Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Brasil - Rondônia

ACERVO: Museu em Rondônia mantém 300 mil peças arqueológicas; a mais antiga tem 7 mil anos

Imagem
Pesquisa mostra que a língua Tupi pode ter surgido entre ancestrais rondonienses Por: Júlio Olivar Rondônia é rica em sítios arqueológicos. São dezenas. As pesquisas no setor têm demonstrado, inclusive, algo ainda pouco conhecido no mundo: o tupi — que já foi a língua mais falada no país — teria surgido no território onde é hoje o Estado. Com cerca de 300 mil peças, o Museu Regional de Arqueologia, em Presidente Médici (Região Centro-Leste), é administrado pela especialista em arqueologia da Amazônia, Maria Coimbra Oliveira, autora do livro 'Arte rupestre em Rondônia', uma verdadeira referência bibliográfica. Nesta entrevista, a pesquisadora — que se converteu na "dama da arqueologia rondoniense" por sua dedicação amplamente reconhecida — conta muito da pré-história e da formação do lugar que ela define como "um sítio arqueológico a céu aberto". Júlio Olivar — Quando a senhora começou seu trabalho na arqueologia? Maria Coimbra — Há 22 anos. Júl...

Rondônia: Pesquisador diz ter encontrado altar de cidade Inca

Imagem
Foto: Joaquim Cunha da Silva em cima do suposto altar inca O farmacêutico Joaquim Cunha da Silva, especialista em citologia clínica e georreferenciamento, acredita que trata-se de um altar onde eram realizadas cerimônias sagradas Um pesquisador independente localizou um sítio arqueológico no município de Alta Floresta do Oeste (RO), a 540 quilômetros de Porto Velho, e já relatou a descoberta ao Ministério Público Federal e ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O farmacêutico Joaquim Cunha da Silva, especialista em citologia clínica e georreferenciamento, acredita que trata-se de um altar onde eram realizadas cerimônias sagradas na lendária cidade perdida Paititi, que teria sido criada pelos incas em fuga após a colonização espanhola no Peru. – Existem vários altares similares a esse, que é o primeiro encontrado no Brasil, em países como Argentina, Peru e Colômbia, onde a cultura pré-inca, inca e aruaque se desenvolveu – disse Joaquim Silva ao Blog da Amazôn...

Pesquisador diz ter encontrado em Rondônia altar de cidade inca

Imagem
                            Joaquim Cunha da Silva em cima do suposto altar inca Um pesquisador independente localizou um sítio arqueológico no município de Alta Floresta do Oeste (RO), a 540 quilômetros de PortoVelho, e já relatou a descoberta ao Ministério Público Federal e ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.  O farmacêutico Joaquim Cunha da Silva, especialista em citologia clínica e georreferenciamento,  acredita que trata-se de um altar onde eram realizadas cerimônias sagradas na lendária cidade perdida Paititi, que teria sido criada pelos incas em fuga após a colonização espanhola no Peru. - Existem vários altares similares a esse, que é o primeiro encontrado no Brasil, em países como Argentina, Peru e Colômbia, onde a cultura pré-inca, inca e aruaque se desenvolveu – disse Joaquim Silva ao  Blog da Amazônia . Segundo o pesquisador, no sítio arqueológi...

EXPEDIÇÃO NA SELVA DE RONDÔNIA: O DESCOBRIMENTO DA FORTALEZA DO RIO MADEIRA

Imagem
Vários escritores espanhóis dos séculos XVI e XVII descreveram sobre a expansão dos Incas em direção à Amazônia, para um poderoso reino ou talvez uma confederação de tribos denominadas “Paititi”. Esta terra lendária, cuja etnia dominante estava atrelada com os Moxos, situava-se ao nordeste do Rio Guaporé, atualmente território brasileiro. O primeiro texto que descreve as conquistas de Pachacútec na selva baixa amazônica é “Relacion de los Quipucamayos a Vaca de Castro” (1544), em que se menciona a construção de duas fortalezas nas planícies amazônicas com o objetivo de delimitar e controlar os povos que viviam além da fronteira. O bispo espanhol de La Paz, Nicolás de Armentia (1845-1909) descreveu sobre a edificação de duas fortalezas em seu livro “Descrição do território das missões franciscanas de Apolobamba”. Registro aqui uma passagem: … (O Inca) acabou de se comunicar com o Grande Senhor do Pititi e por intermédio dos presentes, e a mando do Inga que fizesse junto ao Rio ...

Sítios Arqueológicos geram curiosidades em estrangeiro

Imagem
Por Fabiana Cortez/ Diário da Amazônia/ Rolim de Moura O grande número de sítios arqueológicos encontrados na Zona da Mata Rondoniense tem despertado uma curiosidade internacional acerca da história cultural do país. Nesta semana um pesquisador italiano chegou a Rolim de Moura empenhado em conhecer in loco como viviam os povos que habitaram o local antes da chegada dos colonizadores, na expedição de ontem (06) um número expressivo de cerâmicas indígenas, terra preta e um geoglifo foi o alvo das visitas realizadas na comarca de Nova Brasilândia d’Oeste. Área rochosa, com muitas colinas e rodeada de igarapés, compõe a descrição do local recentemente georreferenciado pelo pesquisador Joaquim Cunha, de Rolim de Moura, que tem sido o guia do italiano Yuri em seus estudos em terras de Rondônia. Na área, localizada no travessão de acesso entre as Linhas 114 e 121, em Nova Brasilândia d’Oeste, o pesquisador estrangeiro apreciou um geoflifo circular (geo=terra e glifo=marca; marca na terra), de...

Serra dos Parecis era território inca

Imagem
MONTEZUMA CRUZ Editor de Amazônias Serra dos Parecis: estudos indicam que ela teria sido reduto da civilização inca onde séculos depois surgiu Rondônia /MONTEZUMA CRUZ PORTO VELHO , Rondônia – Há mais de 1,5 mil anos, quando nem se sonhava com esse mapa parecido com o focinho do Pluto (personagem do gibi de Walt Disney), as terras onde surgiu Rondônia estavam encravadas em território inca, que iam além da Serra dos Parecis, no Rio Guaporé conforme estudos guardados em museus peruanos. A história do Paititi, procurada com muita insistência pelos espanhóis, está ligada ao Reino Gran Moxos (civilização hidráulica dos Llanos dos Moxos). Todos os documentos coloniais, ou pelo menos aqueles que dizem respeito mais especificamente a Paititi localizam a região a cerca de duzentas léguas de Cusco (1.100 km a leste). O historiador e pesquisador argentino Roberto Levillier estudou escritas deixadas pelos conquistadores, missionários, soldados e aventureiros durante a conquista e a colonização da...

Arqueologia da amazônia nos EUA

Aspectos das descobertas arqueológicas realizadas em Rondônia na área de influência das Usinas do Rio Madeira, achados no Acre e em algumas regiões amazônicas do Brasil e da área internacional estão sendo promovidas no livro Arqueologia da Amazônia Tridimensional do ativista e jornalista ambiental Hercules Góes. O autor pesquisa o tema há alguns anos na Amazônia através dos seminários internacionais de sustentabilidade. Estas questões de interesse da comunidade internacional, além da questão do desmatamento da sela amazônica, da busca pela diminuição dos gases de efeito estufa e do alvo pela justiça climática estão no livro que será lançado em algumas comunidades latino americanas, como na grande Los Angeles e também em Nova York. O mês de julho foi o escolhido por ser o período onde os americanos estão focados nos festejos da independência, onde há abertura maior para difusão e recepção de temas nacionalistas inclusive de outros povos e culturas. A Editora Ecoturismo e a Revista Ecotu...

Huaca do Condor foi feita pelas mãos do homem

Imagem
Pesquisadores voltam ao Distrito de Filadélfia para estudar pedras na Huaca do Condor. A presença humana nesse fenômeno vem se evidenciando /JOAQUIM CUNHA MONTEZUMA CRUZ Editor de AMAZÔNIAS ALTA FLORESTA DO OESTE, Zona da Mata de Rondônia – A cada visita de estudiosos ao local surgem mais evidências de que foram as mãos do homem que edificaram muros e muretas no entorno das huacas e das pirâmides na Zona da Mata de Rondônia. No dia 18 de junho, por exemplo, uma equipe de pesquisadores visitou o muro de arrimo da Fazenda Central Modas, na Linha 100 do Distrito de Filadélfia, em Alta Floresta do Oeste, a 415 quilômetros de Porto Velho Em análise preliminar, o geólogo Ivan Bispo, do Serviço Geológico do Brasil, diz acreditar que as pedras de arenito do muro de arrimo foram ali colocadas por mãos humanas. “Devido a sua formação de arenito e a distância do local aonde poderiam ter roladas naturalmente seria impossível ter acontecido, pois se esfacelariam”, explicou. Essa situação também f...

Descobertos mais dois novos geoglifos na Amazônia

Imagem
Esses geoglifos se diferenciam daqueles acreanos, mas serão logo estudados. São meio irregulares, mas são geoglifos, garante pesquisadora. MONTEZUMA CRUZ montezuma@agencioamazonia.com.br PORTO VELHO (RO) – Nas valas, fotografando e estudando as peças encontradas, o farmacêutico e bioquímico Joaquim Cunha da Silva localizou dois novos geoglifos próximos à propriedade de Inácio Kusano e de seu filho Armando, em Nova Brasilândia do Oeste, a 50 quilômetros de Rolim de Moura, na Zona da Mata rondoniense. "Encontramos cerâmicas e pedaços de material lítico (machadinhas ou pedra de raio)", informou ontem o pesquisador. Imediatamente, comunicou o achado à diretora do Centro de Pesquisas e Museu Regional de Arqueologia de Rondônia, Maria Coimbra, sediado em Presidente Médici. Impressionada com as fotos dos lugares e com as imagens de satélite, a diretora comentou que esses geoglifos se diferenciam – "São meio irregulares, mas são geoglifos" – daqueles acreanos, mas serão log...

Trilha Rondônia Inca mostrará geoglifos à população

A iniciativa permitirá conhecer geoglifos da Zona da Mata. A maioria deles é alvo de novas pesquisas arqueológicas para o devido reconhecimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional PORTO VELHO, RO – Ainda há tempo para você se programar e ir a Alta Floresta do Oeste amanhã, para participar da trilha Rondônia Inca. A programação visa oferecer ao público e às autoridades estaduais a oportunidade para o reconhecimento de uma parte do seu patrimônio arqueológico. “É algo que nada deve aos geoglifos de Nazca”, comenta um dos organizadores do evento, o farmacêutico e bioquímico Joaquim Cunha da Silva, especialista em georreferenciamento. Nazca está localizada na parte sul do Peru, em um deserto entre vales de Ingenho e Nazca. Fica sobre uma chapada de 500 quilômetros quadrados e exibe enormes desenhos, representando figuras geométricas, animais, aves, plantas e linhas retas por toda a extensão do deserto por vários quilômetros em todas as direções. Suas linhas se transf...

Unir mostra uma Rondônia que pouca gente vê

Imagem
MONTEZUMA CRUZ Amazônias José Rodolfo Granha (e) conversa com Joaquim Cunha: estudos mostrarão potencialidades do solo especial encontrado em Rolim de Moura /AMAZÔNIAS ROLIM DE MOURA , Zona da Mata de Rondônia – Com a fita métrica pendurada no pescoço, facas e enxadas nas mãos, o doutor em Engenharia Florestal e Agronomia José Rodolfo Dantas Granha, concluiu neste início de ano o trabalho de uma equipe interessada na topografia e nas características biológicas da terra preta arqueológica (ou “de índio”) da Zona da Mata rondoniense. Ao levar a Universidade Federal de Rondônia (UNIR) para o interior de Rolim de Moura, o engenheiro delineou um escopo de pesquisas básicas que mostrarão o aproveitamento desse tipo de solo como recurso agrícola. Após essa incursão na área rural do município, Granha sugere agendas diferenciadas, mas combinadas “que direcionem a pontos comuns nas produções-mestre e na busca de excelência para o estudo emergencial do solo em Rondônia”. Entusiasta ele é, mas n...

Zona da Mata guarda uma rica reserva de terra preta amazônica

Imagem
MONTEZUMA CRUZ Amazônias Origem e idade dessa terra são estudadas há um século. Ela é mais uma riqueza, entre tantos tesouros arqueológicos encontrados no município de Rolim de Moura /FOTOS JOAQUIM CUNHA ROLIM DE MOURA , Zona da Mata de Rondônia – Meio século depois da chegada dos colonizadores e da invasão das terras indígenas, o homem começa a medir as extensões dos milenares sítios de terra preta com 80 centímetros de profundidade, nesta região a 402 quilômetros de Porto Velho. Em geral, a terra preta arqueológica, (ou “de índio”), rica em fragmentos cerâmicos, guarda uma fertilidade capaz de levar estudiosos ao encontro de modos de vida ancestrais. Matéria de grande concentração de fósforo, cálcio e outros nutrientes encontrados, tanto em espinhas de peixe quanto em cascos de tartaruga e ossos de outros animais, ela é estudada há mais de um século. Há 20 anos José Pereira da Silva e sua mulher Ivone adquiriram uma área de 43 alqueires, dos quais, dez com faixas de terra preta, ond...

Em 90 minutos alcançamos o topo da pirâmide

Imagem
MONTEZUMA CRUZ Amazônias Pugliese (e) e Bispo (c) ouvem explicações do geólogo Adamy, que descansa na subida do morro, a 12 km de Alta Floresta do Oeste. O Condor estimula, cada vez mais, a busca da imaginária cidade do Paititi /MONTEZUMA CRUZ PIRÂMIDE DO CONDOR , Alta Floresta do Oeste (RO) – A subida a pé ao topo da Pirâmide do Condor demorou das 13h20 às 14h50. Fazia muito calor e caminhamos devagar, até porque precisávamos esperar os passos bem medidos do geólogo Amílcar Adamy, 61 anos, com o tornozelo recém-operado. Do grupo de visitantes, as índias Valda Ajuru, Rosinha Sakariabiá e Leonice Tupari não subiram. Permaneceram na estrada de chão, a um quilômetro de distância. Grávida, Leonice não conseguiria se esforçar tanto, morro acima. Ela própria poupou-se da façanha. A área é rica em urnas funerárias, materiais líticos e artefatos de cerâmicas. Situa-se a 12 quilômetros do Distrito de Filadélfia, no município de Alta Floresta do Oeste, na Zona da Mata rondoniense, a 541 quilô...