais. Os dados indicam que o complexo foi projetado e erguido como uma única construção”, diz o artigo.

“A emergência dos primeiros Estados é um grande problema de pesquisa em antropologia”, destaca o artigo. “Uma manifestação arqueológica fundamental de Estados é o palácio real”.

Os autores citam o trabalho de William T. Sanders (1926-2008), que conduziu escavações arqueológicas nos anos 70 na Guatemala, e que chamou atenção para a importância do palácio como medida da autoridade do governante e do nível de organização da sociedade.

“Ele determinou que, embora os caciques de sociedades pré-estatais pudessem convocar uma força de trabalho considerável para construir templos e outros edifícios públicos, eram incapazes de reunir a força de trabalho para construir suas próprias residências. Em contraste, governantes de Estados grandes e socialmente estratificados compunham uma classe dominante especializada de homens e mulheres dotados da autoridade e da força de trabalho para encomendar palácios monumentais para si mesmos”, escrevem.

O artigo na PNAS segue descrevendo a configuração do palácio e os artefatos encontrados em seu interior, incluindo braseiros, jarros e urnas, muitos esculpidos com figuras humanas estilizadas. O complexo do palácio real ficava separado dos templos e alojamentos dos sacerdotes, que ocupavam a face leste da praça. As partes residencial e funcional do palácio eram ligadas por uma escadaria. A residência real ficava na parte mais elevada do terreno, sobrepondo-se às demais estruturas da praça e seu entorno.

Fonte: http://painelacademico.uol.com.br/painel-academico/8707-arqueologos-descobrem-palacio-real-de-23-mil-anos-no-mexico

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Intensas lluvias amenazan sitios arqueológicos en el norte de Perú


POR AGENCIA REUTERS

Perú ha sufrido lluvias históricas que han durado hasta 15 horas en zonas de la costa norte del país.

Al menos 50 sitios arqueológicos de Perú están sufriendo daños por las intensas lluvias que soporta el norte del país, además el turismo cayó drásticamente en marzo en esas zonas, dijo el martes un científico local.

El arqueólogo Walter Alva, descubridor de la tumba del rey preinca el "Señor de Sipán", dijo que uno de ellos es Batán Grande en la región Lambayeque, donde dos de los 20 restos de grandes pirámides están amenazados.

Perú ha sufrido lluvias históricas que han durado hasta 15 horas en zonas de la costa norte del país, una franja desértica donde se encuentran centros arqueológicos de 4.000 años hasta la época Inca, 1.500 años después de Cristo.

Las lluvias, por un calentamiento del mar del Pacífico mayor al esperado frente a las costas de Perú y Ecuador, han destruido 12.000 kilómetros de carreteras y 224 puentes. Además han provocado la muerte de 91 personas -más de la mitad en marzo- desde que comenzó el temporal en diciembre, según datos oficiales.

"Todos los principales monumentos históricos están siendo afectados por la erosión que sufren frente a las fuertes lluvias y desbordes de ríos", dijo Alva por teléfono a Reuters.

El arqueólogo dijo que el hombre también ha contribuido a los daños desviando en el pasado el curso de inundaciones, que ha generado por ejemplo el desborde del río La Leche y puesto en peligro las pirámides de Batán Grande, que se desarrolló entre los siglos VIII y XII.

Alva dijo, sin embargo, que la tumba del Señor de Sipán, de unos 1.700 años y que fue descubierta hace tres décadas, podrá resistir debido a la construcción actual de varios drenajes.

"Lo que estamos sufriendo es por la visita de los turistas. En el museo de las Tumbas Reales del Señor de Sipán las visitas han caído en un 80 por ciento en marzo", dijo.

Fonte: http://www.24horas.cl/internacional/intensas-lluvias-amenazan-sitios-arqueologicos-en-el-norte-de-peru-2340586 (28/03/2017)

Osamenta de mujer hallada en Teotihuacán podría ser de mujer de la élite maya

Foto: INAH

EFE Agencia

Una osamenta hallada en el sitio arqueológico de Tlailotlacan, en Teotihuacan, probablemente sea de una mujer de la élite maya que vivió entre los años 570 y 660 d.C., determinaron científicos mexicanos con base en las alteraciones corporales que presenta y las ofrendas que la acompañaban.

De acuerdo con los estudios, la mujer tenía entre 35 y 40 años de edad al morir y presenta la mayor cantidad de deformaciones y modificaciones corporales intencionales, así como elementos únicos de prestigio, localizados hasta el momento en esa antigua urbe prehispánica, indicó en un boletín la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM).

Hallados en 2014, los restos estaban acompañados de una ofrenda de 19 vasijas de cerámica, las cuales fueron estudiadas recientemente por investigadores del Servicio Arqueomagnético Nacional (SAN) del Instituto de Geofísica de la UNAM, con sede en Morelia, estado de Michoacán.

La datación de la osamenta de la mujer de Tlailotlacan apunta a la misma temporalidad de “Álvaro”, los restos de un hombre encontrados en la zona de Cuitzeo, Michoacán, con tratamiento dental complejo y datados también por académicos de la UNAM.

Foto: INAH

El doctor Avto Gogichaishvili, del SAN, sugiere que esta conexión hace suponer “que ambos vivieron durante una época de desarrollo en tratamientos terapéuticos dentales en la región mesoamericana”, pues ella tenía una prótesis dental de jadeíta en uno de los incisivos inferiores.

“Esto es un hallazgo único”, acotó Verónica Ortega, arqueóloga de la zona de Teotihuacan, quien informó que en la mujer también se identificaron otras modificaciones dentales en los incisivos superiores, con incrustaciones de pirita.
Para ello, según los arqueólogos, se requirió de un taladrado en el esmalte, una técnica reportada principalmente en la zona maya del Petén en Guatemala.

Además, presenta una deformación intencional del cráneo de tipo tabular con compresión frontal-occipital, que no era común en la población teotihuacana.
En cuanto a las vasijas de la ofrenda, se determinó que 17 fueron elaboradas en Teotihuacan y eran piezas utilizadas en actividades cotidianas, mientras las otras dos fueron llevadas del sur de Mesoamérica, en el área que comprende la costa del Golfo de México, a la altura de Veracruz, y los valles centrales de Oaxaca.

Foto: INAH

Para determinar su temporalidad, los universitarios analizaron las magnetizaciones termorremanentes, adquiridas por los minerales magnéticos (magnetita y hematita) presentes en la cerámica.

Con esta técnica arqueomagnética es posible determinar la intensidad absoluta del campo magnético de la Tierra durante el enfriamiento de las vasijas luego de su fabricación o última utilización.

Los investigadores establecen su magnetización y la comparan con un registro ya establecido para estimar la época en la que vivió el individuo que las poseía. Basados en consideraciones arqueológicas y el estilo de la cerámica, los arqueólogos reportaron una temporalidad temprana, entre los años 350 a 400 d.C.; sin embargo, destacó Gogichashvili, “nuestro procedimiento permitió determinar una temporalidad más tardía, entre los años 570 y 660 d.C.”.

“Inferimos que pudo ser una persona de élite proveniente del sur de Mesoamérica (Oaxaca o la zona maya)”, agregaron Verónica Ortega y Jorge Archer, antropólogo físico de la zona de Teotihuacan.

Tlailotlacan es un vecindario de Teotihuacan donde se han encontrado, desde hace más de cinco décadas, vestigios prehispánicos que indican la residencia de personas con costumbres y tradiciones originarias de otras urbes como Monte Albán, en Oaxaca; Matacapan, Veracruz, o Kaminaljuyú, en Guatemala.

Teotihuacan, en el central Estado de México, fue una de las mayores ciudades de Mesoamérica durante la época prehispánica.

La evidencia arqueológica revela que durante el Período Clásico (siglos III a VII d. C.) se desarrolló allí una de las sociedades urbanas más complejas de Mesoamérica, que estaba altamente estratificada, ampliamente especializada y conformada por diversos grupos étnicos

Fonte: https://www.elheraldodetabasco.com.mx/cultura/osamenta-de-mujer-hallada-en-teotihuacan-podria-ser-de-mujer-de-la-elite-maya (23/03/2017)

quarta-feira, 29 de março de 2017

QUIPUS - Sistema de registro incaico

Saiu a 31ª matéria da Coluna "América Misteriosa", do Jornal Página 3 de Balneário Camboriú!!!
Passa lá para conferir!!!
Link: http://www.pagina3.com.br/coluna/americamisteriosa

Huaicos: Zona Arqueológica de Caral está fuera de peligro

La arqueóloga Ruth Shady señaló a Andina que todos los sitios urbanos de la época de Caral en el valle de Supe están situados en altura por lo que no corren peligro. (Foto: Zona Arqueológica Caral)

La ubicación de la Zona Arqueológica Caral la mantiene a salvo de lluvias, aseguró encargada de la puesta en valor del lugar

Los huaicos y lluvias que azotan nuestro país también han puesto en peligro los más importantes sitios arqueológicos del norte. Aunque en un primer momento se pensó que la Zona Arqueológica Caral, en la provincia de Barranca, correría la misma suerte, la arqueóloga Ruth Shady, afirmó que la Ciudad Sagrada está a salvo gracias a la ubicación de sus construcciones.

En entrevista a la agencia Andina, Shady, encargada de la puesta en valor de la Zona Arqueológica Caral, señaló que todos los sitios urbanos de la época de Caral en el valle de Supe están situados en altura por lo que no corren peligro.

Zona Arqueológica Caral

Estas declaraciones ponen calma sobre el estado de la Zona Arqueológica Caral, luego de que cerrara sus puertas a los visitantes desde la semana pasada a causa de las prolongadas lluvias, el desborde del río Supe y un huaico que arrasó con los cultivos de la zona aledaña a la llamada ciudad más antigua de América. Estos sucesos han afectado en gran medida la carretera de acceso al sitio arqueológico, por lo que la atención aún no será habilitada por medidas de seguridad.

Ruth Shady también recalcó que aunque la Zona Arqueológica Caral está fuera de peligro, “los que están en riesgo son los vecinos de centros poblados actuales que están cerca de la ribera”, indicó a Andina.

Fonte: http://elcomercio.pe/vamos/peru/huaicos-zona-arqueologica-caral-esta-fuera-peligro-noticia-1977826 (21/03/2017)

quinta-feira, 23 de março de 2017

Não foi só a Grécia: Arqueólogos descobrem formas democráticas na América pré-colombiana


Um candidato político estava de pé numa praça, nu e se preparando para ser atacado por seus compatriotas, pelos quais havia arriscado recentemente sua vida na guerra ... Este foi apenas o começo do longo processo para se candidatar ao governo da cidade de Tlaxcallan no século XVI.

A cena é descrita por um padre espanhol que visitou a metrópole mesoamericana, que foi fundada em torno do ano de 1250 no território que agora faz parte do México. Um grupo internacional de arqueólogos descobriu nesta cidade antiga algo impensável para os especialistas mesoamericanos: uma república. As informações são da ScienceMag.

O processo para se tornar um representante da cidade na cidade no momento descrito era bem complicado. Se sobrevivesse à cerimônia descrita acima, o candidato entrava em um templo e por lá permanecia por até dois anos, enquanto os sacerdotes lhe ensinavam o código moral e legal. Ele também era torturado com fome, açoitado com chicotes quando dormia e forçado a se cortar em rituais de derramamento de sangue.

Depois de passar todos esses testes, se passasse, ele se tornava um membro da elite local: um dos 100 senadores que tomavam as decisões mais importantes nas decisões militares e econômicas.

De acordo com pesquisa liderada por Lane Fargher e pelo arqueólogo e antropólogo Richard Blanton, Tlaxcallan é uma das sociedades pré-modernas em todo o mundo que, de acordo com arqueólogos, estavam organizados coletivamente; onde os governantes compartilhavam o poder e as pessoas comuns tinham voz nas decisões importantes.

Estas sociedades não eram necessariamente democráticas, no sentido moderno em que os cidadãos votam, mas eram radicalmente diferentes sistemas políticos em que o poder era herdado e autocrático. Arqueólogos dizem que estas "sociedades coletivas" deixaram vestígios em cultura material, como a arquitetura repetitiva, a ênfase no espaço público, a preferência pela produção local em detrimento de bens exóticos e hiatos de riqueza, que foram menos significativas.

Os sistemas coletivos enfatizavam o ofício de governante que, em teoria, poderia ser realizado por qualquer pessoa na sociedade: líderes não nascem, eram construídos. No entanto, "coletivo" não significa "socialista", enfatiza Blanton: sociedades coletivas quase sempre tinham economias de mercado.

A maioria das cidades mesoamericanas estavam centradas em um núcleo de pirâmides monumentais e praças. Em Tlaxcallan, no entanto, as praças estavam espalhadas por todos os bairros, sem centro ou hierarquia clara. Fargher também aponta para uma linhas rochosas no solo arenoso, onde havia paredes de 600 anos atrás. De acordo com o arqueólogo, foi uma série de pequenas casas que foram reconstruídas várias vezes com um pátio: uma casa típica de uma pessoa comum.

"Por um longo tempo, no âmbito da arqueologia estávamos à procura de marcadores de um rei. Agora, há de dar sentido às sociedades sem rei", disse uma dos pesquisadores, Rita Wright.

Fonte: https://br.sputniknews.com/americas/201703177919668-america-pre-colombiana-democracia/

Daños en patrimonio arqueológico de Lambayeque fue moderado

Obras de prevención evitaron un daño mayor a las huacas

ANDINA/Difusión

Lima. Debido a las lluvias intensas en la región Lambayeque se registró una "afectación moderada" al patrimonio arqueológico y esto pudo ser mitigado gracias a las obras de prevención que se hicieron años anteriores sobre las huacas principales y sitios emblemáticos.

El titular de la Unidad Ejecutora Naylamp, Alberto Risco, sostuvo que los daños se registraron en la infraestructura construida con adobe, pero ya se había colocado coberturas para evitar un mayor daño al patrimonio del país.

“La afectación ha sido moderada y fue mitigada por la cobertura que se colocó y por los trabajos de prevención que se hicieron de manera previa, muchos de estos trabajos se hicieron en las huacas más emblemáticas para el fenómeno El Niño que se esperaba el año pasado”, informó el funcionario a la Agencia Andina.

Recalcó que existen huacas muy grandes, por lo que es complicado proteger toda la infraestructura como Huaca Larga en Túcume, cuya longitud supera los 350 metros, por lo que no se puede proteger todo el lugar.

Sin embargo, recalcó que los trabajos que mitigaron los efectos adversos de las lluvias están referidos a la instalación de tuberías de desagüe para el agua de las precipitaciones, limpieza de canales, instalación de techos ligeros sobre el patrimonio, entre otras acciones de prevención que han sido ejecutadas con anterioridad.

Informó que estos trabajos se han realizado en el Bosque de Pómac, núcleo de la cultura Lambayeque, huaca El Oro, huaca La Merced, huaca Las Ventanas, Huaca Rajada, Saltur, entre otros complejos arqueológicos.

Indicó que lluvias de gran magnitud siempre va a traer algún tipo de afectación al patrimonio arqueológico, motivo por el cual continúan instalando y dando mantenimiento a la infraestructura que viene protegiendo los principales muros de las huacas de la región.

(FIN) JCR/MAO

Fonte: http://www.andina.com.pe/agencia/noticia-danos-patrimonio-arqueologico-lambayeque-fue-moderado-659211.aspx (21/03/2017)

domingo, 19 de março de 2017

Símbolos prehispánicos del poder feminino

Figurillas de sacerdotisas halladas en 2015 en el sitio de Vichama, pertenecientes a Caral. (Ministerio de Cultura)

Un recorrido por los hallazgos que demuestran la importancia de las sacerdotisas en el Perú prehispánico.

Por: Íñigo Maneiro

En el museo de la Universidad de Denver, Estados Unidos, hay un vaso de plata repujada que debería estar expuesto en el Perú. Está cubierto de dibujos y escenas que resumen la historia de una pirámide de barro trunca, de 40 metros de altura, que se encuentra en el interior del bosque seco lambayecano rodeada de algarrobos, espinos y campos de cultivo. Si proyectásemos todos esos diseños que cubren la base y las caras del vaso de Denver en su totalidad, tendríamos una especie de mapa del tesoro, en que aparecen personajes, símbolos, iconografías y detalles que los arqueólogos descubrieron —como ha ocurrido con otros vasos y en distintos enterramientos— en esa huaca que tiene forma de t.

En los años noventa, Christopher Donnan había encontrado, en la parte norte de la huaca de adobe, pinturas murales, mobiliario y enseres que indicaban la existencia de un trono. El principio de dualidad de las sociedades precolombinas —a un elemento le corresponde su opuesto con el que se complementa— hizo sospechar al arqueólogo Carlos Wester que, en la parte sur, habría un enterramiento de élite. El vaso de Denver de 17 centímetros cuenta la historia de Chornancap —el nombre que tiene el enterramiento—, de la sacerdotisa que encontraron dentro y de gran parte de la cultura lambayeque, también conocida como sicán.

Representación de la sacerdotisa de Chornancap, quien fue hallada en una tumba acompañada de ocho mujeres jóvenes. (Archivo El Comercio)

Tumbas reales
Antes de esta cultura ya se conocían mujeres que pertenecían a las más altas jerarquías del poder. Algo que atraviesa todas las culturas y épocas del Perú. Régulo Franco encontró a la Dama de Cao (La Libertad, km 604 Panamericana Norte) en un fardo funerario de unos 100 kilos de peso formado por casi 30 capas de mantos, vestidos y adornos metálicos. Le sorprendió el excelente estado de conservación en que se encontraba la momia —de una mujer de 25 años que falleció por complicaciones en el embarazo—, y su cuerpo cubierto de tatuajes de arañas, monos, serpientes, felinos y aves, realizados con un compuesto del mercurio llamado cinabrio.

Luis Jaime Castillo y Christopher Donnan descubrieron en diferentes cámaras funerarias de gran tamaño, ubicadas en San José de Moro, Chepén (La Libertad, km 761 Panamericana Norte), varias sacerdotisas adornadas con riquísimos ajuares, entre las que había por lo menos una niña. También encontraron restos en los que se evidenciaban producciones masivas de chicha y de alimentos, que podrían responder a encuentros de personas que llegaban a este sitio de La Libertad por motivos religiosos vinculados a las sacerdotisas.

En Nasca (km 451 Panamericana Sur) hay 34 pirámides de adobe cubiertas por las arenas del desierto en un área equivalente a unos 2.400 campos de fútbol profesionales. El arqueólogo italiano Giuseppe Orefici ha desenterrado una de esas pirámides en Cahuachi y ha encontrado tejidos, cerámicas, restos de cultivos y miles de pedazos de antaras de cerámica. Todas estas piezas se observan en un magnífico museo del centro de la ciudad: el Antonini. Parece que Cahuachi fue el epicentro más importante de los nasca, a donde llegaron personas de otras latitudes y desde donde se idearon las líneas que se observan en avioneta. En una posición privilegiada dentro de la pirámide, Orefici halló la momia de una niña. Estaba cubierta de joyas, rodeada de cerámicas en miniatura y tenía una nariguera de oro que tapaba su cara coloreada de rojo. Además, la envolvía un tejido que tenía pinturas y bordados de orcas, la máxima divinidad de los nasca junto al felino.

Lo más llamativo de estas mujeres es su ajuar, además de todo lo que las acompaña, que no es más que la manifestación del poder que representaban. En sus tumbas se han obtenido coronas, máscaras y orejeras de oro. Tejidos y cerámicas finísimas que llegaban como ofrendas de la sierra. Pectorales perfectos de metales preciosos. Vasos de plata, báculos y cetros. Lapislázulis originarios de Chile y ojos de tigre de Brasil. Collares elaborados por miles de cuentas diminutas de spondylus, la concha roja y blanca que vive en las cálidas aguas entre Tumbes y Centroamérica y que se consideraba sagrada desde el Arcaico. El spondylus, conocido como mullu y asociado a enterramientos de élite, está presente en las iconografías de tejidos y cerámicas de varias culturas, y con su polvo, después de molerse, se rociaban los caminos, como señal de purificación, por los que pasaban los gobernantes y gobernantas de la época.

En torno a este bivalvo, asociado por su forma a la vagina, se crearon larguísimas rutas de intercambio entre Chile y Centroamérica, y parece, según María Rostworowski, que la conquista inca de Tumbes y Piura era para asegurar y controlar la producción de las conchas.

Además de esa exhibición de oro y fastuosidad que adornan a las poderosas del antiguo Perú y que se puede observar en los museos de sitio respectivos, y en los de Brüning y Tumbas Reales, esas mujeres no estaban solas. En ocasiones estaban acompañadas por séquitos de niños, hombres y otras mujeres, o también llamas, el animal que transporta al muerto al lugar de los ancestros.

Incluso antes, en el periodo formativo, se hallaron enterramientos de mujeres de la élite, como la que encontró el japonés Yuji Seki en Pacopampa, una señora con el cráneo deformado, un rico ajuar de oro y conchas marinas, rodeada por una gran cantidad de ofrendas. Y si nos vamos más atrás seguiremos observando representaciones de lo femenino, vinculado al poder político, religioso y ritual: desde que los grupos nómadas adornaban las paredes de las cuevas y las montañas con pinturas rupestres y petroglifos, como los que estudia Santiago Rivas en el corazón de la selva que rodea Balsapuerto (Loreto), donde se aprecian batracios preñados —animales asociados a su vez a ritos para obtener lluvia— y siluetas de mujeres con tocados.

Para responder la pregunta sobre las mujeres en la cultura lambayeque, Carlos Wester y su equipo debían excavar en la parte sur de Chornancap, donde encontraron al personaje con ojos en el cuerpo y corona de serpientes en la cabeza que aparece en las iconografías del vaso de plata de Denver.

El vaso de Denver, donde se cuenta la historia de Chornancap y de gran parte de la cultura lambayeque, también conocida como sicán.

La sacerdotista y sus ofrendas
Cuando descubrieron a la mujer de Chornancap, esta miraba al este, que es el territorio de la luna, y se ubicaba de espaldas al mar. Estaba enterrada a 60 centímetros por encima de un hombre que tenía perlas y un collar de spondylus, y que estaba acompañado de dos jóvenes. Este enterramiento superpuesto era algo inédito en la arqueología peruana. El hombre se encontraba junto a la capa freática, el agua, el elemento del que nacieron los spondylus que llevaba en el cuello. Quizá por su ubicación y sus ornamentos podía tratarse del buzo especialista en obtener esas conchas.

La sacerdotisa tenía ofrendas que venían de regiones lejanas, como los pectorales elaborados con conchas ecuatorianas y el oro de sus joyas que provenía de la selva del Marañón, donde viven los jíbaros, los aguarunas y los huambisas. Estaba acompañada de ocho mujeres jóvenes y un camélido. Su cuerpo aparecía cubierto de anillos, brazaletes y pectorales, hechos de oro y piedras semipreciosas. Junto a ella, había copas, un cáliz, cetros y más perlas. Estaba cubierta de mantos que tenían 90 discos cosidos y cuyos significados remiten a la luna. Su ajuar incluía tocados, orejeras de oro con grabados de olas y cactus sampedro, collares de spondylus, cerámicas en miniatura, un cuenco de plata repujada con serpientes y jaguares, y una corona en la que se aprecia un ave cayendo en picada. Muchos de esos símbolos remiten al relato de Naylamp, el dios fundador de los sicán, y sitúan a la sacerdotisa en la cúspide del poder entre ellos.

El descubrimiento de Carlos Wester no solo completa la historia cultura del norte del país con el desenterramiento de un personaje de la élite. Corrobora algo que se hunde en la noche de los tiempos: en las sociedades precolombinas las mujeres han participado del poder más alto igual que los hombres. Quizá menos importante sea el nombre que los arqueólogos le dan a ese poder, que es el tema en el que más discrepan: ¿eran sacerdotisas?, ¿reinas?, ¿curacas?, ¿chamanas?, ¿diosas?

El norte ha sido especialmente próvido de ese poder femenino: no solo por las mujeres de Chornancap, Cao o San José de Moro. También porque, en muchas representaciones de cerámicas, frisos, vasos de plata, relatos, figurines, telares, murales, etc., lo femenino ha ordenado, dirigido y completado de significado el mundo en que los antiguos se encontraban. Se las ve en dibujos montadas en la luna, copulando con jaguares, el animal divino por excelencia, rodeadas de personas y adornadas con tocados y coronas.

Es muy probable que el entorno en que se desenvolvieron esas culturas tuviese una influencia determinante para que varias de las mujeres más poderosas en la historia del Perú sean originarias del norte.

Collar de oro perteneciente a la señora de Cao. (Archivo El Comercio)

La dualidad y el territorio de la luna
Unos siete mil años atrás, grupos nómadas recorrían el valle lambayecano, que se extiende desde el generoso océano Pacífico hasta la cordillera en torno a Olmos. La geografía, ubicación y clima que posee lo hacen uno de los valles más fértiles, desde el punto de vista agrícola, del mundo. Ahí se domesticaron plantas que, a medida que se cultivaban, provocaron la sedentarización de los grupos, lo que permitió mucho después el nacimiento de esas poderosas y fascinantes culturas cupisnique, moche, chimú o sicán, que se dedicaron más al arte, la ingeniería y los viajes, que a la guerra y los intereses imperialistas.

El salto del nomadismo, vinculado al fuego y a los grupos de cazadores, al sedentarismo de los cultivos facilitó la emergencia de las mujeres y su identificación con la tierra y la luna como divinidades femeninas. Como la madre tierra, las mujeres eran las proveedoras y las que alimentaban al grupo con las plantas de cultivo. Actividades que eran una extensión de las tareas de recolección en las que ellas destacaban desde hacía miles de años. A su vez, los cultivos dependen de la luna. Esta rige las mareas, las lluvias, los ciclos de las plantas y, además, se la vincula a los periodos menstruales. Desde los tiempos más antiguos, la tierra y la luna se convirtieron en territorios femeninos, es por eso que la sacerdotisa de Chornancap se ubicaba de espaldas al mar (el espacio masculino) y miraba a la luna (el territorio femenino).

No son comunes los templos dedicados a la feminidad. Pero tampoco lo eran los destinados al dios Inti. Quillarumiyoq, “el lugar de la roca dedicada a la luna”, está ubicado en las partes altas de Ancahuasi, a 45 km del Cusco (km 921 IIRSA Sur). En el sitio hay terrazas, canales de agua, una cueva con petroglifos y pinturas en mal estado de conservación, y una roca que destaca por su tamaño. Tiene grabado un diseño único en los Andes: un semicírculo perfecto que incluye ocho tallas cuadrangulares que podrían indicar las fases de la luna. Parece que Quillarumiyoq era un centro de culto a Quilla, la diosa de las plantas, el firmamento y los cultivos, la protectora de las mujeres y la que les enseñaba a tejer.

Todo esto, en el norte, centro y sur, en la costa, sierra y selva, se basa en el principio de la dualidad que define las cosmovisiones de las culturas precolombinas: sol y luna, hombre y mujer, dentro y fuera, arriba y abajo, tierra y mar. Opuestos que se complementan y que, juntos, forman entidades nuevas. Este concepto se observa de manera clara en Ventarrón, a 40 kilómetros de Chiclayo.

Cuando Ignacio Alva descubre huaca Ventarrón resuelve otro vacío que existía en las culturas del norte del país. En torno a Ventarrón se asentaron hace cinco mil años los primeros agricultores para cultivar pacaes, zapallos, pallares, camotes y algodón, que utilizaban para preparar redes de pesca. Además de esos cultivos, Alva ha encontrado una trompeta hecha de caracol tumbesino y una momia de guacamayo amazónico que muestran cómo, desde las épocas más remotas, los locales seguían rutas de intercambio con otros puntos lejanos de la costa, y con la selva, a través del Abra Porculla, el cruce andino más bajo.

Era tan importante Ventarrón que por primera vez en América se pintaron murales policromados (2.600 a. C.) en los que, en el mismo nivel, el dualismo masculino femenino está presente. En una de la salas se observa un muro cubierto de dos franjas rojas que delinean una blanca, lo que recuerda a la bandera peruana. Para Alva, el blanco masculino designa el color del semen y los huesos; y el rojo femenino, la sangre y la menstruación. En el recinto más grande de la huaca, se observa el mural más antiguo de todos: un venado atrapado en una red, que es la preocupación de estas incipientes sociedades agrícolas de cuidar sus cultivos de los animales que rondaban los valles. En este recinto, en los muros de barro inferiores y más antiguos, se observa dos altorrelieves: uno de ellos son dos pescados puestos uno contra el otro encima de un fogón; y, en el otro extremo de la sala, una zarigüeya. El primero remite a símbolos y espacios masculinos, como el mar y el fuego. La zarigüeya conecta con lo femenino: es un marsupial que lleva a las crías en la bolsa y está asociada a la tierra.

El poder de los diferentes
Para Ruth Shady no eran sociedades matriarcales, sino un mundo basado en la reciprocidad y la complementariedad de los opuestos: cuando a la mujer le tocaba ejercer el poder, simplemente lo ejercía. En una cosmovisión basada en la dualidad se valora, precisamente, la diferencia: de géneros, funciones o capacidades. Porque solo las diferencias alimentan y crean nuevas y más poderosas entidades. El poder, más que títulos, es la manifestación de esa complementariedad, el ejercicio de la dualidad.

Cuando llegaron los españoles se encontraron con una realidad diferente a la de Europa del siglo XVI. Llegaron más preocupados por enriquecerse (la naturaleza y el otro como objetos) y evangelizar. Su punto de vista era el del dios único (frente a la multiplicidad de divinidades) y antropocéntrico (frente a cosmovisiones que humanizaban y dotaban de alma a la naturaleza). Y esto, no es de extrañar, provocó una fractura. La historia antigua está ahí para admirarse de ella y poder transformar el hoy.

Muchos de estos trabajos son incipientes y son pocas las conclusiones finales, y más en un país tan complejo como el Perú. Toca a los arqueólogos, a pesar del escaso apoyo que reciben, ir más allá de sus destinos de investigación y entender mejor cómo fueron esas relaciones a lo largo de las regiones del país, entender mejor las iconografías y relatos, completar las genealogías de dioses y autoridades con nuevos descubrimientos, en los que siempre aparecen las mujeres.

Fonte: http://elcomercio.pe/eldominical/articulos-historicos/simbolos-prehispanicos-poder-femenino-noticia-1972953 (05/03/2017)

Celebrarán declaratoria de Paquimé, Chihuahua como patrimonio de la humanidad


NTX/RGB/CRA/HAR/GVG

El INAH realizará una serie de actividades para conmemorar que hace 19 años la Zona Arqueológica Paquimé, ubicada en el municipio de Casas Grandes, Chihuahua fue incluida dentro de la lista de Patrimonio Mundial de la UNESCO.

La delegación del Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH) informó que con estas actividades se fortalece la apropiación del patrimonio y la identidad regional y se promueve el patrimonio arqueológico de esta entidad.

La Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (UNESCO), promueve la identificación, la protección y la preservación del patrimonio cultural y natural de todo el mundo considerado especialmente valioso para la humanidad.

Todos los países poseen sitios y monumentos de interés local o nacional y para que este Patrimonio Nacional sea considerado Patrimonio Mundial, debe poseer un valor de carácter universal excepcional, como fue el caso de la Zona Arqueológica Paquimé. En el Auditorio del Museo de las Culturas del Norte, situado a un costado de la Zona Arqueológica, se proyectará un video documental acerca de las primeras excavaciones realizadas en este importante sitio, señaló.

Indicó que el material audiovisual fue proporcionado por la asociación estadunidense Amerind Foundation.

Además, autoridades locales, así como directivos del Centro INAH Chihuahua, otorgarán un reconocimiento a los primeros trabajadores que se desempeñaron como custodios especializados de la Zona Arqueológica.

Este reconocimiento será, tanto a quienes se encuentran retirados de sus labores, así como un homenaje póstumo a los custodios que han fallecido.

En el año 1998, la UNESCO declaró a Paquimé como Patrimonio Mundial de la Humanidad, una de las 11 Zonas Arqueológicas declaradas en el país.

Paquimé cumple con las características específicas que lo catalogan como un lugar de interés para la comunidad internacional que debe ser preservado para las futuras generaciones.

Se considera que durante la época de esplendor de la Cultura Casas Grandes, aquí en Paquimé vivieron más de tres mil personas.

En este lugar convergieron tradiciones culturales: las del Desierto, las de Occidente y del Centro de México; generando una cultura distintiva.

Su organización social, estrategias de supervivencia, manejo de sus recursos naturales, sistema religioso, manifestaciones artísticas en cerámica y vestigios de su arquitectura han significado un símbolo de inspiración en la cultura contemporánea.

Cada año, en el Museo de las Culturas del Norte se realizan diversas actividades y eventos para realzar esta fecha.

Esta declaratoria le ha dado a este sitio un importante reconocimiento a nivel internacional, y lo posiciona como un testimonio excepcional de las relaciones entre los Pueblos del Norte de México y Mesoamérica, que ofrece evidencia única de la construcción con tierra y de su ensamble arquitectónico.

Fonte: https://noticias.terra.com.mx/mexico/estados/celebraran-declaratoria-de-paquime-chihuahua-como-patrimonio-de-la-humanidad,7cfda9e510a4191f6974d3ed37d84ac387oi4hvo.html (06/03/2017)

Pesquisa com geoglifos indica que Amazônia teve uso sustentável há milhares de anos


Agência Fapesp

O desmatamento para a pecuária tem revelado centenas de estruturas geométricas de terra construídas pelos povos pré-colombianos.

O desmatamento no leste do Estado do Acre para a expansão da pecuária tem revelado, nos últimos 30 anos, centenas de grandes estruturas geométricas de terra construídas por povos pré-colombianos.

Tais estruturas são chamadas de geoglifos. O fato de terem sido construídas pelo homem implica a existência de um grande povoamento na região há milhares de anos, assim como sugere que, no passado, a floresta havia sido parcialmente derrubada para o uso da terra pela agricultura. A arqueóloga inglesa Jennifer Watling, atualmente bolsista de pós-doutorado da FAPESP, estudou em seu doutorado – defendido na University of Exeter, no Reino Unido – qual teria sido o impacto ambiental das populações pré-históricas decorrente da construção dos geoglifos.

Ela estudou dois locais com geoglifos, o Sítio Arqueológico Jacó Sá e a Fazenda Colorada. O trabalho foi publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences e ganhou imediatamente visibilidade internacional, com reportagem publicada em veículos como The New York Times.

Saindo de Rio Branco, a capital do Acre, pega-se a BR 317 em direção a Boca do Acre (AM). Leva-se cerca de uma hora de carro para percorrer os 50 quilômetros até o sítio Jacó Sá. Ao longo do trajeto a estrada passa por pastos com gado nelore onde antes havia Floresta Amazônica primária, cujas franjas ainda são visíveis dos dois lados da rodovia lá na linha do horizonte.

Toda aquela porção do extremo ocidental do Acre era coberta por floresta primária até os anos 1980 e vem sendo desflorestada para a criação de gado. Metade da cobertura florestal na região já se perdeu.

Por ironia, não fosse o aumento da ocupação humana no Acre, os mais de 450 geoglifos pré-históricos hoje catalogados continuariam ocultos pela mata. A floresta evidentemente esconde muitos outros. Os geoglifos se espalham pelos vales dos rios Acre, Iquiri e Abunã, entre Rio Branco e Xapuri, e também ao norte de Rio Branco, na direção do Estado do Amazonas.

Do solo não é possível visualizar suas formas nem as suas dimensões. Em um avião, voando a 500 metros do solo, os geoglifos se tornam visíveis. Eles têm o formato de círculos, quadrados, retângulos, círculos concêntricos ou ainda círculos circunscritos no interior de grandes quadrados.

As dimensões são colossais: variam de 50 a 350 metros de diâmetro. No solo, os geoglifos são como grandes valas de até 11 metros de largura por 4 metros de profundidade. É impressionante o imenso volume de terra que teve que ser removido para a sua construção, o que implica um grande contingente populacional.

No sítio de Jacó Sá há dois geoglifos, ambos na forma de quadrados com cerca de 100 metros de lado, sendo que um deles tem um círculo perfeito circunscrito em seu interior. Quem quiser pode usar o Google Maps e entrar com as coordenadas 9°57′38"S 67°29′51”W para apreciar os dois geoglifos das alturas.

Watling queria entender como seria a vegetação naquela região na época em que os geoglifos foram construídos. O local, antes do desmatamento, era dominado por bambuzais.

Watling se propôs a responder uma série de questões. “Será que a floresta de bambu predominava antes de haver geoglifos? Qual foi a extensão do impacto ambiental associado à construção dos geoglifos?”, pergunta a arqueóloga.

“Será que a região era coberta por florestas antes da chegada dos povos que construíram os geoglifos ou seria originalmente uma região de cerrado? Se era floresta, por quanto tempo as áreas desmatadas permaneceram abertas? O que aconteceu com a vegetação quando os geoglifos foram abandonados? Como foi o processo de regeneração da floresta?”, são outras questões levantadas.

Manejo florestal
Watling atualmente se dedica ao pós-doutorado, sob orientação do arqueólogo Eduardo Góes Neves, do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP).

A pesquisadora passou seis meses escavando nos sítios do Acre, entre 2011 e 2012. Usou técnicas de paleobotânica para obter respostas. Suas escavações em Jacó Sá e na Fazenda Colorada demonstraram que o ecossistema de bambuzais existe no local há pelo menos 6.000 anos, o que sugere que o bambu não foi introduzido pelos índios, mas fazia parte da composição paisagística original.

A presença do homem no local data de pelo menos 4.400 anos atrás. Já a presença de partículas de carvão, principalmente a partir de 4.000 anos antes do presente, implica a intensificação do desmatamento e/ou do manejo florestal pelos índios.

O maior acúmulo de carvão coincide com a época da construção dos geoglifos, entre 2.100 e 2.200 anos atrás. Apesar da relativa facilidade com que se removem bambuzais (quando comparado a mognos e castanheiras, por exemplo), Watling não achou evidências de desmatamentos significativos em qualquer período.

Segundo ela, isso quer dizer que os geoglifos não ficavam dentro de uma área totalmente desmatada. “Ao contrário, eles eram cercados pela copa das árvores. A vegetação local jamais foi mantida completamente aberta durante todo o período pré-Colombiano. Esta dedução é consistente com evidências arqueológicas indicando que os geoglifos eram usados em bases esporádicas em vez de continuamente habitados”, disse Watling.

“As escavações arqueológicas não revelaram grande quantidade de artefatos, o que indica que os geoglifos não eram locais de habitação permanente. Os índios não moravam lá”, disse.

Outra constatação é que os geoglifos não foram construídos sobre floresta virgem que foi derrubada. Os dados paleobotânicos coletados por Watling sugerem que as estruturas foram erigidas em terrenos previamente ocupados, ou seja, em florestas antropogênicas, que foram derrubadas ou tiveram sua composição alterada pela ação humana ao longo de milhares de anos.

Isso faz sentido quando agora se sabe que a região era ocupada desde há 4.000 anos. Em outras palavras, seus habitantes tiveram 2.000 anos de manejo da floresta antes da construção dos geoglifos. Graças às pesquisas em outros geoglifos sabe-se que o povo que construía aquelas enormes estruturas cultivava milho e abóbora.

Os dados coletados por Watling indicam que a derrubada da floresta por meio de queimadas realizada entre 4.000 e 3.500 anos atrás foi seguida pelo aumento significativo da quantidade de palmeiras na composição da floresta.

Não existe nenhuma explicação natural para o aumento da quantidade de palmeiras, já que o clima na região era (e continua sendo) úmido e portanto favorável à colonização por parte de árvores de grande porte e o consequente adensamento da mata. A proliferação das palmeiras está ligada, segundo Watling, ao aumento do uso da terra pelo homem, o que é corroborado pelo depósitos de partículas de carvão.

As palmeiras têm diversos usos. Seus cocos são alimento, seus troncos servem para construir ocas e suas folhas para cobri-las. Segundo Watling, isso sugere que, após a limpeza da mata pelos primeiros habitantes da região, eles teriam passado a permitir a proliferação apenas das espécies vegetais que faziam uso. Em outras palavras, os antigos habitantes do local fizeram uso de técnicas primitivas de manejo florestal por milhares de anos.

A ausência de carvão a 500 metros de distância dos geoglifos significa que seu entorno não foi desmatado. “Isso sugere que os geoglifos não foram projetados para ser visíveis a distância, mas para ficar escondidos da vista, o que não deixa de ser uma conclusão inesperada”, disse.

Geoglifos
Os geoglifos estudados por Watling e colegas do Brasil e do Reino Unido foram abandonados há cerca de 650 anos, portanto antes da chegada dos europeus nas Américas. Em concomitância com o abandono dos geoglifos observa-se o declínio da participação de palmeiras no meio ambiente.

Os geoglifos impressionam pela beleza e precisão de suas linhas. Qual foi o povo responsável pela construção daquelas estruturas? Que técnicas usaram para erigir formas tão perfeitas?

A primeira imagem que vem à mente é a dos animais esculpidos no solo do deserto de Nazca, no Peru. Descobertos em 1927, eles teriam sido feitos há 3.000 anos. Vistos do solo, as figuras peruanas parecem linhas sem-fim que se perdem no horizonte. Só de bem alto, a 1.500 metros de altura, suas formas começam a fazer sentido. Compõem um beija-flor, uma abelha e um macaco. Tais figuras ficaram famosas nos anos 70, quando o escritor suíço Erich von Daniken publicou o livro – que vendeu milhões de exemplares e foi transformado em filme – Eram os Deuses Astronautas?.

Von Daniken defendia a teoria de que certas civilizações, como a dos astecas, teriam sido visitadas por alguma forma de vida extraterrestre inteligente. Daí a justificativa de figuras que só fazem sentido quando vistas de grandes altitudes.

Contam os antropólogos, porém, que a intenção dos índios autores daquelas obras de arte milenares era enternecer os deuses, convencendo-os a fazer chover. Os geoglifos acreanos situam-se mil quilômetros a nordeste do desértico vale de Nazca. E no Acre, como se sabe, a falta de chuva não é um problema.

No pós-doutorado, Watling também estuda o impacto exercido sobre a floresta de um povoamento indígena no sítio arqueológico de Teotônio, na região do Alto Rio Madeira, em Rondônia. “Teotônio possui algumas das datações mais antigas da pré-história amazônica. Foi ocupado por pelo menos 5 mil anos”, disse.

Fonte: http://www.acritica.com/channels/governo/news/pesquisa-com-geoglifos-indica-que-amazonia-teve-uso-sustentavel-ha-milhares-de-anos (06/03/2017)

segunda-feira, 13 de março de 2017

Pingente pode desvendar mistérios que cercam o fim da civilização maia

(Foto: Divulgaçã/UC San Diego)

Adorno feito de jade pertenceu a um governante e contém inscrições que prometem explicar melhor o destino dos maias

Um grande pingente maia feito de jade foi encontrado por arqueólogos em Belize. O adorno era usado apenas por governantes por volta de 672 d.C., e contém um grande número de grifos inscritos em sua parte de trás. Após um trabalho de tradução, os pesquisadores acreditam que o artefato poderá jogar luz sobre vários aspectos desconhecidos da história maia.

Os arqueólogos da Universidade da California, em San Diego, afirmam que o próprio local do achado já foi surpreendete. O pingente de 19 centímetros de largura e dez de altura foi encontrado na região de Nim Li Punit, ao sul do país. Segundo os pesquisadores, o sítio arqueológico era de difícil acesso na época.

O lugar se encontra a mais de 400 quilômetros de distância da cidade arqueológica Chichen Itzá, no México, onde peças similares foram encontradas. "Nós esperaríamos algo assim em alguma das grandes cidades do mundo maia. Em vez disso, estava aqui, bem longe do centro", explica o arqueólogo da universidade, Geoffrey Braswell.

A peça possui o formato de "T", o que corresponde ao grifo maia "ik", que significa "vento e fôlego". Essa associação indicaria que o ornamento era utilizado em rituais em homeagem ao deus Huracan, um dos mais importantes da mitologia maia, senhor dos ventos. A divindade era intensivamente adorada já que era considerada responsável por trazer as chuvas e promover o sucesso no cultivo dos alimentos.

O objeto, porém, apresenta alguma peculiaridades.Geralmente, medalhões em homenagem a Huracan eram enterrados junto aos governantes. Este pingente, porém, foi achado apenas com alguns dentes humanos. As hipóteses para explicar o fato mostram que talvez os habitantes do local tenham enterrado o adorno em uma derradeira tentativa de salvar o clima do lugar, que ficava cada vez mais seco.

"Uma teoria recente é a de que a mudança climática causou secas que levaram ao fracasso total da agricultura e o colapso da civilização maia", conta Braswell. Em torno de 800 d.C., as cidades da civilização antiga estavam entrando em colapso nas regiões da Guatemala e Belize, provavelmente por causa do clima que se tornava inapropriado.

As inscrições atrás do medalhão são outro mistério. Os pesquisdores têm ainda poucas referências para poder fazer uma tradução satisfatória dos grifos. Mas adiantam que as linhas gerais do texto tratam principalmente da linha hereditária do governante Janaab' Ohl K'inich , seus ritos de posse e sua ligação com a poderosa cidade maia, Caracol. Os estudiosos ficaram impressionados já que os dois lugares ficam a mais de cinco horas de distância a carro.

A teoria dos arqueólogos é a de que a família real chegou no local na mesma época que o pingente foi usado pela primeira vez, fundando uma nova dinastia na região. Mas ainda serão precisos estudos mais aprofundados no sítio para chegar a uma conclusão satisfatória sobre os mistérios da civilização maia em Nim Li Punit.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/03/pingente-pode-desvendar-misterios-que-cercam-o-fim-da-civilizacao-maia.html (02/03/2017)

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quinta-feira, 9 de março de 2017

Las Líneas de Sajama, el Nazca boliviano

Foto aérea de las líneas/Imagen: Il Ramo d’Oro

Por: JORGE ALVAREZ

Así como en Perú las Líneas de Nazca han pasado de ser un mero monumento arqueológico para convertirse en un importante atractivo turístico complementario de Cuzco o Machu Picchu y dinamizador económico de la región, sus homólogas bolivianas todavía permanecen en un semianonimato incapaz de acercarse al poder de sugestión del Salar de Uyuni, el lago Titicaca o cualquier otro de los rincones de ese bello país andino. Porque, en efecto, en Bolivía hay algo parecido a lo de Nazca: las Líneas de Sajama.

Se trata de una densa red de geoglifos que se extiende por una enorme superficie quince veces mayor que la peruana: 22.525 kilómetros cuadrados del altiplano, en el extremo occidental nacional, en las inmediaciones del Nevado Sajama que le da nombre.

El Sajama, techo del país con 6.542 metros de altitud, es un estratovolcán extinguido que se yergue en el departamento de Oruro, a centenar y medio de kilómetros de La Paz. La diferencia fundamental de sus líneas con las de Nazca está en que parte de éstas forman dibujos que ya se han hecho populares, como las que representan animales (mono, araña, colibrí…) o incluso una figura antropomorfa, junto a otras muchas estrictamente geométricas y rectas; en cambio, las bolivianas se enmarcan exclusivamente en ese último tipo.

Hay miles y si se sumara su longitud total rondaría los 16.000 kilómetros, el triple que la distancia entre las costas Este y Oeste de EEUU.

El Nevado Sajama/Foto: Léo Gellec en Wikimedia Commons

Cada línea constituye una especie de camino de un ancho entre 1 y 3 metros, siendo las más largas de unos 20 kilómetros. La técnica de construcción es similar a la de Nazca: eliminando la vegetación (se trata de una zona boscosa) y raspando la oscura superficie del suelo -básicamente roca oxidada- para dejar expuesta la siguiente capa, de un tono más claro. Las irregularidades del terreno y los obstáculos naturales propios de la orografía de esa zona se unen a la falta de perspectiva para dificultar la observación del desarrollo lineal, pero desde el aire o desde algunas montañas del entorno se obtienen vistas claras e impresionantes.

El pueblo responsable de esa magna obra fue el aymara, que se supone realizó las obras hace tres milenios si bien actualmente hay una población escasa. Sin embargo, las Líneas de Sajama estuvieron en el anonimato hasta que Aimé Félix Tschiffely, un viajero suizo nacionalizado argentino, hizo la primera referencia en su libro Paseo de Tschiffely, publicado en 1932 y en el que narraba el periplo que protagonizó a caballo desde Buenos Aires hasta Nueva York entre 1925 y 1928.

Curiosamente quien primero estudió el lugar fue otro suizo, el antropólogo y etnólogo Alfred Métraux, que en 1939 se hallaba trabajando en Bolivia con una beca de la Fundación Guggenheim; su labor fue limitada por el escaso tiempo de estancia, aunque décadas después volvería a Sudamérica para centrar su interés en aymaras, chipayas y quechuas.

Plano general de la red de líneas/Imagen: Universidad de Pensilvania

Es decir, las Líneas de Sajama continuaron en un segundo plano del que no han salido todavía, a pesar de que se han ido sucediendo otras investigaciones: en los años setenta el cineasta Tony Morrison rodó un documental y escribió algunos libros sobre el tema, siendo el primero en sugerir la relación de las líneas con las cumbres de los alrededores integrando una especie de complejo de peregrinación.

La teoría de algunos investigadores bolivianos se orienta a relacionar parte de las líneas con necrópolis prehispanas, mientras otros expertos lo hacen con importantes centros espirituales sudamericanos (Tihuanaco, Isla del Sol…) o les confieren un significado astronómico.

Hace unos años se llevó a cabo un nuevo estudio denominado Tierra Sajama Project, fruto de la colaboración entre la Universidad de Pensilvania y la Fundación Landmarks (una entidad neoyorquina sin ánimo de lucro dedicada a la conservación de lugares sagrados de todo el mundo). Utilizando la más moderna tecnología, como el sistema por satélite SIG y otros medios cartográficos digitales, levantaron un mapa tridimensional del conjunto de líneas y otras estructuras asociadas con vistas no sólo a intentar ampliar la información de manera que se obtuviera una visión de conjunto, sino también a favorecer su adecuada protección de cara a una posible y probable explotación turística sin riesgo en un futuro, elaborando un plan de gestión para preservarlas de problemas tanto naturales (erosión, degradación) como humanos (vandalismo, masificación). El proyecto incluía una base de datos bastante completa, referentes a vegetación, orografía circundante, poblaciones, huacas, etc.

Esquema radial según el estudio/Imagen: Universidad de Pensilvania

líneas convergen en puntos concretos (o parten de ellos) en grupos que van de tres a una decena lo que, combinado con otros factores (como las asociaciones antes indicadas), lleva a pensar que su construcción tenía un motivo espiritual o religioso. El trabajo estadounidense, no obstante, fue duramente criticado e incluso rechazado en su parte histórica por arqueólogos profesionales al considerarlo superficial (los autores se defendieron diciendo que la prensa lo había magnificado).

De hecho, muchos atribuyen a parte de las líneas un origen más reciente, probablemente colonial, como meras vías de comunicación. Entretanto, hoy los aymara siguen usándolas simplemente así, como caminos para desplazarse; ellos los llaman ceques. Y es que el que podría considerarse como sitio arqueológico más grande de los Andes aún se muestra esquivo y todavía guarda muchos de sus secretos.

Fonte: http://www.labrujulaverde.com/2017/02/las-lineas-de-sajama-el-nazca-boliviano (21/02/2017)