domingo, 23 de agosto de 2015

10 Culturas Perdidas que podem mudar páginas de nossa história (2ª PARTE)

OBS: A lista das 10 Culturas Perdidas é bem interessante! Por esse motivo, coloquei-as na íntegra. A cultura referente à América Pré-Colombiana é a de nº 02 (Cultura Desconhecida/PERU)

5. Srubna, na Europa Oriental

A cultura Srubna (ou “Srubnaya”) existiu aproximadamente em 1950 aC a 1200 aC, na região dos Montes Urais, a região central da Ucrânia. Em russo, “srub” significa algo como “quadro de madeira”, o que explica por que essa cultura é mais conhecida por suas câmaras funerárias, assemelhando-se a cabanas de madeira, localizadas sob túmulos chamados “kurgans”.

As câmaras funerárias, consideradas as casas dos mortos, pareciam muito com os cômodos nos quais as pessoas viviam acima do solo. Mesmo assim, mais de 95% dos mortos da cultura Srubna eram enterrados em sepulturas de barro regulares. Assim, o nome dado a ela é um pouco enganador.

Pesquisadores descobriram milhares de pequenos assentamentos Srubna por toda a Europa Oriental, a maioria com apenas algumas casas cada um, e com certas diferenças. Portanto, Srubna é mais uma família de culturas do que algo bem unificado. No entanto, os arqueólogos sabem muito pouco sobre essas pessoas, e não têm sido capazes de dividi-los em grupos claros.

Os cientistas têm encontrado principalmente fragmentos de cerâmica e ferramentas feitas de pedra ou bronze nesses sítios. Muitos parecem ser pobres em sentido material. Há alguma evidência de agricultura, mas mais de criação de animais, principalmente vacas, cavalos, porcos e ovelhas. No geral, os estudiosos debatem sobre como interpretar esses achados.

Em 2011, arqueólogos descobriram o que parecia ser um relógio de pedra em um dos túmulos Srubna. Um pesquisador da Universidade Federal do Sul na Rússia confirmou que as marcações mostrariam o tempo com precisão. O objeto é surpreendentemente sofisticado, do ponto de vista da geometria.

4. Dorset, no Canadá Ártico e na Groenlândia

Nomeado por arqueólogos após a localização de um sítio de escavação, o povo Dorset habitou o Canadá Ártico e a Groenlândia a partir de cerca de 800 aC a 1300 dC. Não sabemos de onde eles vieram ou por que desapareceram, mas sabemos que eram muito isolados. A pesca e a caça de animais eram seu sustento.

O pouco que entendemos dessa cultura é uma combinação de análise científica com histórias contadas pelo povo Inuit. Eles chamavam os Dorset de “Tunit”, e parecem ter encontrado com essas pessoas cerca de mil anos atrás, quando cruzaram o Alasca até o Canadá. De acordo com os Inuit, o povo Dorset era extremamente forte, mas gentil. Eles eram “gigantes” e caçadores habilidosos. Podiam agarrar o pescoço de uma morsa com uma linha de arpão e arrastá-la para casa.

Suas ferramentas são misteriosas. Elas eram tão pequenas e precisas que pareciam impróprias para atividades como raspar peles ou tarefas domésticas diárias. Os Dorset pareciam fazer comércios, mas há pouca evidência de que fizeram avanços tecnológicos. Nada indica que eles usavam coisas como trenós puxados por cães ou caiaques.

Os Inuit alegam que os homens Dorset eram loucamente apaixonados por suas esposas. Isso talvez seja porque poucas mulheres parecem ter vivido entre eles. De acordo com a análise de DNA das amostras do povo, havia pouca diversidade de herança materna, o que significa que só algumas mulheres migraram com os homens para essas regiões frias. Eles não parecem ter casado ou tido relações sexuais com visitantes de outras culturas. Não podemos dizer por que os Dorset eram tão completamente isolados, mas isso pode ter a ver com suas crenças espirituais.

3. Magan, no Omã

Cerca de 5.000 anos atrás, no século III aC, uma cultura milenar conhecida como a civilização Magan habitou o que é agora o nordeste de Omã. Os arqueólogos escavaram os sítios de Bat, Al-Khutm e Al-Ayn, acreditando que eles eram centros comerciais antigos com a Mesopotâmia de 3000 aC a 2000 aC. Há também um grande cemitério e estruturas de pedra maciças conhecidas como “torres”, que parecem ser plataformas de templos, casas ou outras estruturas que não estão mais presentes.

Os arqueólogos não entendem como esses locais eram usados ainda. Os Magan provavelmente viviam de mineração de cobre, e negociavam com outras culturas. É um verdadeiro mistério tentar determinar quem foram essas pessoas, onde exatamente se estabeleceram e o que faziam, no entanto, porque elas não usavam escrita ou arte para gravar sua história ou organizar suas sociedades. Sabemos muito pouco sobre seu modo de vida, embora os Magan tivessem um impacto significativo sobre seus vizinhos. Várias outras culturas os nomeiam em seus registros. Relatos da Assíria, do Vale do Indo e de civilizações sumérias chamam Magan de “montanha de cobre” e creditam seu sucesso econômico à negociação de cobre, pedra e madeira com seu povo.

2. Cultura desconhecida, no Peru

Em 2014, uma equipe de arqueólogos poloneses, peruanos e colombianos anunciou uma descoberta surpreendente no norte do deserto de Atacama, no Peru. Eles encontraram 150 múmias de uma cultura desconhecida, datada de um período a partir do século IV ao VII dC, quase 500 anos antes dos Tiwanaku (uma civilização que antecedeu os incas) aparecer na região.

Envoltos em esteiras, saias de algodão ou redes, os corpos foram enterrados na areia sem quaisquer estruturas que indicassem sua presença, o que pode explicar por que nunca foram encontrados. Embora os arqueólogos não saibam quase nada sobre essas pessoas, os enterros dão alguma informação limitada sobre sua cultura.

Os cientistas encontraram maças que podem esmagar crânios, arcos e cabeças de obsidiana nos túmulos, o que pode indicar que as pessoas enterradas pertenciam a alguma elite. A presença de arcos foi particularmente interessante, porque estes são artefatos raros no Peru. Um lhama também foi encontrada, o que significa que esses animais foram trazidos para esta área do Peru muito mais cedo do que pensávamos.

Os arqueólogos descobriram cerâmica, ferramentas e joias de metal enterradas com os corpos. As múmias também tinham vime preso aos seus ouvidos, que poderia representar dispositivos de comunicação utilizados pelos vivos para falar com os mortos.

Examinando os cestos e redes de pesca, os pesquisadores creem que esse povo vivia de agricultura a pesca. Também concluíram que eles usavam ornamentos e gostavam de fazer penteados no cabelo. Estes detalhes indicam uma cultura avançada que viveu em parte do Peru em uma época que antes pensávamos ser desabitada.

1. Hongshan, na China

A história da civilização chinesa pode estar em grande reformulação. Até recentemente, acreditava-se que a dinastia Xia era a origem dessa cultura na região do vale do Rio Amarelo, cerca de 4.100 anos atrás. Agora, os pesquisadores estão debatendo se a civilização chinesa, na verdade, começou com a cultura Hongshan 6.500 anos atrás.

Os Hongshan viveram em uma área que é hoje as províncias de Liaoning e Hebei, no nordeste da China. Mesmo que tenha produzido alguns dos primeiros artefatos de jade, incluindo o primeiro símbolo de dragão conhecido, a cultura Hongshan é normalmente desconsiderada porque floresceu muito longe da fonte original da civilização chinesa.

Ela era complexa, como sugerido por um templo dedicado a uma deusa e evidências arqueológicas de que eles faziam comércio com pastores da Mongólia. Os cientistas também descobriram muitos artefatos Hongshan na Terra de Hunshandake Sandy, que fica a 300 quilômetros mais a oeste do que onde a cultura foi originalmente descoberta.

O elemento surpreendente foi que os artefatos sugeriram que os Hongshan pescavam e caçavam na região. Antes, acreditávamos que o deserto em Hunshandake tinha em torno de um milhão de anos. Uma nova pesquisa estima a idade do deserto em meros 4.000 anos. Isso significa que o clima mudou radicalmente enquanto os Hongshan moravam lá.

Segundo o paleoclimatologista Louis Scuderi, havia muita água na região, grandes lagos, pastagens e florestas. Com base em todos os artefatos encontrados, fica claro que uma população muito grande viveu ao longo das margens desses lagos. Agora, alguns cientistas acreditam que, quando a região de 20.000 quilômetros quadrados foi transformada em um deserto, cerca de 4.200 anos atrás, os Hongshan foram forçados a migrar para o sul para a sobrevivência. Assim, podem ter desempenhado um papel mais importante na criação de civilização chinesa do que inicialmente pensávamos. [Listverse]

Fonte: http://hypescience.com/culturas-perdidas/ (31/07/2015)

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