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Mostrando postagens com o rótulo Brasil - Acre

O mistério dos geoglifos do Acre com mais de mil anos

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Por: Maria Fernanda Garcia Foram identificados mais de 300 sítios arqueológicos com geoglifos (isto é, figuras no chão) no Acre que datam dos anos 200 a.C., mudando a visão que se tinha sobre a história dos povos indígenas brasileiro As famosas linhas de Nazca, no Peru, são um grupo de grandes geoglifos (isto é, figuras feitas no chão) presentes no deserto de Sechura, no sul do país, e conhecidos no mundo inteiro. Eles foram criados pela cultura Nasca entre os anos 500 a.C. e 500 d.C. Os primeiros a relatá-los, no século 20, foram pilotos civis e militares peruanos. A curiosidade sobre esses geoglifos, que formam várias figuras, é que seus desenhos só podem ser vistos de cima. No entanto, nas datas que em foram feitos, não existia nenhum tipo de aeronave. A maioria dos arqueólogos defendem a tese de que os geoglifos foram feitos pelo povo Nasca, para os deuses vindos do céu, como a lenda diz, passada de geração em geração. O que muitos não sabem é que  o Brasil também tem...

Uma viagem visual aos geoglifos, sua importância e seus mistérios

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  Sítio arqueológico de Geoglifos – Fazenda Água Fria, no município de Porto Acre, Acre. Foto: Mauricio de Paiva Por:  Duda Menegassi (Texto) e Maurício de Paiva (Fotos) 24/08/2020 Há duas semanas, ((o))eco noticiou a destruição de um geoglifo no sul do Acre. O incidente repercutiu no Brasil inteiro e, para muitos, representou o primeiro contato com a palavra e o conceito “geoglifo”. Para entender o real valor desse sítio arqueológico é preciso voltar algumas casas, ou melhor, alguns milhares de anos para explicar o que se sabe sobre eles: onde estão, qual a história que eles contam e porque devemos preservá-los – e não aterrá-los para plantar milho ou soja –; e quais são as ameaças e desafios para protegê-los, já que até hoje apenas um deles foi oficialmente tombado como patrimônio histórico e cultural. A história contemporânea desses geoglifos começou em 1977, quando uma expedição liderada pelo arqueólogo Ondemar Ferreira Dias, do Instituto de Arqueologia Brasileira,...

Pecuarista indiciado por dano a geoglifo acumula multas ambientais

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    Local onde deveria estar o geóglifo. Crédito: Relatório IPHAN. Por: Duda Menegassi -  11/08/2020 Na última semana ganhou repercussão a denúncia sobre um sítio arqueológico no Acre que foi destruído para que no local fosse plantado milho. Os geoglifos, como são chamados, são compostos por pequenas valas que formam desenhos geométricos quando vistos de cima. Feitos pelos povos pré-colombianos na Amazônia há cerca de 2 mil anos, foram aterrados e devastados pelo homem moderno e seu trator em menos de 1 dia. Como já havia revelado  ((o))eco em sua reportagem anterior , o dono da propriedade, conhecida como Fazenda Crixá, é Assuero Doca Veronez, presidente da Federação da Agricultura do Acre. Pecuarista e ruralista acreano, o nome de Assuero acumula multas no Ibama por desmatamentos irregulares na Amazônia e no Cerrado. Em entrevista ao ((o))eco, Veronez assumiu a culpa pelo estrago ao sítio arqueológico, mas alegou se tratar de um erro cometido pelo gerente da ...

Geoglifos do Acre estão sendo aterrados para plantio de soja

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Por Da redação ac24ho 06/08/2020 O paleontólogo Alceu Ranzi denunciou nesta quarta-feira, 5, a destruição de geoglifos no Acre. Segundo ele, imagens de satélites constataram “valas de três estruturas milenares de geoglifos do sítio arqueológico da Fazenda Crixá II, no município de Capixaba (AC), que teriam sido aterradas por tratores para o plantio de soja. O caso veio a tona após o jornalista Altino Machado compartilhar a denuncia em suas redes sociais. Alceu Ranzi classificou a ação como “crime imperdoável” e cobrou do Iphan e MPF adoção de providências cabíveis. “O patrimônio do Acre deve ser protegido, respeitado e valorizado, pois “é necessário que cada acreano veja e reveja o solo sagrado onde pisa” e tenha “um sentimento de responsabilidade sobre essa riqueza tatuada na pele de nossa terra”. Alceu Ranzi é paleontólogo e o maior entusiasta de pesquisas, divulgação e preservação dos geoglifos da Amazônia. Ele cita o exemplo da Fazenda Crixá que teria aplainado parte dos g...

Los geoglifos encontrados en Brasil reescribirían la historia de la región amazónica

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Imagen del primer geoglifo (sito en Jacob Sá, estado de Acre) que puede convertirse en patrimonio de Brasil y de la Humanidad. Redacción BLes Científicos afirman que los geoglifos descubiertos en el estado de Acre, al noroeste de Brasil, respaldan la idea de que, al contrario de lo que se pensaba, en la Amazonia residieron vastas poblaciones precolombinas “organizadas y jerarquizadas”. “La Amazonia era estudiada como un pasado inhóspito, una región con poca población, y estas estructuras arqueológicas que estamos viendo aquí demuestran lo contrario”, describió a Efe la arqueóloga y doctora en prehistoria, Ivandra Rampanelli. “Podría haber existido una población densa, grande, organizada y jerarquizada y eso está reescribiendo la historia de la Amazonia como un todo, está cambiando lo que antes era visto como un territorio vacío”, puntualizó la responsable del más reciente descubrimiento de geoglifos en Acre. De hecho, en el estado fronterizo con Bolivia y Perú (país que alberga...

Novos geoglifos são encontrados em área de floresta na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre

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Novos geoglifos são encontrados no Acre Geoglifos em forma de círculo foram achados em outubro do ano passado. Pesquisadores acreditam que áreas foram construídas por antigas aldeias fortificadas. Por Jefson Dourado, Rede Amazônia, Rio Branco O desmatamento da Amazônia acabou revelando segredos que a floresta escondeu durante séculos. São estruturas escavadas no chão com formas geométricas que surpreendem pela precisão: os chamados geoglifos. As mais novas descobertas ocorreram em outubro do ano passado em uma área de floresta na reserva extrativista Chico Mendes, no interior do Acre. O Acre é o estado com o maior número de geoglifos, um total de 523. Os dois encontrados por último têm forma de círculo e um deles tem 90 metros de diâmetro. Comparando a parte mais profunda do círculo com o lado mais alto desse geoglifo, dá aproximadamente quatro metros. Outra coisa que impressiona é a largura da escavação, já que, de uma ponta a outra, são 11 metros. “Entre o território do...

Cientistas descobrem 81 aldeias 'perdidas' que podem recontar a história da Amazônia

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UNIVERSITY OF EXETER. Arqueólogos do Brasil e do Reino Unido descobriram que quase 1 milhão de pessoas habitaram áreas da Amazônia entre os anos 1200 e 1450, em áreas distantes de rios. O desmatamento é uma ameaça à Amazônia, mas desta vez foi peça chave para uma descoberta arqueológica que pode recontar a história da maior floresta do mundo. Graças a imagens aéreas de áreas desmatadas no Mato Grosso, um grupo de arqueólogos da Universidade de Exeter, no Reino Unido, descobriu 81 aldeias que, segundo seus cálculos, foram habitadas por entre 500 mil e 1 milhão de pessoas entre os anos de 1200 e 1450. Um aspecto interessante da descoberta é que os assentamentos ficam distantes dos principais rios, o que contraria a tese de que as maiores populações anteriores à chegada dos europeus na América se concentravam em torno de grandes fontes de água. Até pouco tempo atrás se estimava que, antes da colonização, viviam 8 milhões de pessoas nos 5,5 milhões de quilômetros quadrados da Amazô...

Geoglifos do Acre: um potencial de turismo místico a ser desvendado

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No ano que completam 40 anos, geoglifos do Acre chamam atenção do mundo (Foto: Pedro Devani/Secom) Por: Eduardo Gomes Os primeiros registros da identificação dos geoglifos na Amazônia datam de 1977. Com o passar dos anos e a retirada da vegetação, foi possível localizar pelo menos 520 desenhos geométricos em território acreano. Os desenhos no solo, alguns com até quatro metros de profundidade, têm várias formas – círculos, quadrados, elipses e outros em “U”. Alguns estudiosos acreditam que tribos indígenas realizaram as escavações entre os anos 3.000 a.C. e 1.000 d.C. Várias teorias foram apontadas para a formação dos geoglifos. Algumas já até descartadas, como a de que os espaços poderiam ter sido utilizados para proteção ou moradia dos grupos. Em recente estudo, publicado na revista acadêmica American Anthropologist, pesquisadores da Universidade de Helsinki, da Finlândia, e da Universidade de São Paulo (USP) apontaram que os geoglifos podem ter sido utilizados como espaço...

Pesquisa com geoglifos indica que Amazônia teve uso sustentável há milhares de anos

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Agência Fapesp O desmatamento para a pecuária tem revelado centenas de estruturas geométricas de terra construídas pelos povos pré-colombianos. O desmatamento no leste do Estado do Acre para a expansão da pecuária tem revelado, nos últimos 30 anos, centenas de grandes estruturas geométricas de terra construídas por povos pré-colombianos. Tais estruturas são chamadas de geoglifos. O fato de terem sido construídas pelo homem implica a existência de um grande povoamento na região há milhares de anos, assim como sugere que, no passado, a floresta havia sido parcialmente derrubada para o uso da terra pela agricultura. A arqueóloga inglesa Jennifer Watling, atualmente bolsista de pós-doutorado da FAPESP, estudou em seu doutorado – defendido na University of Exeter, no Reino Unido – qual teria sido o impacto ambiental das populações pré-históricas decorrente da construção dos geoglifos. Ela estudou dois locais com geoglifos, o Sítio Arqueológico Jacó Sá e a Fazenda Colorada. O trabal...