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Criação de geoparque pode estimular a economia e o conhecimento sobre arqueologia no Paraná

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Por: Maria Guida, especial para a Gazeta do Povo – 12.05.2023 Troncos petrificados da era Paleozóica, com mais de 250 milhões de anos; rochas magmáticas da época da formação do Oceano Atlântico; afloramentos de antigos desertos que formam o Aquífero Guarani e rochas sedimentares que retratam mares antigos. Todos esses achados arqueológicos relevantes estão em Prudentópolis, cidade na região centro-sul do Paraná. O território do município, com 2.237 km², além de ter uma grande relevância geológica, possui uma rica biodiversidade e patrimônios culturais. Conhecida como "Terra das cachoeiras", a cidade abriga a maior comunidade ucraniana do Brasil e tem estudos sobre prováveis casas indígenas da tribo caingangue. É lá também que se desenvolveram os faxinais, sistema camponês de uso sustentável e compartilhado dos recursos naturais. Riqueza que uniu órgãos diversos para a criação do primeiro geoparque do Paraná. O projeto, desenvolvido pelo Instituto Água e Terra (IAT), tem...

Pesquisadores ingleses e brasileiros começam estudo em sambaqui em Joinville

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Escavações começaram nessa quinta-feira e seguem até o dia 10 de agosto – Phelippe José/Secom/Prefeitura de Joinville Escavações no Sambaqui Morro do Ouro, no bairro Guanabara, continuam até o dia 10 de agosto; na próxima semana público poderá acompanhar os trabalhos arqueológicos POR: LUANA AMORIM, JOINVILLE Começou nessa quinta-feira (18), em Joinville, uma pesquisa internacional sobre os Sambaquis. O trabalho envolve dez arqueólogos e 20 estudantes voluntários que durante três semanas realizarão escavações em uma trincheira de 20 metros quadrados, no Sambaqui Morro do Ouro, no bairro Guanabara. A tese está sendo desenvolvida por pesquisadores ingleses e brasileiros. Até agora, a arqueologia considera os sambaquianos como coletores. Porém, de acordo com a pesquisa, os homens dos sambaquis que viviam na Mata Atlântica também manejavam e cultivavam vegetais, como milho, cará, batata doce e outros tubérculos. A pesquisa vai consistir em escavações, coleta e bateria de análises...

Sítio arqueológico de 4 mil anos pode virar museu a céu aberto no Paraná

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Gravuras com mais de 4 mil anos encontradas no Paraná. (Foto: Divulgação / Espaço Arquelogia) Descoberto em 2009, local com 150 gravuras rupestres foi demarcado como o Sítio Arqueológico Vista Alta Por Redação Galileu Há cerca de 4 mil anos, moradores da região hoje conhecida como a cidade de Capitão Leônida Marques (PR), que fica a quase 90 quilômetros de Foz do Iguaçu, tinham o hábito de esculpir figuras em rochas: 150 delas foram descobertas ainda em 2009, mas somente agora, quase dez anos depois, o local passou a ser protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), batizado de sítio arqueológico Vista Alta. Encontrado graças ao Licenciamento Ambiental para a instalação da Usina Hidroelétrica do Baixo Iguaçu, o local chama a atenção por ser o único dos 56 sítios arqueológicos nos arredores do Parque Nacional do Iguaçu que apresentam figuras rupestres. Pedras lascadas, pedras polidas e utensílios feitos com cerâmica também são encontrados na regi...

Lendário Caminho do Peabiru é tema de documentário finalizado em Florianópolis

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O lendário caminho do Peabiru, um traçado que saia dos atuais estados de Santa Catarina, São Paulo e do Paraná e levava direto para os ricos reinos existentes no Peru e Bolívia, é o tema de um documentário que está sendo ultimado em Florianópolis. Documentário tem direção e roteiro de Chico Pereira e fotografia de Patrício Furlanetto. Edson Luis. “Terra sem Mal – O Caminho do Peabiru”, uma realização do Projeto Barra Sul, com direção e roteiro de Chico Pereira e fotografia de Patrício Furlanetto, aborda as primeiras décadas do século XVI na história de Santa Catarina, quando chegaram por aqui os primeiros europeus. Em contato com os indígenas, esses viajantes começam a buscar um caminho que levaria direto a minas de ouro e prata. Uma ligação direta do Oceano Atlântico com os Andes. Essa história é contada através de imagens de arquivo e permeadas com entrevistas de pesquisadores, historiadores, antropólogos, lideranças indígenas, escritores, arqueólogos e mergulhadores em locações na I...

Em busca das respostas do passado

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Escondido do tempo e do homem, um pedaço de terra carregado com resquícios indígenas ainda não revelou seus segredos. Localizado entre os municípios de Barbosa Ferraz e Campo Mourão, o terreno vem mostrando ferramentas antigas, utensílios de barro e pedras misteriosas a comunidade local. Devido ao seu desconhecimento frente a pesquisadores, os objetos encontrados passaram as mãos dos lavradores, que ainda se divertem com as histórias e lendas do chamado “Cemitério dos Índios”. Na verdade trata-se de um sítio arqueológico ainda inexplorado pela comunidade científica. Segundo os proprietários da terra – Sítio São Bento – corpos de indígenas estão enterrados ali, não se sabe a quanto tempo. João Batista Xavier conta que chegou ao local ainda em 67 e, desde então, passou a encontrar objetos em meio a plantação. Em sua casa guarda machadinha e outras ferramentas indígenas. Até mesmo uma pedra misteriosa, totalmente polida, achou na terra. “Essa pedra não poderia estar aqui. Foi ...