sexta-feira, 11 de junho de 2010

Pesquisa tentará determinar tamanho da população da Amazônia no passado

Estimativa será feita por meio de imagens de satélite

GLOBO AMAZÔNIA
Pesquisadores vão calcular, com financiamento da agência espacial americana Nasa, o tamanho da população indígena na Bacia Amazônica antes da chegada dos europeus à região, um dado até hoje muito discutido - as estimativas variam entre 500 mil e 10 milhões de pessoas.

Para chegar a um número mais preciso, os cientistas vão usar imagens de satélite que enxergam a composição química da superfície das folhas das árvores da região. Esta está diretamente relacionada aos ingredientes formadores do solo. Assim, os pesquisadores poderão identificar em quais áreas está a chamada "terra preta de índio", solo com alto teor de carbono criado pelos antigos indígenas amazônicas, provavelmente para aumentar a produtividade agrícola no chão relativamente pobre da Amazônia.

Historicamente, a região amazônica tem sido tratada como uma região de população escassa, o que é contrariado por evidências como a terra preta, normalmente encontrada na beira dos rios. Se extensas áreas de terra preta forem descobertas em áreas ainda inexploradas da Amazônia, ficará claro que a zona já teve uma população considerável e que a floresta atual sofreu a influência da presença destes antigos moradores.

Além de jogar luz sobre a história amazônica, a pesquisa de Palace pode ajudar a entender como uma grande população pode ter vivido e produzido alimento na Amazônia sem destruí-la.

O programa de arqueologia espacial da Nasa, que financia o trabalho, permitiu a recente descoberta de grandes cidades maias na selva de Belize, na América Central. O grupo de pesquisadores que trabalharão no levantamento inclui o arqueólogo Eduardo Neves, da Universidade de São Paulo; o ecólogo Mark Bush, do Instituto de Tecnologia da Flórida, nos EUA; Stephen Hagen, da companhia americana Applied GeoSolutions; Rob Braswell, da Atmospheric Environmental Research, outra empresa dos EUA; além de Michael Palace, da Universidade de New Hampshire, também nos Estados Unidos.

Fonte: www.midianews.com.br/ (10/06/2010)

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