quinta-feira, 15 de novembro de 2012

ESPECIAL VIAGEM AO MÉXICO!!!! (PARTE 01)

Reconstrução de templo maia no Museu de Antropologia de Chapultepec. Cidade do México.

Texto: Dalton Delfini Maziero
Fotos: Dalton Delfini Maziero / Sandra Regina Orsini Maziero

Atendendo a centenas de milhares de pedidos desesperados, estou repassando aos leitores famintos uma série de informações referentes ao planejamento de minha viagem ao México, que teve como foco os museus e sítios arqueológicos. Lembrando que todos os valores mencionados aqui são referentes ao mês de outubro de 2012. Fiquem cientes que as dicas de lugares para se conhecer não esgotam todas as opções! O México é uma fonte inesgotável de atrações! Portanto: pesquisem sempre!

Av. Passeo La Reforma. Foto tomada do 10º andar do Hotel Fontan, na sala do café da manhã...

ROTEIRO

O roteiro de qualquer viagem deve ser elaborado de acordo com três critérios: tempo disponível X profundidade de exploração X dinheiro disponível. Eu odeio aqueles roteiros tipo: “Europa! 7 cidades em 9 dias!”. Desculpem-me, mas passar uma tarde em Lisboa não significa que você conheceu Portugal. Aliás, não conheceu nem Lisboa!

Desta forma, optei por me aprofundar em apenas três cidades – não muito distantes umas das outras – e seus arredores, no prazo de 20 dias. As cidades escolhidas foram a capital Cidade do México, Puebla e Oaxaca. Também optei por seguir de ônibus entre elas, para ver melhor a mudança de paisagem e sua geografia. O roteiro não deve ser “chutado”, mas pautado no número de atrações que existem em cada localidade. Assim, reservei 10 dias para a capital mexicana, 03 dias para Puebla e 04 dias para Oaxaca. O restante é tempo gasto em trânsito entre as cidades e aeroporto. É melhor conhecer BEM uma região do país visitado (para não ter mais que retornar a ela) do que descobrir em casa depois, que passou ao lado de atrativos incríveis e não os conheceu por falta de informação e pesquisa.

Prédio do Correio, na Alameda Central.

Correio: vista interna, decorada com mármore e ferro batido.

Para conhecer o México, o brasileiro precisa de Passaporte e Visto de entrada, a ser retirado no Consulado Mexicano. Se pedir o visto pela manhã, de tarde ele fica pronto. Em São Paulo, o Consulado fica na Rua Holanda, 274 (http://consulmex.sre.gob.mx/saopaulo/). Paguei R$ 78,00 pelo visto, que me foi concedido pelo prazo de 01 ano. No Consulado, nos avisaram que o visto americanos também serve.

Com relação à passagem de avião, optei pela TAM, por oferecer um voo direto a um preço bastante atraente. São 9:15 horas de voo. Paguei R$ 1.637,00 pela passagem São Paulo/México/São Paulo. O voo foi muito tranquilo, com ótimo atendimento da tripulação. Optei também por comprar a passagem pela CVC que, por ser agência, conseguiram um valor melhor do que estava achando pela internet. Eles conseguem com desconto. Nesse quesito, não tem como competir. Se optar por voos em escala – R$ 350,00 mais barato -, terá que fazer paradas em Lima (Peru) de 1:40hs; ou em Bogotá (Colômbia) de 8:30 a 12:00hs (!). Melhor pegar direto...

Bosque de Chapultepec. Um parque gigantesco na capital mexicana!

Bosque de Chapultepec...Ei! É proibido dar bolachas de chocolate aos esquilos!!!

O QUE CONHECER

Cidade do México
A cidade do México é imensa! Maior que São Paulo. Fique sempre hospedado no Centro Histórico. Se fizer isso, poderá ver 65% dos atrativos da cidade a pé. A cidade do México – pelo menos em sua parte central – é muito tranquila. Não vi absolutamente nada que pudesse criar o menor temor em relação a assaltos ou coisas do tipo. Às 22:00hs, as praças e ruas centrais estavam cheias de gente passeando, nos bares...bem tranquilo.

A Prefeitura de lá criou um sistema para turistas chamado “Turibus”. Existem 3 circuitos. São ônibus vermelhos que circulam das 9:00 as 22:00hs, com o teto ocupado por cadeiras, para que os turistas possam fotografar a paisagem. Você paga 25 pesos e pode subir e descer dele quantas vezes quiser no mesmo dia. Eu adoro andar, por isso não usei o Turibus. Acho que andar te possibilita descobrir galerias, lojas e um contato maior com os hábitos da população. Mas tem turistas que preferem “certa distância” das calçadas, por medo, receio de serem abordados por transeuntes ou simplesmente porque não dispõe de muito tempo para conhecer a cidade.

Turibus. Os turistas adoram ficar lá no alto...

O chamado centro histórico é dividido em duas grandes praças (grandes mesmo!), chamada Zócalo (a mais antiga) e Alameda Central (mais moderna) Ao redor ou próximo delas, estão grande parte das atrações da cidade. De qualquer forma, explore as ruas ao entorno das praças e também as que ficam entre elas. Vai encontrar um comércio incrível e coisas muito curiosas para comprar e ver. As ruas que ficam atrás do Templo Maior (Rua Moneda) e do Palácio Nacional também são muito interessantes! Antigas, com prédios inclinados (estão afundando devido ao solo sedimentar) e arquitetura colonial. Mas também é região de comércio mais popular. Evite essa região à noite.

Na cidade do México, além de andar a pé, você pode usar o metrô e o taxi, que são muito baratos! O metrô custa apenas 3 pesos (algo como 26 centavos de dólar). Existem três vezes mais estações de metrô no México do que em São Paulo, distribuídas por 9 linhas mais coligações. Infelizmente, a qualidade técnica dos trens e estações é muito inferior a nossa. O metrô do México é um lixo, mas é barato e funciona. Se for utilizá-lo, aconselho que seja entre 10:30hs da manhã e 15:30hs da tarde. Fora desse horário, vai encarar o “rush” dos trabalhadores e tudo vira um inferno! Os taxis são abundantes e cobram pela distância percorrida (taxímetro). Gastamos 12 dólares para ir do centro da cidade ao Aeroporto Internacional. Em São Paulo, esse mesmo percurso não sairia por menos de uns R$ 150,00.

Para não se tornar um viajante DESAVISADO, você DEVE conhecer:

01 - Templo Mayor Asteca
Para quem vive em São Paulo, imagine se descobrissem uma pirâmide asteca na Praça da Sé! O Templo Mayor Asteca é isso, uma pirâmide no coração da cidade. Claro que ela foi destruída pelos espanhóis, e tudo o que sobrou foram seus fundamentos. Mesmo assim, são impressionantes e ilustram muito bem o que deveria ser esse edifício: magnífico! Para maiores detalhes, aguarde matéria especial no Blog, em breve!

Vista geral do Templo Mayor. Ao fundo, a Catedral Metropolita, no Zócalo.

Maquete da pirâmide do Templo Mayor, no museu de sítio.

02 - Palácio de Bellas Artes
O Palácio de Bellas Artes fica em uma linda praça, bem no centro. O prédio é belíssimo, e seu interior mais ainda. Ele oferece exposições temporárias que podem ou não ser interessantes, mas o grande lance mesmo são os murais do 1º andar. Orozco, Siqueiros, Rivera, Camarena...Grandes artistas em grandes trabalhos de cair o queixo! Ali você verá murais famosos, que certamente conhece de livros e revistas. O único problema é que não permitem fotografar, nem sem flash! E também não disponibilizam catálogo nem folhetos com o que se vê lá dentro. O Palácio funciona de terça a domingo, das 10:00 - 20:00hs, e custa 43 pesos a entrada.

O Palácio de Bellas Artes, na Alameda Central.

03 - Palácio Nacional
O Palácio Nacional fica no Zócalo (Praça Central), sobre o antigo Palácio de Montezuma. Um enorme prédio de aspecto austero. Você vai encontrar nele toda uma galeria de murais pintados por Diego Rivera, retratando os costumes dos povos pré-colombianos e da época da conquista espanhola. São simplesmente maravilhosos...as cores...a composição! Sou fã do mural de Tenochtitlán, onde Rivera retratou os mercadores astecas em uma feira! Mas não é só isso. Seguindo por seus corredores, vai encontrar nos fundos, alguns jardins muito bonitos, inclusive um formado apenas por cactos de todo o México! Está aberto diariamente, das 9:00 - 17:00hs. Não pagamos nada para entrar.

Uma das galerias de murais de Diego Rivera, no Palácio Nacional.

04 - Catedral Metropolitana
A Catedral Metropolitana (1525-1813) foi oficialmente, o primeiro lugar que visitei no México. Não sei se foi por isso, mas achei a igreja a mais linda que vi em minha vida. Enorme!!!! Antiga e imponente! Suas torres chegam a quase 70 metros de altura. Ela estava afundando em seu próprio peso há alguns anos. Não consigo imaginar como eles conseguiram erguê-la com macacos hidráulicos, mas fizeram isso! Ainda tive a sorte de estarem tocando órgão no momento da visita. Está aberta diariamente, das 8:00 - 20:00hs. Não paga nada para entrar.

A Catedral Metropolitana, no Zócalo (Centro Antigo).

Vista interna da Catedral Metropolitana. O lugar é de chorar...

05 - Museu Nacional de Artes
Para quem gosta de arte, uma visita imperdível! O acervo permanente apresenta obras do século XVII ao XIX, mas tem também as exposições temporárias. Alguns quadros são de detalhes e composições incríveis, de um realismo impressionante. Obras de José Juárez, José de Ibarra, Joaquin Ramírez, entre outros. Reserve, no mínimo, duas horas para ver tudo. Vale mencionar a arquitetura belíssima do edifício também. Funciona de terça a domingo, das 10:00 – 17:30hs. A entrada custa 47 pesos.

Museu Nacional de Artes

06 - Museu Nacional de Antropologia de Chapultepec
O que dizer do Museu de Antropologia de Chapultepec? Simplesmemte o maior acervo de peças pré-colombianas do mundo! O melhor e mais divertido museu que vi em toda minha vida! Entramos às 9:15 da manhã e saímos às 17:00hs da tarde, de tanta coisa que tem para ver. É gigantesco! Possui salas com templos e pirâmides em tamanho real! Uma museografia incrível! Para maiores detalhes, aguarde matéria especial no Blog, em breve!

Uma das fantásticas salas do Museu Nacional de Antropologia. Para quem gosta de arqueologia, isso é um parque de diversões!

07 - Balé Folklórico
O Balé Folklórico de Amalia Hernandez, já é uma tradição da cultura dos mexicanos. Acontece todas as quartas e domingos à noite (20:30hs) no Teatro do Palácio de Bellas Artes. O espetáculo é dividido em duas partes, com oito danças folclóricas de diversas regiões. Tem que ver! Sem dizer que o Teatro do Bellas Artes é magnífico. Pagamos 300 pesos pelo ingresso. No final, as moças atendentes oferecem uma fita DVD do espetáculo, que contém um documentário maravilhoso de como surgiu o Balé. Cobram 350 pesos pelo DVD e só vende lá, na hora! Não adianta procurar fora do dia do espetáculo na lojinha do Palácio, pois não vai encontrar!

Uma das danças do Balé Folklórico de Amalia Hernandez.

08 – Basílica de Guadalupe
Um dos mais visitados santuários das Américas. Esqueça se você é ou não religioso! O lugar é impressionante e definitivamente, possui uma atmosfera diferente. A antiga Basílica data do início do século XVIII, e está visivelmente afundando no piso. É uma igreja muito bonita! Mas o complexo contém a nova Basílica e outros prédios interessantes como a Capilla del Pocito. Explore o local, ande! Não deixe de ir na parte de trás da antiga basílica. Lá existe uma escadaria que te leva ao topo de um morro, onde existe um mirante, uma antiga capela e anjos belíssimos em pedra. O local abre todos os dias e não cobra nada para entrar. Para chegar lá, basta pegar o metrô da linha vermelha e descer na estação “Basílica La Villa”. O local fica a somente 3 minutos a pé da estação.Para quem aprecia uma recordação, encontrará ainda fotógrafos com altares de flores e Guadalupe para o turista levar uma foto, ou mesmo pequenas lojas com souvenires.

Vista geral do complexo de Guadalupe.

Anjo Uriel, em Guadalupe.

09 - Lucha Libre no Arena México
O Arena México é o espaço sagrado das Lutas Livres! Sim! Aquela pancadaria com caras mascarados, tão típica dos mexicanos. Se você não for ver, você é um otário! Ali se apresentaram caras como El Santo e Blue Demon! As lutas são pura marmelada, pura encenação, mas muito divertidas! As famílias vão em peso, gritar e xingar para os lutadores. O clima é bem tranqüilo – agitado mas seguro para o turista -, e ali você verá como são os mexicanos na realidade. Você deve comprar os ingressos com antecedência, para fugir dos cambistas. A Arena México tem dois portões. Um deles, com pequenas guaritas de venda. Passe lá uma tarde e bata na guarita, que tem vendedor lá dentro. Os ingressos vão de 80 a 320 pesos. O mais caro é para as cinco primeiras fileiras. Eu comprei o de 300 pesos e fiquei na sexta fileira. Dá para ver super bem! As lutas começam às 20:30hs e terminam por volta das 23:00hs, com direito a briga entre mulheres. Tem lutas as sextas e domingos. Prefira as de sexta que são melhores, me orientaram os próprios mexicanos. Ah, sim! Não pode fotografar. Aliás, eles não permitem entrar com máquinas, sacolas, bolsas, comida, água...Então, leve apenas seu passaporte e dinheiro para gastar lá dentro, com vendedores ambulantes, que lhe oferecem cerveja, pipoca, máscaras de lutadores (80 pesos) entre outras tralhas. O Arena México fica próximo a estação de metrô “Balderas”.

Arena México, onde já lutaram ícones como El Santo e Blue Demon.Foto internet.

Lucha Libre, com direito a voadora no peito e chave de pescoço! Tudo uma armação divertida.Foto internet.

10 - Museu de Cera.
Divertidíssimo! Fica ao lado do Museu Ripley. Na verdade, são do mesmo grupo e eles vendem ingressos para os dois museus, com desconto. O Museu de Cera é genial, com figuras internacionais e personalidades mexicanas. De uma forma geral, eles dividiram as salas por temas: esporte, política, cinema...Grande parte do subsolo (porão) é dedicado ao mundo do terror! Escuro e tenebroso. Tem um aviso para cardíacos não entrarem. O clima lá embaixo é tenso, tem gente que não entra de medo, e você pode sim levar alguns sustos. Eu, como amante de filmes trash classe B, adorei!!!! O Museu de Cera fica na Zona Rosa (Rua Londres, 04) e custa 130 pesos (com direito a visitar o Museu Ripley também). Pode fotografar a vontade, sem flash. Importante: Este é um museu particular, portanto, abre as segundas, quando todos os outros estão fechados! Reserve a segunda para vê-lo! De segunda a sexta, das 11:00 – 19:00hs. Sábados e domingos, das 10:00 – 19:00hs.

Sala do Cinema Mexicano, no Museu de Cera.

Sala “O Senhor dos Anéis”, no Museu de Cera.

11 – Castillo de Chapultepec
O Parque de Chapultepec é um absurdo de grande! Falando sinceramente, você precisa de três dias para ver tudo o que ele oferece: 01 dia para o Museu de Antropologia, 01 dia para os outros museus que ficam nele, e 01 dia para passear pelos lagos, bosques, etc. Vi, quando muito, metade do que possui. De qualquer forma, se seu tempo for limitado, não deixe de subir ao Castillo de Chapultepec. Além de uma bonita vista da cidade e do parque, existe no Castelo um museu de História magnífico, com peças interessantíssimas (carruagens reais e ambientações originais do séc. XIX), além de murais maravilhosos!!! Passeio para umas 3 horas. O Castillo funciona de terça a domingo, das 9:00 – 17:00hs, e custa 57 pesos a entrada.

Castillo de Chapultepec.

Sala dos vitrais, no Castillo de Chapultepec.

12 – Bairro de Coyoacán
Ao sul da cidade do México, existe um bairro de artistas, que antigamente foi um vilarejo que a cidade “absorveu” com o tempo. Por esse motivo, o bairro possui uma atmosfera completamente diferente do restante da cidade: ruas estreitas, arborizadas, casas coloniais, muita paz, silêncio e tranqüilidade. Neste bairro, vai encontrar o Museu Frida Khalo, a Praça Hidalgo, a Casa da Cultura Popular, feiras de artesanato, entre outras atrações. Dá para passar um dia inteiro caminhando por lá, explorando suas ruas. Não preciso dizer que a Casa de Frida é visita obrigatória. Funciona de terça a domingo, das 10:00 – 17:45hs. O ingresso custa 60 pesos. Você pode fotografar os jardins e ambientes externos. Para fotografar internamente, deve pagar uma licença de 60 pesos. Nos finais de semana, ocorrem feiras de artesanato. Se gosta de caminhar, desça na estação de metrô “Miguel Ángel de Quevedo” e pergunte pela Av. Francisco Sosa. Siga essa avenida direta até o centro de Coyoacán, numa caminhada de aproximadamente 2 km.

Museu Frida Khalo. Aos finais de semana é lotado!!!


Se sobrar tempo, VEJA TAMBÉM:

- Museu Ripley
Museu de curiosidades do famoso programa “Acredite se Quiser”. Está cheio de bizarrices de todos os gêneros: tecnologia, cultura, antropologia, história, entre outros assuntos. Tem coisas bem interessantes e outras nem tanto, mas vale a visita! Vide mais informações em “Museu de Cera”.

Santa Ceia feita em papel maché, em tamanho natural! Museu Ripley.

- Museu José Luis Cuevas
O museu José Luiz Cuevas contém o acervo deste artista mexicano, que é bem interessante, bem gráfico. Mas o que chama mais a atenção é a enorme estátua de mulher em bronze (La Giganta) no pátio central e o edifício que abriga o acervo, com sua arquitetura típica espanhola de grande pátio. Antigamente, o edifício foi o convento de Santa Inés (século XVII). Obrigatório para quem gosta de arte contemporânea. Pagamos 25 pesos para entrar. Funciona de terça a domingo, das 10:00 – 17:30hs.

La Giganta, no Museu José Luis Cuevas.

- Praça das Três Culturas
A Praça das Três Culturas é muito interessante. Ela possui nas proximidades, ruinas arqueológicas, prédios coloniais e edifícios modernos. As ruinas são da cidade irmã de Tenochtitlán, conhecida como Tlatelolco, e foi o local onde ocorria a famosa feira/mercado pré-hispânico retratado pelo muralista Diego Rivera. Para quem já viu as ruínas do Templo Mayor Asteca, esta não apresenta muitas novidades, mas vale uma visita pelo conjunto da obra. Para maiores detalhes, veja artigo já publicado no Blog: http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/2012/11/tlatelolco-especial-viagem-ao-mexico.html

Praça das Três Culturas.

- Museu Rufino Tamayo
O museu fica dentro do Parque de Chapultepec. Sinceramente, não gostei muito do acervo. Quando estive lá, havia algumas exposições temporárias bem chatas. Achamos também em pequena quantidade as obras de Tamayo. Mas de qualquer forma, vale pela arquitetura modernista em concreto do prédio, que é bem interessante. De terça a domingo, das 10:00 – 17:30hs. Não pagamos para entrar.

A arquitetura do Museu Rufino Tamayo.

- Museu Franz Mayer
Existe atrás da Alameda Central (na Av. Hidalgo), um pátio colonial muito bonito que abriga o Museu Franz Mayer (artes aplicadas), com móveis, prataria e objetos artísticos do século XVII, XVIII e XIX; A igreja de San Juan de Dios (séc. XVIII); o Museu Nacional da Estampa e outra igreja muito antiga que não anotei o nome. Esse espaço merece uma visita! Para o Museu Franz Mayer, paga-se 35 pesos. As igrejas são gratuitas. O museu da Estampa não chegamos a visitar.

Pátio colonial. Igreja de San Juan de Dios e Museu Franz Mayer.


Nos ARREDORES da Cidade do México, VOCÊ DEVE VER:

- Teotihuacán
O sítio arqueológico de Teotihuacán é um espetáculo a parte. O conjunto é o maior das Américas, com avenidas, templos e pirâmides. Na cidade do México, vão oferecer um passeio picareta por 800 pesos, no qual visita além de Teotihuacán, a Basílica de Guadalupe. Nessa tur, você fica 1:30hs nas ruinas. Quando o agente me falou isso, ri na cara dele! Para ver as ruinas, reserve pelo menos 3:30hs para caminhar e subir nas pirâmides. Não deixe de ver o pequeno museu de sítio, que fica ao lado da pirâmide do Sol. Para maiores detalhes, aguarde matéria especial que será publicada no blog em breve!

Vista Geral de Teotihuacán, tomada do topo da Pirâmide da Lua.

- Tula
As ruínas da capital do povo Tolteca impressionam pela arquitetura diferenciada. Sem contar que lá fica o conjunto de estátuas conhecidas como “Atlântes”. Se for visitá-las por excursão, vai pagar algo em torno de 800 pesos. Se for por conta, uns 250 pesos no máximo. Para saber mais, veja matéria especial já publicada no blog:
http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/2012/11/tula-capital-do-povo-tolteca-especial.html

Os Atlantes de Tula.

- Toluca (Cosmovitral/Jardim Botânico)
Se você for à Cidade do México e não se deslocar a Toluca para ver o Cosmovitral, acredite! Você é um otário! O Cosmovitral é uma das obras mais belas que já vi na vida! A cidade de Toluca fica próxima da capital mexicana. Você deve ir ao Terminal de Ônibus Poniente (que fica ao lado da estação terminal “Observatório”, do metrô). De lá saem Ônibus a cada 30 minutos. A passagem vai lhe custar 44 pesos, e a viagem dura 1:15hs. Toluca tem um centro muito bonito e agradável, formado por praças arborizadas, arcos e igrejas. A cidade oferece passeios radicais, como descidas de rios e subidas em vulcão. Se for fazer isso, precisará se hospedar por lá. Se fizer uma visita de apenas 1 dia, veja a Catedral, o Museu de Belas Artes mas, dê prioridade ao Jardim Botânico/Cosmovitral (todos na praça central) A entrada deste custa 10 pesos. O lugar é tão magnífico e agradável, que permanecemos mais de 2 horas fotografando! Mas atenção! Como se tratam de vitrais, opte por vê-los em dia de sol. É muito mais bonito! Chegando na Rodoviária de Toluca, você deve buscar um taxi até o centro (Zócalo), pois ele fica bem longe para ir a pé. Você vai gastar 35 pesos na corrida. Se for em outubro, vai pegar uma feira de doces do Dia dos Mortos que ocupa toda a arcada ao redor da praça. Lindo de ver, comer e fotografar!

Cosmovitral, em Toluca. Absolutamente imperdível!

Feira de doces, para o Dia dos Mortos. Toluca.

Praça Central em Toluca. Um lugar muito agradável.

NA SEGUNDA PARTE, AS CIDADES DE PUEBLA, OAXACA E MAIS: COSTUMES, ALIMENTAÇÃO, DINHEIRO, ARTESANATO E HOTÉIS! NÃO PERCAM!!!!!!

Um comentário:

  1. Sensacional. Suas dicas foram extremamente importantes para mim. Indo ao México daqui a 90 dias. Sozinha. Como acho poucos posts sobre a região, do nada, encontrei esse blog com quase tudo na mão. Obrigada.

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