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Mostrando postagens com o rótulo Brasil - Santa Catarina

CAMPECHE – OFICINA LÍTICA NO LITORAL BRASILEIRO

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Por: Dalton D. Maziero - 26/01/2025 O estudo dos homens litorâneos, que ocuparam há milhares de anos a faixa costeira brasileira, parece ser fonte inesgotável de descobertas. Antes relegados a meros “ comedores de moluscos do mar ”, descobriu-se com o tempo que formaram uma sociedade complexa, com hierarquias sociais, códigos iconográficos, rituais e comércio regional que se expandiu por diversas regiões. A Ilha de Campeche (SC) é apenas um desses locais, que comprovam a complexidade do passado brasileiro. A ilha de Campeche, localizada nas proximidades de Florianópolis - SC, possui uma das maiores concentrações de gravuras rupestres do nosso litoral. Tombado pelo IPHAN (Patrimônio Arqueológico e Paisagístico Nacional) desde 2000, ele é reconhecido também como uma importante oficina lítica do passado, uma “fábrica” onde se produziam pontas de lanças e artefatos de caça, pesca e de uso diário para a população da região, conhecidos como sambaquieiros. Com o passar do tempo, a ilha ...

Desvendando o enigma da arte rupestre em Santa Catarina

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Pesquisa revela que símbolo "ampulheta" em rochas costeiras tem origem astronômica e indígena 16.09.2023 Uma figura em forma de "ampulheta" esculpida em várias rochas ao longo do litoral de Santa Catarina, há muito considerada um símbolo rupestre enigmático, teve finalmente seu significado decifrado por um especialista em Arqueologia e Patrimônio Cultural de uma universidade catarinense. O Dr. Yu Tao, autor de um estudo conclusivo de pós-graduação intitulado "Estudo Astronômico e Gestáltico para a Interpretação da Expressão Gráfica denominada como 'Ampulheta' na Arte Rupestre em Santa Catarina, Brasil", publicado neste ano, desvendou a origem desse intrigante desenho. De acordo com as descobertas do Dr. Yu Tao, os indígenas pré-coloniais de Santa Catarina, incluindo grupos com uma antiguidade de mais de 6 mil anos, como os caçadores-coletores que construíram alguns dos maiores sambaquis oceânicos do mundo, faziam uso do relógio do sol, conh...

Decifrando o mistério de pedra famosa em SC

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Por:  Rosana Bond - 24/08/2023 O conhecido desenho de uma “ampulheta”, gravado em baixo relevo em diversas rochas do litoral catarinense, tido até como um símbolo rupestre de Florianópolis, teve finalmente seu significado descoberto por um especialista em Arqueologia e Patrimônio Cultural de uma universidade de SC. O resultado da pesquisa do doutor Yu Tao foi publicado neste ano como texto conclusivo de uma pós-graduação do tipo MBA, sob o título de  Estudo Astronômico e Gestáltico para a Interpretação da Expressão Gráfica denominada como “Ampulheta” na Arte Rupestre em S. Catarina, Brasil . Os indígenas e o relógio O especialista verificou que indígenas pré-coloniais de SC (alguns grupos datados em mais de 6 mil anos, como é o caso dos caçadores-coletores construtores de alguns dos maiores sambaquis oceânicos do mundo) utilizavam o relógio do sol (gnômon) em sua vida cotidiana, a exemplo do Egito, Grécia e China. E que o mistério do desenho da pedra pôde ser desvenda...

Um dos habitantes mais antigos do território onde hoje é o RS tem face reconstruída digitalmente

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Crânio de homem que teria cerca de 6 mil anos passou por reconstrução facial forense realizado por 3D designer catarinense   18/09/2020 O esqueleto de um homem encontrado em um sítio arqueológico do  Litoral Norte  e que teria cerca de 6 mil anos ganhou um rosto graças à tecnologia da reconstrução facial forense. Carinhosamente chamado de Zé, o homem, com idade aproximada entre 40 e 45 anos, estava sepultado sob uma rocha em Barra do Ouro, distrito do município de Maquiné, de onde foi exumado em 1961. Desde então, faz parte do acervo do Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (Marsul), localizado em Taquara.   A informação foi divulgada, em primeira mão, pelo repórter Giovani Grizotti, no RBS Notícias, da RBS TV. A iniciativa de dar um rosto ao esqueleto Zé ocorreu por acaso e partiu do 3D designer catarinense Cicero Moraes, referência no Brasil em reconstrução facial forense e que vive no Mato Grosso. No início deste ano, Moraes foi convidado para apresen...

Descoberta pode redesenhar mapa Sul-Americano do início da produção de alimentos

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Roberta Meyer Mudança seria histórica também porque cultivo de plantas é catalisador de aumento da população, sedentarismo e desigualdade social Por Univille 04/05/2020 Pesquisadores do Brasil e da Inglaterra estão empenhados em explorar evidências de que habitantes do litoral norte de Santa Catarina de 4,5 mil anos atrás também cultivam alimentos. Até então, acreditava-se que as populações costeiras pré-cerâmicas na Baía de Babitonga, construtoras de sambaquis, eram apenas de caçadores-coletores, consumidores basicamente de peixes e moluscos. “A descoberta pode redesenhar o mapa do início da produção de alimentos no continente Sul-Americano, atribuída aos habitantes da Costa Norte do Pacífico (Equador), Andes (Peru) e da Amazônia, na Bacia do Prata”, enfatiza o arqueólogo André Carlo Colonese, professor do Departamento de Arqueologia da Universidade de York, da Inglaterra, coordenador do estudo que começou em julho no Sambaqui do Morro do Ouro, em Joinville (SC). O projeto é f...

Sambaqui do bairro Guanabara em Joinville é foco de pesquisa internacional

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O campo de pesquisa será o Sambaqui Morro do Ouro, ao lado da Ponte do Trabalhador, no bairro Guanabara(Foto: banco de dados, A Notícia) Os trabalhos são comandados por um pesquisador da Inglaterra, com participação de estudiosos do Museu Nacional do Rio de Janeiro, Museu de Sambaqui e estudantes de Joinville Por Redação AN nsctotal@somosnsc.com.br Além de coletores e consumidores de peixes e frutos do mar, os homens dos sambaquis que viviam na Mata Atlântica há mais de cinco mil anos também manejavam e cultivavam vegetais como milho, cará, batata doce e outros tubérculos. Esta é a tese que está sendo desenvolvida por pesquisadores internacionais da Inglaterra e do Brasil e podem colocar Joinville no centro das atenções do campo arqueológico nos próximos dias. Até então, a arqueologia considera que os sambaquianos eram apenas coletores. Os trabalhos de campo começam no próximo dia 17 de julho tendo como campo de pesquisa o Sambaqui Morro do Ouro, ao lado da Ponte do Trabalhad...

Pescador e antropólogo mostra os mistérios arqueológicos da Ilha de Santa Catarina

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Adnir em uma das pedras estudadas na trilha da Galheta. Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense Pescador da Fortaleza da Barra decidiu ir atrás das histórias das inscrições registradas nas pedras de parte do litoral catarinense Rafael Thomé rafael.thome@somosnsc.com.br Pescar das gravuras rupestres e dos monumentos megalíticos uma mensagem para a vida. Este é o propósito de Adnir Antonio Ramos, pescador da Fortaleza da Barra, em Florianópolis, que em 1986 decidiu estudar biblioteconomia e antropologia para tentar entender o que significavam aquelas inscrições nas pedras que tanto via quando saía para fisgar peixes. Agora, ele se prepara para lançar o livro Divino Gênese sobre a história destas misteriosas mensagens que remontam a cerca de 10 mil anos atrás. Conta Adnir que os morros e costões do litoral de SC escondem desenhos rupestres e observatórios astronômicos que podem conter uma mensagem sobre o ciclo da vida e o futuro da humanidade. Milhares de anos antes da cheg...

Oeste guarda relíquia de 11 mil anos

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Por: Darci Debona Escavação é minuciosa para não danificar objetos encontrados no solo, como facas, pontas de flechas e ossos. Foto: ANGÉLICA LÜERSEN / Especial Pesquisadores de cinco países – França, Rússia, Itália, Canadá e Brasil – tentam desvendar a pré-história em Santa Catarina em escavações nas margens do Rio Uruguai, próximo à barragem da hidrelétrica Foz do Chapecó, entre Águas de Chapecó e Alpestre (RS). Eles estão escavando nos dois lados da margem, mas no lado catarinense está o sítio mais antigo do Estado, com 11,7 mil anos. – Esses são sítios bem importantes, pois temos basicamente toda a sequência da pré-história regional, que vai desde os grupos mais recentes que viveram 500 anos atrás até os grupos que viveram aqui em torno de 11 mil, 10 mil anos atrás – afirma a doutora em arqueologia e coordenadora do Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (Ceom), vinculado à Unochapecó. A escavação faz parte do projeto Povoamentos Pré-históricos do Alto Rio Uruguai, in...

Os principais sítios arqueológicos pré-coloniais do Brasil (Parte 03)

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Este artigo foi escrito por Joelza Ester Domingues RIO DE JANEIRO A intensa ocupação desde o início da colonização e, principalmente, sediando a capital do país por mais de duzentos anos, contribuíram para a destruição de muitos sítios arqueológicos pré-coloniais no Rio de Janeiro. Mesmo assim, restou o sambaqui de Camboinhas, no município de Niterói, onde foram encontrados vestígios humanos com mais de 7 mil anos. RIO GRANDE DO NORTE Xiquexique, Rio Grande do Norte. Image via Ensinar Historia. O sertão do Seridó abriga os sítios arqueológicos Xiquexique 1 e 2, localizados no município de Carnaúba dos Dantas com pinturas rupestres datadas de 9 mil anos além de petróglifos, gravações executadas na pedra. Na mesma região, está o sítio arqueológico Mirador, em Parelhas. Por seu fácil acesso, estes sítios receberam um fluxo descontrolado de visitas de estudantes, turistas e moradores locais. Para preservar o material arqueológico, foram instaladas escadarias, trilhas, áreas de des...

Escavações na Serra revelam detalhes da vida dos Proto-Jê, um povo que habitava Santa Catarina há mil anos

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Vista aérea do sítio de escavação na Vinícola Abreu Garcia, em Campo Belo do Sul, na serra catarinense. Foto: Rafael Corteletti / arquivo pessoal Por Thiago Santaella Cinco séculos antes de os portugueses avistarem o Brasil existiam povoados indígenas organizados em diversas regiões de Santa Catarina, mesmo no interior, longe das praias. Uma pesquisa em andamento, que envolve três universidades da Inglaterra e cinco do Brasil, mostra um retrato da vida na Serra catarinense nos anos 1000 depois de Cristo. O achado permite uma das mais fiéis recriações da história de nosso território durante o período histórico Pré-Colombiano, na América, e Idade Média, na Europa. Indígenas construíam pequenas cidades, plantavam feijão e mandioca, coletavam pinhão e produziam cerveja de milho, bebida que regava as celebrações e os funerais dos chamados Proto-Jê. Eram milhares – apesar de ainda não existir uma estimativa mais precisa – e compunham os 8 milhões de indígenas que habitavam o Brasil ant...

TCE/SC recebe exposição sobre arte rupestre em Santa Catarina

A cidade de Florianópolis guarda encantos que vão além da beleza de suas praias e mistérios que ultrapassam as lendas sobre bruxas. A chamada Ilha da Magia também possui um dos mais ricos acervos rupestres do mundo. Esses registros, que na verdade estão presentes em todo litoral de Santa Catarina, ganham nova forma e ambiente por meio do trabalho de Miguel Luiz Buchele Junior. O artista que utiliza a técnica de entalhe em madeira traz ao Tribunal de Contas a partir desta quinta-feira, (10/9) 26 peças que compõem a exposição Homenagem à arte rupestre em Santa Catarina. O que essas gravações significam exatamente ou há quanto tempo existem ninguém sabe, mas elas representam registros ancestrais milenares ainda pouco estudados e conhecidos. Na maioria das gravuras encontradas nas praias e ilhas de Florianópolis, predomina o estilo geométrico, como traços paralelos, círculos e triângulos, mas também há figuras de pessoas e animais. Destaque para a Ilha do Campeche, que desde 2000 é consi...

Museu da UFSC recebe exposição Arqueologia em Questão: Percorrendo o Litoral Catarinense

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O Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal de Santa Catarina (MArquE/UFSC) recebe a exposição Arqueologia em Questão: Percorrendo o Litoral Catarinense. Será uma oportunidade sem precedentes de voltarmos nossas atenções ao passado que testemunhou ocupações de diversos grupos humanos no litoral catarinense. A mostra aborda o ofício do arqueólogo diante de culturas distintas no tempo e no espaço. Os períodos pós-colonial, colonial e pré-colonial – a compor aproximadamente seis milênios, se descortinarão face às pesquisas efetivadas no transcorrer de cinco décadas. Serão oportunizadas informações sobre sítios coloniais e pós-coloniais representados pela vida cotidiana nas Fortificações e seus arredores, de populações Guarani e Jê, assim como dos grupos responsáveis pelos sambaquis, além de representações rupestres e oficinas líticas. Peças do acervo do MArquE, imagens e figuras variadas, somadas a uma composição de palavras, tratarão de possibilitar a pertinência do c...

Pescador encontra ossadas humanas em sambaqui de ilha da Baía da Babitonga, no Norte de Santa Catarina

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Vestígios arqueológicos estão sendo preservados por pesquisadores e pela Fundação Cultural Por Leandro S. Junges - leandro.junges@an.com.br Samuel encontrou as ossadas humanas enquanto descansava à sombra Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS O pescador Samuel Magno da Rocha, de 40 anos, é o guardião de um tesouro arqueológico escondido entre o mangue, a mata atlântica e as águas da baía da Babitonga, no Norte de Santa Catarina. No ano passado, enquanto descansava à sombra depois de uma manhã inteira de coleta de caranguejos, ele percebeu que entre as conchas e os casqueiros de um sambaqui no Boqueirão, uma ponta da Ilha Comprida, a maior da baía, havia um crânio e parte de uma ossada humana que haviam se desprendido do monte. Embora os sambaquis sejam bastante conhecidos em toda a região, especialmente por causa das quatro décadas de estudos do Museu Arqueológico do Sambaqui de Joinville, encontrar vestígios humanos razoavelmente preservados e à mostra numa parede de conchas é al...

Busca do passado de SC

Grupo de arqueólogos esteve na cidade para recolher objetos para estudo de povos sambaqueiros. Durante três semanas, um grupo de arqueólogos e pesquisadores do Museu Nacional do Rio de Janeiro esteve em um sítio arqueológico em Laguna, no Sul do Estado, para complementar os estudos iniciados no mesmo local por um antigo diretor da instituição na década de 50. Eles já retornaram à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) levando com eles restos humanos com cerca de 4 mil anos, vários objetos, utensílios e diversas informações que podem ajudar a descobrir semelhanças ou diferenças entre os locais de sepultamento dos povos sambaqueiros cariocas e catarinenses. As primeiras informações catalogadas do pequeno sítio arqueológico localizado nas proximidades da ponte na BR-101, na comunidade de Cabeçudas, são de autoria de Castro Faria, diretor do museu nacional carioca na década de 50. A partir desse material, a arqueóloga Rita Scheel-ybert retomou as escavações para tentar descobrir nov...

Projeto estuda sítio arqueológico

Através de escavações, pesquisadores tentam desvendar os segredos sobre populações indígenas em São José do Cerrito. São José do Cerrito . O pequeno município, de aproximadamente 10 mil habitantes, localizado na Serra Catarinense, guarda segredos incríveis sobre populações que povoaram o Brasil anos antes do seu descobrimento. A cidade tem a maior concentração de casas subterrâneas do país, que estão sendo exploradas pelo Projeto Arqueológico São José do Cerrito. Fazem parte da equipe sete integrantes do grupo de escavação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo (RS). Entre eles, estão os responsáveis pelo projeto, os doutores em Arqueologia Marcus Vinícius Beber e Jairo Henrique Rogge, um doutorando em História, um acadêmico de Biologia e três estudantes de História. Os trabalhos iniciam cedo, quando o dia começa a clarear. A localidade explorada fica a 20 quilômetro do centro da cidade, na comunidade Rincão dos Albinos. O acesso ao local é difícil. O grup...

Memória que precisa ser preservada

Atualmente, mesmo os dados sobre a evolução humana fornecidos pelo registro fóssil demonstram diversidade entre as espécies da tribo Hominini (Orrorin, Ardipihecus, Australopitecus e Paranthropus) e a Subtribo Hominina (Homo – humanos). Tanto os dados fósseis quanto os dados genéticos apontam para a origem dos humanos modernos Homo sapiens na África ao redor de 160.000 A.P. (antes do presente). A cronologia atualmente é obtida por métodos de datação absoluta. Os dados arqueológicos demonstram que a ocupação das Américas foi mais recente que os outros continentes ao redor 20.000 A.P. (Monte Verde, Chile, 17.000 A.P.) mas que poderia ter ocorrido ao redor de 30.000 A.P. quando o mar estava mais baixo possibilitando a passagem pelo Estreito de Bering. No Brasil, as datas mais antigas com segurança se situam ao redor de 12.000 A.P.. As que ultrapassam este limite são discutíveis de ponto de vista científico. Em Joinville, nas proximidades do polo industrial da cidade, na área de expansão d...

Sociedade que habitou Brasil era mais complexa do que se pensava

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Pesquisadores examinam sambaqui em Santa Catarina Foto: Paulo Antônio Dantas de Blasis/Agência Fapesp/Divulgação Pesquisa coordenada pelo professor Paulo Antônio Dantas de Blasis, do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), indica que as sociedades sambaquienses, que habitaram o litoral brasileiro durante um período entre 2 mil e 7 mil anos, mantiveram hábitos e culturas mais elaboradas do que se imaginava. As informações são da Agência Fapesp. Os cientistas estudaram desde 2005 no litoral de Santa Catarina as sociedades que construíram morros conhecidos como sambaquis ("montes de conchas", em tupi-guarani). Essas comunidades ocupavam uma faixa do litoral brasileiro que ia da região Sul até o Nordeste. Contudo, elas desapareceram há cerca de mil anos. As construções foram observadas já pelos primeiros colonos europeus que chegaram ao País. "Mas, até hoje, sabemos muito pouco sobre a finalidade dos sambaquis", disse Blasis à agência. S...

Santa Catarina tem aldeias de casas subterrâneas com mais de mil anos

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SÃO PAULO - Arqueólogos da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos-RS) e da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) estudam aldeias de casas subterrâneas localizadas no município de São José do Cerrito, no Planalto Catarinense. Segundo os estudiosos, as construções possivelmente serviam de moradia para antigos habitantes da região. A datação feita da aldeia remete ao ano 800, ou seja, há mais de mil anos. A olhos leigos, segundo os arqueólogos, há pouca coisa a ser vista: apenas imensos buracos abaixo do nível do solo. O maior tem 7 metros de profundidade e 20 metros de diâmetro. - Queremos entender o método construtivo desses engenheiros do planalto - diz o padre jesuíta Pedro Ignácio Schmitz, da Unisinos-RS, coordenador da pesquisa, que começou a escavar a região em 2007. Somente na localidade de Boa Parada, numa área de um quilômetro de diâmetro, foram encontradas 27 estruturas. Todas elas estão 400 metros equidistantes do centro, próximas a matas de pinheiros que for...