segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cidade pré-colombiana é descoberta em Honduras

Pesquisador defende que a nova cidade é o maior achado arqueológico do século

AFP - Agence France-Presse

               Cidades perdidas sempre foram lenda na região. Foto: Jorge Uzon/AFP

Pesquisadores americanos identificaram - com a ajuda de satélites - uma cidade pré-colombiana sepultada sob a densa floresta tropical de Honduras, informou nesta sexta-feira o diretor do Instituto Hondurenho de Antropologia e História (IHAH), Virgilio Paredes.

Com a ajuda de uma nova tecnologia que utiliza satélites para realizar um scanner do solo sob a floresta, especialistas da Universidade do Colorado identificaram duas cidades contíguas entre os departamentos de Colón e Gracias a Dios, no leste do país, explicou o funcionário.

Uma das cidades, chamada de "Ciudad Blanca 1", já havia sido detectada há um ano, mas nos últimos dias os cientistas identificaram ruínas de outra cidade contígua.

O conjunto teria o triplo do tamanho do complexo de Copán, as maiores ruínas deixadas pelos Maias em Honduras.

O americano Steve Helkins, um dos pesquisadores que participam do projeto, explicou que o achado abre a possibilidade para o que seria a "maior descoberta arqueológica do século" em Honduras.

"As áreas escaneadas estão situadas em zonas incrivelmente remotas dentro da selva hondurenha que jamais foram exploradas", destacou Helkins.

Paredes informou que o governo em Honduras, junto com especialistas de universidades americanas, está montando uma equipe de investigação para entrar na região em novembro e chegar às misteriosas ruínas.

O diretor do IHAH lembrou que em Honduras "sempre se falou de cidades misteriosas chamadas de Cidade Branca, Cidade Perdida e Cidade do Macaco", mas até agora isto não passava de lenda.

A "Cidade Perdida" ou "Cidade Branca" aparece até em textos escolares como um dos locais mais enigmáticos de Honduras, citada como ruínas de uma civilização pré-colombina situada em plena selva inexplorada entre os departamentos de Olancho e Gracias a Dios, no leste do país.


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