USP monta 1º laboratório do Brasil para estudar DNA de povos antigos
Por: Ana Battallo, da Folhapress / 31.12.2022 SÃO PAULO – Com três luvas roxas de látex, um macacão branco (igual aos que se tornaram populares no combate à Covid), óculos de proteção e máscara, o biólogo Tiago Ferraz tenta evitar a contaminação de seu próprio DNA em restos de ossos de indivíduos que viveram há 11 mil anos no país, onde hoje é a região de Lagoa Santa (MG). Apesar de parecer estranho, o procedimento é algo rotineiro em laboratórios de biologia molecular. Só não fazia parte da rotina de arqueólogos e paleontólogos, cujos objetos de pesquisa são restos humanos ou de animais -ou traços de sua presença- que já não existem mais. Ferraz se prepara para fazer análises a partir do DNA extraído dos ossos dos povos antigos. A área de estudo, chamada arqueogenética, ganhou projeção internacional após o pesquisador sueco Svante Pääbo ser agraciado com o prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia deste ano por sua pesquisa de sequenciamento genômico dos neandertais. Embora esse...