sábado, 17 de setembro de 2011

Serra dos Parecis era território inca

MONTEZUMA CRUZ
Editor de Amazônias

Serra dos Parecis: estudos indicam que ela teria sido reduto da civilização inca onde séculos depois surgiu Rondônia /MONTEZUMA CRUZ

PORTO VELHO, Rondônia – Há mais de 1,5 mil anos, quando nem se sonhava com esse mapa parecido com o focinho do Pluto (personagem do gibi de Walt Disney), as terras onde surgiu Rondônia estavam encravadas em território inca, que iam além da Serra dos Parecis, no Rio Guaporé conforme estudos guardados em museus peruanos.

A história do Paititi, procurada com muita insistência pelos espanhóis, está ligada ao Reino Gran Moxos (civilização hidráulica dos Llanos dos Moxos). Todos os documentos coloniais, ou pelo menos aqueles que dizem respeito mais especificamente a Paititi localizam a região a cerca de duzentas léguas de Cusco (1.100 km a leste).

O historiador e pesquisador argentino Roberto Levillier estudou escritas deixadas pelos conquistadores, missionários, soldados e aventureiros durante a conquista e a colonização da futura Amazônia Ocidental Brasileira. A Serra dos Parecis, entre Mato Grosso e Rondônia), é o lugar onde os incas se esconderam no passado.

Rondônia foi outrora o Grande Reino de Paititi. “As províncias de Paititi estendiam-se da proximidade do Rio Madeira até 11 graus de latitude sul e 64 graus de longitude oeste, continua voltando para as cabeceiras do Rio Paraguai, em 13 o de latitude Sul e 57o de longitude oeste” – lembra o blog Eldorado Paititi, do farmacêutico, bioquímico e pesquisador Joaquim Cunha da Silva.

Mapa Paititi guarda uma série de dados que levam pesquisadores a concluir pela presença inca além do Rio Guaporé /THE LOST CITIES OF PERU

Paititi é aqui, eis o desafio aos estudiosos

Paititi (em castelhano, Paytiti ou Paititi) ou Candire é uma cidade lendária supostamente oculta a leste dos Andes, em alguma parte da selva tropical do sudeste do Peru (Madre de Diós), nordeste da Bolívia (Beni ou Pando) ou noroeste do Brasil (Acre, Rondônia ou Mato Grosso), capital de um reino chamado Moxos (em castelhano, Mojos) ou Grande Paititi (em castelhano, Gran Paititi), governado por um soberano conhecido como Gran Moxo, descendente de um irmão mais novo de Huáscar e Atahuallpa.

Outros nomes dados à cidade oculta em alguma parte do sul da Amazônia ou norte do Prata incluem Waipite, Mairubi, Enim, Ambaya, Telan, Yunculo, Conlara, Ruparupa, Picora, Linlín, Tierra dos Musus, Los Caracaraes, Tierra de los Chunchos, Chunguri, Zenú, Meta, Macatoa, Candiré, Niawa, Dodoiba e Supayurca.

O mito é semelhante ao de Manoa ou Eldorado, que também seria uma cidade cheia de riquezas que teria servido de refúgio a incas que escaparam da conquista espanhola, mas costuma ser localizada muito mais ao norte, entre a Colômbia e as Guianas.

Os dois mitos têm origem comum no sonho de conquistadores de enriquecer repetindo a façanha de Francisco Pizarro, o conquistador dos incas, e influenciaram-se mutuamente, mas o de Paititi associou-se, em tempos mais recentes, com a nostalgia de povos andinos pelo antigo Império Inca. (Fantastipedia)

Fonte: http://www.gentedeopiniao.com.br/hotsite/conteudo.php?news=84932 (11/09/2011)

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