sábado, 28 de dezembro de 2013

Caral, cidade mais antiga das Américas, comemora 19 anos de sua descoberta

Foto: EFE

Caral, cidade mais antiga das Américas, comemora 19 anos de sua descoberta

Lima, 8 nov (EFE).- A cidade de Caral, considerada a mais antiga das Américas, comemora o 19º aniversário de sua descoberta no Peru com novos achados sobre sua planta urbana, ao mesmo tempo em que avançam os estudos que assinalam que a mudança climática acabou com esta civilização de mais de 5.000 anos de antiguidade.

Situada em uma área desértica ao norte de Lima, entre o vale banhado pelo rio Supe e o litoral do país, o sítio arqueológico, foi declarado pela Unesco como Patrimônio Mundial em 2009.

Por ocasião desta comemoração, durante este fim de semana serão realizadas diversas atividades que começarão nesta sexta-feira com a inauguração do Museu Comunitário de Supe e com a cerimônia de culto à Pachamama (Mãe Terra) em Caral, que estará toda iluminada.

No sábado vai acontecer o 'Catu Caralino' (feira de produtos agroecológicos e artesanais dos habitantes das províncias de Barranca e Huaura); o festival gastronômico 'Sabor da minha terra'; e o festival artístico cultural ou 'Runa Raymi'.

Ao se completar 19 anos desde que pesquisas revelaram os restos desta civilização, que foi contemporânea da egípcia e da suméria, a chefe da Zona Arqueológica Caral, Ruth Shady explicou à Agência Efe que foi descoberto um caminho o qual foi denominado 'Rua da Integração Social', porque liga a área central da cidade com um setor da periferia.

A área central de Caral é o principal setor da cidade onde ficavam os prédios públicos de mais destaque e as casas da elite, enquanto na periferia ficavam as casas menores desta civilização.

Nesse setor da periferia é onde este ano foi descoberto um prédio público, de menores dimensões, e uma rua que o conecta com a área central, o que segundo Shady demonstra que ambas as áreas 'estiveram em conexão e participando do mesmo sistema social e cultural'.

A arqueóloga explicou que atualmente estão trabalhando em 11 assentamentos o que evidencia que esta civilização teve 'grande prestígio e o manteve por mais de mil anos até que entrou em crise devido a uma 'forte mudança climática'.

Segundo Shady, em Caral por volta dos anos 2000-1900 antes de Cristo aconteceu uma mudança climática que se manifestou primeiro em terremotos muito intensos, inundações muito fortes em seguida e secas prolongadas que fizeram com que a areia invadisse os campos de cultivo e formasse dunas nos vales.

'Frente a esta situação tão crítica onde não havia água no rio e os mananciais secaram, as povoações tiveram que emigrar ou ficar e morrer', assegurou.

Esta é a hipótese sobre o fim desta civilização na qual trabalha uma equipe multidisciplinar de geólogos e especialistas em engenharia hidráulica da Universidade da Flórida.

Mas além de promover o conhecimento desta civilização, atualmente também realizam oficinas para fomentar o desenvolvimento das povoações que vivem no entorno dos sítios arqueológicos.

A arqueóloga também destacou que no Museu Comunitário de Supe, que será inaugurado nesta sexta-feira, se poderá apreciar a fibra de cores naturais recuperada dos sítios arqueológicos, onde foi descoberto que se interviu geneticamente em diversas plantas e se conseguiu quatro cores naturais de algodão.

Neste sentido, Shady explicou que foi uma civilização com grandes conhecimentos de arquitetura, de ciência e tecnologia, já que desenvolveram tecnologias antissísmicas graças às quais suas construções perduram até nossos dias, apesar de estarem no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, uma região onde se registra quase 85% da atividade sísmica do mundo.

Em Caral também encontraram conjuntos musicais inteiros, o que 'demonstra sua complexidade' e a importância que davam para a música para um desenvolvimento mais harmonioso das pessoas, que embora tenha se mantido na história andina foi se perdendo nos últimos anos, segundo Shady.

Entre os instrumentos musicais que foram encontrados estão 32 flautas transversais, 38 cornetas, quatro antaras e quenas.

Apesar de a cada ano aumentar o número de turistas, Shady lamentou que ainda não seja dado o valor que se merece a Caral, que de janeiro de 2003 até agosto deste ano recebeu 428.333 visitantes.

Fonte: http://noticias.br.msn.com/economia/story.aspx?cp-documentid=260934715 (08/11/2013)

Descubren fresco maya en Guatemala del 600 d.C.


En días atrás, arqueólogos españoles y guatemaltecos encontraron en ruinas de Chilonché mural maya al fresco, mismo que data del 600-900 d. C. Esto en Guatemala.

Por: Redacción

En la pintura se pueden observar hombres y mujeres, con indumentarias típicas de la región mientras realizan ofrenda a posible noble.

Cada personaje que aparece en el fresco menciona su nombre y fechas, esto en jeroglíficos.

“Se trata de ofrendas a personajes con características que llaman la atención y que quizás enlazan con leyendas mayas del área de Yucatán” expresó uno de los directores del Proyecto Arqueológico La Banca.

Este hallazgo sorprende pues es el primer mural de estas características que se encuentra en el país centroamericano

Fonte: http://www.tiempo.com.mx/_notas/c1645570 (13/12/2013)

sábado, 21 de dezembro de 2013

LIVRO: Delitos contra a divindade no Mundo Antigo: uma comparação entre o código de Hammurabi e as leis mosaicas


Colegas,

Este livro recém editado pela minha amiga Elaine Bordalo é do interesse de todos que gostam de história antiga e arqueologia! Indicado especialmente aos amantes do período Pré-Clássico na Babilônia de Hammurabi e ao período bíblico do Antigo Testamento!

O livro é barato e muito gostoso de ler!

Quem tiver interesse, pode entrar em contato com a própria autora:
Elaine Bordalo: elaine.historiadora@yahoo.com.br

Huila trabaja por la preservación del Parque Arqueológico San Agustín


100 años después del hallazgo, este municipio del sur del Huila trabaja por la preservación y el reconocimiento de uno de los atractivos más destacados del departamento.

Por: Tatiana Molina Vargas

Gracias al sitio donde se encontraron más de 500 estatuas de piedra en las 78 hectáreas que conforman al Parque Arqueológico San Agustín, este pueblo de 48.000 habitantes es considerado la capital arqueológica de Colombia.

En el marco de su bicentenario, el gobierno nacional declaró el 2013 como 'Año de la cultura Agustiniana'. Para la celebración, fueron previstas una serie de actividades culturales y académicas en torno al hallazgo del etnólogo alemán Konrad Theodor Preuss, quien llegó a Huila en 1913 y realizó las primeras investigaciones científicas que dieron origen al parque que hoy es frecuentado por aproximadamente 200 turistas diarios, entre ellos, 80 extranjeros provenientes de Francia, Estados Unidos, España y Reino Unido.

Entre las actividades, se han realizado talleres para los artesanos de San Agustín, la presentación de la Orquesta Sinfónica del municipio y una exposición fotográfica sobre la arqueología del parque. Todo esto con el fin de posicionar el lugar no solo en Colombia, sino como un atractivo de legado ancestral para el mundo. Por ello, Edgar Martín Lara, Alcalde de San Agustín, manifiesta que "se invertirán 6.000 millones de pesos para el parque, destinados para reforzar el museo y el auditorio. Muchos huilenses no conocen el parque, por eso hay que hacer un trabajo con la escuela, para que todos los estudiantes lo visiten por lo menos una vez al año y para que se hable de San Agustín y así, se genere todo un proceso de desarrollo en la zona".

Además, en el Museo Nacional de Colombia se realiza hasta el 28 de febrero de 2014 la exposición 'El silencio de los ídolos', encabezada por el Instituto Colombiano de Antropología e Historia (ICANH) y el Ministerio de Cultura, donde se hace un homenaje a la cultura que todavía es un misterio.

De igual manera, las excavaciones no terminan. Pues como afirma Miguel Ángel Tobar, Guía de turismo del parque, "en este momento las excavaciones están quietas, falta 80% por descubrir. El ICANH está esperando para tener mayor y mejor técnica para causar menores destrozos al medio ambiente".

Fonte: http://www.elespectador.com/noticias/nacional/huila-trabaja-preservacion-del-parque-arqueologico-san-articulo-463661 (15/12/2013)

Lambayeque: Restos arqueológicos en riesgo

Foto: Perjuicios son irremediables. (USI)

El titular de la dirección desconcentrada de Cultura de Lambayeque, Alberto Risco, advirtió que, cada semana, se presenta una denuncia por destrucción de patrimonio. “Aproximadamente se ha venido dando una denuncia por semana en los últimos meses. A veces son falsas, pero hay muchos casos donde el perjuicio es real”, manifestó.

El funcionario sostuvo que estos daños se registran en toda la región e indicó que los principales atentados en estos complejos son causados por la expansión de terrenos agrícolas y de asentamientos humanos. Asimismo, precisó que, en algunos casos, los traficantes de tierras y los agricultores son los principales causantes de la destrucción de monumentos. “Esta situación se registra casi en toda la región Lambayeque”, aseveró.

De otro lado, Luis Chero, director del museo Tumbas Reales de Sipán, informó que, luego de cuatro meses, culminaron los trabajos de excavación en el complejo arqueológico Pampa Grande-Saltur.

Precisó que allí se halló cinco rampas, varios muros, pisos de adobe y un pasamano, que datan del siglo VIIdespués de Cristo, y que pertenecerían a las culturas Mochica, Lambayeque y Chimú.

Fonte: http://peru21.pe/actualidad/lambayeque-restos-arqueologicos-riesgo-2159985 (03/12/2013)

Descobertas 35 múmias no Perú

Sarcófagos de civilização indígena Chachapoyas descobertos na floresta amazónica

Os habitantes de uma região no norte do Peru, na floresta amazónica, descobriram um conjunto de 35 sarcófagos com múmias da cultura dos Chachapoyas, que terão vivido entre 700 e 1500 depois de Cristo, anunciou o Governo peruano.

«A descoberta dos 35 sarcófagos foi feita por habitantes que circulavam pela montanha "El Tigre", no distrito de Jazán, província de Bongará», declarou Manuel Cabañas, diretor regional do ministério do Comércio e do Turismo do Peru, citado pela agência de notícias oficial do país, Andina.

Apesar de os 35 sarcófagos já terem sido descobertos em julho, o achado permaneceu em segredo para evitar pilhagens e buscas pelo local onde se encontram os túmulos, por parte de cidadãos estrangeiros, explicou o diretor regional

De acordo com Manuel Cabañas, os sarcófagos contém as múmias embalsamadas, que permanecem em muito bom estado de conservação.

As primeiras investigações apontam para que se trate dos restos mortais de crianças da mais alta hierarquia da civilização dos Chachapoyas, um povo indígena cujo nome significa «Guerreiros das Nuves».

A civilização dos Chachapoyas foi conquistada pelo povo Inca.

Arqueólogos do Ministério da Cultura peruano já se deslocaram até ao local para fazer o inventário e pesquisar eventuais outros túmulos.

A cultura dos Chachapoyas tinha um grande respeito pelos seus mortos, que eram sepultados quer individualmente em sarcófagos, quer coletivamente em mausoléus. Os túmulos eram construídos em grutas ou escavados em falésias inacessíveis.

O povo indígena deixou numerosos vestígios da sua existência, sendo o mais conhecido o forte de Kuélap, um conjunto arquitetónico em pedra, de grandes dimensões, com uma plataforma artificial, situado no cimo do Cerro Barreta, a três mil metros de altitude.

Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/503/internacional/mumias-peru-sarcofagos-chachapoyas-arqueologia-tvi24/1514586-4073.html (29/11/2013)

Vila maia do séc. 7 tem até espiga de milho preservada por lava de vulcão

Ruinas de casa de Joya de Cerén(Foto: José Cabezas/AFP)

'Pompeia' de El Salvador revela dia a dia de povos pré-hispânicos.
Objetos e plantas de 1.400 anos atrás sobreviveram cobertos por cinzas. Um vulcão localizado em El Salvador, na América Central, foi o responsável por preservar um dos maiores tesouros arqueológicos do continente.


Em um processo semelhante ao que aconteceu nas cidades italianas de Pompeia e de Herculano -- que se conservaram graças à lava do vulcão Vesúvio --, o vulcão centro-americano Loma Caldera despejou sua lava em uma cidade habitada por maias no século 7º. Cobertas pelas cinzas, construções, ferramentas e até espigas de milho de mais de 1.400 anos atrás ficaram preservadas da ação do tempo.

A “Pompeia” de El Salvador se chama Joya de Cerén e fica na cidade de San Juan Opico, a cerca de 35 quilômetros da capital, San Salvador. Tombada pela Unesco, é considerada a aldeia pré-hispânica mais bem preservada da América Central.

Arqueóloga mostra espiga de milho preservada por cinzas (Foto: José Cabezas/AFP)

As ruínas foram descobertas em 1976, por um trator que trabalhava na construção de armazéns de grãos. Após ter tido sua antiguidade atestada por um especialista norte-americano, o local começou a ser preservado e explorado.

Segundo os pesquisadores, tratava-se de uma comunidade agrícola. O sítio arqueológico tem cerca de 3.200 hectares. Dez edifícios feitos de terra e com telhados de sapê foram total ou parcialmente escavados, entre casas, tabernas, uma cozinha, uma sauna, um local onde trabalhava uma vidente, um edifício cívico e um centro religioso.

Até agora não se encontraram corpos humanos, o que sugere que os habitantes conseguiram escapar. Mas essa fuga deve ter sido de súbito, pois eles deixaram todos os seus pertences nas posições originais, da forma com que eram guardados e usados.
Isso inclui ferramentas de jardinagem, potes cheios de feijão, tapetes usados para dormir, restos de animais e itens religiosos.

Fóssil de pé de milho (Foto: José Cabezas/AFP)

Campos cultivados, jardins com ervas, árvores frutíferas como goiabeiras e cacaueiros, sementes e espigas de milho em vários estados de maturação também foram encontrados.
“Geralmente os sítios arqueológicos têm as grandes pirâmides, mas o interessante de Joya de Cerén é que mostra como era o dia a dia da população, como as pessoas comuns viviam”, afirmou Jaime Alfredo Miranda Flamenco, ministro das Relações Exteriores da República de El Salvador, que veio ao Brasil na última semana para inaugurar um escritório de comércio e turismo do país em São Paulo.

Segundo relatório da Unesco, trata-se de uma “cápsula do tempo de valor científico sem precedência”. “Graças a seu perfeito estado de conservação, os vestígios desse lugar aportam um testemunho excepcional sobre a vida cotidiana dos agricultores dessa época”, afirma o texto.

Fonte: http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2013/11/vila-maia-do-sec-7-tem-ate-espiga-de-milho-preservada-por-lava-de-vulcao.html (05/11/2013)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Cidade Perdida - Mistério e encanto na floresta de Serra Nevada


MATÉRIA ESPECIAL

Um dos motivos da fama de Machu Picchu está na comodidade com que o turista consegue atingir as ruínas. Ciudad Perdida, na floresta colombiana de Serra Nevada, é seu oposto. Para atingi-las, o turista tem que caminhar por três dias, em uma trilha cheia de obstáculos. Contudo, ao final do esforço, irá descobrir um dos mais fascinantes sítios arqueológicos de nosso continente. Uma cidade construída sobre patamares, que guarda ainda, uma série de mistérios a serem desvendados.

Texto e Fotos de Dalton Delfini Maziero
A caminho de Ciudad Perdida: mantimento para vários dias.

Após horas caminhando entre as pedras soltas do rio Buritaca - em meio a uma floresta verdejante e grandiosa - atingimos a entrada principal das ruínas de Cidade Perdida. Nada se via, apenas o início de uma escadaria que parecia não ter fim. Mais de 1500 degraus serpenteavam montanha acima, nos separando do maior povoamento Tairona já descoberto. A pausa antes de enfrentar esta derradeira subida é quase um ritual. Após dois dias inteiros de caminhada pesada, sob um calor insuportável, avançar por aqueles degraus seculares cobertos de limo exigia reflexão, respeito e fôlego. Neste momento, um silêncio quase absoluto impera entre o grupo de caminhantes, quebrado apenas pelo barulho interminável das águas do Buritaca em suas rochas.

Confesso que não sabia ao certo, o que esperar de Cidade Perdida. Macchu Picchu - no Peru - monopoliza as atenções do turista na América do Sul e, quando ouvi falar de uma cidade monumental de difícil acesso nas florestas colombianas, decidi tentar a sorte, entre trilhas, calor e a ameaça de guerrilheiros. A empreitada mostrou-se digna de um filme de aventuras. Nada traduz de forma tão literal, a sensação de tornar-se “Indiana Jones”. Parece que, a qualquer momento, uma saraivada de flechas irá romper o verde da vegetação em nossa direção!

Cidade Perdida exige cinco dias de caminhadas por uma trilha irregular, alternando florestas densas, descampados, subidas intermináveis e travessia de rios de vários tamanhos. Somente uma coisa é freqüente em todo o percurso: o calor. O suor escorre em bicas por todo o corpo, sem trégua. Por este motivo, estar preparado fisicamente e planejar muito bem o que levar na mochila, são quesitos fundamentais. Por sorte, a água é abundante nas montanhas de Serra nevada.

O calor faz da caminhada um esforço insuportável. Todo rio é bem vindo!

A Serra Nevada
A Serra Nevada de Santa Marta é um maciço montanhoso isolado do restante da Cordilheira dos Andes, que emerge abruptamente no litoral Atlântico da Colômbia. Possui uma área total de 21.158 quilômetros quadrados, formando uma gigantesca e impressionante pirâmide. É considerada a montanha litorânea mais elevada do mundo. Seus picos mais altos – o Simon Bolívar e o Cristobal Colón – atingem 5775 e 5770 metros e possuem neve perpétua. Estes picos montanhosos não estão a mais de 30 km do litoral. Por este motivo, seus cumes eram utilizados como “faróis” naturais pelos navegantes europeus que avançavam nas águas caribenhas do século XVI.

Nativa da região colhendo folhas. Estava obviamente, posando para os caminhantes...

O complexo de Serra Nevada possui uma infinidade de rios, que formam vales estreitos e ricos em variedade de espécies animais e vegetais, como as aves de corral, os cerdos e as palmeiras. Contudo, a importância da região não se resume apenas em suas características geográficas e ecológicas únicas. Ela foi também palco de densa povoação pré-colombiana e diversos grupos étnicos. Sua elevação abrupta e proximidade com o litoral permitiram o surgimento de pisos ecológicos, explorados pelas comunidades indígenas para o plantio de diversos produtos, como a cana de açúcar, yuca doce, mandioca, tabaco, coca, feijões, frutas e, mais recentemente, algodão e café, comercializados através de caminhos pavimentados com pedras, que interligavam o maciço montanhoso ao litoral e às regiões do interior do país.

A descoberta de Cidade Perdida
A primeira referência sobre a existência de um assentamento arqueológico de proporções monumentais em Serra Nevada ocorreu em 1975, quando o Instituto Colombiano de Antropologia obteve informações que um huaquero – caçador e contrabandista de artefatos pré-colombianos – haviam localizado uma grande cidade em local quase inacessível, na floresta de Santa Marta. Era Cidade Perdida, chamada tecnicamente de Buritaca 200. A primeira exploração oficial ocorreu um ano depois, em 1976, por um grupo organizado do ICA.

Em meio a floresta, um acampamento de militares colombianos. A questão da guerrilha lá é muito séria!

Hoje, aceitam-se duas datas oficiais para o descobrimento de Cidade Perdida. A primeira feita pelos huaqueros em julho de 1975, e a realizada pelo ICA em março de 1976, quando foram tomadas as devidas medições do sítio e, a devida identificação como a mais importante cidade da cultura Tairona, com todas as características de uma habitação de montanha.

A história dos huaqueros de Serra Nevada merece um capítulo à parte. Na década de 70, a prática de escavações ilegais em sítios arqueológicos havia se convertido em forma de subsistência. Tornou-se um fenômeno sócio-econômico que perdeu espaço somente em 1975, para o plantio ilegal de marihuana. A destruição dos sítios arqueológicos foi tão intensa e sistemática, que conseguiram organizar um Sindicato de Huaqueros com 10 mil afiliados, contando com representação jurídica outorgada pelo Ministério do Trabalho colombiano, mesmo em contravenção as leis sobre o Patrimônio Cultural do país.

Apesar de sua importância, Cidade Perdida não é o único centro urbano Tairona situado em Serra Nevada. Ela faz parte de um grupo de 250 povoamentos descobertos até o momento. Suas ruínas espalham-se entre 950 e 1300 metros sobre o nível do mar, nas proximidades do rio Buritaca. Para compensar o desnível do terreno, os Taironas construíram muros de contenção de até 12 metros, e um surpreendente sistema de canalização de águas. Cidade Perdida possui um total de 169 plataformas, com capacidade para 280 cabanas. Estas plataformas serviam para sustentação do terreno, evitando a erosão e ampliando o espaço útil da montanha.

Cidade Perdida foi construída em 700 dC., e foi centro político e econômico dos taironas, com uma população flutuante entre 1400 e 3000 habitantes. Sobreviveu à época da conquista espanhola e, durante 400 anos, permaneceu oculta em meio à floresta colombiana.

Para se chegar a Ciudad Perdida, deve-se enfrentar essa escadaria sem fim...
A Caminhada
A escadaria de acesso a Cidade Perdida é apenas uma pequena parte desta aventura. A rotina para quem pretende atingir as ruínas envolve muita caminhada, esforço físico e desconforto. Por estarmos dentro de um Parque Nacional (Parque Nacional Sierra Nevada de Santa Marta), não é possível realizar a trilha sozinho. Todos os grupos que adentram na floresta são orientados pelos guias da TURCOL, empresa que monopolizou o envio de turistas à região e, cuja organização, deixa um pouco a desejar.

O turista que se aventurar por esta trilha, irá encontrar duas cabanas onde fazer paradas obrigatórias, com possibilidade de se lavar em água corrente, dormir em redes e se alimentar. O guia - que também é o cozinheiro - orienta em tudo: na direção a seguir, no tempo de caminhada, no preparo do alimento, na organização das mulas e em problemas mais graves, como picadas de cobras, escorpiões, mosquitos e carrapatos, comuns na região. A dieta, rica em sopas de milho com batatas, pão e ovos mexidos é ideal para repor o desgaste físico e a desidratação sofrida pelos viajantes.

No caminho, plataformas arredondas indicam a proximidade das ruinas.

Ao longo da trilha é comum cruzarmos com militares armados. A cena assusta um pouco no início, mas eles estão ali justamente para garantir a segurança dos turistas. Um dos militares me explicou que chegam a viver nas matas por dois meses e, que agora, a região é segura. Antes de 1984, os guerrilheiros infestavam a região, defendendo plantações ilegais e fazendo reféns vários turistas que se aventuravam nas montanhas. Era uma forma de exigirem dinheiro como resgate. Após esta data, um acordo de não-agressão foi estabelecido entre os guerrilheiros e os paramilitares, tendo Cidade Perdida como zona de não enfrentamento. Mesmo assim, é recomendável que os turistas não se aventurem sozinhos na floresta.

As ruínas de Cidade Perdida são atingidas no terceiro dia de caminhada. Subir sua escadaria de entrada, degrau após degrau, até descobrir estranhas plataformas e muros arredondados é parte de uma experiência única. Em meio a árvores exuberantes, surgem plataformas e escadarias sem fim, num cenário arrebatador. Em Cidade Perdida, persiste um clima de mistério, facilmente explicado pela densa vegetação localizada dentro do perímetro das ruínas. Algumas de suas árvores alcançam 40 metros, com grande profusão de palmas, como a Tagua. Ao contrário de Macchu Picchu, aqui o visitante descobre a cidade aos poucos. Não existe uma visão geral da mesma, como a clássica foto da cidade incaica. Cidade Perdida precisa ser explorada, após o contorno de cada escadaria, de cada plataforma.

Trilhas estreitas beirando plataformas. Ciudad Perdida é um labirinto de pequenos caminhos em meio à floresta.


À noite, fomos brindados com um luar magnífico, que transformava gigantescas árvores em sombras quase fantasmagóricas. Infelizmente, as cabanas – que ficam dentro das ruínas – estavam em péssimas condições, devido a grande umidade. Muito do madeiramento podre serve de esconderijo para escorpiões e baratas. Para ajudar, os turistas costumam deixar tudo o que não querem mais carregar neste local, como livros, roupas, chinelos velhos, recipientes vazios... Na manhã seguinte, realizamos a visita oficial às ruínas. Atualmente, podem ser visitadas 50% de Cidade Perdida. O restante ainda está para ser desobstruído da vegetação. Mas isso já é suficiente para ver o maravilhoso exemplo de arquitetura pré-colombiana realizado pelos taironas. Eles praticamente “moldaram” suas residências a natureza, interferindo de forma harmoniosa quando necessitavam construir caminhos e plataformas de contenção, redondas em sua grande maioria. Essas plataformas podiam ser do tamanho de uma única cabana, ou enormes - com fins cerimoniais - como a que domina a região central das ruínas. Cidade Perdida teve uma enorme importância econômica e social para o povo tairona, além de ser local de ritos cerimoniais. Ainda hoje, o visitante pode observar petroglifos em algumas rochas. Para os nativos locais, esses estranhos sinais representam um mapa dos caminhos que ligam os diversos povoados de Serra Nevada e mesmo de Cidade Perdida. Para os colonos modernos, os sinais são provas da existência de tesouros enterrados.

Já próximo as plataformas principais.

O quinto dia é dedicado apenas ao retorno. São oito horas de caminhada sem trégua, até atingirmos o acampamento da primeira noite. Nesta altura, cada membro do grupo já desenvolveu seu próprio ritmo. A experiência da trilha de Cidade Perdida causa uma estranha sensação aos visitantes. Surge um sentimento familiar ao grupo que consegue, juntos, atingir as ruínas. Conhecer Cidade Perdida é um exercício de comunhão, partilhada junto com as belezas e sofrimentos que o local nos proporciona.

Os Taironas
No século XVI, existiam em Serra Nevada diferentes grupos étnicos. Entre eles os Tairos, cujo principal povoado era Taironaca. No século XVII, esses grupos foram chamados genericamente “taironas”, pelos cronistas espanhóis. Acredita-se que estes grupos tenham se estabelecido na região por volta de 400 de nossa era, atingindo seu auge no ano 1000. Sua maioria pertencia a família lingüística dos chibchas, dialeto compartilhado com diversos grupos da América Central, e das atuais Venezuela e Colômbia.

Aspecto de Ciudad Perdida. Cenário de Indiana Jones!

O primeiro contato dos conquistadores espanhóis com os povos indígenas de Serra Nevada ocorreu em 1526, quando o Capitão Rodrigo de Bastidas desembarcou na praia de Gaira, fundando Santa Marta. Sua chegada mudou o ritmo de vida nativo. Um século de guerras levou os indígenas a romperem com sua hierarquia, refugiando-se nas partes mais altas das montanhas. Como não ocorreu a colonização da região, a Serra acabou por tornar-se o principal refúgio de vários grupos que antes, viviam próximos ao litoral. O abandono de seus antigos povoados em terras baixas, permitiu à floresta recuperar seu antigo esplendor, formando uma barreira natural que favoreceu a sobrevivência de vários grupos até os dias de hoje. Entre eles, estão os Kogi, Arsarios e Arhuacos.

Os Kogi, em maior número, podem ser vistos pelos caminhantes que se dirigem a Cidade Perdida. Formam uma tribo de 6 mil indivíduos de língua chibcha. Não é raro reivindicarem a posse das famosas ruínas, por consideram-se descendentes diretos dos taironas. Muitas vezes, interditam o acesso a Cidade Perdida ao final do ano, com o intuito de realizarem seus ritos e cerimônias sagradas, para o restabelecimento da terra e o crescimento do número de animais da região. Esses ritos são partilhados com outros grupos étnicos da Serra Nevada, e envolvem cantos e danças durante vários dias e noites.

O centro cerimonial, em meio a floresta colombiana.

Em algumas antigas habitações taironas, ao escavar debaixo do piso de suas casas, encontram-se vasilhas cuidadosamente enterradas. A descoberta deste esconderijo nos faz pensar em tesouros perdidos, mas os recipientes possuem apenas contas de colar, e pedras de distintas cores. Este achado encontra explicação na prática dos Kogi. Ainda hoje, enterram ritualmente um pequeno recipiente debaixo do piso de suas casas. Para cada membro da família, depositam ali uma conta de colar que varia em tamanho, cor e forma, de acordo com os atributos tradicionais de cada linhagem. A cada membro da família que nasce, um novo objeto é acrescentada ao recipiente. Desta maneira, todos os habitantes estão identificados e protegidos dos espíritos guardiães da vivenda.

Cinco dias na floresta tem seu preço! Picadas, carrapatos e tudo mais que é possível atacar seu corpo...Mas vale a pena!!!


sábado, 7 de dezembro de 2013

Hallan sarcófagos de cultura prehispánica en Perú

Unos 35 sarcófagos en buen estado de la cultura Chachapoyas (700 d.c a 1500 d.C) en la región de Amazonas (selva norte) fueron descubiertos por pobladores, informó el ministerio de Comercio Exterior y Turismo.


LIMA- “El descubrimiento de los 35 sarcófagos fue realizado por pobladores cuando transitaban por el cerro El Tigre en el distrito de Jazán, provincia de Bongará”, dijo Manuel Cabañas, director regional del ministerio de Comercio Exterior y Turismo de Amazonas, citado por la agencia oficial Andina.

El hallazgo fue hecho en julio de este año, “pero no fue difundido para evitar su saqueo y que personas extrañas lleguen al lugar donde se encuentran los sarcófagos”, dijo.

Informó que las tumbas en su interior tienen fardos donde se preservan momias, que de acuerdo a las investigaciones preliminares, serían de niños de la alta jerarquía de la cultura Chachapoyas.

Arqueólogos del ministerio de Cultura se encuentran en la zona realizando el levantamiento catastral e investigando si existen más tumbas.

La cultura Chachapoyas mantenía un gran respeto por sus difuntos, por lo que tenían dos modalidades de entierros: los sarcófagos, que eran tumbas unipersonales con forma humana, y los mausoleos que eran tumbas colectivas. Ambos se caracterizaban por estar construidos en cavernas naturales o excavadas en laderas verticales inaccesibles.

La cultura Chachapoyas construyó la fortaleza de Kuélap, un conjunto arquitectónico de piedra de grandes dimensiones con una gran plataforma artificial. Está asentada sobre la cresta de roca calcárea en la cima del Cerro Barreta (a 3 mil metros de altura) .

Su plataforma se extiende a lo largo de casi 600 metros y tiene como perímetro una muralla que en algunos puntos alcanza 19 metros de altura. Se estima que su construcción debió iniciarse hacia el siglo XI, señalan arqueólogos.

Fonte: http://www.prensalibre.com/vida/ciencia/descubrimiento-Peru-momias-sarcofagos-hallazgo_0_1038496335.html (30/11/2013)

Guatemala recupera panel arqueológico

Por Efe - Agencia

Guatemala recupera panel arqueológico. - Blogspot Periodista Invitado

Las autoridades guatemaltecas recuperaron en Estados Unidos y repatriaron al país centroamericano una pieza arqueológica maya que data del periodo clásico (250-900 D.C.), informó ayer una fuente oficial.

Se trata de un panel tallado en pieza caliza, de unos 50 centímetros, procedente del sitio arqueológico La Corona, situado en el departamento norteño de Petén, fronterizo con México y Belice, que fue cuna de la antigua civilización maya.

La pieza, presentada ayer a los periodistas, está integrada por dos columnas verticales con tres cartuchos de glifos en relieve.

La viceministra de Patrimonio Cultural y Natural de Guatemala, Rosa María Chan, explicó a Efe que desde 2001 se tuvo conocimiento de la existencia del panel en una colección de un ciudadano estadounidense en San Francisco (California).

Chan precisó que la pieza fue recuperada en una casa de subastas a la que había sido entregada luego de la muerte del coleccionista, no identificado.

La funcionaria dijo que no se sabe cuándo fue saqueado este patrimonio arqueológico de Guatemala, pero destacó que lo importante es que fue devuelto al Estado.

Fonte: http://www.lostiempos.com/diario/actualidad/vida-y-futuro/20131129/guatemala-recupera-panel-arqueologico_236754_513824.html (29/11/2013)

domingo, 1 de dezembro de 2013

Inauguran moderno museo de sitio en Geoglifos de Pintados


Proyecto que pone en valor Monumento Nacional ubicado en la comuna de Pozo Almonte.

Por El Boyaldía

Más de 400 figuras de arte rupestres, ubicadas en una extensión de 3 kilómetros, dan vida a uno de los atractivos patrimoniales y turísticos más importante del norte grande del país, como los son los Geoglios de Pintados.

Ubicado a 96 kilómetros de Iquique, en la comuna de Pozo Almonte y en plena Pampa del Tamarugal, el sitio de gran interés arqueológico y patrimonial fue declarado Monumento Histórico en el año 1969 y en la actualidad se encuentra debidamente resguardado y protegido, con la infraestructura adecuada para recibir a turistas y visitantes que deseen conocer más sobre esas gigantescas manifestaciones del arte prehistórico.

Y es que desde hoy el lugar cuenta con un Museo de Sitio y un Centro de Visitantes que permiten recibir a todos quienes están interesados por las saber y observar las figuras antropomorfas, zoomorfas y geométricas, que fueron creadas bajo las técnicas del mosaico, el raspado y técnica mixta.

Se trata de una obra de gran importancia no sólo patrimonial sino también turística que fue inaugurada en una ceremonia que contó con la presencia del director ejecutivo de Conaf, Eduardo Vial Ruiz-Tagle; el presidente de la comisión de turismo del Consejo Regional, Mario Ignacio Corté y el Presidente Ejecutivo de Collahuasi, Jorge Gómez, además de consejeros regionales, seremis y directores de servicios públicos.

La obra entregada forma parte de un trabajo que comenzó a gestarse desde el año 2005 con la firma de convenio entre Conaf y Compañía Minera Doña Inés de Collahuasi, con el único objetivo de poner en valor el sitio patrimonial a través del “Programa de gestión y desarrollo de Geoglifos de Pintados de la Reserva Nacional Pampa del Tamarugal” para así fortalecer el desarrollo turístico, ambiental del sitio.

La propuesta contempló la ejecución de tres programas que asegurarán la sustentabilidad social, patrimonial y económica del sitio y su entorno. Estos son: “Plan de Gestión del Sitio Pintados”, “Diseño y construcción de infraestructura administrativa y recreativa del sitio de Pintados” y un “Plan de difusión”.

La ejecución del proyecto fue financiada con aportes de Gobierno Regional a través del Fondo Nacional de Desarrollo Regional y de Compañía Minera Doña Inés de Collahuasi, e implicó una inversión total de $262.799.838, de los cuales 127 millones, 500 mil pesos fueron por FNDR y el resto por la compañía minera.

OBRAS
Desde la ruta A-5, kilómetros 1764 es posible apreciar la caseta de control pero no así el museo, esto porque el diseño arquitectónico del edificio es innovador, no impacta al entorno y mantiene una visión de pertinencia cultural.

El museo comenzó a ser construido a mediados del 2012 y concluyó su edificación en septiembre del presente año, la obra contempla un centro de visitantes de 246 metros cuadrados, baños, un sendero interpretativo con estaciones de descanso, caseta de control y señalética informativa.

El centro de visitantes se sumerge a 1.5 metros, que da la sensación de estar enterrado y con el material removido se construyó una loma artificial que se funde con el paisaje acoplándose a su escala, incorporándose al paisaje y al desierto, no siendo el protagonista del lugar sino un aporte.

El sendero peatonal contempla 3 estaciones de descanso con sombreadero, cada una con capacidad para 5 personas e información de lo que ahí se está observando del monumento nacional, cuenta con una longitud alrededor de un kilómetro y un ancho máximo de 3 metros.

Fonte: http://www.elboyaldia.cl/noticia/cultura/inauguran-moderno-museo-de-sitio-en-geoglifos-de-pintados (12/11/2013)

Con Federico Kauffmann en Kuélap


Texto: Nilton Torres Varillas.
Fotografía: Sharon Castellanos.

Federico Kauffmann Doig tenía cinco años cuando vio Kuélap por primera vez. Él y sus padres vivían en Cocochillo –hoy Camporredondo–, distrito de la provincia de Luya, en Amazonas. Camino a la ciudad de Chachapoyas para participar de las celebraciones por las festividades de la patrona Mamá Asunta, el pequeño Federico observaba con atención todo aquello que le mostraba su padre, un alemán inmigrado a la Amazonía peruana al finalizar la Primera Guerra Mundial.

Entre esas cosas maravillosas que le enseñó mientras cruzaban el valle que bordea el río Utcubamba, estaba esa enorme construcción de piedra que se veía, portentosa, a lo lejos.

Cuarenta y nueve años después de aquella travesía, en 1982, y convertido en un importante arqueólogo e historiador, por fin vio de cerca esas asombrosas murallas cuyas paredes alcanzan los 19 metros de alto y 585 metros de largo. Imponente conjunto arquitectónico construido por los Chachapoyas alrededor de los años 800 y 1100 de nuestra era, sobre una montaña y a tres mil metros de altura.

Es una tarde soleada del mes de noviembre y 31 años después de ese primer arribo, el doctor Federico Kauffmann contempla con porfiada admiración ese portento arquitectónico de esos eximios arquitectos y dueños de una profunda veneración por sus difuntos, cuyo testimonio ha quedado en los mausoleos construidos sobre escarpados precipicios, y los sarcófagos –los famosos purunmachos–que por cientos se han descubierto en este boscoso y húmedo territorio de los andes amazónicos.
“Hay que admirar esta grandeza –dice–. Esos muros que se elevan a los cielos”.

Al arqueólogo, de 86 años, la altura no le afecta. Camina a paso ligero, sube y baja por el escarpado terreno, y describe con esmero los portentos que alcanzaron los Chachapoyas, ya que le toca fungir de cicerone para recorrer el majestuoso Kuélap.

Alturas amuralladas
Se le ha llamado fortaleza y también ciudadela, pero para Federico Kauffmann, Kuélap fue un centro de administración de alimentos y a la vez espacio de culto, pero esto último entendido como lugar destinado a los rituales para auspiciar las cosechas.

“Los peruanos siempre hemos estado a merced de la naturaleza, sobre todo el fenómeno de El Niño. Por eso mi teoría sobre Kuélap es que era, con sus más de 400 recintos circulares de piedra, una gran despensa donde se guardaban los granos, la carne, en previsión de sequías o lluvias”.

El acceso principal al recinto es un boquete que parte en dos la muralla y se va estrechando conforme se asciende hasta la primera plataforma del conjunto monumental.

“Este callejón es la gran vagina de la Pachamama, la madre tierra”, dice Kauffmann. Y en esa alegoría, la explanada donde estuvieron los almacenes circulares serían el útero que cobija la vida, es decir, los alimentos.

En el recinto los árboles han crecido de manera silvestre. Árboles en cuyas ramas crecen helechos que se alimentan de la humedad del ambiente.

El doctor Kauffmann se detiene frente a una pared conservada de uno de esos graneros, de los pocos aún en pie, en la que se aprecian unos rombos. El arqueólogo explica que esas figuras, junto con los ornamentos en zigzag y los de forma de grecas, eran los tres elementos iconográficos que identifican a los Chachapoyas.

“Vemos como las figuras se repiten y forman esos rombos que parecen ojos. Ojos de puma, les dicen, pero aún hay mucho por discutir. Por eso, estudien arqueología y encuentren otras explicaciones”, dice dirigiéndose a la audiencia que se ha reunido a su alrededor. Y es que entre los visitantes de esta tarde en Kuélap hay profesores de colegio con sus alumnos, quienes al percatarse de que aquel ágil hombre mayor vestido de color caqui y que no para de hablar es el doctor Kauffmann, lo saludan, se hacen fotos con él y le agradecen por su trabajo.

El arqueólogo es uno de los estudiosos que más ha investigado sobre los Chachapoyas, centrándose principalmente en sus entierros. Son 14 las expediciones que ha encabezado el doctor Kauffmann en este territorio, y a través de ellas ha hecho descubrimientos impresionantes como los sarcófagos de Karajía –de hasta 2,50 metros de altura–, los mausoleos de Revach o el complejo funerario de los Pinchudos
“Los Chachapoyas trabajaban para la eternidad –dice Kauffmann–. Allí están los purunmachos que evocan a los fardos funerarios, y que eran colocados en pie y con una máscara funeraria por cabeza. Son maravillosos”.

El investigador solo ha estado cinco veces en Kuélap para hacer trabajo de campo. “Siempre dije mañana volveré, y así pasaron los años”.

Sin embargo, su aprecio por esta construcción es grande y se evidencia cuando, mirando nuevamente las murallas, llama la atención sobre los desprendimientos de las piedras calcáreas que la forman, y que dejan ver el relleno de piedra y barro empleado para sostener el recinto monumental.

“Los Chachapoyas tenían un sistema de drenaje admirable –explica el arqueólogo–. Cuando caían las lluvias, los ductos hacían que el agua saliera. Con los siglos estos se obstruyeron y ahora cuando llueve el interior se hincha, hace presión sobre las paredes y se desprenden”. Por eso exige que no solo vengan arqueólogos a trabajar a Kuélap, también ingenieros hidráulicos. “Hay que hacer funcionar otra vez ese sistema y detener el deterioro”, reclama.

Llegado el momento de dejar Kuélap, el doctor Kauffmann se detiene para observar desde lo alto el verde terreno escarpado que rodea el lugar y señalando un sendero apenas visible entre los árboles, identifica el viejo camino por el que, antes de que se construyera la ruta turística y el centro de interpretación ubicado a unos 400 metros cuesta abajo, se accedía a lomo de bestia.

Por allí subió acompañado de varios colegas que a través de los años lo han acompañado en sus investigaciones, entre ellos el antropólogo estadounidense James Vreeland.

“Era la época original, casi precristiana”, dice en su particular castellano el experto en textiles y amigo de Kauffmann desde hace más de treinta años, y que lo acompaña en esta visita. “En ese tiempo éramos unos purunmachos”, bromea y pide que le tomen una foto para perpetuar el momento.

Tenaz descubridor
Es una mañana tibia en la ciudad de Chachapoyas, capital de la región Amazonas, y el doctor Kauffmann ahora luce un impecable traje negro y corbata que le hace juego. La ocasión lo amerita, es el encargado de presentar Los Chachapoyas, el libro número 40 de la colección Arte y tesoros del Perú, auspiciada por el Banco de Crédito del Perú, que desde hace cuatro décadas difunde los grandes tesoros culturales del país.

Al ser quien más ha estudiado la cultura Chachapoyas, se le convocó no solo para escribir un par de capítulos del voluminoso y elegante tomo, sino también la presentación del mismo y además convocar a los 18 especialistas que han participado en su elaboración con diferentes ensayos y artículos, entre ellos el amigo James Vreeland y otros investigadores como la bióloga Mariella Leo, Antonio Brack, Luis Narváez, Víctor Pimentel, Miguel Cornejo, Keith Muscutt, Quirino Olivera, Abel Vega. A todos los conoce y conoce también su trabajo.

Al final del acto, el doctor Kauffmann departe con los asistentes y al preguntársele por sus recientes investigaciones, cuenta que hace un par de meses estuvo en Aija, provincia de Áncash, sobre los cuatro mil metros, donde fue para conocer unos sitios arqueológicos de pinturas rupestres, y adelanta que el próximo año viajará al sur de Pucallpa, en los alrededores del río Unini, a un lugar donde le han informado que hay unas esculturas gigantescas, de dos y tres metros.

“Todavía puedo manejar y caminar”, dice.
Caminar, manejar y subir montañas. Descubrir.
Federico Kauffmann Doig es incansable, como su curiosidad y sus ganas de saber.

Fonte: http://www.larepublica.pe/10-11-2013/con-federico-kauffmann-en-kuelap (10/11/2013)

Tastil, hermoso misterio al pie de los Andes

La ciudad pre incaica, a dos horas en auto de Capital, ofrece sus misterios y 8.000 dibujos rupestres.


Tastil, la ciudad preincaica más grande y mejor conservada de la región, es también un gran enigma. Su progreso, cantidad de población y las más de 8.000 ilustraciones en piedra, son solo comparables con la dimensión de su misteriosa desocupación. Fue descrito por primera vez como si hubiese sido abandonada hacía muy poco y no siglos antes. ¿Qué es el que había sucedido? Ubicada a 101 kilómetros de Capital, sobre la ruta nacional 51 que comunica con Chile por el Paso de Sico, se encuentra a 3.200 metros sobre el nivel del mar. Tastil era conocida por los campesinos de la zona, que muy raramente la visitaban. Eric Boman fue el primero en reportar su existencia en 1903. La ciudadela había sido abandonada de repente. No había huellas de mortandad masiva, ni señales de destrucción por guerra. ¿Qué era aquello? Su recóndito y abrupto abandono se suma a otros sitios del continente, que fueron incluso un misterio para las culturas americanas posteriores. Tiwanaku, en los Andes, Tinkal en Centroamérica, son sólo algunas. El arqueólogos Eduardo Cigliano reconstruyó Tastil. Para él y otros investigadores, Tastil ya se encontraba despoblada a la llegada del Inca.

¿Una explicación?
Los investigadores trataron de explicar en abandono de Tastil por sus originales habitantes, por la ruptura del sistema social, el cambio climático, la plaga, enfermedad o la sobreexplotación. Algunos ofrecen una explicación más afiebrada, relacionándola con visitantes extraterrestres. Sin embargo, el investigador Christian Vitry señaló varios indicios que parecen señalar a la institución Inca que trasladaban poblaciones enteras de un extremo al otro del Imperio por razones militares.

Unas 8.000 lajas escritas
A unos kilómetros de Tastil se encuentra un hito misterioso que envuelve al arte y al conocimiento. Tal vez allí encontremos una de las piezas relacionada a la importancia política de la ciudad y que provocó la ira del Imperio Inca: una biblioteca de piedra con 8.000 “volúmenes”. Sucede que junto a los cerros que rodean Tastil, se abre un campo con miles de piedras ilustradas misteriosamente. Existen varios de estos lugares con las particulares piezas. Las ilustraciones, llamadas técnicamente “petroglifos”, representan figuras abstractas, antropo y zoomorfas, grabadas por picado. Su abundancia hace suponer que allí se concentraba el conocimiento administrativo y religioso de una vasta región del continente: en los diseños textiles hallados en Tastil se puede reconocer influencia Tiwanaku. También se hallaron productos marinos y amazónicos.

Fonte: http://www.eltribuno.info/Salta/332002-Tastil-hermoso-misterio-al-pie-de-los-Andes.note.aspx (12/10/2013)

Gran ciudad Estado de Tikal influenció a Copán desde sus albores (Parte 03)

Por: Luis Alonso Grádiz M.

INFLUENCIA DE TEOTIHUACÁN
La brisa pareció apretar por unos instantes y por eso tuvimos la suerte que la guía nos invitó a pasar el agua dentro de la cámara del Templo de las Calaveras Rojas, luego de subir las escalinatas que a esa altura del tiempo estaba lisas. Llamado también Templo Rojo, la estructura es testigo mudo de la conquista de Tikal por parte de un general de Teotihuacán, a partir del 14 de enero del 378 después de Cristo.

Los templos 1, 2 y 3 desde la cresta del Templo IV, vista que inspiró escenarios a Mel Gibson para la película “Apocalypto”.

Castellanos, nos ilustró que el décimo cuarto rey de “Yax Mutal”, era Chak Tok Ich’aak o “Gran Garra de Jaguar”, quien fue asesinado el 14 de enero del 378 d. C, por parte de Siyah K’ak’ o “Nace el Fuego”, quien junto a sus tropas llegó desde el oeste, después de pasar por El Perú, un sitio al oeste de Tikal, el 8 de enero.

“Gran Jarra de Jaguar”, su esposa y cuatro hijos, tras ser asesinados, fueron cubiertos con una sustancia roja que les caló hasta los huesos y al encontrarse sus calaveras, los arqueólogos llamaron a la estructura el Templo Rojo.

Las inscripciones de la estela 31 se refieren a Siyah K’ak’ como “Señor del Occidente”, quien muy probablemente fue un general extranjero que servía a una figura representada por un glifo atípico para los mayas, compuesto de un lanzadardos en combinación con un búho, el mismo glifo que se conoce de la gran metrópoli de Teotihuacán, en el distante valle de México y que pudo representar al gobernante de Teotihuacán.

La lluvia rápido amainó, pero el terreno calizo ya está liso y la guía nos siguió contando que Siyah K’ak’, como no era noble, tomó una mujer y un noble para que procrearan y al cabo de un año engendraron a Yax Nuun Ayiin I o “primer cocodrilo”, quien fue instalado como el décimo rey de Tikal, mientras todavía era niño.
Su reino duró 47 años, y Tikal siguió como vasallo de Siyah K’ak’ durante el tiempo que éste vivió. Al parecer, Yax Nuun Ayiin I se casó con una de las esposas pre-existentes de la derrotada dinastía de Tikal, con el propósito de legitimar el derecho de gobernar de su hijo Siyaj Chan K’awiil II.

TIKAL Y COPAN
Ya cuando descendíamos entre los senderos de la selva, en busca del restaurante típico para almorzar y retornar a Flores, para tomar el vuelo hacia Ciudad de Guatemala, Iliana Monterroso se condolió de verme que casi me caía por no poder apoyarme con mis mocasines sobre el terreno calizo empapado y me ayudó con la cámara fotográfica para que no se quebrara si acaso me deslizaba.

Pirámide de La Danta, en la ciudad de El Mirador, la más grande del mundo maya y de América.

Dentro de uno de los palacios de la Acrópolis Central, Castellanos nos mostró que la bóveda es sostenida por la madera original que los mayas instalaron. “Aquí es donde los gringos dicen: wow”, rió Luis Muñoz, entre la hilaridad del grupo.

Durante el trayecto, supimos que en el siglo V, el poder de Tikal se expandió hacia el sur hasta incorporar a Copán, cuyo fundador, K’inich Yax K’uk’ Mo’ tenía vínculos con “Yax Mutal”.

La arqueología anota que en la hondureña Copán hay glifos que refieren eventos del preclásico, como uno del 159 antes de Cristo, de un lugar desconocido que también se menciona en una estela de Tikal. El hecho de que el lugar también se menciona en Tikal, apunta a que se trata de un sitio en la cuenca del Petén, posiblemente El Mirador, la gran ciudad maya del preclásico. Pero la misma arqueología anota que K’inich Yax K’uk’ Mo’ llegó a Copán en diciembre del 426 después de Cristo y el análisis de los huesos de sus restos demuestra que pasó su infancia y juventud en Tikal.

En una suerte de golpe de Estado se instaló en el trono de la ciudad, recibiendo el nuevo nombre real de K’inich Yax K’uk’ Mo’ y el título de ochk’in kaloomte o “Señor del Occidente”, el mismo título usado una generación antes por Siyaj K’ak’, el general de la gran metrópoli de Teotihuacán que intervino decisivamente en la política del centro de la cuenca del Petén. K’inich Yax K’uk’ Mo’ era muy posiblemente de Tikal y es probable que haya sido patrocinado por Siyaj Chan K’awill II, el décimo sexto gobernante en la sucesión dinástica de Tikal.

Plaza de la monumental ciudad reino de Teotihuacán, en el valle de México, que tuvo gran influencia entre los mayas.

Su tumba tenía características de Teotihuacán y en estelas posteriores fue representado vestido con el traje guerrero de la metrópoli del valle de México.
Fue una impresionante visita, muy aleccionadora, que sobrecogió nuestros sentimientos con la ilusión de volver por la enigmática ruta de los mayas.

Fonte: http://www.latribuna.hn/2013/10/13/gran-ciudad-estado-de-tikal-influencio-a-copan-desde-sus-albores/ (13/10/2013)

domingo, 24 de novembro de 2013

Pesquisadores acidentalmente fazem descoberta arqueológica de milhares de anos no Cerrado brasileiro


Por Bruno Calzavara
bruno@hiperciencia.com

Enquanto trabalhavam no rastreamento de queixadas (mamífero também conhecido como porco-do-mato) e na coleta de dados ambientais em florestas que ligam os biomas do Pantanal e do Cerrado brasileiros, uma equipe de pesquisadores da Wildlife Conservation Society e uma ONG parceira local, o Instituto Quinta do Sol, descobriram desenhos rupestres antigos feitos por sociedades de caçadores-coletores há milhares de anos.

Os desenhos são objeto de um estudo publicado recentemente pelos arqueólogos Rodrigo Luis Simas de Aguiar e Keny Marques Lima na revista Clio Arqueológica. A diversidade de representações, de acordo com os autores, aumenta significativamente o nosso conhecimento da arte rupestre da região do planalto do Cerrado, que faz fronteira com o Pantanal.

“Nosso trabalho com a Wildlife Conservation Society se concentra em promover práticas sustentáveis de uso da terra que ajudam a proteger espécies selvagens importantes e os lugares onde vivem”, disse Alexine Keuroghlian, pesquisador do Programa Brasil da WCS. “Como muitas vezes trabalhamos em lugares remotos, às vezes, fazemos descobertas surpreendentes. Neste caso, [os registros encontrados] parecem ser importantes para a nossa compreensão da história cultural humana na região”.

A descoberta foi feita no planalto do Cerrado do Brasil em 2009, quando Keuroghlian e sua equipe realizavam pesquisas sobre as queixadas, uma espécie de porco que forma rebanhos que viajam longas distâncias e são indicadores ambientais das florestas saudáveis. As queixadas são vulneráveis às atividades humanas, como o desmatamento e a caça, e estão começando a desaparecer em grandes áreas que compunham seu território anterior, indo do sul do México até o norte da Argentina.

Enquanto seguiam os sinais de rádio emitidos por coleiras colocadas nestes animais nas trilhas de forrageamento deixadas pelas manadas, a equipe encontrou uma série de formações de arenito proeminentes com cavernas contendo desenhos de animais e figuras geométricas.


Então, Keuroghlian contatou Aguiar, um especialista regional em desenhos rupestres. O brasileiro determinou que os desenhos foram feitos entre 4 e 10 mil anos atrás, por sociedades de caçadores-coletores que ocuparam as cavernas ou as usaram especificamente para suas atividades artísticas. O estilo de alguns desenhos, observou Aguiar, foi coerente com o que os arqueólogos chamam de tradição Planalto (em referência ao planalto central brasileiro), enquanto outros, surpreendentemente, eram mais semelhantes aos encontrados nas regiões do Nordeste e Agreste.

Os desenhos mostram um conjunto de animais, incluindo tatus, veados, grandes felinos, aves e répteis, bem como figuras humanoides e símbolos geométricos. Curiosamente, o tema das pesquisas – as queixadas – está ausente das ilustrações. Aguiar espera realizar escavações no chão da caverna e datação geológica nos locais, a fim de interpretar completamente os desenhos.

“Essas descobertas de desenhos rupestres enfatizam a importância da preservação dos ecossistemas do Cerrado e Pantanal, tanto pelo seu patrimônio cultural quanto natural”, explica a Dra. Julie Kunen, diretora do Programa da América Latina e Caribe da WCS e especialista em arqueologia maia. “Esperamos firmar uma parceria com fazendeiros locais para proteger esses sítios e cavernas, assim como as florestas que os cercam, para que a herança cultural e da vida selvagem representadas nos desenhos sejam preservadas para as gerações futuras”

Bruno Calzavara Bruno Calzavara é recém-formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e está de volta à equipe do Hype após dois anos. Adora todos os esportes, exceto futebol (confira o blog!). Gosta de chocolate e de sorvete, mas não de sorvete de chocolate.

Fonte: http://hypescience.com/pesquisadores-acidentalmente-fazem-descoberta-arqueologica-de-milhares-de-anos-no-cerrado-brasileiro/ (11/11/2013)

¿Tiene dueño Machu Picchu?

Por: Elespectador.com

Un periodista y un historiador unen su talento investigativo para revelar los secretos que guarda una de las maravillas del mundo, más allá de su esencia turística y cosmovisión prehispánica.

Sergio Vilela (foto), periodista, y el historiador José Carlos de la Puente son los autores de ‘El último secreto de Machu Picchu’, editado por Random House Mondadori. / Óscar Pérez - El Espectador

De Machu Picchu se dice que es una ciudad sagrada, perdida, un tesoro. ¿Cómo la define?
Machu Picchu es lo que los arqueólogos llaman una “propiedad real”, es decir, un complejo arquitectónico construido en los alrededores del Cuzco para el uso y sustento de la familia real inca. Los constructores eligieron ese punto específico porque el paisaje circundante, incluso las dos montañas entre las que descansa, se consideraban sagradas. La ciudadela nunca estuvo perdida; sólo ignorada bajo cinco siglos de maleza.

¿Queda algo de su valor místico y sagrado o se ha desdibujado su esencia en medio de las peleas jurídicas y el consumo turístico?
Quienes visitan Machu Picchu son libres de vivir esa experiencia como mejor les parezca. El sitio significa cosas distintas para distintas personas y no hay por qué imponerle un solo valor. Lo que Machu Picchu siempre transmitirá es la intención inicial de sus constructores: despertar asombro y rendir homenaje a un paisaje que, sagrado o no, sigue siendo tan hermoso como cuando ellos lo escogieron.

¿Qué pasaría en caso de que a la ciudadela, efectivamente, sí se le compruebe un dueño legítimo?
Las familias que reclaman una compensación del Estado peruano no sostienen que son dueños de la ciudadela, pues los monumentos prehispánicos son propiedad irrenunciable e inalienable de la nación peruana. Lo que reclaman es ser los herederos legítimos de quienes alguna vez fueron (o siguen siendo, según el punto de vista) de los terrenos sobre los que se erigió Machu Picchu y de los que la circundan.

¿Tiene alguien la facultad de reclamar ese territorio como suyo?
No nos toca a los autores decidir sino a los tribunales. Lo que nosotros asumimos como nuestra tarea fue presentar los argumentos de las distintas partes y ubicarlos en el contexto más amplio de lo que Machu Picchu ha significado para la vida de los involucrados, así como lo que significa hoy para el Perú y el mundo.

¿El gobierno de Perú qué cartas tiene en el asunto?
El Estado peruano es el demandado. Se encuentra en la difícil posición de ser juez y parte.

¿Quién o quiénes deberían apropiarse de la historia de Machu Picchu?
Nadie debería apropiarse de la historia. Precisamente el reto es escribir una historia que, aunque fiel a lo que realmente sucedió, deje espacio para una pluralidad de voces, de enfoques, de interpretaciones. Es lo que el libro trata de hacer: dar cabida a aquellas miradas y experiencias que no necesariamente han sido parte de la versión oficial (la cual es, al fin y al cabo, una versión entre otras).

¿La historia alrededor de Machu Picchu habla, en sí misma, de Perú o de cualquier país de América Latina?
De las dos cosas. Hay algo de latinoamericano en la forma como los peruanos miran atrás, hacia su pasado, aunque no siempre sean conscientes de ello. La historia de Machu Picchu es un ejemplo de cómo un continente entero se relaciona con su legado prehispánico. El libro invita a reflexionar sobre el peso que ese legado tiene hoy.

¿Qué fue lo más apasionante en el proceso de investigación?
Escribir un libro a cuatro manos y descubrir cuán lejos pueden llegar el periodismo y la historia. Salir de los libros y pasar al terreno. Preguntar. Repreguntar. Perseguir a los personajes del libro por Perú y fuera de él. Entender qué significa para ellos Machu Picchu.

Fonte: http://www.elespectador.com/entretenimiento/unchatcon/tiene-dueno-machu-picchu-articulo-457768 (11/11/2013)

El Gran Pajatén fue incluido en lista de lugares que requieren urgente conservación

El Gran Pajatén fue incluido en lista de lugares que requieren urgente conservación

Nueva York (ANDINA). El complejo arqueológico Gran Pajatén, ubicado en los límites entre las regiones La Libertad y San Martín, entre los ríos Marañón y Huallaga, fue incluido por la World Monuments Fund (WMF) en su lista de lugares amenazados que requieren un urgente trabajo de conservación.

La relación fue presentada hoy por la presidenta de la WMF, Bonnie Burnham. En la nómina se incluye a los lugares declarados patrimonio cultural de la humanidad y que se encuentran amenazados por los fenómenos naturales, y los cambios sociales, políticos y económicos.

El programa World Monuments Watch (WMW) del 2014 incluye 67 lugares en 41 países y territorios, algunos de origen prehistórico y otros del siglo pasado. Destacan Venecia, en Italia; Rangún, en Birmania; los territorios palestinos ocupados; y el Jefferson National Expansion Memorial, en Missouri, Estados Unidos.

"La lista del 2014 engloba diferentes retos de conservación (...) supone un llamamiento a la acción y pretende captar la atención internacional en torno a la fragilidad de estos lugares y los peligros a los que se enfrentan", resalta la World Monuments Fund en su comunicado de prensa.

El Gran Pajatén se ubica en el Parque Nacional del Río Abiseo, creado en 1983. El parque fue designado por la Unesco como Patrimonio Mundial Natural de la Humanidad en 1990, y el Sitio Cultural en 1992, con el fin de proteger las ruinas frágiles en peligro de extinción y el medio ambiente.

En la actualidad, la zona arqueológica y el parque nacional no se pueden visitar sin permiso de las autoridades.

El sitio arqueológico se encuentra sobre una colina, y consiste en una serie de al menos 26 estructuras circulares de piedra encima de numerosas terrazas y escaleras. Las paredes de los edificios principales están decoradas con las técnicas más elaboradas que incluyen mosaicos que representan aves y motivos geométricos humanos. Estas formas de arte se atribuyen a la cultura Chachapoya precolombina , que floreció entre los años 800 y 1500 dC

Otro monumento peruano incluido en la relación 2014 de la World Monuments Fund es la iglesia Villa Concebida de Kuchuhuasi, un centro poblado ubicado en el distrito de Ocongate, provincia de Quispicanchi, región Cusco.

Los pobladores de esta comunidad cusqueña esperar que su iglesia sea incluida en la Ruta del Barroco Andino que impulsa la WMF en alianza con Promperú. En el circuito destacan cuatro iglesias cusqueñas por su belleza arquitectónica y pictórica.

Estos templos, de origen colonial, son: el de la Compañía de Jesús, en la ciudad del Cusco; el de San Pedro Apóstol, ubicado en Andahuaylillas, el de San Juan Bautista, en Huaro; y la capilla de la Virgen de la Candelaria, de Canincunca.

Villa Concebida de Kuchuhuasi es una minúscula capilla de adobe y techo de paja, de origen colonial, que requiere una urgente intervención para recuperar su antiguo esplendor. En su interior destacan las esculturas de santos y sus bellos murales.

(FIN) NDP/MAO

Fonte: http://www.andina.com.pe/Espanol/noticia-el-gran-pajaten-fue-incluido-lista-lugares-requieren-urgente-conservacion-477555.aspx#.UnVyC3BJ7mE (08/10/2013)

Arqueólogos descubrieron centro religioso de 3.000 años en el norte de Perú

El Oráculo de Congona tiene una directa influencia Chavín, una de las principales culturas preincaicas del norte peruano.

Investigación plantea la hipótesis de que cada valle de dicho lugar posee un templo dedicado al culto del agua y la fertilidad.

Foto: El centro religioso tiene estructuras subterráneas, recintos y espacios reservados para los sacerdotes Chavín.

Un centro religioso de más de 3.000 años de antigüedad y con influencia de la cultura preincaica Chavín fue descubierto por investigadores peruanos en la zona arqueológica de Congona de la región Lambayeque, en el norte de Perú, explicó el arqueólogo Walter Alva.

Luego de un mes de investigaciones, el santuario religioso fue hallado por un equipo especializado del Museo Tumbas Reales de Sipán de Lambayeque, liderado por Alva, director del mencionado museo.

"Pensamos que es un oráculo de la época Chavín, con estructuras subterráneas, recintos y espacios reservados para los sacerdotes Chavín", dijo Alva en entrevista com EFE.

El lugar, que recibió la denominación de Oráculo de Congona, tiene dos etapas y en una de ellas se comprobó que tiene una directa influencia Chavín, una de las principales culturas preincaicas del norte peruano.

"La parte central del templo es donde se encontraron dos monolitos que llevan imágenes típicas de la cultura Chavín", afirmó el arqueólogo.

Según Alva, esta primera investigación desarrollada al 70 por ciento en la zona alto andina de Lambayeque plantea la hipótesis de que cada valle de dicho lugar posee, en la parte alta, un templo dedicado al culto del agua y la fertilidad. Alva espera que este hallazgo se pueda integrar a la ruta turística de esa región.

El trabajo arqueológico fue financiado por el sector privado y la participación de la comunidad de la zona.

Fonte: http://www.cooperativa.cl/noticias/sociedad/ciencias-sociales/arqueologia/arqueologos-descubrieron-centro-religioso-de-3-000-anos-en-el-norte-de-peru/2013-10-31/193922.html (31/10/2013)

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

La violencia ritual tuvo un papel crucial en Tiahuanaco, según un estúdio

Por Javier Aliaga
(EFE)

La Paz, 2 nov (EFE).- La decapitación humana y la extracción de los ojos fueron usadas en la cultura prehispánica de Tiahuanaco como instrumentos políticos para controlar a sus vecinos durante su expansión, según un estudio de la violencia ritual de este pueblo.

La arqueóloga boliviana Sonia Alconini presentó esta semana una investigación en ese sentido en el encuentro "Tiahuanaco 1903-La Paz 2013, 110 años de colaboraciones arqueológicas franco-americanas".

Alconini, que hizo conocer su trabajo con un vídeo enviado desde EE.UU., explicó que la investigación se basó en el hallazgo de restos de tres cráneos decapitados en Wata Wata, que fue un importante centro religioso y político controlado por Tiahuanaco.

Wata Wata es una colina al este del lago Titicaca, en los valles de la zona de Charazani, un territorio de la antigua cultura Kallawaya situado en el occidente de Bolivia, cerca de donde floreció la civilización tiahuanacota, anterior a la inca. Se trata de una región tropical que en su momento fue clave para el aprovisionamiento de Tiahuanaco, que ejerció un dominio político en este sitio por su importancia ceremonial y estratégica.

Las calaveras halladas, que pertenecían a un hombre y a dos mujeres, presentan evidencias de fracturas y cortes deliberados para la remoción de los globos oculares, las mandíbulas, el cuero cabelludo y para la decapitación, según la investigadora. Alconini ha relacionado la remoción de cabezas humanas con "las estrategias de legitimación de política" aplicadas en Wata Wata.

A su juicio, el caso puede tratarse de una práctica que entiende la decapitación como "una metáfora ritual" al estar vinculada a la "eliminación de la capacidad de guiar, ver y comunicarse" en este mundo y después de la muerte, según las creencias andinas.

Además, en la cultura andina, los cráneos se consideran "potentes fuentes de energía" y la decapitación se asociaba "a esfuerzos por controlar esta peligrosa fuente de poder" en un contexto de conflicto o para dirigir esta fuerza a la protección de otros. "Todo esto fue parte de esfuerzos estratégicos destinados a extraer el poder investido a importantes miembros de la comunidad, tanto en esta vida como en el más allá, infundir miedo en la población y materializar un mensaje político destinado a cambiar el balance de poder", sintetiza la arqueóloga boliviana.

Previamente, la investigadora descartó que los "cráneos de Wata Wata" sean "cabezas trofeo", ya que dos de ellos son de mujeres y las marcas de violencia no se correspondían con las de batallas.

En las esculturas monumentales del sitio arqueológico de Tiahuanaco, a 71 kilómetros de La Paz, hay iconografía que muestra la práctica de usar cabezas como trofeos.

Así, el personaje central del afamado monumento de la Puerta del Sol de Tiahuanaco sostiene dos báculos en las manos y de sus brazos cuelgan dos cabezas, mientras que la escultura de un guerrero "Chachapuma" hecho en basalto sostiene una cabeza en las manos. La otra posibilidad descartada es que se trate de restos de cráneos de ancestros venerados, ya que las calaveras de Wata Wata tenían, a su vez, niveles excesivos de violencia para este caso.

La investigadora concluye que la expansión de Tiahuanaco en la región Kallawaya combinó la religión, el intercambio económico y "formas ritualizadas de violencia como estrategias de control".

Esto último plantea un nuevo enfoque de trabajo para entender las decapitaciones o la extracción ocular en este antiguo pueblo.

Fonte: http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5iHRqDbIHLrHgALbtM6IlfnLsRYkg?docId=2165583&hl=es (02/11/2013)

Avanzan en cierre perimetral del Cerro Unita para proteger al Gigante de Tarapacá

Con el objetivo de proteger el patrimonio regional, se realiza el cierre perimetral del Cerro Unita, para proteger a él “Gigante de Tarapacá” por medio de la demarcación física, permitiendo mayor seguridad en torno al cerro y prohibiendo el paso a vehículos que pudieran dañar los geoglifos.

Por El Boyaldía

Esto dado que no existe infraestructura mayor asociada a este sitio arqueológico salvo la presencia de señalética y una vitrina informativa sobre las características de los geoglifos. Siendo no obstante, uno de los sitios arqueológicos más conocidos para el norte de Chile y se configura como uno de los elementos patrimoniales más valorados y conocidos en la Región de Tarapacá.

El proyecto “Construcción Cierre Perimetral Cerro Unita, Comuna de Huara”, consiste en la instalación de un sistema de cierre en base a postes de madera (rollizos calibrados), un muro de pirca de piedra que define los circuitos de recorrido perimetral y las áreas de estacionamiento, ambas estructuras se levantarán a 1 metro de altura. Además considera el mejoramiento del camino vehicular en base a carpeta de material salino y un portón de acceso en base a madera.

La obra se construye con los aportes de fondos FNDR por $451 millones, y deberá estar finalizado durante el primer semestre del próximo año, registrando un 15% de avance a la fecha.

Por otro lado, en el intertanto que se desarrollan las obras, el MOP ha tenido especial cuidado con el sitio arqueológico, razón por las cuales está realizando charlas y orientaciones ambientales a los trabajadores para el buen manejo de elementos contaminantes como basura, y así evitar se ensucie y dañe el sitio.

Finalmente, el seremi del MOP, Vladimir Sciaraffia, señaló que “el Gigante de Tarapacá es uno de los hitos más característicos de la región, y siempre ha estado desprotegido, en el sentido que cualquier persona puede subir a pie o en vehículo 4x4 por las laderas del cerro, produciendo un latente riesgo de daño al geoglifo, con el cierre perimetral evitaremos que eso suceda".

Fonte: http://www.elboyaldia.cl/node/27287 (23/10/2013)

Gran ciudad Estado de Tikal influenció a Copán desde sus albores (Parte 02)

Por: Luis Alonso Grádiz M.

EL MIRADOR EN LA RUTA
La importancia de El Mirador, a la cual solo se puede acceder por helicóptero o desde la aldea Carmelita, San Andrés, caminando durante dos días por nueve horas o a caballo, reside en la pirámide de La Danta, la más alta de las mayas (72 metros), y de América, y una de las mayores del mundo, con un volumen de dos millones 800,000 metros cúbicos, 200,000 más que la Gran Pirámide de Keops, en Egipto.

Palacio del Rey “Gran Garra de Jaguar”, asesinado el 14 de enero de 378 d. C. por Siyah K’ak’, de Teotihuacán.

Desde Carmelita, la cooperativa forestal también tiene un servicio de cabañas de caoba y cedro para recibir a grupos de turistas y guiarlos por la ruta maya de El Mirador, como ocurrió el 21 de diciembre del 2012, cuando hubo ceremonias en los sitios arqueológicos porque se advino al final del ciclo de 5,000 años del calendario maya y que algunos creyeron que era el fin del mundo.

La ruta incluye las ciudades de La Florida, La Ceibita, Xulnal, Tamazul, El Lechugal, El Tintal, Wakná, El Porvenir, Nakbé, La Muerta y, por supuesto, El Mirador, entre otras, nos había detallado Antonio Centeno, presidente de la Comisión de Turismo de la Cooperativa Carmelita.

Evocando esos detalles estábamos en Tikal, cuando reiniciamos el recorrido, mientras un zorro gris y pizotes correteaban, los tucanes y quetzales cantaban en los árboles y los monos aulladores se deslizaban entre el follaje, hasta que al filo de las 2:00 de la tarde llegamos ante el Templo 3 o del Sacerdote Jaguar.

Castellanos, nos contó que “Yax Mutal” es el nombre original de Tikal, reino que fue identificado con la figura de un nudo de cabello y la ciudad conocida como “Primer Mutal”, cuyo significado aún se desconoce.

El nombre de Tikal, o cerca del hoyo con agua, en lengua maya, le fue dado en relación a una antigua reserva de agua del lugar, ya que en los alrededores no hay ríos ni otros arroyos y los mayas captaban el agua lluvia en sistemas de canales que confluían en “aguadas” o reservorios.

La arquitectura monumental del sitio se remonta hasta el siglo IV a. C., pero Tikal entró en apogeo durante el período Clásico, entre 200 y 900 d. C., habiendo dominado gran parte de la región maya en el ámbito político, económico y militar, al tiempo que interactuaba con otras regiones a lo largo de Mesoamérica, incluyendo la gran metrópoli de Teotihuacán, en el valle de México.

HALLAZGO DE TIKAL
“Su hallazgo fue reportado al gobernador en 1848, por buscadores de árboles de chicozapote, de donde se extrae la pasta chicle base para la elaboración de la goma de mascar, quienes indicaron que hallaron `casas en los cerros´, porque solo sobresalían los montículos entre la espesa jungla petenera”, nos ilustró la guía.

Mapa de la ruta desde la aldea de Carmelita, San Andrés, hasta la ciudad maya El Mirador.

Pese a que algunos relatos de segunda o tercera mano aparecieron en prensa a partir del siglo XVII y los escritos de John Lloyd Stephens en el siglo XIX, debido a la lejanía del sitio, ningún explorador visitó Tikal, hasta que el comisionado Modesto Méndez y el gobernador de Petén, Ambrosio Tut, la visitaron en 1848, alertados por los “chicleros”.

Para 1955, fue elevada a Parque Nacional Tikal y empezó el más grande proyecto de arqueología en El Petén, por parte de la Universidad de Pensilvania, y en 1979 fue declarada Patrimonio de la Humanidad por la Organización de Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (Unesco), nos detalló Castellanos, cuando íbamos en busca del más grande templo piramidal de Tikal.

Por un claro en el bosque, observamos a la distancia la cresta grande del Templo IV o de la Serpiente Bicéfala, que mide 65 metros de altura, en cuyas escalinatas la gente apenas se notaba. El cielo comenzaba a ponerse opaco cuando llegamos ante la mole de rocas talladas, eran casi las 2:30 de la tarde.

Acceder al Templo IV es un remate de la caminata porque sudando se sube un conjunto de escaleras de madera, en cuyas uniones uno se encuentra turistas de diferentes países del mundo, jadeantes y extenuados, pero aún así anima la sola idea de atisbar desde la altura las crestas de los templos 1, 2, 3 y 5.

Fue precisamente esa vista que sirvió de inspiración al actor y director de cine, Mel Gibson, en una visita a Tikal, para crear escenarios similares de su película “Apocalyto” de 2006, que rodó en Paso Ovejas, San Andrés Tuxtla y Catemaco, Veracruz, México.

Cansados, pero alegres, subimos la escalinata frontal de la cresta de Templo de la Serpiente Bicéfala, excepto Carmen Quintela y José Garth Medina, por aquello de los vértigos a las alturas ante espacios abismales, y el costarricense Luis Muñoz, hasta tuvo unos minutos de concentración mística como una especie de reminiscencias en la imaginería del panteón maya.

Una oleada de leves vientos acompañada por una tenue brisa nos invitó a bajar, tras una sesión de fotos, porque la guía nos dijo que si no nos apurábamos nos iba a atrapar la lluvia y que en Tikal suelen ser torrenciales. Bajamos apresuradamente y nos dirigimos por otros senderos entre la selva en busca del “Mundo Perdido”, la parte maya de “Yax Mutal”, del período preclásico.

En la plaza del “Mundo Perdido” hay siete templos, a los cuales no podía llegar cualquiera y estaba dedicada al sacrificio humano porque se encontró un foso con señales de fuego y restos humanos, además de que se han descubierto campos de pelota adjuntos.

Continua...

Fonte: http://www.latribuna.hn/2013/10/13/gran-ciudad-estado-de-tikal-influencio-a-copan-desde-sus-albores/ (13/10/2013)

Família protege sítio arqueológico no município de Barão de Cocais

Mineiros de Ouro de olho na pré-história: local guarda pinturas rupestres feitas há cerca de 6 mil anos e atrai estudantes e pesquisadores de todo o mundo

Por Arnaldo Viana

Elizabete Almeida mostra os desenhos feitos nos paredões do sítio há millhares de anos por grupos de caçadores primitivos e folheia o livro de visitantes, que contém assinaturas de estudantes, turistas e cientistas de vários estados e do exterior

Barão de Cocais – Estudiosos das origens dos homem sabem de cor e salteado o caminho que leva à Serra da Conceição, em Cocais, distrito de Barão de Cocais, e, mais precisamente, ao Sítio Arqueológico Pedra Pintada. Um tesouro natural com registros da presença humana na Região Central de Minas datados de 6 mil a 10 mil anos. No rastro dos cientistas, dezenas de estudantes secundaristas e universitários visitam os paredões de pedra para ver, fotografar e tentar entender as mensagens rupestres deixadas pelos primitivos em desenhos sobre rochas.

Os registros arqueológicos resistiram ao tempo e às mutações geológicas e foram catalogados em 1848 pelo paleontólogo dinamarquês Peter Lund, cientista que percorreu grutas de Minas em busca de legados pré-históricos. Mas a chegada à região do homem moderno com seu caráter desbravador passou a representar risco às nítidas representações de animais e pessoas gravadas por remotos habitantes da América.

Felizmente, para o bem da ciência, uma família se interpôs entre a civilização e a história e preservou a integridade do Sítio Pedra Pintada. E de lá não arredou pé, passando a área de geração a geração, sempre disponível a estudos e à visitação. Quem conta essa história é a funcionária pública Elizabete Almeida, de 45 anos, em nome da família Diniz, que não tem nada de Diniz, sentada à mesa de madeira na área coberta em frente à sede do sítio arqueológico.

“Meus bisavós deixaram este terreno com 17 hectares de herança para os filhos. Meu avô materno, José Sérgio dos Reis, também já falecido, que desde a infância era conhecido como José Diniz, comprou as partes dos irmãos e aqui se estabeleceu com minha avó Maria Adelina dos Reis. A família mostrou desde então consciência de que tinha em mãos um importante patrimônio cultural. Em 1989, José Sérgio, ou José Diniz, recebeu uma comitiva de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que o alertaram também para o potencial turístico do Sítio Serra Pintada.

José Sérgio começou a investir em infraestrutura nos anos 1980. Hoje, quem tem a posse da área são José Roberto e Maria dos Reis, pais de Elisabete, e os tios dela José Romualdo e Piedade e Orlando e Nazareth. O sítio está aberto aos visitantes de segunda a domingo, das 9h às 16h, a uma taxa de R$ 5 por pessoa. O dinheiro é aplicado na manutenção. Elizabete, quando não está trabalhando na Prefeitura de Barão de Cocais, é quem guia os turistas e pesquisadores. “Durante a semana, 60% de nosso público é de estudantes.”


Não é permitido fazer fogo na área. Recomenda-se ainda não levar comida. “Os estudantes lancham na nossa sede. Há espaço para refeições. Podemos até servir almoço, desde que seja pedido com antecedência.” A área está bem cuidada. “Graças a Deus, fazemos um trabalho de preservação. Nossa luta é para mantê-lo aberto em bom estado”, diz Elizabete, que anda preocupada com a segurança. Tanto que vai encaminhar projeto à Secretaria de Estado da Cultura para instalação de uma guarita no portão de entrada com vigilância 24 horas.

O acesso é por estreita estrada de terra, a partir de Cocais, que a prefeitura mantém em boas condições. A Polícia Militar de Meio Ambiente está atenta a caçadores e desmatadores. Na divulgação, o Sítio Arqueológico Pedra Pintada conta com apoio do sistema Fiemg, que ajudou também em parte da construção da sede, para receber os visitantes, entre os quais turistas e pesquisadores da Europa, Japão e América do Norte e de todas as regiões do Brasil.

Diante de uma vista inesquecível, a 1,2 mil metros de altitude, Elisabete mostra, nos paredões, as figuras gravadas com pigmentos de terra: onças, lobo-guará, peixes, veados e outros animais. Há a figura de uma criança e a cena de um parto.

Pesquisadores acreditam que se tratava de um grupo nômade, de caça, de passagem pela região. Depois da visita, uma parada na lojinha do sítio, que oferece artesanato, compotas de frutas e mel. “Mas o nosso foco principal é o trabalho educacional”, reforça Elizabete, neta de José Diniz, que não era Diniz. Mas isso não tem a menor importância.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/11/02/interna_gerais,466418/familia-protege-sitio-arqueologico-no-municipio-de-barao-de-cocais.shtml (02/11/2013)