quarta-feira, 26 de julho de 2017

Um túnel em Teotihuacán, a cidade pré-asteca que reproduz o inferno

Turistas em Teotihuacán, durante o equinócio da primavera. CUARTOSCURO

Descoberta ilumina a relação dos povos com a morte

Por: PABLO FERRI

Intuíam que existia, só faltava que o encontrassem. Em maio do ano passado, a chefe dos arqueólogos de Teotihuacán, Verónica Ortega, explicou: “Estamos vendo que debaixo dos grandes monumentos do sítio arqueológico existem edificações anteriores. Vimos isso sob as pirâmides do Sol e da Serpente Emplumada, por que não sob a Pirâmide da Lua?”. Ortega estava certa. Nesta manhã, o Instituto Nacional de Antropologia, INAH, anunciou a descoberta de um túnel sob o icônico edifício, uma “emulação do inframundo”.

Anterior à grande Tenochtitlán, Teotihuacán é, acima de tudo, um mistério. Lar de mais de 100.000 pessoas, teve seu esplendor entre o os séculos I e VI. Não há certeza sobre sua queda –um grande incêndio?, lutas internas?, as duas coisas?–, pouco se sabe sobre seus hábitos e praticamente nada sobre seus governantes.

A arqueóloga húngara Esther Pasztory, que estudou a cidade durante décadas, escreveu anos atrás que é única por várias razões: “Quase toda a população do vale –localizado a cerca de 70 quilômetros ao norte da atual Cidade do México– vivia ali, na cidade grande. Era organizada como uma grade. A maioria da população vivia em casas construídas bem o suficiente para chamá-las de palácios”.

O espetacular de Teotihuacán são, naturalmente, as pirâmides, a do Sol, a da Lua e as de Quetzatcoatl, a Serpente Emplumada. Em Teotihuacan: An Experiment in Living, Pásztory as compara com os arranha-céus nova-iorquinos, impressionantes, deslumbrantes. Também com as pirâmides do antigo Egito.

Os túneis são, no entanto, a vanguarda da pesquisa. O inframundo em primeiro lugar. Aqueles que encontravam sob as outras duas pirâmides indicavam que conexão vida-morte era vital para teotihuacanos. O túnel da Pirâmide da Lua o confirma. A arqueóloga Ortega explicou que “o fato de que o túnel tenha sido selado pelos próprios teotihuacanos daria a oportunidade de encontrar novas evidências da organização ritual, mas também sociopolítica, razão pela qual será necessário fazer comparações entre esse possível conduto e os que correm sob a Pirâmide do Sol e o Templo da Serpente Emplumada, em busca de uma melhor compreensão do significado da cidade”.

Durante anos, as descobertas de ofertas e enterros na Pirâmide da Lua foram surpreendentes. “Em comparação com os dados da Pirâmide do Sol e da Serpente Emplumada”, escrevem os arqueólogos Saburo Sugiyama e Leonardo López Luján, “os da Pirâmide da Lua têm uma enorme vantagem para o nosso estudo do simbolismo e da função dos espaços rituais: pela primeira vez na história da arqueologia totihuacana foram encontrados complexos de enterros e oferendas na parte mais alta de uma construção de grandes proporções”. Ou seja, apenas lá, no topo, encontraram enterros de velhos teotihuacanos. Somente na Pirâmide da Lua. É, como logo fizeram os astecas, o enterro de um dignitário? Que relação tinham esses enterros com o túnel recém-descoberto? São, como sempre, incógnitas, mistérios que os arqueólogos, os detetives do espaço-tempo, vão desvelando aos poucos.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/07/05/cultura/1499218087_670131.html (06/07/2017)

Torre de crânios humanos descoberta no México lança nova luz sobre os astecas


Arqueólogos acreditam que a torre faça parte de uma enorme estrutura de caveiras que aterrorizou os conquistadores espanhóis quando capturaram a cidade

Uma torre de crânios humanos descoberta na Cidade do México levantou novas questões sobre a cultura sacrificial no Império Asteca - crânios de crianças e mulheres surgiram entre os mais de 650 embutidos na estrutura, uma novidade que surpreendeu os especialistas.

Os arqueólogos encontraram mais de 650 crânios cobertos de cal e milhares de fragmentos no edifício cilíndrico perto do Templo Mayor, um dos principais templos da capital asteca Tenochtitlan, que mais tarde se tornou na Cidade do México. Acreditam agora que a torre faça parte do Huey Tzompantli, uma enorme estrutura de caveiras que aterrorizou os conquistadores espanhóis quando capturaram a cidade, sob o comando de Hernan Cortés.

Os historiadores relatam como as cabeças cortadas de guerreiros capturados adornavam estas estruturas, encontradas em várias culturas meso americanas antes da conquista espanhola. Mas esta descoberta na Cidade do México indica que a imagem não está completa. "Estávamos à espera de encontrar apenas homens, obviamente homens jovens, como os guerreiros seriam, e não nos passava pela cabeça que as mulheres e as crianças fossem para a guerra", disse Rodrigo Bolanos, um antropólogo que investiga o achado.

Raul Barrera, um dos arqueólogos que trabalham no local, ao lado da enorme catedral metropolitana construída sobre o Templo Mayor, disse que os crânios teriam sido colocados na torre depois de terem estado em exibição pública no tzompantli. Aproximadamente com seis metros de diâmetro, a torre estava no canto da capela de Huitzilopochtli, deus asteca do sol, guerra e sacrifícios humanos.

Não há dúvida de que a torre é uma das estruturas de crânios mencionados por Andrés de Tapia, um soldado espanhol que acompanhava Cortes na conquista do México em 1521, disse Barrera.

Os astecas e outros povos meso americanos realizavam sacrifícios humanos rituais como oferendas ao sol.

Fonte: http://www.dn.pt/sociedade/interior/pilha-decranios-humanos-descoberta-no-mexico-lanca-nova-luz-sobre-os-astecas-8607615.html (08/07/2017)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O COSMOVITRAL DE TOLUCA!!!

Saiu a 37ª crônica da Coluna "América Misteriosa", do Jornal Página 3 de Balneário Camboriú!!!
Passa lá para conferir!!!


http://www.pagina3.com.br/coluna/americamisteriosa

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Peru imprime o rosto de líder da antiguidade com tecnologia 3D


Além da tecnologia 3D, foram utilizados conhecimentos de análise forense e arqueologia para dar vida ao rosto da múmia com centenas de anos.

Por: KARLA PEQUENINO
karla.pequenino@publico.pt

Há 13 anos pensava-se que o rosto do líder do Vale de Chicama, no Peru, pertencia a um homem que governava uma sociedade patriarcal, os Moche. A descoberta de um túmulo com os restos mumificados de uma líder, em 2005, desmoronou a ideia. Afinal, seria uma mulher, jovem, entre os 20 e os 30 anos, que foi sepultada no meio das suas jóias e armas. Chamaram-na a senhora do Cao. Em 2017, ganhou um rosto graças à tecnologia de impressão 3D.

“É um enorme orgulho mostrar aos Peruanos, e ao mundo inteiro, a cara desta mulher de metro e meio, que tem uma enorme importância,” diz o ministro da Cultura do país, Salvador del Solar em comunicado. O objectivo do projecto era unir o passado e o futuro, através da tecnologia e uma das maiores descobertas arqueológicas do país – segundo del Solar – para recordar os habitantes da riqueza cultural do país. “A tecnologia permite-nos ver um rosto de uma líder política, religiosa e cultural da antiguidade”, acrescenta o ministro.

Foram precisos dez meses e uma equipa multidisplinar de especialistas internacionais para criar a réplica. Baseia-se no estudo dos restos mumificados do crânio da senhora do Cao, e une o conhecimento de tecnologia de impressão 3D, análises forenses e arqueologia. O primeiro passo foi fotografar a múmia através de scanners criados pela Faro Tecnologies, uma empresa de tecnologia 3D. O estado de preservação da múmia da senhora do Cao (graças ao ambiente seco no interior do túmulo onde permaneceu durante 1700 anos) facilitou o trabalho.

O rosto ganhou cor graças a artistas digitais que tiveram acesso a estudos de etnografia e um banco digital com uma grande quantidade de fotografias de mulheres que hoje vivem na zona de Magdalena de Cao (uma vila peruana próxima da zona onde foi encontrada a múmia).

A múmia da senhora do Cao foi encontrada em 2005 REUTERS/GUADALUPE PARDO

Embora a senhora do Cao possa ter sido a mulher de um grande líder, e não a única responsável pela região, os investigadores acreditam que a forma como foi enterrada (com jóias e armas) reflectem o seu mérito e importância.

A cara impressa da senhora de Cao está em exposição no Peru. Mas uma parceria entre a National Geographic e uma fundação local vai criar uma versão digital na Internet.

Fonte: https://www.publico.pt/2017/07/05/tecnologia/noticia/peru-imprime-o-rosto-de-lider-da-antiguidade-com-tecnologia-3d-1778051 (05/07/2017)

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Arqueólogos descubren uno de los mayores centros ceremoniales preincaicos del norte de Chile

Por EL MOSTRADOR, CULTURA+CIUDAD


El sitio de unas 46 hectáreas alberga más de 80 túmulos y cuenta con vestigios desde el Periodo Formativo hasta Incas e Hispano-coloniales.

Hace unos 3.000 años las comunidades que habitaron el norte de Chile iniciaron un proceso llamado Periodo Formativo, donde pasaron de ser cazadores recolectores a pueblos sedentarios con capacidad agrícola y domesticación de animales, principalmente camélidos.

Este complejo período es el que un grupo de arqueólogos estudió por más de cuatro años gracias al proyecto FONDECYT 1130279, investigando la Pampa del Tamarugal en toda su extensión, desde Camiña hasta el río Loa. Recorrieron 48.280 hectáreas a pie esperando encontrar hallazgos que proporcionaran más información sobre cómo vivían estos antiguos grupos humanos.

En este territorio se encontraron alrededor de 4.000 sitios arqueológicos, contando con 674 que corresponden al Formativo. “Nuestra investigación abordó apenas a un 5% de la pampa, por lo que, si multiplicamos por 100, podríamos decir que debe haber muchos más sitios ocupados por las antiguas poblaciones humanas”, señaló Mauricio Uribe, académico de la Universidad de Chile y líder del estudio.

Campos de cultivo

Dentro de estos sitios, hubo uno que llamó su atención: un centro ceremonial de casi 3.000 años de antigüedad, ubicado en Pampa Iluga -comuna de Huara-, cerca del geoglifo denominado Gigante de Tarapacá. Este centro cuenta con una extensión de unas 46 hectáreas y con más de 80 túmulos, que son acumulaciones de tierra, vegetales y ofrendas que, muchas veces, se levantan sobre entierros humanos. El tamaño de los túmulos encontrados es variado, alcanzando hasta cuatro metros de altura. “Son muy típicos del Período Formativo y hay muchos en
Arica y Quillagua, pero aquí está la concentración más grande y bastante intacta del norte de Chile”, enfatizó el arqueólogo.

Lejos de ser considerado como un simple cementerio de las primeras poblaciones agrícolas de la pampa, este lugar, además, albergó grandes plazas y espacios públicos, contando con esculturas, monolitos, extensos campos de cultivo, talleres de manufactura y artesanías, por lo que en aquella época habría sido visitado por una gran cantidad de población.

Palas y maíces en campo de cultivo

“Este centro alcanza una complejidad que no conocíamos. Es un espacio ceremonial, pero también está asociado a labores productivas, lo que hace aún más particular este descubrimiento”, destacó Uribe. Agregó que por las construcciones encontradas se sabe que es de los primeros años del Formativo, aunque se mantuvo activo en el tiempo por miles de años, siendo visitado por los Incas e incluso por los primeros españoles.

La importancia de este lugar fue tal a lo largo de su historia, que los Incas lo consideraron como un sitio de culto, lo que se evidencia con los artefactos hallados, que tienen relación con su alta jerarquía social, como cerámica imperial polícroma, con colores e iconografía propios del Cusco, metalurgia y campanas de bronce. En momentos coloniales, los españoles transitaron por el lugar y plantaron trigo en los campos de cultivo asociados, dejando evidencias de botijas europeas.

Debido a su importancia y como una manera de conservar este centro ceremonial para que sea reconocido como un patrimonio arqueológico relevante, Uribe señaló que “es necesario seguir estudiándolo de manera sistemática y considerar estrategias para su protección con las autoridades y comunidades locales”.

Fonte: http://www.elmostrador.cl/cultura/2017/06/13/arqueologos-descubren-uno-de-los-mayores-centros-ceremoniales-preincaicos-del-norte-de-chile/(13/06/2017)

¿Dónde estudiar arqueología en el Perú?

Foto: 3 universidades donde puedes estudiar arqueología. | Fuente: Shutterstock

Por: Carolina Rychtenberg

¿Quieres saber dónde puedes estudiar esta interesante y encantadora carrera? En Universia Perú te contamos dónde estudiar Arqueología en nuestro país.

El Arqueólogo es un investigador del tiempo que busca reconstruir la historia. Es un profesional que estará capacitado para aplicar los métodos y técnicas de investigación arqueológica, poseerá los conocimientos necesarios para trabajar en diversos proyectos de investigación a nivel regional y nacional.

El profesional de la Arqueología puede trabajar en universidades, centros de investigación, centros históricos, museos, fundaciones culturales, parques arqueológicos y editoriales.

¿Dónde estudiar Arqueología en el Perú?

Universidad Nacional Federico Villarreal (UNFV)
La Universidad Nacional Federico Villarreal cuenta con 18 facultades, 60 carreras profesionales, una Escuela Universitaria de Postgrado, una de Educación a Distancia, un Instituto de Idiomas y otras dependencias.

Universidad Nacional Pedro Ruiz Gallo (UNPPRG)
La Universidad Nacional Pedro Ruiz Gallo es una universidad estatal con el más alto nivel académico en la región y es la principal universidad del Departamento de Lambayeque.

Universidad Nacional de San Antonio Abad del Cusco (UNSAAC)
La Universidad Nacional de San Antonio Abad del Cusco es una universidad pública peruana ubicada en la ciudad del Cusco, y es la cuarta universidad más antigua del Perú y la quinta más antigua de Latinoamérica.

Fonte: http://noticias.universia.edu.pe/educacion/noticia/2017/05/30/1152880/donde-estudiar-arqueologia-peru.html (30/05/2017)