Professor encontra peças arqueológicas centenárias no interior do AM

Nicolas Daniel Marreco. "Se houver uma escavação no local, com certeza, mais peças irão ser encontradas", disse o professor | Foto: Divulgação

Há mais de um ano encontradas, professor postou as fotos das peças em redes sociais

Por: Nicolas Daniel Marreco

Barcelos (AM) - Diversas peças históricas datadas da época de ocupação da Amazônia Central (século IX ao XVI depois de Cristo) foram encontradas por um professor em uma comunidade do município de Barcelos (a 401 km de distância de Manaus). O material estava enterrado em um banco de areia às margens do rio Ererê.

O professor Juarez Fonseca, de 53 anos, explicou que achou os vasos e fragmentos quando caminhava na comunidade Floresta, há quase um ano, ao ir em uma festa religiosa no local. Desde então, manteve as peças armazenadas na casa dele.

"Estávamos celebrando a festa de Nossa Senhora de Aparecida e decidi passear perto do rio. Quando andava pela areia, vi a ponta de um objeto curioso e cavei para ver o que era. Em poucos minutos, tinha encontrado vários itens. Sem dúvida, se houver uma escavação ali, mais peças serão encontradas", comentou.

Fonseca achou os objetos em outubro do ano passado e, desde então, guardou as peças em sua casa. Apesar disso, ele informou que está interessado em doá-las para algum museu ou instituição de pesquisa.

"Já soube de histórias em que achados históricos foram encontrados em Barcelos, mas eu, pessoalmente, nunca havia participado diretamente desses registros. Estou interessado em doar as peças para algum grupo interessado em pesquisas arqueológicas", completou.

Desde que encontrou os objetos, o professor tem publicado fotos em suas redes sociais, demonstrando a intenção de doar o acervo. Ele quer que estudiosos do assunto possam ir buscar as peças em sua casa, mas não recebeu retorno.

O que os especialistas dizem
A reportagem entrou em contato com o Museu Amazônico, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e enviou as fotos das peças para obter uma possível análise sobre o material arqueológico. Em resposta, o professor doutor Carlos Augusto da Silva, salientou que os objetos apresentam características da fase de ocupação da Amazônia Central.

"As peças podem tratar-se da tradição Polícroma da Amazônia e da fase Guarita, pela cor branca e vermelha e o engobo, sendo uma fina camada. Incisões no vaso também apontam isso. Essas linhas geométricas são marcas conhecidas desses períodos", indicou.

Os outros fragmentos, ele disse, devem pertencer à mesma classificação. "Como a área onde as peças foram achadas é tradicionalmente ocupada por grupos da etnia Baré, uma associação regional poderia ter se unido a ela, mas é preciso dados mais consistentes para fazer este tipo de afirmação", acrescentou.

Segundo profissionais do laboratório de arqueologia da Ufam, somente uma análise aprofundada, com uma coleta criteriosa de materiais, além de análise laboratorial, podem precisar cientificamente, a história das populações que deram origem a achados como esses.

Em caso de se encontrar material arqueológico, por legislação, deve-se acionar o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As peças encontradas são de patrimônio da união.

Fonte: http://d.emtempo.com.br/ciencia-e-tecnologia/127794/professor-encontra-pecas-arqueologicas-centenarias-no-interior-do-am (12/11/2018)

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