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Mostrando postagens de Novembro, 2009

Imagens do Passado

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Frederick Catherwood
"Galeria Principal do Palácio de Palenque"
México, 1841-1843

Geoglifos do Acre - gigantescas estruturas de terra revelam o passado das culturas amazônicas

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Entrevista com Alceu Ranzi
Fotos: Sergio Valle

01 – Alceu, vamos começar com uma pergunta óbvia. O que é um geoglifo? Tecnicamente, como ele é construído? Existem diferenças de construção entre os geoglifos brasileiros e os encontrados no Chile, Peru e Bolívia?

Ranzi - A palavra geoglifo é composta de dois vocábulos. Geo - significa terra. Glifo – com o significado de marca, sinal ou grife. Os geoglifos amazônicos são construídos pela escavação de um fosso e a terra escavada é colocada cuidadosamente na parte externa formando uma mureta. Forma-se assim um desenho geométrico, em alto e baixo relevo. Os geoglifos brasileiros são de grandes dimensões, acarretando um movimento de terra fantástico. Nos Andes os geoglifos ocorrem em áreas de deserto, no Brasil é em plena floresta amazônica.

02 – Como o senhor se envolveu com este assunto? Conte-nos um pouco sobre suas pesquisas e dedicação aos geoglifos brasileiros.

Ranzi - Em 1977, no Acre, acompanhamos uma expedição, sob a coordenação do Dr. …

Livros

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A Estrada do Sol - o redescobrimento das estradas dos Incas é uma daquelas obras clássicas da década de 50 capaz de direcionar a vida de uma pessoa. Olho hoje para esse livro com muito carinho, pois ele foi um dos responsáveis pela minha decisão em estudar História e por realizar tantas viagens à Cordilheira dos Andes. O autor Victor W. Von Hagen conta em detalhes sua expedição em busca do antigo sistema de comunicação da cultura incaica. Sua narrativa é uma hábil mistura de romance arqueológico, aventura e informações científicas. Ao final do texto, o leitor certamente ficará estupefado com a magnitude dessa verdadeira obra de engenharia dos povos pré-colombianos. Uma obra tão colossal, que merece certamente a fama de maravilha do mundo. Foi emocionante para mim, poder caminhar e verificar várias das histórias de Victor pessoalmente, em especial na região do lago Titicaca. Recomendo a todos que queiram iniciar seus estudos sobre as culturas pré-colombianas da América do Sul.

A obra po…

Imagens do Passado

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Frederick Catherwood
"Colossal Cabeça em Izamal"
México, 1841-1843

Desmate fez civilização Nazca desaparecer do atual Peru, diz pesquisa

REINALDO JOSÉ LOPES
da Folha de S. Paulo

Folha Online (09/11/2009)


A imagem só pode ser definida como surreal: um tronco maciço de árvore, que deve ter levado séculos para atingir seu tamanho derradeiro, morto e abandonado na desolação do deserto costeiro do sul do Peru. Para uma equipe internacional de pesquisadores, a árvore é a prova de um crime ambiental pré-colombiano --um dos principais indícios de como a cultura nazca destruiu as bases de sua própria subsistência.
O grupo liderado pelos arqueólogos David Beresford-Jones, da Universidade de Cambridge (Reino Unido), e Susana Arce Torres, do Museu Regional de Ica (Peru), baseia a hipótese numa análise da vegetação e da dinâmica do solo no baixo vale do rio Ica, um dos desertos mais secos do mundo, com precipitação média de apenas 0,3 milímetro por ano.
Apesar da aridez, argumentam os pesquisadores, a região era habitável graças aos bosques milenares de árvores do gênero Prosopis (algarobeiras), conhecidos como "huarangales"…

Cidade Maia na Guatemala pode ter acabado após luta em pirâmide

SARAH GRAINGER
da Reuters, em El Salvador

Folha Online (10/09/2009)

Uma das maiores cidades maias da Guatemala pode ter desaparecido numa violenta batalha, no alto de uma gigantesca pirâmide, entre a família real e invasores vindos de centenas de quilômetros de distância, disseram arqueólogos.
Pesquisadores estão fazendo testes de DNA em amostras de sangue provenientes de centenas de pontas de flechas e lanças encontradas com fragmentos de osso e cerâmica na cúpula da pirâmide El Tigre, na cidade maia de El Mirador, enterrada sob vegetação de floresta a 8 quilômetros da fronteira da Guatemala com o México.
Boa parte das lâminas é feita de obsidiana, cuja fonte os arqueólogos localizaram a centenas de quilômetros de distância numa região montanhosa do México. Eles acreditam que as lanças pertenceram a guerreiros de Teotihuacan, uma antiga civilização perto da Cidade do México e aliada de Tikal, cidade inimiga de El Mirador. "Encontramos mais de 200 flechas de obsidiana, assim como d…

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Frederick Catherwood
"A Porta do Grande Teocalis"
Uxmal, México, 1841-1843

O Mistério da Pedra do Ingá

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Texto de Vanderley de Brito

A Pedra do Ingá, uma rocha que se sobressai soberba em meio a um lajedo aflorado à margem esquerda do riacho Bacamarte, na Paraíba, interior do Brasil, com seus inúmeros curiosos desenhos entalhados, é um monumento arqueológico que excita perplexidade até naqueles mais apáticos aos mistérios latentes da humanidade. E, como tal, não fica a dever aos mais extraordinários e misteriosos feitos das remotas sociedades primitivas da Terra.

No Peru existe a espantosa série de padrões geométricos sulcados no chão, de imensos desenhos cobrindo grandes áreas e tão grandes que só podem ser distinguidos do ar, e
que até hoje é difícil saber o objetivo ou como puderam os antigos indígenas de Nazca os tracejaram sem o necessário distanciamento. Na Inglaterra há os misteriosos círculos monolíticos de Stonehenge, os intrigantes dolmens e as longas fileiras de menires, cujo mistério reside não só no tamanho das pedras e na questão de como foram transportadas e colocadas nos …

Imagens do Passado

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Frederick Catherwood
"Idolo em Copan", Honduras, 1841-1843

Machu Picchu: a "descoberta da Cidade perdida dos Incas" (parte 2)

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Texto de Dalton Delfini Maziero

Além de Lomellini, Bingham contou com o apoio de outros participantes americanos (Isaiah Bowman, geólogo/topógrafo; William G. Erving, cirurgião; Kai Hendrikson, topógrafo; Harry W. Foote, naturalista; H. L. Tucker, engenheiro e Paul B. Lanius, assistente) e vários carregadores. O grupo seguiu através do majestoso Vale do Urubamba, sempre acompanhado do caudaloso e barrento rio de mesmo nome. No caminho, conheceu várias ruínas menores como Salapuncu, Llajtapata, Q'ente, Torontoy, além da grande Ollantaytambo. Para desespero da equipe, que já se impacientava com as dificuldades do trajeto, a cada nova ruína visitada, eram obrigados a ouvir de Bingham que não era aquilo o que procurava, citando de cabeça os detalhes encontrados nas crônicas antigas. Ele buscava uma capital, local que deveria abrigar grandes edifícios, com templos, sepulturas e patamares. Nenhuma das ruínas vistas até então eram dignas das descrições de religiosos e soldados espanhóis n…

Restauração de pirâmide gera polêmica entre UNESCO e Bolívia

O ministro da Cultura da Bolívia disse não acreditar que a restauração de parte de uma pirâmide de 2.500 anos possa fazer com que o local perca a designação de Patrimônio Mundial da Humanidade.
Uma delegação da Unesco visitará a região este ano para decidir se as obras mudaram significativamente o local, a ponto de ele ser retirado da lista de Patrimônios Mundiais.
O ministro boliviano, Paul Groux, disse à BBC que o governo interrompeu as obras na pirâmide de Akapana, na cidade de Tiwanaku, no oeste do país, no começo deste ano, a pedido da Unesco.
Ele disse ser improvável que a Unesco venha a retirar Akapana de sua lista de patrimônio mundial porque a pirâmide não chegou a ser excessivamente alterada.
Arqueólogos que trabalham na restauração usaram barro e gesso à base de argila, em vez de pedras na reforma da estrutura, despertando críticas na comunidade científica internacional.
Para alguns especialistas, a obra poderia provocar até o desabamento da pirâmide.
A pirâmide de Akapana,…

Machu Picchu: A descoberta da "Cidade perdida dos Incas" (Parte 1)

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Texto de Dalton Delfini Maziero

Pode uma cidade das proporções de Machu Picchu, ficar "perdida" por tantos séculos? Muitos tem falado dos mistérios que estas ruínas custam a revelar, mas poucos comentam hoje sobre os detalhes de sua inusitada e quase casual descoberta, feita pelo norte americano Hiram Bingham em 1911.

Como se "perde" uma cidade? Machu Picchu não esteve propriamente "perdida", como falam quase todos que se referem a ela. O termo - bastante impróprio - trás contudo, um ar de mistério e romantismo ao local. Certo seria chamá-la de "abandonada". E assim realmente esteve durante muitos anos. Abandonada sim, levando-se em conta que após a queda dos incas, jamais voltou a ser ocupada enquanto cidade, como em seu glorioso passado, mas ao que parece, nunca completamente esquecida.
A descoberta de Machu Picchu é quase tão fascinante quanto o estudo de suas construções, revelando-nos um lado repleto de surpresas e pouco conhecido dos milhare…