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“A cidade começa antes da rua”: o que a arqueologia revela sobre a civilização amazônica

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Por:  Revista Amazônia - 3 de agosto de 2026 O achado: uma paisagem ocupada em escala muito maior Um estudo publicado na  Nature Sustainability  usou imagens de sensoriamento remoto e dados de campo para mapear terra preta no Território Indígena do Xingu. O trabalho estimou que esses solos ocupam pelo menos 3% a 4% dos 26 mil quilômetros quadrados analisados e podem armazenar cerca de 9 milhões de toneladas de carbono. A escala indica que antigos habitantes modificaram a paisagem muito além dos sítios   arqueológicos  mais conhecidos.  Leia o estudo . “A cidade começa antes da rua” ajuda a olhar para a Amazônia sem reduzir civilização a prédios de pedra. Antes de qualquer avenida existem caminhos, lugares de encontro, áreas de produção, manejo da água e formas de ocupar o espaço.  A   arqueologia  amazônica encontrou evidências de que diferentes sociedades transformaram paisagens em escalas expressivas. Terra preta, canai...

Legado indígena contra o mito colonial: arqueologia confirma Amazônia manejada há milênios e grandes cidades integradas à natureza

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Terra preta, manejo de plantas e redes urbanas mostram a Amazônia como obra indígena e guia para cidades resilientes Por: Rodrigo Chagas - 18.dez.2025 A ideia de que a Amazônia teria sido um vazio verde, isolado e inóspito, está ruindo. A imposição de uma  tradiçãocolonial e eurocentrada  consolidou por séculos a imagem da maior floresta tropical do mundo como terra de escassez, habitada apenas por populações consideradas “primitivas”. Mas descobertas recentes da arqueologia brasileira vêm desmontando esse mito e provando que a história de abundância, tecnologia e bem viver não pôde ser contada pelos povos indígenas dizimados ao longo dos últimos séculos Nas últimas décadas, escavações e estudos em diferentes pontos da região revelaram evidências de sociedades indígenas altamente complexas, que manejavam o território com engenhosidade e sofisticação. Estima-se que, antes da invasão europeia, cerca de 10 milhões de pessoas viviam na Amazônia, falantes de ao menos 170 línguas ...

Restos de ossos humanos encontrados na Amazônia revelam história de populações milenares

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Os achados foram feitos em um sítio arqueológico batizado de Lago do Cochila, um complexo de ilhas artificiais que foram construídas pelos habitantes ancestrais da região Por  Anne Silva – 22/10/2025 Um conjunto de  achados arqueológicos  localizados no município de Fonte Boa, no Amazonas, revela os  padrões de ocupação humana milenar na região do Médio  Solimões . Os achados foram feitos em um sítio arqueológico batizado de Lago do Cochila, um complexo de ilhas artificiais que foram construídas pelos habitantes ancestrais da região, povos indígenas adaptando-se às  inundações frequentes  do território. De acordo com o  Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá , que conduziu as análises em conjunto com comunidades locais, estavam entre os itens descobertos  urnas funerárias com fragmentos de ossos humanos , além de  ossos de animais aquáticos, como peixes e quelônios , que podiam se relacionar tanto a tradições ritual...

Pesquisadores revelam histórias invisíveis de povos da Amazônia

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Por: Agência Brasil – 12/01/2025 Escondidos há pelos menos 12 mil anos sob a densa vegetação amazônica, vestígios dos povos originários se revelam aos poucos por meio dos conhecimentos indígenas e quilombolas, do trabalho de arqueólogos e da contribuição da tecnologia  light detection and ranging  (Lidar). O sensor remoto é colocado em pequenos aviões, que sobrevoam a floresta e emitem  lasers  para mapear sítios antigos. É dessa forma que atuam os pesquisadores do projeto Amazônia Revelada: Mapeando Legados Culturais. Antes do Lidar, muitas descobertas arqueológicas foram feitas em áreas com movimentação de solo e transformação da paisagem. Caso dos geoglifos encontrados no Acre. Com o novo uso da tecnologia, é possível mapear áreas da floresta sem nenhuma intervenção física, como desmatamento ou escavação. Nesse sentido, o projeto também tem como missão “adicionar uma nova camada de proteção para a Amazônia e ajudar a conter a destruição da floresta”. ...

As gravuras milenares expostas pela Seca na Amazônia

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[30/10/2024] Por conta da seca no Rio Negro no Amazonas, o sítio arqueológico Ponta das Lajes atraiu, no mês de outubro, a atenção de especialistas, da imprensa mundial e de muitos curiosos no início de outubro. Nessa área de aproximadamente 150.000 m², que comporta uma praia coberta de lajes de pedra, existem petróglifos (gravuras rupestres) com incisões e oficinas de amoladores pré-coloniais. A estimativa é de que tenham cerca 2.000 anos. Nas bordas desse rochedo, gravuras em forma de animais e rostos humanos, até então, submersas, ficaram expostas devida a baixo do nível do rio. A primeira vez elas haviam sido visualizadas foi no ano de 2010, durante outra forte estiagem.  Segundo o professor e pesquisador Carlos Augusto da Silva, Universidade Federal da Amazônia (UFAM), as gravuras são, na verdade, símbolos históricos antigos em que os povos utilizavam as rochas para registrar seus comportamentos sociais. “Elas também podem representar um...

Grande avanço arqueológico com ‘milhares de Stonehenges’ encontrados escondidos na Amazônia

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Por: A.H. Mostofa Zaman – 14/10/2024 Milhares de obras de terraplenagem semelhantes ao icônico e enigmático Stonehenge britânico foram encontradas escondidas nas profundezas da floresta amazônica. Os arqueólogos já pensaram que era “impossível” que tais estruturas existissem na Amazônia – e o cientista que ajudou a descobri-las diz que elas viraram “de cabeça para baixo” nossa compreensão da história humana na área. No entanto, este avanço incrível está ameaçado pelas mesmas políticas e práticas que foram responsabilizadas pela destruição de uma área de floresta tropical do tamanho da Dinamarca, só em Agosto. Muitos desses montes misteriosos têm mais de 2.000 anos. E pelo menos um deles é um círculo de pedras – o Parque Arqueológico do Solstício no Brasil – que, assim como o mundialmente famoso momento em Wiltshire, foi construído para se alinhar com o sol nos solstícios. O arqueólogo Alceu Ranzi ajudou a descobrir a primeira dessas escavações, com a falecida Denise Schaan, na...

Dois novos geoglifos são encontrados na área da Reserva Extrativista Chico Mendes

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Por ac24horas – 27/07/2024 A partir de um relato feito por um morador da Reserva Extrativista Chico Mendes, uma equipe do ICMBio fez o registro de mais duas ocorrências de desenhos milenares conhecidos como geoglifos. Os achados ocorreram nos últimos dois dias, no “Ramal do Porongaba”, no município de Epitaciolândia. De acordo com o analista ambiental Fernando Maia, o primeiro dos dois geoglifos foi encontrado na última quinta-feira, 25, após a equipe ouvir o extrativista Francisco Melo comentar que havia visto na região uma estrutura diferente e difícil de ter sido feita por um trator por estar em uma área de floresta. Na manhã seguinte ao relato, com a ajuda de “Chico Melo”, os servidores foram ao local e identificaram o primeiro geoglifo, que tem a forma de “D”, segundo Fernando Maia. Hoje, a estrutura citada pelo morador já está no meio de um campo, em razão do desmatamento. Maia conta que após retornar para o escritório, fez uma busca pelo geoglifo por meio da fe...

La realidad poco conocida de los megaasentamientos amazónicos

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Un reciente artículo sobre antiguas ‘ciudades’ en la Amazonía ecuatoriana, portada de la revista  Science , ha puesto de actualidad una revolución que se viene descubriendo en los últimos años. La imagen estática que se tenía de esta región, con pequeños poblados y estructuras simples, hay que cambiarla por la de un territorio vibrante, lleno de comunidades conectadas, con una planificación urbanística y producciones agrícolas amplias en el pasado. Por: Alejandra Sánchez-Polo – 31/01/2024 La  publicación  este mes de enero en la revista  Science  de una serie de  megaasentamientos , hay quien los califica de ciudades, que además estaban conectados por una extensa red de caminos en la  Amazonía ecuatoriana  supone una verdadera revolución. Esta parte de América Latina no se ha prodigado mucho en hallazgos espectaculares, razón por la cual ha pasado casi desapercibida para el gran público hasta este momento.  Una  revolución  qu...