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‘Legado imensurável’: morre Niède Guidon, maior arqueóloga brasileira, aos 92 anos

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Arqueóloga Niède Guidon revelou segredos sobre a pré-história das Américas e o povoamento do Brasil Beatriz Rohde  - Florianópolis04/06/2025 às 08h08 A arqueóloga Niède Guidon morreu na madrugada desta quarta-feira (4), aos 92 anos. A pesquisadora reconhecida internacionalmente foi pioneira em descobertas sobre o povoamento do continente americano. Niède Guidon dedicou sua vida a estudar a região do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí. A arqueóloga liderou escavações que revelaram a presença humana nas Américas há mais de 50 mil anos, muito antes do que se acreditava até então. Ela transformou a Serra da Capivara em um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo, lutando por investimentos e infraestrutura para o parque. A cientista era presidente emérita da Fundham (Fundação Museu do Homem Americano), criada em 1986 no município de São Raimundo Nonato, onde fica a Serra da Capivara. O Museu da Natureza, que integra a fundação, divulgou uma nota de pesar....

A hora difícil do Museu do Homem Americano

Por: Fenelon Rocha 26/07/2020 A presidência da República já anunciou que o presidente Jair Bolsonaro estrará em São Raimundo Nonato nos próximos dias, para uma visita ao Museu do Home Americano e às inscrições rupestres da Serra da Capivara. Será uma visita oportuna. Muito oportuna, e muito mais do que pela evidência para o gigantesco patrimônio arqueológico que a Serra guarda e nos apresenta. Será a oportunidade de mostrar o tamanho do drama vivido pelo Museu nos últimos anos, e particularmente nesses últimos meses, sem atividade, sem recursos e sem a presença direta da criadora Niède Guidon. Os problemas financeiros do Museu só não são mais antigos que os registros que guarda. São repetidas as matérias (de veículos locais e nacionais) em que Niède se expunha cobrando apoio a um trabalho enorme que o mundo aplaude e o Brasil trata com esmolas. Isso vem se repetindo há décadas e décadas. Mas o presidente Jair Bolsonaro verá o Museu em seu um de seus piores momentos. E será uma opo...

Niéde Guidon, meio século de luta na Serra da Capivara

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A arqueóloga Niéde Guidon: 50 anos de trabalho na Serra da Capivara (Foto: Luis Paulo Ferraz) Arqueóloga relembra sua trajetória na criação do parque, de dois museus e uma fundação que, hoje, seguem existindo com dificuldades e pouco apoio do governo. Por Cristina Serra 13/06/2020 A arqueóloga brasileira Niéde Guidon vai comemorar um aniversário muito especial em 2020. Em meados do ano, ela completará 50 anos de trabalho ininterrupto na região do Parque Nacional da Serra da Capivara, idealizado por ela, no sertão do Piauí, local com a maior concentração de arte rupestre do mundo. Niéde só não lembra exatamente o dia em que chegou porque não tem mais o passaporte com o registro da sua entrada no Brasil, em 1970, decidida a começar as pesquisas arqueológicas na região. Sabe, porém, que foi no meio do ano porque veio nas férias do verão europeu. Na época, ela morava em Paris, onde estudou arqueologia, com especialização em arte rupestre. A vinda de Niéde para a região da Serra da...

Entrevista - Niéde Guidon: A arqueologia do descaso

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Niéde Guidon é formada em História Natural na USP, com doutorado em Arqueologia pela Sorbonne Jornal do Brasil CELINA CÔRTES, celina.cortes@jb.com.br Niéde Guidon é uma lenda viva. Graças à sua obstinação e perseverança, foi criado em 1979 o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, maior concentração de vestígios ancestrais do mundo, alçado a Patrimônio da Humanidade em 1991. Aos 85 anos, afetada por uma Chikungunya que a forçou a usar uma bengala, essa paulistana, filha de pai francês e mãe brasileira, formada em História Natural na USP, com doutorado em Arqueologia pela Sorbonne — quando se exilou na França para fugir da ditadura militar —, veio ao Rio esta semana receber uma homenagem no Museu do Amanhã. O JB convidou outra lenda vida da paleontologia nacional, o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, 55 anos, para entrevistá-la. Maior arqueóloga do país — e uma das maiores do mundo —, Niéde revela que foi inaugurado em 2015 um aeroporto em São Raimundo Nonato (PI...

A luta de Niéde Guidon para preservar o maior tesouro arqueológico brasileiro

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Depois de uma vida turbulenta à frente do Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, a arqueóloga cogita abandonar seu projeto de vida. E isso lhe dói demais, porque ela não preparou um sucessor POR TERESA RAQUEL DE BASTOS, DE SÃO RAIMUNDO NONATO PÉ NA ESTRADA. SEM HERDEIROS, NIÉDE PENSA, COM CADA VEZ MAIS FREQUÊNCIA, EM IR MORAR NUM RETIRO PARA IDOSOS NOS ARREDORES DE PARIS Na a porta do inferno d’A Divina Comédia, de Dante Alighieri, está o aviso tenebroso: Lasciate ogni speranza, voi che entrate, que em português quer dizer “Deixai toda a esperança, vós que entrais”. Em um lugar quase tão quente, a cidade de São Raimundo Nonato, a 521 quilômetros ao sul de Teresina, Piauí, a mesma frase em italiano, esculpida no portão de madeira, dá as boas-vindas a quem chega à casa da arqueóloga franco-brasileira Niéde Guidon. Segundo ela, a escolha dos dizeres, ali pintados com tinta vermelha, se deu por afinidade literária, apenas. Mas quem conhece Niéde, braba que só, sabe bem: pode s...

Pintura rupestre é danificada na zona de entorno da Serra da Capivara

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O sítio arqueológico conhecido como Toca do João Pimenta da Serra Vermelha, na zona de entorno do Parque Nacional Serra da Capivara, nas proximidades do circuito turístico do Baixão das Andorinhas, foi danificada por vândalos. A comprovação foi feita pela chefe da unidade de conservação, Melina Rangel, que esteve no local com uma equipe do ICMBIO. O crime deve ser comunicado à direção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Teresina, nos próximos dias. O órgão é o responsável pela integridade dos sítios arqueológicos. Ao saber do fato, a pesquisadora Niéde Guidon, 83 anos, diretora da Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), disse que vai alertar as autoridades dos riscos que o patrimônio cultural sofre na área. Para ela, se a Justiça Federal em São Raimundo Nonato liberasse os recursos solicitados pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a FUMDHAM poderia contratar equipes de vigilância para fiscalizar toda a zona de entorno do Parque Nacional Ser...

Os principais sítios arqueológicos pré-coloniais do Brasil (Parte 02)

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Este artigo foi escrito por Joelza Ester Domingues MATO GROSSO O estado do Mato Grosso tem 792 sítios arqueológicos cadastrados, mas somente um deles foi tombado pelo IPAHN: a caverna Kamukuaká, no município de Parantinga, junto, mas fora dos limites, do Parque Nacional dos Guimarães. Trata-se de um sítio arqueológico vivo, que conta com os relatos dos descendentes indígenas Waurás para a interpretação dos materiais encontrados. A caverna, considerada sagrada pelos Waurás por ser a morada dos espíritos ancestrais, tem pinturas rupestres e esculturas usadas em ritos xamânicos. Ali são realizados os rituais de furação de orelha e tem início o ritual do Kuarup. O sítio arqueológico de Santa Elina, no município de Jangada vem sendo pesquisado desde 1984 por arqueólogos da Universidade de São Paulo e do Museu Nacional de História Natural de Paris. É considerado o terceiro mais antigo das Américas, com 27 mil anos AP. O primeiro é o Boqueirão da Pedra Furada, no Piauí, com 50 mil anos; o ...

Estudos apontam novas hipóteses

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Foto: fernando brito A arqueóloga Niède Guidon, que atua no Piauí, é coautora da pesquisa que saiu na “Science” São Paulo. Povos indígenas da Amazônia e do cerrado carregam em seu DNA as marcas de um parentesco insuspeito com aborígines da Austrália e nativos de Papua-Nova Guiné. O resultado, que aparece de forma independente em dois estudos divulgados ontem, reforça a ideia de que o povoamento original do continente americano foi muito mais complexo do que os arqueólogos costumavam imaginar. A questão é como explicar tal complexidade. Enquanto uma das pesquisas diz que duas populações diferentes se misturaram logo no início da presença humana nas Américas, outra defende uma única grande onda migratória no começo, com a vinda posterior de grupos aparentados aos povos da Oceania. Os levantamentos estão na “Science” e na “Nature”, as duas maiores revistas científicas do mundo, e ambos têm participação de pesquisadores brasileiros. No caso da “Science”, a arqueóloga Niède Guidon...

Pedras afiadas sugerem povoamento de mais de 20 mil anos no Piauí

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Reprodução/E. Boëda Et Al/Antiquity Do UOL, em São Paulo Novas descobertas apontam que pessoas que habitavam a América do Sul antes da cultura Clovis, ancestrais dos indígenas, povoaram o nordeste brasileiro há mais de 20 mil anos. Dois conjuntos simples de ferramentas de pedras escavadas na base de uma encosta rochosa no Piauí foram feitas por pequenos grupos de colonos, que viveram há cerca de 24 mil anos, e outro de cerca de 15 mil anos, dizem os pesquisadores. O antigo sítio Vale da Pedra Furada, no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, encontra-se perto de outros campos da era pré-Clovis, segundo uma equipe liderada pelo arqueólogo Eric Boëda da Universidade de Paris. Marcas microscópicas em 294 pedras escavadas indicam que os seres humanos tinham afiado as rochas. As datações por radiocarbono da madeira queimada e análises de solo determinaram a idade das pedras. As novas descobertas desafiam a visão de longa data entre os arqueólogos que as pessoas da cultura Clo...

MUSEU DE ARQUEOLOGIA DE XINGÓ

Pessoal! Para quem não conhece, vale a pena dar uma olhada no site do MUSEU DE ARQUEOLOGIA DE XINGÓ – UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE, e na REVISTA CANINDÉ, que disponibiliza inúmeros artigos acadêmicos de arqueologia em PDF. Seguem os links: REVISTA CANINDÉ http://www.max.org.br/publica/revista/   MUSEU DE ARQUEOLOGIA DE XINGÓ http://www.max.org.br/

Trabalho de Arqueologia da UFPI é capa da Revista Química Nova

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O trabalho da Pós-Graduação em Química desenvolvido pelo Profa. Dra. Maria Conceição Soares Meneses Lage intitulado "Pigmentos de pinturas rupestres pré-históricas do Sítio Letreiro do Quinto, Pedro II, Piauí, Brasil " da área de arqueologia foi escolhido para ser capa da nova edição da prestigiada revista Química Nova. O trabalho baseou-se na identificação químico-mineralógico de pigmentos pré-históricos cidade de Pedro II. Além da professora Conceição, participaram deste trabalho as alunas de mestrado (Tetisuelma Alves e Maria Auxiliadora Brito) e os professores colaboradores Luis Carlos Duarte Cavalcante (CCN-UFPI) e José Domingos Fabris (UFMG). "A exposição deste trabalho como capa da revista Química Nova é um reconhecimento das pesquisas desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em Química da UFPI" comenta a pesquisadora Maria Conceição. É a segunda vez que um trabalho do Mestrado em Química é escolhido, dentre muitos, para ser capa da conceituda revista Quími...

Escavações no Piauí podem revelar hiato da ocupação humana nas Américas

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Ciência. Antropólogos se perguntam como teria ocorrido a suposta troca de uma população pré-histórica por outra no continente. Esqueletos achados no Parque Nacional da Serra das Confusões, que datam entre 5 mil e 8 mil anos atrás, podem fornecer resposta. Foto: A arqueólogo e professora da UFMG Maria Jacqueline Rodet e a mestranda DeborahDuarte analisam material proveniente de Buritizeiro. Eduardo Kattah - O Estado de S.Paulo Sepultamentos descobertos no Parque Nacional da Serra das Confusões (PI) podem reforçar a busca por respostas para um hiato que marca as pesquisas sobre a ocupação humana nas Américas. Há décadas, antropólogos se perguntam como teria ocorrido a suposta substituição de uma população pré-histórica por outra no continente. A tese surgiu com os estudos do crânio de Luzia, descoberto nos anos 1970 e considerado como sendo da primeira brasileira, além de o primeiro fóssil humano das Américas. A jovem mulher, que viveu há aproximadamente 11 mil anos na região cárstica ...