Esqueleto de criança sacrificada por astecas é encontrado com joias

PEDRAS PRECIOSAS FORAM ENCONTRADAS PRÓXIMAS A ESQUELETO DE CRIANÇA (FOTO: DIVULGAÇÃO/ INSTITUTO NACIONAL DE ANTROPOLOGIA E HISTÓRIA)

Arqueólogos localizaram esqueleto em templo que era utilizado por astecas para a realização de sacríficos: ornamentos foram encontrados próximas aos restos mortais

Capital da civilização asteca,Tenochtitlán — que atualmente corresponde à Cidade do México — abrigava diferentes templos que reverenciavam os deuses locais. No Templo Mayor, um dos sítios arqueológicos mais conhecidos dos astecas, os arqueólogos seguem encontrando vestígios dos sacríficos realizados em honra às divindades: pesquisadores mexicanos do Instituto Nacional de Antropologia e História localizaram o esqueleto de um garoto que fora sacrificado e posteriormente enterrado com adereços feitos com pedras verdes e azuais.

Os restos mortais, que datam do século 15, corresponderia a uma criança de 10 anos de idade. Junto ao esqueleto foram encontrados emblemas e ornamentos que faziam referência a Huitzilopochtli, o deus asteca da guerra e do Sol. Apesar de sua pouca idade, o garoto quando vivo apresentava problemas nos dentes e infecções em sua boca.

Apelidado de "Oferenda 176", o achado intrigou os cientistas por conta das joias que estavam próximas ao esqueleto: as pedras verdes seriam jadeítas que são encontradas na Guatemala, território vizinho ao México. Já as pedras azuis ainda não tiveram sua origem identificada.

LOCAL ONDE OS RESTOS MORTAIS FORAM ENCONTRADOS (FOTO: DIVULGAÇÃO/ INSTITUTO NACIONAL DE ANTROPOLOGIA E HISTÓRIA)

Recentemente, os arqueólogos estudaram outra prática horripilante dos astecas: uma torre de crânios de 35 metros de comprimento e cinco metros de altura fora construído no Templo Mayor em homenagem a Huitzilopochtli. Apesar da maior parte dos crânios corresponderem a adultos do sexo masculino, também foram identificadas mulheres e crianças sacrificadas.

O sacrifício humano era uma prática comum entre os astecas como maneira de honrar as divindades daquela civilização. Os templos eram construídos com uma área reservada para os rituais: uma placa de pedra servia como local do assassinato, praticado por sacerdotes que costumavam arrancar o coração das "oferendas". Canaletas localizadas ao lado das escadas serviam para fazer correr o sangue dos mortos.

Considerada uma das civilizações mais organizadas que foram constituídas na América antes do período das Grandes Navegações, no século 16, os astecas dominaram territórios que atualmente correspondem ao México. Eles foram subjulgados pelas tropas espanholas após a conquista da capital Tenochtitlán em 1521.

CAVEIRA DO GAROTO SACRIFICADO (FOTO: DIVULGAÇÃO/ INSTITUTO NACIONAL DE ANTROPOLOGIA E HISTÓRIA)

FONTE:
HTTPS://REVISTAGALILEU.GLOBO.COM/CIENCIA/ARQUEOLOGIA/NOTICIA/2018/07/ESQUELETO-DE-CRIANCA-SACRIFICADA-POR-ASTECAS-E-ENCONTRADA-COM-JOIAS.HTML (24/07/2018)

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