quinta-feira, 29 de junho de 2017

Misterioso (e eficiente) observatório solar foi construído por civilização desconhecida

As 13 torres de Chankillo marcam o percurso do Sol durante todo o ano. (dr) WMF

Por: ZAP

Vistas do alto, as 13 torres parecem-se com o corpo de um imenso réptil estendido no deserto, mas são, na verdade, edifícios de pedra que fazem parte do Chankillo, um templo construído há 2,3 mil anos. Só que até hoje ninguém sabe quem o construiu.

Chankillo, ou o Templo das 13 Torres, conta com um templo e uma praça feitos de pedra, dedicados ao culto do Sol, sendo, segundo os indícios arqueológicos, o observatório mais antigo das Américas.

O complexo, localizado em Casma, na costa peruana, a 365 km a norte de Lima, servia para sinalizar com grande exactidão os solstícios, equinócios e diferentes datas do calendário a partir da posição do Sol.

A sua restauração está a ser agora financiada pela fundo privado WMF, World Monuments Fund, depois de ter sido identificado um grande desgaste na estrutura, causado pelos fortes ventos, humidade, tremores de terra e mudanças de temperatura no deserto.

Ainda assim, “trata-se de um exemplo magistral de uso da paisagem para medir o tempo”, afirma a delegação permanente do Peru na Unesco, o braço da ONU para a cultura. Mas como funciona esse antigo calendário, que tem servido até aos nossos dias?

Os arqueólogos estimam que Chankillo tenha sido habitado entre 500 e 200 a.C. As suas 13 torres, que medem entre 2 e 6 metros de altura, alinham-se de norte a sul ao longo de uma colina.

A 21 de dezembro, quando ocorre o solstício de verão no hemisfério Sul, o Sol surge à direita da primeira torre. À medida que os dias passam, o Sol move-se entre as torres, para a esquerda. Pode-se calcular a data ao ver que torre coincide com a trajectóriado Sol ao amanhecer.

Em 21 de junho, solstício de inverno no Sul, o Sol sai à esquerda da última torre, e vai-se movendo para a direita, para voltar a iniciar o ciclo no mês de dezembro do ano seguinte. “Os habitantes de Chankillo conseguiam determinar a data com precisão de 2 a 4 dias”, diz o WMF.

Os astrónomos das 13 torres tinham pelo menos dois pontos de observação: um para o amanhecer e outro para o pôr do sol. Mas é possível que haja ainda mais pontos, diz à BBC o arqueólogo Iván Ghezzi, diretor do Museu Nacional de Arqueologia e História do Peru e director do chamado Projeto Chankillo.

Todo o complexo foi dedicado ao culto do Sol, mas ninguém sabe quem o construiu. (dr) WMF

O conhecimento dos dias do ano pode ter sido aplicado na agricultura, para calcular datas de plantio e colheita, mas acredita-se que o propósito principal fosse “a organização de um calendário cerimonial”, diz Ghezzi.

E Chankillo tem uma localização privilegiada: fica próximo das colinas de Mongón, “que formam uma barreira natural à neblina, o que explica em parte a excepcional visibilidade do observatório”, explica o especialista.

Por isso, Chankillo está inscrito numa lista preliminar de lugares propostos para Património Mundial da Humanidade na Unesco. “É uma obra-prima do génio criativo humano”, diz o documento de apresentação da candidatura.

Mas quem construiu Chankillo?
O local foi erguido por uma “civilização suficientemente organizada para construir um monumento deste tamanho num período tão curto, talvez apenas 25 anos”, prossegue Ghezzi. Mas até hoje ninguém sabe que civilização é essa.

“O local pertence a uma cultura ainda desconhecida, aproximadamente do ano 200 a.C., que não está relacionada com as culturas pré-incas já conhecidas da época”, diz o arqueólogo. Para que essa civilização receba um nome, ainda é preciso “saber muito mais sobre seu a sua forma de vida, religião, idioma, etc”.

“Por enquanto, temos apenas a informação de que faziam o culto ao Sol.”
Para o WMF, Chankillo “indica que o culto ao Sol existia nos Andes cerca de dois milénios antes do já conhecido culto solar ao deus Inti do Império Inca”.

Mas se não sabemos como essa cultura começou, pelo menos já temos pistas de como ela terminou. “O local foi atacado por cultos rivais . O templo principal foi destruído e soterrado, e toda a região foi abandonada repentinamente”, conta Ghezzi.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/misterioso-eficiente-observatorio-solar-construido-civilizacao-desconhecida-161251 (30/05/2017)

A grande ameaça ao patrimônio arqueológico brasileiro

A sociedade precisa tomar conhecimento que um passado milenar que estamos começando a descobrir corre risco de ser destruído.


Por: Cláudia R. Plens, Anne Rapp Py-Daniel e Claide de Paula Moraes

Estamos próximos de comemorar 70 anos das primeiras pesquisas arqueológicas ditas científicas (feitas por profissionais formados em arqueologia) no Brasil, mas não temos muito o que comemorar. Em 1948, quando Betty Meggers e seu marido Clifford Evans vieram para a ilha de Marajó escavar sítios arqueológicos para sua pesquisa de doutorado, poucos brasileiros ficaram sabendo dos resultados das pesquisas.

E de lá pra cá, muitos sítios arqueológicos foram descobertos no Brasil, mas como seria de se esperar, o curto tempo de desenvolvimento da pesquisa não é suficiente para termos um panorama aprofundado do passado mais antigo do território brasileiro.

O estágio atual das pesquisas arqueológicas é ainda exploratório. Vastas áreas do território brasileiro ainda não foram sequer prospectadas em busca de vestígios do passado. Em 70 anos não é possível descrever o que demorou vários milênios para se formar.

De fato foi só nos anos 60 que começaram a se formar o(a)s primeiro(a)s arqueólogo(a)s brasileiro(a)s. Só nos anos 80 foi criada a Sociedade de Arqueologia Brasileira. Em outras palavras, ainda é muito cedo para abandonarmos a proteção de nosso patrimônio arqueológico.

Nos últimos anos a arqueologia brasileira vem experimentado um crescimento exponencial. Hoje temos 14 cursos de graduação em arqueologia sendo ministrados em universidades de norte a sul. Quando parecia que estávamos mudando o cenário da discussão e finalmente íamos conseguir incluir mais que umas poucas informações sobre o Egito antigo e a ruínas gregas na discussão do que é arqueologia nos livros didáticos das escolas brasileiras, quando parecia que seria possível falar que temos um “Brasil” muito mais antigo e do qual nós devemos nos orgulhar, nos deparamos com vários projetos propostos por políticos com interesses duvidosos, que vão muito além da vontade da sociedade brasileira e que buscam favorecer a si próprios ou a uma minoria dominante, afrouxando ou excluindo leis de proteção ambiental e do patrimônio histórico brasileiro.

Há pelo menos 15 mil anos AP (antes do presente) grupos de diversas etnias humanos já ocupavam diferentes regiões do território brasileiro. Com o passar do tempo, esses grupos aumentaram e se diversificaram. Sabe-se, por exemplo, que as cavernas de Monte Alegre e de Carajás, no Estado do Pará, já eram locais de ocupação contínua; que no litoral brasileiro sociedades com amplas redes de contato se estabeleceram há milênios antes da chegada dos portugueses.

Como sabemos disso? Por meio de testemunhos arqueológicos que atestam a longevidade da ocupação desse vasto território por grupos diversos, essas populações manejaram seus ambientes ao longo de milênios. Compreender como essas populações viveram, sofreram, reverenciaram seus antepassados e criaram suas culturas é essencial para a preservação do saber, da História do Brasil e do direito à vida dessas populações na atualidade.

O legado deixado pelos primeiros habitantes do território brasileiro é muito mais rico do que a falsa ideia colonialista a respeito do atraso dos nativos americanos. Quando os primeiros espanhóis desceram o rio Amazonas, em 1542, frei Gaspar de Carvajal, o relator da expedição de Francisco de Orellana fez questão de mencionar que as cerâmicas que que eram encontradas em algumas das povoações indígenas da margem do rio Amazonas eram as mais belas do mundo.

Desde a colonização europeia, muitos sítios arqueológicos eram conhecidos pelos portugueses. Os sambaquis, por exemplo, construções monticulares feitas principalmente de conchas de moluscos, presentes ao longo do litoral brasileiro, foram explorados para a construção de imóveis em período colonial. Algumas igrejas antigas ainda possuem em sua argamassa, restos dessas conchas e ossos de animais, como carimbos impressos demonstrando a origem da cal utilizada nas construções.

A partir do século XIX, em diferentes regiões do Brasil, naturalistas e cientistas diversos observaram vestígios da presença humana, alguns claramente relacionados às populações indígenas da época e, outros, muito mais antigos. No século XX, diferentes sítios arqueológicos, com diferentes datações, foram estudados por arqueólogos acadêmicos aumentando a compreensão da variabilidade do modo de vida das populações indígenas em período pré-colonial. Além disso, o estudo arqueológico realizado sobre vestígios recentes permitiu acesso a informações preciosas sobre as populações africanas trazidas a força para o Brasil, informações estas não descritas nos textos dos séculos XVI a XIX.

A importância desses sítios arqueológicos para a compreensão da ocupação territorial brasileira e das populações indígenas foi reconhecida pelo Estado ainda em 1961, com a Lei 3.924, que protege todos os sítios e vestígios arqueológicos, tornando um crime a destruição ou comercialização de objetos antigos. A Constituição de 1988, reforçou a necessidade da proteção do patrimônio arqueológico. Além disso, ela reconheceu o direito à diversidade cultural e às diferentes Histórias da população brasileira. A Constituição foi inovadora nesse sentido, pois ela apontava para a necessidade de incluir as Histórias das populações indígenas e afrodescendentes para explicar a formação da sociedade brasileira.

A legislação pertinente à Arqueologia está atrelada às do Meio Ambiente, pois, os sítios arqueológicos estão inseridos dentro de contextos ambientais. A destruição de um ambiente, além de suas múltiplas consequências para as populações vivas de seu entorno, a fauna e a flora, afeta diretamente os remanescentes arqueológicos. Um empreendimento que promoverá alteração de uma área, leva à destruição parcial ou total de um ambiente, o qual não poderá nunca mais ser recuperado. As perdas pela destruição ambiental são imensas e afetam diretamente a preservação de todas as formas de vidas, inclusive a humana, e a História para todas as futuras gerações.

A partir do reconhecimento da necessidade de conhecer e preservar o patrimônio arqueológico, a arqueologia brasileira cresceu exponencialmente, por exemplo, novos cursos de graduação foram abertos com o objetivo de atender às demandas legais e uma grande quantidade de arqueólogos profissionais vem sendo formada. Esse movimento causou um enorme impacto na disciplina, mas principalmente na avaliação da dimensão da ocupação indígena em território nacional.

A legislação brasileira no que concerne aos Estudos de Impacto Ambiental, e assim a arqueologia, propõe medidas de preservação comparáveis aos países do primeiro mundo. Entretanto, o que é extremamente preocupante, é que a total efetivação das leis ainda não se fez, mas mesmo assim já existem novas propostas de lei, voltadas a destruir o que ainda está em processo de implantação.

Pode-se dizer que o maior problema para o total cumprimento das normas vigentes é a pouca fiscalização em todas as etapas, desde a contratação da equipe especializada para fazer o levantamento até a produção de relatórios e retorno ao público. O órgão responsável por esse controle é o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que apesar do aumento significativo do quadro de servidores nesses últimos anos, ainda está com efetivo inferior ao necessário e, para piorar a situação, praticamente todos os cargos criados são apenas temporários.

Outro problema enfrentado pelos arqueólogos e órgãos de controle é a falta de compreensão e diálogo, pois as medidas de proteção e preservação são muitas vezes vistas como empecilhos ao “progresso” e ao setor econômico. Não há uma discussão sobre que progresso é esse ou para quem ele se destina, nem quais serão as vantagens econômicas e muito menos a importância da História ou do Ambiente para a constituição do país de maneira justa.

Dado que se tratam de estudos de grande importância para o coletivo, tanto da atualidade quanto para as gerações futuras, esses Estudos de Impacto Ambiental, demandam pesquisas com profissionais de diferentes formações, tempo e investimento de dinheiro. Infelizmente a única prerrogativa levada em consideração nessas novas propostas de lei é que quanto mais rápida a execução das obras, mais rápido os lucros de investimentos terão retorno.

Mesmo com todos esses problemas, os trabalhos no âmbito dos projetos de levantamento e resgate arqueológicos permitiram o reconhecimento de centenas de sítios arqueológicos, cadastrados no IPHAN, aumentando nossa compreensão sobre as populações pré-coloniais, seus modos de vida e manejo do meio ambiente.

Muitos desses sítios arqueológicos ganharam repercussão na mídia e, inclusive, por agências internacionais. É o caso, dos sítios Gruta do Gavião – Carajás/PA (área de mineração), Sítio Lítico Morumbi, São Paulo/SP (área de construção civil), Sítio Portocel – Aracruz/ES (área de silvicultura), Geoglifos - Acre (linha de transmissão), Sítio Pinheiros II – São Paulo/SP (área de construção civil), Sítio arqueológico Caetetuba – São Manuel/SP (sítio de 12 mil anos - área de expansão de lavoura), Porto de Santos – SP (dragagem do leito do porto), Arraial de São Francisco - MG (área de mineração).

O caso mais proeminente internacionalmente é o Cais do Valongo, Rio de Janeiro/RJ. Descoberto a partir da revitalização do Centro do Rio de Janeiro para as obras das Olimpíadas, em uma área onde se pensava já se conhecer todo o desenrolar da história. O sítio revelou o tráfego ilegal de escravos africanos no local, e foi para a lista indicativa da UNESCO para se tornar Patrimônio da Humanidade.

Todavia o avanço que se teve em relação à proteção do meio ambiente por meio da legislação, em particular a arqueologia, que se fortaleceu nas últimas décadas com as resoluções CONAMA 01/86 E 237/97, que prevê que empreendimentos com impactos socioambientais importantes precisem passar por um sistema de licenciamento com três fases (permitindo uma avaliação contínua do processo): a prévia, de instalação e de operação, sofre agora com iminente ameaça.

A bancada ruralista que vem ganhando força no senado nos últimos anos, vem pressionado por mudanças que visam afrouxamento nos seus deveres para com o meio ambiente. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 65/2012 prevê que a mera apresentação dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA-Rima) sobre um empreendimento, sem apresentação de resultados, possa levar à sua autorização de implantação não podendo sofrer qualquer embargo posterior.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), propôs o Projeto de Lei do Senado (PLS) 654/2015 bastante controverso. Nessa proposta ele postula um curto prazo (cerca de no máximo oito meses) para a execução total do licenciamento de grandes obras que sejam consideradas estratégicas pelo governo. Para cumprimento legal à risca do projeto de Lei, são eliminadas as fases essenciais do licenciamento como as licenças prévia, de instalação e de operação. Se o tempo de pesquisa ultrapassar o estipulado, automaticamente o empreendimento passa a ser liberado e o governo pode executar a obra. Vale lembrar que a aprovação desse projeto de Lei pelo Senado ocorreu durante a votação sobre o impeachment de Dilma Rousseff. Este projeto é uma evidência do grande paradoxo enfrentado pela população brasileira na atualidade, pois pouco tempo após a criação de medidas e leis voltadas para a proteção do seu direito à História, à Inclusão Social e ao Meio Ambiente, novas leis são propostas para proteger o interesse econômico de alguns e, quando necessário, se sobrepor aos direitos da sociedade como um todo. Nenhum grande projeto pode ser pensado, projetado e executado em menos de 8 meses, como este tempo poderia ser suficiente para avaliar os prejuízos que estes empreendimentos poderiam causar ao meio ambiente ou ao patrimônio histórico?

Nesse momento, o Projeto de Lei (PL) 3.729/2004, de autoria de Luciano Zica (PT/SP), vem causando grande preocupação, ele prevê a dispensa do licenciamento de acordo com atividades econômicas. Por exemplo, fazendas de plantio de eucalipto, obras de captação de água ou ampliações de rodovias não teriam necessidade de cumprimento do licenciamento, apesar do grande impacto causado à superfície e subsuperfície. O projeto vai mais longe, e prevê um licenciamento auto-declaratório, efetuado por meio de cadastro eletrônico, sem autenticação por parte de quaisquer órgãos ambientais. Nessa proposta não há espaço para diálogos e intervenções externas e comunidades indígenas, quilombolas ou tradicionais não teriam poder de intervenção no licenciamento, ficando a mercê de interesses de particulares.

O interesse pelo desmantelamento da legislação contra o licenciamento ambiental é tão grande que mais ações também estão sendo articuladas. A Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) em tramitação no Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e o substitutivo do Projeto de Lei mencionado no próximo parágrafo preveem a criação de mais três novas modalidades de licenciamento Conama 01/86 e 237/97, todas com o objetivo de simplificar os processos, essas são: o licenciamento “unificado”; por “adesão e compromisso”; e por “registro”.

Do ponto de vista do Meio Ambiente e mais especificamente da Arqueologia, um novo golpe ainda mais duro ameaça contundentemente os patrimônios ambiental e cultural, por meio de mais um projeto de Lei, e esse pode ser fatal, o substitutivo ao Projeto de lei n°. 3.729/2004, do relator Deputado Mauro Pereira, que versa sobre procedimentos relacionados ao licenciamento ambiental, inclusive, o arqueológico. Neste substitutivo, o deputado prevê a revogação as Resoluções 01/86 e 237/97 do Conama, delegando aos Estados e municípios a definição de quais empreendimentos estarão sujeitos ao licenciamento ambiental, de acordo com a natureza, porte e potencial poluidor do empreendimento. Os golpes sobre todo o licenciamento ambiental são vários e de várias naturezas, dentre os quais destacam-se os artigos 02 e 28, que exclui o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional das primeiras etapas do processo de licenciamento, deixando a leigos a responsabilidade de identificar vestígios arqueológicos.

É importante ressaltar que arqueólogos possuem uma longa formação acadêmica universitária, onde o profissional aprende a lidar com diversas culturas materiais e contextos. Em muitos casos, onde não há referência escrita para aspectos históricos da sociedade, a cultura material e os sítios arqueológicos podem ser estudados para termos informações sobre os comportamentos de vida de grupos pretéritos. Trata-se de um campo de saber complexo. O reconhecimento do patrimônio arqueológico não pode ser executado por outros profissionais.

Ao fim e ao cabo, o projeto de lei que deveria propor uma maior normatização, ao revogar as Resoluções 01/86 e 237/97 do Conama, afeta as normas estaduais e restringe as manifestações de órgãos interessados no licenciamento, como órgãos ligados às unidades de conservação (ICMBio), indígenas (Funai), quilombolas (Fundação Cultural Palmares) e, históricas (IPHAN).

A comunidade arqueológica brasileira vem se manifestando contrária a esta proposta. A Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB) reconhece que os mecanismos de licenciamento podem e devem ser aprimorados, pore%u001m, as medidas contidas no texto Substitutivo do PL 3.729/2004 não contribuem para tal aprimoramento. Ao contra%u001rio, de acordo com seu presidente, Prof. Dr. Flávio Calippo, elas fragilizam o processo de licenciamento, colocando em risco a protecão e a preservação do patrimônio arqueológico brasileiro, bem único e não renovável, de propriedade e interesse de toda a sociedade.

Cabe enfatizar que as políticas públicas devem beneficiar a sociedade como um todo e não os interesses privados em detrimento do coletivo. Assim sendo, ao contrário do que está sendo proposto pelo PL 3.729/2004, o licenciamento ambiental arqueológico deveria tornar-se mais rigoroso, pois sítios arqueológicos são insubstituíveis: uma vez destruídos, não podem ser recuperados. Se o projeto de lei acima referido for aprovado, certamente levará a destruição de grande escala do patrimônio arqueológico de modo irreversível. A sociedade precisa tomar conhecimento que um passado milenar que estamos começando a descobrir corre risco de ser destruído antes que qualquer pesquisa seja realizada. Como disse Emília Viotte Costa "Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado."; ou o que é pior ainda, não aproveitar os exemplos corretos que seriam úteis no presente e no futuro. Estima-se que 10 milhões de pessoas viveram na Amazônia antes da chegada dos europeus. Estas 10 milhões de pessoas foram capazes de conservar a Amazônia como conhecemos, hoje nosso modo de vida parece não ser compatível com a floresta. Temos muito o que aprender com o passado...

* parte das informações foram tiradas da nota da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB). Para maiores informações: http://www.sabnet.com.br/download/download?ID_DOWNLOAD=439

Cláudia R. Plens - Departamento de História da EFCLH/ Laboratório de Estudos Arqueológicos (LEA/UNIFESP) e Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (CAAF/UNIFESP)

Anne Rapp Py-Daniel - Coordenadora do Curso de Arqueologia da Universidade Federal do Oeste do Pará

Claide de Paula Moraes - Professor no Programa de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal do Oeste do Pará

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/A-grande-ameaca-ao-patrimonio-arqueologico-brasileiro/4/38223 (05/06/2017)

quinta-feira, 8 de junho de 2017

PAKAL, REI DE PALENQUE!!!

Saiu a 35ª crônica da Coluna "América Misteriosa", do Jornal Página 3 de Balneário Camboriú!!!
Passa lá para conferir!!!
http://www.pagina3.com.br/coluna/americamisteriosa

El enigma del geoglifo más grande del Perú [VIDEO]


Nadie sabe exactamente quiénes y para qué se construyó esta enorme "serpiente" con más de 5,000 hoyos que asciende por los contrafuertes andinos vecinos a Tambo Colorado, en Pisco.

Monte Sierpe es un poblado vecino a Humay por donde pasa la autopista Vía Los Libertadores, que une Piscocon Ayacucho. Está a solo veinte minutos de la Panamericana Sur y llama la atención por un viejo campanario casi en escombros que algún día fue la capilla de una hacienda pisqueña.

Monte Sierpe está a solo siete kilómetros de Tambo Colorado, una sede administrativa construida por los incas para controlar sus dominios costeños hasta Chincha y Lunahuaná. Aquí hay un buen estacionamiento para los turistas y un pequeño museo de sitio. Pero casi nadie se detiene en Monte Sierpepues ignoran la existencia de uno de los mayores enigmas de la arqueología peruana.

El enorme geoglifo fue descubierto gracias a la fotografía tomada en 1933 por Robert Shippee, pionero de las expedicones aéreas en el Perú. La imagen fue publicada ese mismo año por la National Geographic Magazine.

El más grande
Desde entonces se tejieron muchas hipótesis sobre su construcción y utilidad, pero si en algo coinciden los arqueólogos es en que se trata del geoglifo más grande del Perú, con casi 1,600 metros de largo y un ancho que varía entre 8 y 17 metros. Lo enigmático es que la "piel" del geoglifo está compuesta por aproximadamente 6,000 hoyos de diferente manufactura y tamaño. Algunos alcanzan 1.50 metros de diámetro y poco más de un metro de profundidad. La "piel" sube y baja por las laderas y es interrumpida por cinco o seis "veredas".

Desde la zona más alta del geoglifo, los hoyos parecen las escamas de una gigantesca serpiente, con la "cola" en los campos de cultivo vecinos a la autopista y la "cabeza" formada por una quebrada que guarda la silueta de la testa de una víbora. En medio de esta quebrada se encuentran los hoyos mejor elaborados y mejor conservados. Sobre estos hay unas grandes piedras desde donde se tiene una magnífica visión de la serpiente que corre exactamente de norte a sur, teniendo como horizonte unas gigantescas dunas que llegan hasta la orilla del mar, entre Pisco y Paracas.

Vídeo
https://www.facebook.com/larepublicasorprendente/videos/282595472144216/

Este es precisamente el mejor ángulo para contemplar el movimiento de la Vía Láctea. Y viene al caso si consideramos que, en el antiguo Perú, el trajín de la Vía Lactea fue un marcador de tiempo, casi como un calendario nocturno vinculado íntimamente con las tareas agrícolas. También es necesario considerar que las sombras de la Vía Láctea fueron muy importantes para los antiguos sabios y astrónomos. Entre estas sombras sobresale el "machacuay" o serpiente cósmica.
Las hipótesis

Desde su descubrimiento, Monte Sierpe llamó la atención de destacados arqueólogos. Dwight Wallace fue el primero en estudiar el sitio. Le llamó la atención no hallar rastros de tumbas ni de vegetales en los hoyos. Esto fue comprobado por Frederic Engel y posteriormente por John Hyslop, quien postuló que se podría tratar de un enorme lugar de almacenamiento inca, relacionado con el centro administrativo de Tambo Colorado.

En el interín no faltaron las explicaciones esotéricas y extraterrestres, hasta que los arqueólogos Charles Stanish y Henry Tantaleán publicaron un estudio donde demuestran que "con la tecnología prehispánica pétrea y el uso de picos y arados, un joven podría excavar o construir uno de estos agujeros fácilmente en dos o tres horas en promedio (...). Un simple cálculo revela que 10 trabajadores podrían construir esta banda entera en 300 días; 50 trabajadores en 60 días; y 100 trabajadores en un mes...".

En el mismo informe, postulan que el geoglifo de Monte Sierpe pudo servir como un enorme almacén de "tributos" entregados por las poblaciones locales a los incas de Tambo Colorado. Incluso, afirman que existieron grupos de hoyos para cada ayllu aportante Relacionan el geoglifo con el hallazgo de Alejandro Chu y Gary Urton en el centro arqueológico de Incahuasi, en Lunahuaná: un espacio similar a un tablero de ajedrez que sirvió para la administración inca de tributos agrarios.

Pero siguen siendo hipótesis que alimentan el misterio de Monte Sierpe.

Fonte: http://larepublica.pe/impresa/domingo/882662-el-enigma-del-geoglifo-mas-grande-del-peru (04/06/2017)

Arqueólogos mexicanos develan templo azteca bajo terrenos de hotel

Este descubrimiento "es un nuevo acercamiento al esplendor de la ciudad prehispánica de Tenochtitlán", dijo la ministra de Cultura de México, María Cristina Cepeda García. Foto: Captura

Agencia DPA Arqueólogos mexicanos mostraron este miércoles 7 de junio de 2017 por primera vez los vestigios circulares de un templo azteca dedicado al dios del viento y de una cancha de pelota prehispánica, descubiertos en el centro de Ciudad de México bajo terrenos de un hotel. En el sitio, situado detrás de la Catedral, se halló una ofrenda ritual conformada por los conjuntos de cervicales de cuello de 32 personas, en su mayoría adultos jóvenes pero también niños, que fueron presuntamente sacrificados de manera ritual. Este descubrimiento "es un nuevo acercamiento al esplendor de la ciudad prehispánica de Tenochtitlán", dijo la ministra de Cultura de México, María Cristina Cepeda García. Pero, además, tiene una historia peculiar. Los arqueólogos detectaron los primeros indicios en 2009, cuando los dueños del Hotel Catedral, que tiene entrada por una calle paralela, les pidieron examinar los fondos de su propiedad en la calle Guatemala 16 porque querían construir una ampliación.

Sabían que ahí podía haber vestigios, porque esa parte del centro histórico de la Ciudad de México está construida sobre el antiguo recinto ceremonial de México-Tenochtitlán, la capital de los aztecas, que se estima que tenía unas 70 edificaciones. En el centro de la capital mexicana continuamente se hacen hallazgos y hay que pedir autorización al Instituto Nacional de Antropología e Historia para cualquier obra.

Después de varios años de trabajo en distintas etapas, finalmente los arqueólogos consiguieron develar una parte del templo y de la cancha del juego de pelota, donde, según dijo el arqueólogo Raúl Barrera durante un recorrido, presumiblemente jugó alguna vez el mismo emperador azteca Moctezuma. El templo está dedicado a Ehécatl-Quetzalcóatl (dios del viento) y fue construido dentro del periodo de 1486 a 1502. Está formado por una estructura rectangular de 34 a 36 metros de longitud y dos cuerpos circulares adosados, el mayor de los cuales se calcula que tiene 18 metros de diámetro. Sólo una cuarta parte quedó develada, ya que para descubrirlo por completo se necesitarían hacer excavaciones en edificios contiguos, entre ellos en el vecino Centro Cultural de España, donde ya hay un museo de sitio por un descubrimiento previo, y debajo de la calle Guatemala por donde se extendía el juego de pelota, del cual sólo se develó una parte de una escalinata de nueve metros de ancho. Los vestigios, que están a pocos metros del Museo del Templo Mayor de los aztecas, en el futuro formarán parte de un museo de sitio subterráneo que convivirá de manera armónica con la futura ampliación del hotel, que es el que está financiando todo el proyecto arqueológico. "Afortunadamente contamos con el gran apoyo del propietario", dijo Barrera, responsable del proyecto de arqueología urbana en Ciudad de México, que se lleva a cabo desde hace 40 años. "Nosotros estamos convencidos de que el pasado puede convivir con el presente. Ellos harán su obra, nosotros un museo subterráneo".

Fonte: https://www.elcomercio.com/tendencias/mexicanos-templo-azteca-hotel-arqueologia.html (07/06/2017)


Ciudad arqueológica de Bolivia define plan para proteger nuevos hallazgos

LA PAZ (Sputnik) — La ciudad arqueológica Tiwanaku, ubicada al oeste de La Paz, pondrá en marcha un plan de protección cultural, investigación arqueológica y desarrollo turístico a partir de nuevos descubrimientos que permanecen enterrados, dijo a Sputnik el director del CIAAAT de este municipio, Julio Condori.


"Estamos en la fase de discusión técnica del Plan del Sitio Arqueológico de Tiwanaku que será entregado a la Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (UNESCO) para impulsar con nuevas investigaciones", dijo Condori.

El Plan del Sitio Arqueológico de Tiwanaku —que será lanzado en julio— prevé una labor sostenida en torno a las ruinas de por lo menos quince años, según la proyección del municipio.

Condori señaló que el plan contempla una acción integral para el aprovechamiento y protección del patrimonio cultural, la investigación arqueológica y antropológica así como el desarrollo turístico.

En mayo, el Ministerio de Culturas y representantes de la UNESCO revelaron en un estudio el hallazgo de nuevas edificaciones de piedra y vestigios de la cultura tiwanakota que se expanden por más de 400 hectáreas.

Las investigaciones señalan que se detectaron grandes estructuras de piedra de unos 30 metros que permanecen bajo tierra.

Condori precisó que el "componente de investigación arqueológica supondrá la realización de nuevas excavaciones, pero además la conservación de las piezas líticas que ya se han encontrado".

"Vamos a hacer nuevas excavaciones y se va a determinar qué sectores serán los que vamos a priorizar en la investigación, considerando que hasta la fecha la mayoría de las investigaciones se han centrado en los centros ceremoniales y muy poco se sabe de la gente que vivía alrededor de estos centros", remarcó el director del CIAAAT.

Remarcó que uno de los objetivos del plan del municipio es buscar nuevas áreas relacionadas con la actividad agrícola y ganadera además del manejo hidráulico que esta cultura antigua desarrolló.

Asimismo destacó que los nuevos hallazgos que serán motivo de investigación permitirán al municipio desarrollar la industria turística "sin descuidar la protección del patrimonio cultural".

De acuerdo con datos del municipio, a Tiwanaku llegan unos 125.000 turistas al año. Las ruinas están ubicadas en el departamento de La Paz, a 15 kilómetros del lago Titicaca.

Fonte: https://mundo.sputniknews.com/cultura/201706031069670175-tiwanaku-hallazgos/ (03/06/2017)

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Pacal the Great, King of Palenque


By Mildred Boyd

Way back in 1952, when Yuri Knorozov made his breakthrough discovery that the Mayan glyphs were mostly syllabic, not phonetic, most Mayan scholars failed to believe him. Michael Coe, David Kelly and Floyd Lounsbury were among the few exceptions. Since that time, thanks to those old-hand epigraphers and such relative newcomers as Linda Schele and Peter Mathews, steady progress has been made in deciphering the wealth of Mayan texts. Though these numerous inscriptions tell us nothing about what the common people were up to, we are now able to read and understand a little of the fascinating history of important rulers like Pacal, King of Palenque, and his lifelong struggle to prove his right to the throne.

K'inich Janaab' Pacal was born on March 23, 603 CE, the son of Lord K’an Mo’Hix and Lady Sak K’uk’, the reigning Queen of Palenque. Because the royal family claimed the throne through the First Mother, affectionately known to scholars as Lady Beastie, theirs was one of the few pre-Colombian dynasties that allowed a woman to take the crown in default of a male heir. Even so, she was expected to step down the moment any son of hers reached maturity. Pacal, whose name means “Shield” in the Mayan tongue, was crowned king by his mother on July 29th, 615, shortly after his 12th birthday.


The passing of the crown from mother to son was not unknown. It had taken place not many years before when Pacal’s great-grandmother, Lady Kanal-Ikal was queen and her son, Ac-Kan succeeded her. Despite this precedent and the fact Pacal proved to be an unusually wise and capable ruler during his long reign, his right to rule at all was always in question. Since, in all other matters of inheritance the Palenque society property and titles passed only from the father to his heirs, other noble houses felt their claims to the throne to be more valid.

Apparently to refute such claims, Pacal and the son who reigned after him, K'inich Chan B'alam II, kept adding magnificent buildings to their capitol city. Every new temple and pyramid prominently displayed images of the Kings and glyphic texts proclaiming their Royal lineage. Most of the existing structures on view today date back to their combined reigns during the seventh century CE.

Chan B'alam II was responsible for the construction of the Temple of the Cross, the Temple of the Foliated Cross and the Temple of the Sun.

This trio of lovely buildings crowns the slopes overlooking the Palace Complex. Pacal himself commissioned the building of such major works as the Temple of Olvidado, the Temple of the Count the Royal Palace.

This huge complex has many surprising architectural innovations. The roofs were mansard-type, with overhanging eaves to protect the outer walls which were studded with bas beliefs of gods, kings, priests and important ceremonials. The numerous rooms with interior courts overlooked a four-story tower which probably served as both lookout and observatory. The most unusual feature was a long, corbelled vault through which an underground stream flowed assuring the occupants a constant supply of fresh water, an engineering feat of no mean caliber.


Pacal’s greatest architectural triumph, however, was the magnificent Temple of the Inscriptions. This, like the Great Pyramids of Egypt, was designed as the King’s last resting place. The tomb chamber lies below ground level and was completed, with the massive sarcophagus in place, before the towering temple structure was built over it. Everything was provided for, including a speaking tube leading to the upper temple through which the deified king could communicate with his priests and advise his people from the otherworld.

All was in readiness long before it was needed. Pacal lived long enough to see to the expansion of Palenque’s power over the western part of the Lowland Maya territory and preside over a veritable florescence of arts and engineering. Pacal the Great died on March 31st, 683 at the ripe old age of 80. He had ruled Palenque for 68 years.

Even his sarcophagus was designed to bear witness to Pacal’s right to rule. The flat, heavy lid of his sarcophagus shows the dead King falling toward the Xibalba. (Not an astronaut at the controls of a spaceship as Eric von Daniken’s book, Chariots of the Gods, proposes.) The sides and ends, however, are carved with a royal portrait gallery showing the kings and queens who had ruled before him. His mother and father are there. So are Lady Kanal- Ikal, her son Ac Kan and others from far back in time.


All this came as a surprise to 20th century scholars. An actual burial in a pre-Columbian monument was unheard of before 1948 when Mexican archaeologist, Alberto Ruz, raised a stone slab set in the floor of the temple to find a steep flight of steps with 18 inch risers leading precipitously down into the bowels of the pyramid. The passage had been sealed with tightly packed rubble throughout its narrow, twisting descent to the tomb chamber. Removing this fill took Ruz and his crew another four years.

It was not until 1952 that they cleared the elaborately decorated burial chamber and found Pacal the Great, together with the richest treasure in grave offerings ever found in Mesoamerica. The jade portrait mask that was still in place and the full suit of jade plaques connected with gold wire that still covered his ancient bones alone were worth a fortune.


There has been some debate as to whether the body found in the tomb is really Pacal’s. The wearing down of the skeleton’s teeth, they say, indicates a man half the age of the King at the time of his death. Several far-fetched reasons are offered to explain the anomaly--a mistake in dates, another king of the same name, etc.

The most logical explanation is that, having spent his entire life as either Crown Prince or King, he was not confined to the common man’s diet of gritty, stone-ground maize, stringy root vegetables and tough meats. Royal personages would certainly have always dined on the softest and most refined of foods. Perhaps it is more surprising that a person 80 years old and had any teeth left to be examined. At any rate, the majority of scholars agree that it was indeed Pacal who was found in Pacal’s tomb.

Considering the length of his reign, Pacal’s propaganda campaign can be considered an unqualified success. He also succeeded in making his name as permanent and unforgettable as his architecture.

Fonte: http://www.chapala.com/chapala/magnifecentmexico/pacal/pakal.html

Del Solar presentó plan ‘Puerto Cultura’


Proyecto. Ministro de Cultura anunció el “Plan Nacional Puerto Cultura”, con el que se busca rescatar distintas zonas consideradas Patrimonio Cultural de la Nación en estado de abandono como la huaca Tambo Inga, en Puente Piedra.

Por: Diana Ramos

El ministro de Cultura, Salvador del Solar, señaló que “la cultura es resistencia” y que “esas huacas, que antes eran tierra de nadie, se convertirán en patrimonio de todos”.

Del Solar hizo estas declaraciones ayer en la huaca Tambo Inga, en Puente Piedra, cuando lanzó el “Plan Nacional Puerto Cultura”, con una inversión inicial de cerca de cinco millones de soles para la recuperación de inmuebles y zonas consideradas patrimonio de la nación.

Tambo Inga se halla en el asentamiento humano Asociación Cruz de Motupe, ubicado a la altura del kilómetro 27 1/2 de la carretera Panamericana Norte, en Puente Piedra. Se trata de un complejo arqueológico con más de 500 años de antigüedad, considerada una de las 370 zonas protegida por el Estado. Pese a estar en la lista de Patrimonio Cultural de la Nación, este sitio arqueológico se hallaba invadido por la delincuencia y la contaminación pero, sobre todo, afectado por el olvido y la desidia de las autoridades.

Sin embargo, gracias a la contribución de la Municipalidad de Puente Piedra, el Ministerio de Trabajo y Promoción del Empleo, el Ministerio del Interior y la empresa Cálidda, el ministro del Solar anunció ayer la inversión de casi 5 millones de soles para recuperar este monumento como parte del plan “Puerto Cultura”.

El proyecto busca rescatar este espacio, ponerlo en valor y habilitarlo como foco cultural y de esparcimiento para la comunidad de este distrito capitalino.

Durante la ceremonia, donde participaron los vecinos y escolares de la zona, el ministro de Cultura, Salvador del Solar, aseguró que “la cultura es resistencia”.

“Imaginemos lo que esta huaca puede llegar a ser si somos suficientemente ambiciosos. Vamos a descubrir todo aquello que nosotros podemos ser cuando trabajamos juntos”, agregó.

“El destino es ser lo que uno es, somos uno de los pocos países que puede definirse como un país cultural (...). Nuestro destino es ser herederos de una civilización valiosa”, arguyó.

Cultura Viva
Del Solar declaró, además, que el proyecto es una reformulación de “Lima, la ciudad de las huacas”, iniciado en la gestión del exministro Nieto. “Puerto Cultura” busca extenderse alrededor del país y con un añadido: la recuperación de zonas aledañas al patrimonio cultural. La idea es rescatar patrimonios arqueológicos o históricos para que conecten el pasado con el presente y así generar una cultura viva.

“Existen más de 13 mil sitios arqueológicos registrados. Cuidarlos y ponerlos en valor requiere la totalidad del presupuesto de la República, por lo que invertir en proyectos como este, en donde nos acercamos a la ciudadanía que conozca, ame y valore su patrimonio, vamos a protegerlo de manera espontánea como sociedad”, mencionó el ministro.

Aunque su ministerio no cuente con el dinero suficiente para financiar el proyecto, Del Solar dijo que cuenta con el apoyo económico y servicio de la Municipalidad de Puente Piedra, el ministerio de Promoción del Empleo y Capacitación Laboral y el programa “Barrio Seguro”, promocionado por el Ministerio del Interior.

Fonte: http://larepublica.pe/impresa/ocio-y-cultura/876601-del-solar-presento-plan-puerto-cultura

ESFERAS DEL DIQUIS: A PROPÓSITO DE LA DENUNCIA SOBRE EL TRASLADO OCURRIDO EN PALMAR SUR (PARTE 03)

A modo de conclusión

Lo ocurrido el pasado 24 de abril trascendió a la luz pública gracias a una activa vigilancia de una comunidad organizada en Palmar Sur. Pareciera incluso que esta última tiene mayor comprensión que las autoridades sobre el significado y el alcance de los compromisos adquiridos por Costa Rica desde junio del 2014 ante la UNESCO y ante la comunidad internacional como tal.

Las comunidades de la zona, pero también las unidades académicas y los entes especializados, las asociaciones que luchan por la preservación del patrimonio cultural y arqueológico, deben mantenerse vigilantes y denunciar cualquier anomalía en el accionar del Estado costarricense con relación a estas esferas en una zona tan rica desde el punto de vista arqueológico.

Nos inclinamos a pensar que la declaratoria de la UNESCO debió invitar a Costa Rica y a sus diversas instituciones públicas, a replantear algunas cosas en materia de arqueología y de protección a su patrimonio. En el caso de la península de Osa, y mientras se proceda a lo que podríamos denominar una "zonificación del patrimonio arqueológico", se impone una verdadera moratoria regional para megaproyectos que signifiquen la remoción de grandes cantidades de tierra (como la piña y algunos megaproyectos turísticos así como proyectos hidroeléctricos, entre otros) y un reglamento que obligue a cualquier proyecto en Osa a someterse a un riguroso análisis sobre el posible daño al patrimonio arqueológico (con la intervención directa de las autoridades del Museo Nacional de Costa Rica y de unidades académicas independientes).

Estas y algunas otras herramientas, a consensuar con las comunidades de la Zona Sur, permitirían, sin lugar a dudas, resguardar de forma mucho más eficiente este verdadero tesoro declarado Patrimonio Mundial de la Humanidad en el 2014.

Foto de una de las 60.000 tumbas bogomilas de la época medieval (que se encuentran dispersas en Bosnia Herzegovina, y parte de la frontera con Croacia , Montenegro y Serbia) conocidas como "Stecci" y propuestas a la UNESCO desde el 2011 para ser inscritas como Patrimonio Cultural de la Humanidad (ver nota). Ver artículo en francés de la UNESCO con ocasión de su declaratoria como patrimonio de la humanidad en el 2016

DOCUMENTO 1:

Comunicado de Prensa, Museo Nacional de Costa Rica, 24 de abril del 2017

Aclaración pública del Museo Nacional

MUSEO NACIONAL DE COSTA RICA, 24 DE ABRIL DEL 2017

Con relación al movimiento de esferas arqueológicas que el Museo Nacional intentó realizar la mañana del 24 de abril en la Finca 2-4 de Palmar Sur aclaramos que:

1. El Museo cuenta en la zona sur con un robusto programa de investigación en conservación a cargo del Departamento de Protección del Patrimonio Cultural (DPPC). Su énfasis son los cuatro sitios arqueológicos declarados patrimonio de la humanidad por la Unesco en el 2014. Una de las acciones de protección previstas en la agenda de trabajo de este año es el traslado de las esferas arqueológicas localizadas en la Finca 2-4 de Palmar Sur a la zona de acopio del sitio Museo Finca 6, para su mejor protección y atención especializada.

2. La reubicación que piensa realizarse es con fines de conservación, investigación y de carácter temporal. Una vez ejecutadas las acciones técnicas necesarias, los restos arqueológicos volverán a su ubicación el Finca 2-4.

3. El traslado, previsto para hoy 24 de abril, no fue posible realizarlo, por una reacción inmediata de la ciudadanía vigilante de su patrimonio. La alerta pública se expandió mediante las redes sociales y puso en evidencia la falta de comunicación de nuestra Institución ante una comunidad organizada, a la cual felicitamos por demostrar su alto nivel de compromiso en pro de la protección de su legado precolombino.

4. En el intento de traslado no participó personal técnico debidamente identificado (conservadores y arqueólogos del DPPC); tampoco se divulgó previamente su propuesta de conservación. Esto generó confusión en la comunidad. La Dirección General del Museo Nacional reconoce esta omisión y se disculpa por ella.

5. Además de disculparnos, el Museo se compromete a no incurrir a futuro en acciones de intervención que no sean de conocimiento previo de las comunidades aledañas a los sitios arqueológicos patrimonio de la humanidad.

Rocío Fernández S., directora MNCR


DOCUMENTO 2:

Comunicado de Prensa, Museo Nacional de Costa Rica, 12 de mayo del 2017

El Museo Nacional y la protección del patrimonio

1. En cumplimiento de la normativa vigente en materia de patrimonio nacional arqueológico, el Museo Nacional de Costa Rica (MNCR) ejerce potestades en la protección, investigación y conservación de dicho patrimonio.

2. El Cantón de Osa tiene registrados por el MNCR cerca de 200 sitios arqueológicos de la época precolombina, de los cuales a la fecha se conocen nueve dentro del área del proyecto de la compañía piñera.

3. Ninguno de los cuatro sitios arqueológicos declarados Patrimonio Mundial se encuentran dentro del área de dicho proyecto, ni se ven afectados de forma directa por el mismo.

4. En diciembre de 2016, la Secretaría Técnica Nacional Ambiental (SETENA) otorgó la viabilidad ambiental al proyecto piñero, por considerar que cumplía con los requisitos establecidos; estos incluyen la inspección y dictamen de un arqueólogo independiente (no vinculado al MNCR).

5. El 31 de marzo 2017, el Museo Nacional envió una nota al ingeniero Marco Arroyo, secretario general de SETENA, solicitando revisar los protocolos vigentes en el caso de proyectos a desarrollarse en un área mayor a los 500m2. Antes de dar la viabilidad ambiental, el MNCR promueve sustituir la inspección vigente por una evaluación arqueológica con el propósito de prevenir cualquier daño del patrimonio arqueológico.

6. El 09 de mayo el arqueólogo del Museo Nacional Adrián Badilla, así como funcionarios de SETENA, ACOSA-SINAC, Dirección de Aguas y consultores del proyecto, realizaron una nueva inspección del área. De esta visita, el Museo concluye que, debido al potencial arqueológico, debe de hacerse una evaluación al área total del proyecto.

7. En seguimiento a los cambios sugeridos por el Museo Nacional a SETENA en relación con los protocolos para otorgar permisos para futuros proyectos, el 10 de mayo 2017, la arqueóloga en jefe del Departamento de Antropología e Historia del Museo Nacional, Myrna Rojas, hizo una presentación sobre los cambios que promueve el MNCR ante la Comisión Plenaria de SETENA.

8. En cumplimiento de la Ley 6703, de comprobarse cualquier afectación al patrimonio arqueológico durante el proceso de preparación del terreno y el cultivo de piña en el área del proyecto, el MNCR actuará de inmediato en ejercicio de sus atribuciones y responsabilidades.

Por lo anterior, el MNCR puntualiza:

Los permisos se otorgaron en apego a los estudios arqueológicos realizados por un consultor independiente, según los requisitos establecidos por SETENA, sin embargo, después de una inspección arqueológica por parte del Museo Nacional, el arqueólogo a cargo por parte de nuestra institución recomienda una evaluación al área total del proyecto.

El Museo Nacional coordina con SETENA la implementación de cambios en los requisitos legales vigentes en materia arqueológica para otorgar permisos a proyectos de gran escala.

El Museo Nacional ejercerá una labor vigilante de protección y rescate del patrimonio arqueológico durante el desarrollo del proyecto piñero. Ninguno de los 4 sitios arqueológicos declarados patrimonio mundial se encuentran en el área del proyecto de la piñera.


Material adicional:

Emisión de radio del programa "El Hormiguero", Radio U, realizado el 5 de mayo del 2017. Invitados: Daniel Villalobos, Erick Morales, Ifigenia Quintanilla, Nicolás Boeglin, disponible aquí

Emisión radial, "Desayunos de Radio Universidad", realizado el 9 de mayo del 2017. Invitados: Mauricio Álvarez, Ifigenia Quintanilla y Bernardo Aguilar, disponible aquí (buscar programa Desayunos del 9 de mayo del 2017).

Emisión radial "Interferencias", realizado el 11 de mayo del 2017, Radio Universidad. Entrevistadas: Ifigenia Quintanilla y Rocío Fernández, disponible aquí.

Jóvenes turistas costarricenses sonrientes pese al calor de medio día, posando entre lápidas bogomilas, en las cercanías de Stolac, Bosnia y Herzegovina, agosto del 2003. Archivo personal.

Artículos de doctrina / Breve selección

BIRAULT Charline, "L'inscription des mégalithes du Sud-Morbihan au Patrimoine mondial de l'UNESCO", 65 páginas. Texto disponible aquí.

DISKO Stefan, TUGENDHAT Helen and GARCÍA-ALIX Lola, "World Heritage Sites and Indigenous Peoples’ Rights: An Introduction", 35 páginas. Texto disponible aquí.

FEIGERLOVA Mónika & MALTAIS Alexandre L., "Obligations Undertaken by States under International Conventions for the Protection of Cultural Rights and the Environment, to What Extent they Constitute a Limitation to Investor’s Rights under Bilateral or Multilateral Investment Treaties and Investment Contracts?" Tésis, IUHEI (Ginebra, Suiza), 55 páginas. Texto disponible aquí.

PRIEUR Michel, "Les conséquences juridiques de l'inscription d'un site sur la liste du patrimoine mondial de l'UNESCO", Revue Juridique de l'Environnement, 2007, Volume 32, pp. 101-112. Texto disponible aquí.

SÁNCHEZ Ana María, "Patrimonio cultural natural. Efectos jurídicos de su declaración". Texto disponible aquí

SAN MARTIN CALVO Marina , "La acción normativa de la UNESCO y su órganos asesores en el ámbito de la protección de los bienes culturales", 44 páginas. Texto en línea disponible en la red.

Publicado por Curso de Derecho Internacional.

Fonte: http://derechointernacionalcr.blogspot.com.br/2017/04/esferas-del-diquis-vecinos-denucian.html