quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Mistério dos Geoglifos Gaúchos

"Mangueiras de torrões" ou "geoglifos gaúchos" entre Pelotas e Capão do Leão/RS (Bruno Farias)

As “mangueiras de torrões” gaúchas, velhas conhecidas dos moradores do campo, surpreendem cientistas e recebem a visita de Alceu Ranzi dos geoglifos do Acre.

O pesquisador veio a Pelotas e Capão do Leão/RS em abril especialmente para ver de perto estas construções, apelidadas de “geoglifos gaúchos”. Mas apesar de muitos moradores contarem que os gigantescos anéis seriam antigas cercas feitas de terra pelos escravos antes de existirem os arames de metal, não está descartada a possibilidade delas terem sido construídas originalmente na pré-história


Por: Bruno Farias

Uma vasta pesquisa baseada em mapas e documentos antigos, livros, revistas, sites, imagens de satélite e fotos digitais de alta definição, mais de 60 entrevistas e muitas idas ao campo. O resultado está sendo publicado aos poucos, um capítulo por mês, no website “Memórias Leonenses: personagens, lugares históricos e lendas de Capão do Leão/RS”. Feito a partir de um trabalho de conclusão de curso de Jornalismo, o conteúdo está disponível no endereço http://www.memoriasleonenses.xpg.com.br/. O levantamento localizou e estudou diversos lugares históricos do município: o túmulo de um enforcado milagreiro reverenciado há pelo menos 100 anos por fiéis que vinham até de outras cidades para fazer promessas; construções e monumentos antigos dos séculos XVIII, XIX e XX ; uma cerca de pedra de 1 km feita no tempo dos escravos; uma ferrovia centenária usada no transporte do granito das pedreiras leonenses até os molhes da barra, em Rio Grande; e as cavernas da Serra do Pavão usadas como esconderijo por abigeatários na década de 1950 que hoje são habitat de jaguatiricas. Estes são alguns dos lugares mostrados no site que, futuramente, poderão se tornar pontos turísticos de Capão do Leão.

El corral - Juan Leon Paulliere (1862)

A expansão da atividade econômica na região já está começando a crescer com a expectativa da construção de um oceanário e com a vinda ao Rio Grande do Sul, em 2014, de milhares de turistas estrangeiros durante a Copa do Mundo. E a estrutura para receber visitantes já está sendo viabilizada pelos órgãos municipais leonenses: a futura reativação do trem de passageiros é um projeto que a cada dia parece estar mais próximo de virar realidade. Segundo o vice-prefeito Cláudio Vitória, a cidade já tem uma locomotiva, e três vagões serão cedidos à prefeitura, vindos de Santa Maria/RS. Além de Capão do Leão já contar com um hotel fazenda, com festividades realizadas anualmente e com lugares de grande importância histórica, a maioria em ótimo estado de conservação. Dois deles são lugares absolutamente únicos: as casas onde viveram o patrono da imprensa brasileira, Hipólito José da Costa, e a viúva de Rafael Pinto Bandeira. Ou seja, a localidade é um prato cheio para a exploração do turismo Está para ser criada a lei municipal de patrimônio, garantia da manutenção destes lugares históricos que poderão, no futuro, atrair turistas. Uma destas atrações inclusive já recebeu a visita de dois pesquisadores internacionalmente conhecidos: o pesquisador dos geoglifos do Acre, Dr. Alceu Ranzi, e o arqueólogo Fábio Vergara Cerqueira, que recuperou em Capão do Leão o maior zoólito (estátua pré-histórica com formato de animal feita em pedra) do Brasil, em formato de tubarão, datado em entre 4 e 6 mil anos de idade. Guiados por este repórter, eles foram as duas primeiras pessoas a visitarem o município especialmente para conhecer os “geoglifos gaúchos” após a sua redescoberta. As estruturas anelares de terra, já conhecidas há tantos anos pelos moradores, ficaram famosas nacionalmente em uma reportagem no site da Revista de História da Biblioteca Nacional em fevereiro de 2010. Elas chegam a ter até 120 metros de diâmetro e muitos moradores locais são categóricos ao afirmarem que são “antigas mangueiras de terra do início da colonização do Rio Grande do Sul”. Apesar de tantas pessoas já conhecerem os antigos currais, construídos antes da chegada dos arames de metal ao estado na década de 1870, eles estão causando polêmica. A ciência ainda não tinha conhecimento das encerras de gado desta época sendo feitas de terra. Até agora poucas mangueiras de pedra gaúchas foram realmente pesquisadas a fundo, e também é recente a documentação referente aos currais de palmas existentes em Santa Vitória do Palmar/RS. Segundo o historiador André Oliveira, que estudou as cercas feitas com mudas de palmeiras naquele município, a versão contada pelos moradores a respeito das “mangueiras de torrões” pode ser mesmo verdadeira: “Realmente devem ser currais. No caso de serem de terra deve-se analisar melhor as elevações, provavelmente realizadas por escravos”. O historiador leonense Joaquim Dias concorda, e estima-se que essas construções tenham aproximadamente 200 anos.

Curral de palmas próximo ao Forte Santa Tereza, no Camino del Índio - Rocha - Uruguai (Foto de Amqvvv - Panoramio)

Encerras deste tipo existem por todo a Zona Sul, no Uruguai e na Argentina, sendo que lá a maioria deles foi feita de pedras ou de plantas. Até agora já foram localizados mais de 1000, a grande maioria circulares, e eles podem ser vistos a partir de imagens de satélite no site Google Mapas – o que lhes rendeu o apelido de “geoglifos gaúchos”. Antes dos alambrados as cercas e divisas das propriedades rurais eram feitas com muros de pedra, elemento comum na cultura gaúcha. Ou, em locais onde o minério era escasso, com outros materiais como valas cavadas no chão; madeira de diversos tipos e até de vegetais vivos. E as trilhas e estradas onde estão as “mangueiras de torrões” se conectam com as que têm também currais de pedra e de plantas.

Porém a falta de informações detalhadas sobre os currais usados pelos primeiros europeus a chegarem na região mantém a viva a dúvida quanto à verdadeira idade dos geoglifos gaúchos, e há quem não descarte a possibilidade deles serem pré-históricos, talvez tendo sido reaproveitados por tropeiros e estancieiros nos primórdios da história gaúcha. Isso ocorre devido à aparência destes enormes círculos de terra, muito semelhantes às estruturas anelares de terra da cultura Taquara existentes no norte/noroeste do Rio Grande do Sul, e com os geoglifos do Acre, datados em 2000 anos. De acordo com o Dr. Ranzi, em sua visita a algumas destas estruturas entre Pelotas e Capão do Leão, é impressionante a semelhança delas com os círculos acreanos. E o Dr. Cerqueira não descarta a possibilidade de eles serem anteriores à chegada dos hispânicos.

Corral de piedra en la estancia El Mirador - Durazno - Uruguai (Anibal Barrios Pintos)

Em outros lugares do país e do continente passaram-se décadas até que as estruturas de terra pré-históricas de terra fossem conhecidas pela ciência e, mesmo assim, ainda se sabe muito pouco sobre elas. Da mesma forma que o uso das imagens de satélite na identificação e pesquisa destas obras de engenharia é muito recente. Mas apesar dos geoglifos gaúchos também serem novidade nos meios científicos, os moradores do campo já diziam que eles seriam antigos currais. Porém ainda será necessária muita pesquisa para que se possa saber a época na qual os “geoglifos gaúchos” foram erguidos. Até lá este conhecimento popular continuará esperando por uma comprovação.

Fontes: artigo publicado originalmente em 09/05/2010 no jornal Diário da Manhã (Pelotas/RS); in www.historiaxatualidade.blogspot.com

Para saber mais:
www.imagenshistoricas.blogspot.com
www.memoriasleonenses.xpg.com.br
www.geoglifosdosul.xpg.com.br

Exhibirán en México ofrendas inéditas a la diosa Tlaltecuhtli


Por primera vez exhibirán en México un conjunto de ofrendas depositadas hace más de 500 años por los mexicas a Tlaltecuhtli, diosa de la tierra, en exposición que abrirán próximamente en esta capital.

La muestra, "Moctezuma II. Tiempo y destino de un gobernante", organizada por el Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH), será inaugurada en la segunda quincena de junio, en el Museo del Templo Mayor, en el centro de la ciudad.

Según confirmó el director del Proyecto Arqueológico del Templo Mayor, Leonardo López Luján, se trata de diversos objetos del siglo XVI, colocados al pie esa edificación prehispánica en honor a Tlaltecuhtli, durante el gobierno de Moctezuma II.

Máscaras y cetros de madera, joyas e insignias de oro, cuchillos de sacrificio y restos de animales conforman las 16 ofrendas halladas en los últimos tres años de excavaciones arqueológicas, en el predio Ajaracas, justo en el área donde fue descubierto el monolito de esa deidad mexica, explicó López Luján.

Sahumadores policromos rematados con cabezas de mariposa o garras de águila, restos de animales marinos y el esqueleto de un lobo, estarán igualmente a la vista del público.

Hay, además, pequeñas máscaras que muestran rostros humanos con los ojos cerrados y la boca abierta, las cuales pudieran representar a individuos muertos; también cetros de madera pintados en azul que representan a xiuhcocoa o serpientes de fuego.

Ataviados con ornamentos e insignias propios de Ehécatl-Quetzalcóatl, dios del viento, los cuchillos de pedernal blanquecino están forrados con piel de mono araña y adornados con un collar de caracoles marinos, dos orejeras de concha y obsidiana, y un tocado de lámina de oro y cuentas de piedra verde, detalló el experto.

También serán mostrados por vez primera dos de los 25 sahumadores hallados en la llamada Ofrenda 130, descubierta al pie de la escalinata de la plataforma del Templo Mayor; ambos utensilios son de cerámica policroma, sus mangos están rematados con la cabeza de una mariposa y la garra de un águila; quizás fueron hechos en la antigua ciudad de Tetzcoco y sirvieron para ofrecer copal a las divinidades, señaló el arqueólogo.

Son objetos excepcionales por su calidad plástica y estado de conservación luego de más de cinco siglos bajo tierra, gracias a que fueron colocadas en un ambiente con PH neutro, oscuridad total, ausencia de oxígeno y temperatura constante, indicó el estudioso.

A diferencia de la muestra exhibida en Londres, la que se presentará en la Ciudad de México estará enriquecida con joyas e insignias de oro, recuperadas en ofrendas que se encontraban en el subsuelo de la porción oeste que ocupaba el monolito de la diosa Tlaltecuhtli, destacó.

Fonte: Cuba, www.prensa-latina.cu/ (27/05/2010)

En Chiapas descubren entierro zoque de dos mil 700 años de antigüedad


El hallazgo corresponde a un alto dignatario y su esposa, así como a dos acompañantes de menor jerarquía

CIUDAD DE MÉXICO - Descubren arqueólogos un entierro zoque múltiple de dos mil 700 años de antiguedad, que constituye el registro más añejo del uso de una pirámide como recinto funerario, dentro de una pirámide de Chiapas.

Al respecto, la arqueóloga Lynette Lowe, del Centro de Estudios Mayas del Instituto de Investigaciones Filológicas (IIFl) de la UNAM, quien forma parte del grupo de expertos que trabajan en la zona arqueológica Chiapa de Corzo, explicó que la tumba tiene los restos de cuatro cuerpos.

Añadió que corresponden a un alto dignatario y su esposa, así como a dos acompañantes de menor jerarquía.

"El recinto está compuesto por dos cámaras, una principal y un anexo, que contenían los restos de cuatro personas. El entierro corresponde al año 700 antes de Cristo, el cálculo lo hicimos con base en su ubicación, pues estaba adentro de uno de los templos más antiguos del sitio", abundó Lowe.

Reveló que aunque nuevos análisis con carbono 14 serán aplicados a los huesos para fechar los vestigios con mayor precisión; hasta ahora, se sabe que corresponden al periodo Preclásico Medio.

El entierro, precisó Lowe, pertenece al grupo cultural zoque, una cultura poco conocida, que en la época prehispánica ocupó un gran territorio y tuvo un desarrollo muy antiguo.

La especialista informó que hay poca evidencia de ocupación en otros sitios, el más importante es La Venta, en Tabasco. Sabemos que los entierros dentro de pirámides fueron una práctica común en las ciudades del clásico maya, pero este hallazgo revela que ocurrían entre mil y mil 500 años atrás, un milenio antes de lo que se creía", destacó.

Detalló que junto a los restos humanos se encontró una ofrenda rica y variada, vasijas, un atavío muy elaborado en los principales personajes, ornamentos, un espejo de pirita y una máscara de estuco.

Explicó que esos ornamentos son evidencia de una jerarquía social marcada entre los zoques, con dos dignatarios que utilizaban objetos hechos con materiales importados de otras regiones y culturas.

"Se encontraron entre tres mil y cuatro mil cuentas de jade del atavío, que llegaron desde Guatemala; perlas, conchas y caracoles provenientes de la costa del Golfo y del Océano Pacífico, espejos de pirita, provenientes de Oaxaca; obsidiana verde del centro de México, y cuentas de ámbar que constituyen el ejemplo más antiguo de esta resina fósil en Chiapas", relató.

Lowe consideró que, por lo menos desde el año 700 antes de Cristo, los zoques explotaron y quizá exportaron el ámbar.

El hallazgo es del Proyecto Arqueológico Chiapa de Corzo, en el que participan especialistas de la Fundación Arqueológica del Nuevo Mundo, que pertenece a la Universidad Brigham Young de Utah, Estados Unidos; del Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH), y del Centro de Estudios Mayas del IIFl de la UNAM.

Este cuenta con financiamiento de la National Geographic Society, del Programa Fulbright-García Robles y donadores privados.

La investigadora señaló que el proyecto internacional inició en 2008, con excavaciones conjuntas en la plaza principal del sitio.

"Ha sido provechoso y enriquecedor, porque cada quien aporta sus conocimientos y las técnicas más modernas de análisis", refirió.

'Este año, con el apoyo financiero de National Geographic, pudimos hacer excavaciones que llegaron hasta los 11 metros de profundidad y logramos este hallazgo, gracias al que podemos conocer más de las costumbres funerarias y las redes de intercambio en etapas muy tempranas de estas culturas", apuntó.

En esas redes estuvieron en contacto las culturas zoque, olmeca, zapoteca, maya, así como grupos del altiplano central del país. "Quizá fueron pequeños reinos que controlaban sus territorios, estaban muy organizados y su sociedad muy estratificada", finalizó.

Fonte: México, www.informador.com.mx/cultura/ (24/05/2010)

Conforman una comisión para conservar espacios arqueológicos de Tiwanaku


Tiwanaku, La Paz (Erbol)

Una Comisión Técnica Mixta fue conformada para emprender tareas de coordinación de actividades interinstitucionales con el fin de conservar y recuperar los espacios arqueológicos de Tiwanaku, La Paz.

En visita efectuada a este municipio por una comitiva del Ministerio de Culturas a la cabeza de la ministra de esta cartera de Estado, Zulma Yugar, la Comisión Técnica se constituyó y comenzará la misma a adoptar decisiones desde el próximo miércoles.

La Comisión tiene el objetivo de compatibilizar criterios técnicos entre el Ministerio de Culturas y la Municipalidad de Tiwanaku para definir las áreas de intervención (como reparación y mantenimiento) en las estructuras de Akapana y Putuni.

Está instancia está constituida por el director de Patrimonio, Freddy Riveros, la jefa de la Unar, Soledad Fernández, y el asesor ministerial, Juan Albarracín. Además por parte de la Municipalidad de Tiwanaku intervienen la directora Municipal de Arqueología, Velia Mendoza, el arqueólogo José Luís Paz Soria, el director del Proyecto Akapana y la experta en conservación Irene Delevierie.

Por su parte los representantes de las 23 comunidades que forman el municipio delegarán a un mallku para que los represente en las reuniones de la Comisión Técnica ejerciendo Control Social.

La jefa de Unar, Soledad Fernández, explicó que a partir de mañana esta Comisión comenzará a tomar decisiones respecto a las priorización de las áreas donde se deben realizar los trabajos de conservación, a cargo de la Alcaldía de Tiwanaku que cuenta para tal fin con recursos del programa “Bolivia Cambia Evo Cumple”.

“Hasta ahora la municipalidad de Tiwanaku no ha seguido un plan de prioridades en las excavaciones realizadas, y es tarea de la Comisión Técnica establecer esas prioridades con rigurosos criterios científicos, acorde al Proyecto de Preservación de la Pirámide de Akapana, gestionado por la Unesco y financiado por el Japón”, dijo.

Los trabajos urgentes en la Pirámide de Akapana deben resolver problemas de acumulación de aguas que requieren de un sistema de drenajes para evitar erosión de la antigua estructura; mientras que en Putuni se analizan soluciones a problemas de presión que sufre la estructura de los bloques líticos con peligros de colapso en los muros, los que deben ser revertidos oportunamente, según Fernández.

Trabajos menores, de similares características, se efectuarán en el llamado “Monolito Descabezado”.

Los trabajos previstos serán monitoreados y supervisados por expertos de la Unesco, organismo que también desarrolla proyectos de conservación en esta zona arqueológica.

Fonte: Bolívia, www.erbol.com.bo/ (11/05/2010)

Se inician las catas arqueológicas entre los muros defensivos del alcázar najerino

Superado el ecuador de las obras de consolidación de los restos del alcázar de Nájera, los técnicos trabajan ya en zonas donde hasta ahora no se había realizado ningún tipo de cata arqueológica, especialmente entre los muros defensivos, donde aparecen abundantes restos de cerámica de diversos períodos históricos.

La zona donde los trabajos se encuentran más adelantados es la que da a un lateral de la Peña, donde se han acometido refuerzos de hormigón en las bases con el fin de prevenir futuros desprendimientos de las piedras y sillares que se conservan de ese palacio.

Asimismo se han instalado tuberías ocultas con el fin de facilitar el drenaje de las aguas pluviales, que era el principal problema que tenía ese yacimiento arqueológico.

Está previsto que la finalización de la obra se produzca con la llegada del verano.

Fonte: Equador, www.larioja.com/ (19/05/2010)

Heranças na terra em movimento

Com edifícios construídos em barro e muralhas nos setores importantes, Pachacamac guarda os resquícios do povo lima

Muito antes da chegada dos espanhóis, a cultura lima alcançou seu esplendor e teve seu principal centro de ocupação em Pachacamac, sítio arqueológico aberto à visitação situado a cerca de 40 quilômetros de onde está estabelecida a capital do país. O local conta com boa infraestrutura e é bastante frequentado por turistas e estudantes. No centro de visitantes há um pequeno museu e lojinha de souvenirs com itens originais, como quebra-cabeças com motivos históricos, culturais e, claro, arqueológicos.

Evidências indicam que a cidadela, fundada por volta de 1 mil a 1,5 mil anos atrás, reunia centros cerimoniais e concentrava grande número de habitantes. Contava com sistema de abastecimento por meio de aquedutos puxados diretamente de lençóis freáticos no subsolo. Havia também canais de irrigação artificiais, algo primordial numa região árida como a costa peruana.

A área total ocupa 4 hectares, dos quais apenas 20% foram escavados. No local, funciona um museu (pachacamac.perucultural.org.pe), que guarda cerâmicas e estátuas como a do detalhe, retiradas do sítio arqueológico. Tais pesquisas resultaram em descobertas como a de que os setores considerados sagrados, assim como os de caráter administrativo, eram amuralhados. Templos, edificações nobres e cemitérios estão enfileirados pelo caminho aberto aos visitantes.

Tudo construído em barro, sobre fundações feitas com grandes blocos de pedra retirados do Rio Lurín, em torno do qual floresceu a cultura lima. Bem distante dali, ao norte do Peru, a grandiosa cidade de Chan Chan tem estilo bastante similar.
Dentre as edificações destaca-se o Templo Pintado. Nele foram encontradas evidências de sacrifícios humanos. Uma das práticas atribuídas à cultura local consistia em enterrar pessoas vivas. Preferencialmente mulheres. E bonitas. Quanto mais bela fosse, mais agradaria aos deuses. Tudo para conter a fúria da natureza, especialmente no que diz respeito a terremotos e tempestades.

O nome da cidadela faria referência a esse aspecto. "Pacha" significa terra, enquanto "camac" quer dizer movimento. Muitos interpretam isso como uma alusão a um suposto deus dos terremotos. Como ocorreu com praticamente todos os demais, o povo lima acabou incorporado ao Império Inca, depois de ser dominado pelos itxmai. Nota-se tal legado nas terrazas, exemplo característico da mais elaborada arquitetura incaica, cujo objetivo era abrir espaço para cultivo em encostas íngremes, garantindo irrigação e, ao mesmo tempo, evitando processos erosivos.

Reluzente. Ademais, desconfia-se de que o Templo do Sol tivesse toda sua fachada banhada em ouro e entremeada por representações pictóricas na cor vermelha, traço emblemático da nobreza incaica. Há evidências bem nítidas ainda hoje. Principal atração de Pachacamac, o templo fica em um plano elevado de frente para o mar e é um dos únicos locais em que turistas estão autorizados a caminhar, subir seus degraus e desfrutar da vista.

Detalhe: às margens do sítio arqueológico cresce o que os peruanos chamam de barrio nuevo, ou, em bom português, favela. O curioso é que a ocupação teve início com os trabalhadores que compunham a equipe de escavações, na década de 1970. O Palácio de Tauri Chumpi, assim batizado em tributo ao nome do último grande governante que teria vivido ali entre 1470 e 1533, fica de costas para a favela. Foi durante a gestão de Tauri Chumpi que chegaram os espanhóis. O restante da história em nada difere do ocorrido noutros rincões sul-americanos: matança "em nome de Deus" e destruição de símbolos e de todo legado estranho à orientação cristã.

Fonte: Brasil, www.estadao.com.br/noticias/ (24/05/2010)

domingo, 23 de maio de 2010

Proponen cuatro zonas para construcción de Museo Nacional Gran Chimú en Trujillo

Técnicos de la Unidad Ejecutora Nº 110, encargados de la conservación y restauración del complejo arqueológico de Chan Chan, propusieron cuatro zonas donde podría construirse el Museo Nacional Gran Chimú, en la provincia de Trujillo, en el departamento de La Libertad.

Cristóbal Campana, director de dicho organismo, sostuvo que la primera alternativa está localizada en las Pampas de Santa María, al norte de Trujillo, entre los distritos de La Esperanza y Huanchaco, y la segunda en las Pampas del Padre Abad, detrás del colegio militar Ramón Castilla.

Ambos lugares se encuentran dentro de la zona intangible del monumento arqueológico, por lo tanto las obras deben contar con autorización del Instituto Nacional de Cultura (INC), para lo cual ya se iniciaron conversaciones, explicó.

“Si el INC acepta la construcción en la zona intangible tendríamos tres beneficios: uno, ocupar una zona en riesgo permanente de ser invadida; dos, acelerar la construcción de un espacio que permitirá revalorar la grandeza del imperio Chimú; y tres, ahorrar el elevado costo que demandaría adquirir un terreno”, refirió.

Precisó que la construcción coincide con lo establecido en el plan maestro que incluye la implementación de un parque forestal en 60 hectáreas de la zona intangible.

Mencionó que el museo también podría levantarse en un terreno ubicado frente al campo santo Parque Eterno o detrás del centro comercial Mall Aventura Plaza.

No obstante, manifestó que esos lugares tendrían que adquirirse, lo que elevaría la inversión y provocaría el retraso de las obras en un año por un tema de saneamiento.
El proyecto del museo, que albergará todo lo concerniente a la cultura Chimú, cuenta con una partida inicial de diez millones de nuevos soles.

Fonte: Peru, www.generaccion.com/noticia/ (20/05/2010)

Rehabilitarán Kuélap con más de 5 millones de soles


Ministro Martín Pérez Monteverde recordó que entre el 2004 y 2009 se han culminado 10obras de recuperación y acondicionamiento en dicho complejo por un monto total de 10 millones 200 mil soles

El ministro de Comercio Exterior y Turismo, Martín Pérez Monteverde, visitó recientemente la región Amazonas para supervisar los trabajos de rehabilitación del complejo arqueológico de Kuélap.

En este sentido, el ministro Pérez informó que el Plan COPESCO Nacional invertirá 1 millón 152 mil soles en el proyecto para la “Construcción del parador turístico e implementación de señalización turística - La Malca – Kuélap”. Asimismo, mencionó que se financiará con 3 millones 952 mil soles el proyecto de “Consolidación y Acondicionamiento Turístico de las Áreas de Emergencia de la Fortaleza de Kuélap”. Estas inversiones, serán realizadas a partir del 2011 y 2012 y requerirán del compromiso financiero de distintos niveles de gobierno.

De otro lado, Pérez Monteverde recordó que entre el 2004 y 2009 se han culminado 10 obras en dicho complejo por un monto total 10 millones 200 mil soles, entre las que destacan: Investigación, Conservación y Acondicionamiento Turístico de la Fortaleza de Kuélap, Señalización turística Estandarizada (Región Amazonas) y Recuperación y acondicionamiento turístico de la Ciudad de Chachapoyas, entre otros.

Finalmente, el titular del MINCETUR señaló que actualmente se vienen monitoreando 7 proyectos relacionados a trabajos de conservación y a nivel de expedientes técnicos por un valor de 4 millones 360 mil soles.

Fonte: Peru, http://connuestroperu.com/ (21/05/2010)

En las entrañas de Machu Picchu

Dos bomberos grancanarios participan en el proyecto arqueológico 'Ukhupacha' para recuperar cuevas y viejos caminos en el santuario inca Patrimonio de la Humanidad

CARMEN SANTANA Hacer de nuevo penetrables, y conocibles, varias centurias después, las entrañas de Machu Picchu, la montaña vieja en quechua del antiguo poblado andino inca de Perú, es el objetivo desde hace ocho años del proyecto Ukhupacha. Impulsado por la Universidad Jaume I de Castellón, especialistas en espeleología trabajan cada año en colaboración con los arqueólogos peruanos para volver de nuevo a trazar los mapas de las cuevas y enclaves del mítico poblado situado a unos 2.500 metros de altitud, ahogados durante muchas décadas por la selva peruana. Dos bomberos grancanarios se suman a la expedición de este año.

Ismael Mejías Pitti y Rodrigo Rocha Sarmiento son profesionales del Consorcio de Bomberos de Gran Canaria y espeleólogos de afición y formación. Desde el pasado jueves están ya en suelo del santuario inca, participando en las tareas para hacer de nuevo visibles restos arqueológicos aún ignotos, o al menos inexplorados o inaccesibles a los ojos de los especialistas del Instituto Nacional de Cultura de Perú, la contraparte local del proyecto español.

"En Machu Picchu hay muchos yacimientos y es una zona vertical. La investigación arqueológica ve muy prácticas las técnicas que se utilizan en espeleología. De ahí que un proyecto como este demande especialistas en ellas", explica Ismael Mejías, un bombero con siete años de experiencia en el Consorcio y 4 de colaboración con distintas ONG.

Hasta el próximo 11 de junio vivirá su segunda experiencia en el santuario inca, junto a Rodrigo Rocha, también en el Consorcio desde hace cinco años. Ismael Mejías ya estuvo el pasado año en Machu Picchu colaborando en un proyecto de la Universidad de Roma a través de Geólogos sin fronteras.

GOOGLE EARTH. En Machu Picchu no sólo hay que inspeccionar cuevas. "También caminos que no están referenciados y otros lugares que aún se esconden a los arqueólogos", señala Mejías.

Siguiendo la ruta Madrid-Lima-Cuzco llegarán a Aguascalientes, la ciudad que enlaza con Machu Picchu y donde tendrán su base de operaciones.

"Los primeros cinco días los emplearemos en impartir cursos a los arqueólogos peruanos de progresión por cuerda, el método de espeleología de seguridad", señala Mejías. El resto del tiempo lo dedicarán los dos bomberos grancanarios, junto a su colega Salvador Guinot, responsable del proyecto, a realizar prospecciones. "En selvas, en cortados (los verticales) y siguiendo el camino inca", señala Rodrigo Rocha.

En ese plan de trabajo se incluyen dos cuevas que tendrán que explorar. Pero no viajarán a su interior los arqueólogos. "No es tarea para personas sin experiencia en espeleología. Los arqueólogos peruanos asistirán al curso, pero no estarán en las prospecciones".

Los grancanarios también marcarán caminos colaborando en la tarea de un becario de la Universidad Jaume I que trabaja en la realización de georreferencias para el Google Earth, la aplicación del buscador que permite volar a cualquier lugar de la Tierra y ver imágenes de satélite, mapas, relieve y edificios en tres dimensiones. "Algunos lugares de Machu Picchu presentan aún áreas oscuras que se tratan de visibilizar", explica Mejías. Están en un apasionante viaje.

Fonte: Espanha, www.laprovincia.es/dominical/ (16/05/2010)

Caral invadirá Plaza Norte desde el martes 25

Importantes piezas arqueológicas de la civilización más antigua de América serán exhibidas en Lima

El martes 25 de mayo será presentada la colección arqueológica más grande y completa sobre la Civilización Caral, Patrimonio Mundial de la Humanidad, titulada: Caral, La Civilización más Antigua de América, Símbolo de Identidad e Integración Nacional, la misma que ocupará los 900m² de la Sala de Exhibición del Centro Comercial Plaza Norte.

Esta muestra es el resultado de 16 años de trabajo del Proyecto Especial Arqueológico Caral Supe, PEACS en la investigación, conservación y puesta en valor de los asentamientos arqueológicos pertenecientes a la civilización Caral en el valle de Supe: La Ciudad Sagrada de Caral, Chupacigarro, Lurihuasi, Miraya, Allpacoto, Era de Pando, y en la zona litoral Áspero y Vichama en Huaura; y será posible gracias al patrocinio del Centro Comercial Plaza Norte y la Universidad San Martín de Porres.

La ceremonia de inauguración se llevará a cabo a las 11:30am y será presidida por Ing. Erasmo Wong, Presidente de la Corporación EW y la Dra. Ruth Shady Solís, Jefa del PEACS, y además contará con la presencia del Ministro de Comercio Exterior y Turismo Martín Pérez Monteverde, y la Vice Ministra de Turismo, María Magdalena Seminario Marón entre otros distinguidos invitados.

El objetivo principal de la exposición es dar a conocer los valores nacionales y universales de la Civilización Caral y contribuir al fortalecimiento de nuestra identidad, por lo que su visita será gratuita y estará abierta al público durante los casi tres meses de permanencia en Plaza Norte de lunes a domingo, de 11:00am a 9:00pm.

Caral, La Civilización más Antigua de América, Símbolo de Identidad e Integración Nacional, es una exhibición museográfica cuidadosamente preparada y mostrará al público una colección arqueológica especialmente seleccionada que utilizará novedosos recursos interactivos que permitirán conocer los aspectos más relevantes de la civilización más antigua de América, Patrimonio Mundial, de una forma dinámica y sencilla.

Estará compuesta por una importante colección perteneciente al Arcaico Tardío (3,000 a 1,800 a. C.) y un conjunto de recursos museográficos que explican, ilustran y recrean diversos aspectos de la civilización Caral, como la formación del Estado, la organización política y social, la complejidad social, las bases económicas que sustentaron su desarrollo, las actividades agrarias, pesqueras o artesanales, la importancia del comercio, las expresiones de su arquitectura y urbanismo, ideología y cosmovisión, los logros y avances científicos y tecnológicos, y diversos aspectos de la vida cotidiana.

La colección arqueológica: Destaca dentro de la colección arqueológica la exhibición del quipu hallado el 2005. Además de los instrumentos más representativos de la tecnología pesquera y agraria, los bienes de consumo e intercambio transversal y de larga distancia, las plantas medicinales aprovechadas por sus antiguos habitantes y los instrumentos de su planificada y avanzada tecnología constructiva caracterizada por ser sismorresistente modelo para la actualidad.

Sus atuendos y objetos de prestigio, adornos personales como collares, pulseras, dijes y cuentas elaboradas en moluscos y minerales, los tejidos de la época, cestos y agujas e hilos tejidos de algodón.

Se exhibirán instrumentos musicales entre los que destacan 32 flautas traversas, 38 cornetas, 5 antaras y 1 quena, que irán acompañadas por las notas musicales que emitieron.

Recursos museográficos
Entre los recursos museográficos que podrá ver el público destaca la reconstrucción de la portada de ingreso al recinto más importante de un edificio piramidal de Caral y sus detalles arquitectónicos.

También se hará una escenificación del mercado de Caral, donde se representará el intercambio de productos entre el litoral y valle, y productos de larga distancia con pobladores de otras regiones poseedores de recursos exóticos para el uso de las élites.

La muestra contará con un espacio dedicado a proyecciones multimedia sobre el intercambio comercial, aquí el visitante podrá conocer la biodiversidad registrada en Caral, su cosmovisión e ideología.

Además se ha preparado la reconstrucción de siete personajes de la época, entre los que destaca la escultura del "Huno" o señor de Caral, el principal conductor de la sociedad Supe, incluyendo el vestuario y los peinados a la usanza de los antiguos caralinos.

Otras de las piezas llamativas de la muestra serán sin duda la gran maqueta de la Ciudad Sagrada de Caral de 90m² a escala 1/100, y la exhibición del video "Un paseo aéreo sobre Caral".

Así mismo, la exposición contará con paneles diseñados en un formato didáctico e infografías que incluyen textos, cuadros comparativos, mapas, fotografías e ilustraciones.

Fonte: Peru, www.rpp.com.pe/ (20/05/2010)

Celebrarán 100 años del redescubrimiento de Machu Picchu


Canatur anunció que presidirá la comisión de aniversario que organizará las celebraciones por los 100 años, el mismo que se cumple el 24 de julio de 2011.

La Cámara Nacional de Turismo (Canatur) anunció que presidirá la comisión de aniversario que organizará las celebraciones por los 100 años del redescubrimiento de la ciudadela incaica de Machu Picchu, el mismo que se cumple el 24 de julio de 2011.

El presidente de Canatur, Carlos Canales, informó que esta comisión contará con la activa participación del Ministerio de Comercio Exterior y Turismo (Mincetur) y de la Comisión de Promoción del Perú para la Exportación y el Turismo (Promperú).
Explicó que, como parte de las actividades, se iniciará un trabajo de sensibilización en Estados Unidos sobre la importancia de la devolución a Perú de las piezas arqueológicas de Machu Picchu, que fueron llevadas en forma temporal por Hiram Bingham a Estados Unidos y que la Universidad de Yale se niega a devolver.

"Con ello se creará el gran museo arqueológico en la ciudad del Cusco y este esfuerzo estará focalizado a través de las redes sociales, para plantear la recuperación de dichos objetos y sensibilizar a los egresados de la universidad estadounidense a fin de que apoyen esta solicitud del Gobierno y la población de Perú."

Asimismo, se promoverá el gran concurso escolar que llevará a 50 estudiantes que hayan enviado los mejores trabajos monográficos sobre la ciudadela de Machu Picchu.
Igualmente, Canatur llevará a cabo el gran evento de conmemoración, auspiciado por la organización internacional New 7 Wonders, y acudirán a esta cita los representantes de las otras seis Nuevas Maravillas del Mundo, de la que Machu Picchu forma parte; así como invitados especiales y una cobertura periodística nacional e internacional.

A dicho evento internacional asistirán además los ganadores del concurso de Machu Picchu y se espera la participación del Presidente de la República, Alan García, informó Canales.

El consejo directivo de Canatur sostuvo su primera reunión con el ministro de Comercio Exterior y Turismo, Martín Pérez; quien estuvo acompañado por la viceministra de Turismo, Mara Seminario; y la directora de la Comisión de Promoción del Perú para la Exportación y el Turismo (Promperú), Jacqueline Saettone.

Canales aseguró que Pérez se pronunció a favor de la creación del Ministerio de Turismo, que han propuesto la Sociedad Hoteles del Perú (SHP) y Canatur.

"Él ha coincidido en la necesidad de la creación del Ministerio de Turismo y eso es saludable, porque hemos encontrado el apoyo a una propuesta del sector empresarial. Él ha entendido que la única forma de impulsar el desarrollo de este sector es a través del Ministerio de Turismo que pueda coordinar al más alto nivel", comentó. Andina

Fonte: Peru, www.rpp.com.pe/ (13/05/2010)

Agricultura duradoura

Os povos que viviam na América do Sul antes da chegada dos europeus – os pré-colombianos – causaram mudanças ecológicas permanentes na região amazônica. Reunindo arqueologia, arqueobotânica, paleoecologia, ciências do solo, ecologia e imagens aéreas, um grupo liderado por Doyle McKey, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França, mostrou que fazendeiros pré-colombianos construíram complexos de campos elevados em áreas da costa das Guianas, criando canais, lagoas, sistemas de drenagem e concentração de recursos. Sem essas transformações, essas terras não seriam adequadas para o plantio. Mesmo depois de abandonados por seus agricultores, esses campos foram mantidos pelo que os pesquisadores chamam de engenheiros do ecossistema: formigas, cupins, minhocas e plantas. Atraídos pelos nutrientes concentrados nessas zonas alteradas, esses engenheiros silvestres continuam a transportar nutrientes para elas e a alterar as propriedades do solo, diminuindo o risco de erosão. Essa é uma alteração sofisticada na natureza, que em vez de causar desgastes acaba dando origem a um sistema autossustentado (PNAS).

Fonte: Brasil, www.revistapesquisa.fapesp.br/ (20/05/2010)

Mil piezas arqueológicas decomisadas en Nicaragua


En Nicaragua, la Policía de aquel país decomisó más de piezas arqueológicas que datan de hasta 300 años antes de Cristo. Las antigüedades procedentes de distintas partes del país fueron encontradas en una hacienda en el municipio de Santa Teresa (Jinotepe), a 70 kilómetros al sureste de la capital Managua.

Las autoridades del país centroamericano no descartan que las piezas hayan servido para el mercado ilegal pues no estaban registradas en la oficina de Bienes Culturales, informó el Instituto Nicaragüense de Cultura (INC).

Las piezas más antiguas datan de 300 años antes de Cristo y las más recientes son del tiempo de la llegada de los españoles a Centro América en 1502.

“Nuestros especialistas y arqueólogos estiman que las piezas originales son más del 80 por ciento del total y el resto son falsas. Hasta el momento no sabemos por qué las tenían combinadas” informó Clemente Guido, codirector del INC.

Algunos objetos, que en su mayoría son vasijas de barro con grabados artísticos indígenas, están rotos o con fisuras debido a que no estaban debidamente preservados.

Fonte: Nicaragua, http://confirmado.net/internacional/ (16/05/2010)

DESCUBREN TUMBA DE ELITE MÁS ANTIGUA DE MESOAMÉRICA


Descubierta por arqueólogos del INAH, de la Universidad Brigham Young y la UNAM

*** Un entierro múltiple con 2,700 años de antigüedad fue descubierto por arqueólogos del INAH, de la Universidad Brigham Young, Estados Unidos, y de la UNAM

***Es el antecedente más remoto del uso de pirámides como recintos funerarios en esa área cultural


Un equipo de científicos descubrió dentro de una pirámide una tumba de dignatario que podría ser la más antigua de su tipo en toda Mesoamérica. Fue en la Zona Arqueológica Chiapa de Corzo, en el municipio chiapaneco de este mismo nombre; los estudios preliminares de la excavación revelan que los entierros tienen una antigüedad aproximada de 2,700 años.

El hallazgo en este sitio de filiación zoque consiste en los restos óseos de cuatro individuos, dos de ellos vestidos con jade, utensilios de cerámica y otros objetos preciosos para la cultura y la época. Según los investigadores, la relevancia académica del descubrimiento radica en que permitirá ajustar las cronologías de desarrollo de las antiguas culturas olmeca y maya, además de revelar que el uso de pirámides como recintos funerarios es mucho más antiguo de lo que se había creído hasta ahora.

Este descubrimiento fue realizado por integrantes del Proyecto Arqueológico Chiapa de Corzo, en el que convergen especialistas del Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH-Conaculta), de la Universidad Brigham Young (BYU), de Utah, Estados Unidos; y del Centro de Estudios Mayas del Instituto de Investigaciones Filológicas, de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM).

Dichas labores cuentan con el respaldo financiero del Gobierno Federal a través del INAH, la National Geographic Society, la Fundación Arqueológica del Nuevo Mundo de la BYU, el Programa Fulbright-García Robles y donadores privados.

A partir de las características de los materiales cerámicos hallados, los expertos han determinado de manera preliminar que la tumba data del periodo Preclásico Medio, entre 700 y 500 a.C., dato que se confirmará tras los estudios de Carbono 14, Estroncio y ADN que se harán a las osamentas y a los objetos, cuyos resultados también permitirán afinar las temporalidades de desarrollo de culturas antiguas como la olmeca y la maya.

El hallazgo

El descubierto consiste en una cámara funeraria con un anexo, ubicada al interior de una de las estructuras más tempranas del Montículo 11 de Chiapa de Corzo; una pirámide que debió tener entre 6 y 7 metros de altura, escaleras de barro y un templo en la parte superior.

Tras una jornada de más 24 horas continuas de excavación, los arqueólogos lograron desenterrar en su totalidad una tumba de 4 x 3 m² localizada a unos 7 metros al interior del Montículo 11, que contenía los restos óseos de tres individuos; uno que corresponde a un personaje masculino de alto rango, según lo señala el rico atavío con que fue colocado; así como a un niño de aproximadamente un año, y a un adulto joven, quienes habrían sido depositados como acompañantes, posiblemente sacrificados.

El personaje principal —de acuerdo con el desgaste dentario que presenta y el grosor craneal— debió tener más de 50 años al momento de su muerte; fue colocado en posición decúbito dorsal y extendido (es decir, bocarriba), y con la cabeza hacia el norte. Su boca estaba tapada con una concha y sus dientes tienen incrustaciones de jade o concha.

Por la posición de los esqueletos, se intuye que el niño fue cuidadosamente enterrado, conservando articuladas sus extremidades, no así el joven de aproximadamente 20 años quien posiblemente fue arrojado al interior de la tumba.

Los arqueólogos Bruce Bachand, Emiliano Gallaga y Lynneth Lowe, investigadores del Proyecto Arqueológico Chiapa de Corzo, destacan la abundancia y variedad de ornamentos que conforman el ajuar funerario del personaje principal:

“Fue ataviado con sartales de más de un millar de cuentas de jade (pequeñas y grandes), un taparrabo o faldellín al que le fueron incrustadas minúsculas perlas; pendientes de jade de diversas formas, incluyendo un lagarto y cucharillas de estilo olmeca; ajorcas colocadas en sus tobillos y rodillas, pulseras, brazaletes, una posible máscara con ojos de obsidiana verde, un espejo de pirita y 15 vasijas, algunas de ellas de superficie pulida de color negro a grisáceo, o blanco y negro, con diseños negativos o punzados”.

Pero el descubrimiento no terminó allí. Anexo a la cámara principal, que estuvo techada con morillos y tablones (vencidos después por el peso de las lajas y el barro que sirvieron de cripta), y en un pequeño desnivel, los arqueólogos hallaron otro sepulcro, de 2 x 3 m², donde estaba la osamenta probablemente de una mujer, cuya edad al fallecer debió oscilar los 50 años, igualmente sobre su boca tenía una concha y mostraba incrustaciones dentarias.

Depositado también bocarriba y extendido, pero con dirección al Este, el cuerpo fue acompañado de una profusa ofrenda, consistente en un ajuar de jade y perlas, pendientes en forma de aves y de un mono saraguato, dos vasijas, un espejo de pirita, una espina de mantarraya colocada sobre su pecho, así como cuentas de ámbar.

El arqueólogo Gallaga refiere, que son escasos los hallazgos de esta resina fósil en contextos arqueológicos, y que este es uno de los más antiguos, que viene a confirmar su uso ritual en entierros desde hace siglos.

Las pirámides como recintos funerarios

Emiliano Gallaga, director del Centro INAH Chiapas; así como Bruce Bachand y Lynneth Lowe, investigadores de la BYU y el Centro de Estudios Mayas de la UNAM, respectivamente, coincidieron en que las características de este descubrimiento, hacen posible afirmar que la tradición mesoamericana de utilizar las pirámides como recintos funerarios es mucho más antigua de lo que se pensaba, y que no proviene del área maya.

“Mil años antes de la aparición de tumbas reales al interior de pirámides en sitios de la región maya, aquí, en Chiapa de Corzo, ya se estaban usando estas estructuras piramidales con fines de enterramiento para personajes de elite, estamos hablando de 700 a.C.”, afirmaron los expertos.

Así mismo, la cantidad y variedad de elementos de cada una de las ofrendas, indica el intercambio tan temprano que la región central de lo que hoy es el estado de Chiapas, mantuvo con sitios distantes ubicados en el Valle de México, la Costa del Golfo e inclusive el Valle Motagua de Guatemala, donde se encontraban los mayores yacimientos de jade.

La gran similitud que guardan varios de los elementos dispuestos en este entierro múltiple de Chiapa de Corzo, sobre todo ornamento y cerámica, con otros que fueron descubiertos en la década de los cuarenta del siglo pasado, en La Venta, Tabasco, concretamente en la plaza principal del Grupo C, confirman los nexos que mantuvieron ambas ciudades en el Preclásico Medio.

Bachand, Gallaga y Lowe destacaron que las exploraciones más recientes en Chiapa de Corzo confirman la amplia ocupación humana de este lugar, por lo menos desde 1200 a.C., coincidiendo con el surgimiento de asentamientos en el área nuclear olmeca, principalmente con La Venta.

“No cabe duda que la tumba tiene una conexión con la región nuclear olmeca, más directamente con La Venta. Sin embargo, existen otros elementos que nos muestran una separación entre los líderes de esta antigua ciudad con La Venta, para confirmar eso debemos explorar también áreas domésticas de Chiapa de Corzo.

En ese sentido, los arqueólogos Bruce Bachand, Emiliano Gallaga y Lynneth Lowe, investigadores del Proyecto Arqueológico Chiapa de Corzo, comentan que la excavación sistemática en esta zona arqueológica chiapaneca ha permitido establecer una secuencia de tipos cerámicos que permitirá fechar inclusive otros contextos arqueológicos, por ejemplo, en las regiones olmeca y maya.

Cabe decir que en esta urbe prehispánica de Chiapas se estableció la cultura zoque, desprendida de una familia lingüística que abarcó todo el Istmo de Tehuantepec y la costa del Golfo de México”, concluyeron los arqueólogos.

Fonte: México, www.inah.gob.mx/ (17/05/2010)

Reabren La Pompeya de América en El Salvador

Reabrió en El Salvador el museo de Joya de Cerén, sitio arqueológico situado en la zona central del país y conocido como la Pompeya de América.

En declaraciones captadas hoy en México, el secretario salvadoreño de Cultura, Héctor Samour, dijo que se trata de recuperar "un espacio que muestra la cultura de nuestros pueblos originarios" .

La Joya de Cerén, que fue declarada en 1993 Patrimonio Cultural de la Humanidad por la Unesco, refiere un asentamiento humano que data del período clásico, entre los años 300 y 950 d. C., que se conservó tras ser soterrado por una erupción del volcán Laguna Caldera.

En el sitio, conocido como la Pompeya de América, se han localizado construcciones, vasijas y vestigios de sembrados, entre otros.

El museo estuvo cerrado desde diciembre de 2008, pero fue reinaugurado después de un proceso de ampliación de sus instalaciones y renovación de su exposición, que requirió de una inversión de unos 96 mil dólares, detalló la coordinadora de la Red de Museos Nacionales, Lili de Baños.

Fonte: El Salvador, www.publimetro.cl/nota/mundo (19/05/2010)

Investigación: cómo vivían los primeros "uruguayos"

Excavación. Investigaciones en Artigas registran datos sobre movimientos y hábitos

SEBASTIÁN AUYANET

Procedencia, comportamiento, consumos y traslados de los pobladores americanos de la prehistoria que se establecieron en lo que miles de años después sería Uruguay es parte de lo que está desentrañando un estudio en la zona de Pay Paso, Artigas.

¿Cómo era el clima en Uruguay hace 15.000 años?, ¿Cómo era la fauna que campeaba en el lugar y cómo la utilizaban los primeros pobladores americanos? ¿De dónde venían y cómo se comportaban esos primeros habitantes? Esas son algunas de las preguntas que un equipo de arqueólogos y otros investigadores locales intenta responder con trabajos de excavación arqueológica y paleontológica.

Rafael Suárez trabaja en el Museo Nacional de Arqueología y es parte del departamento de la Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación. Está dedicado a esa especialidad y dijo a El País que la investigación se enmarca en lo que es el poblamiento original de América. "Si la prehistoria humana de Uruguay pudiera contenerse en una hora, estamos en los primeros dos minutos", explicó.

En el centro del debate aún está la oposición de argumentos de los teóricos Florentino Ameghino y Alex Hrdlicka, hace ya cien años. Los investigadores actuales aún no se ponen de acuerdo acerca de la procedencia y fecha exacta del arribo de esos primeros americanos, algo que volverá a debatirse en "El Hombre Temprano en América", un simposio próximo a celebrarse en la ciudad de La Plata, y en el que se aportarán las conclusiones de este trabajo.

"En esta región solían interesan mucho más los descubrimientos que datan de unos 3.000, 4.000 años. Lo que va más allá de esa fecha es con frecuencia más investigado en otros lugares, como por ejemplo en los países de América del Norte. Recién ahora se le está dando más importancia a la tradición cultural que se conoce como Paleoindio, y que data de entre 11.000 y 13.000 años de antigüedad", explicó Suárez.
La investigación multidisciplinaria (arqueología, paleontología, reconstrucción paleoambiental y estudios de sedimentos) se realizó en una planta de investigación y excavación ubicada en la zona de Pay Paso, sobre el río Cuareim (Artigas). La zona tiene 114 metros cuadrados y en ella se trabaja con cucharines, palas pequeñas, cinceles y palas de mano.

"Lo que nuestras investigaciones comprueban que los pobladores de Uruguay están entre los primeros de América. Sobre su procedencia hay discrepancias, aunque seguramente vengan de zonas como Asia, probablemente de Siberia. Lo que aún no sabemos si llegaron desde hace 25.000, 15.000 o 13.000 años", señaló el investigador, que además recalcó que estos son los primeros estudios con una visión profesional y un marco académico respaldado con ayuda del gobierno. "Anteriormente a esto todo el trabajo había sido artesanal, más próximo al coleccionismo. Las primeras investigaciones sobre estos tiempos en Uruguay datan de 1989. En países como EEUU, este tipo de períodos se investigan desde los años 50".

Según Suárez, los primeros resultados de esas excavaciones permitieron conocer, entre otras cosas, más aspectos sobre la fauna del lugar.
En este tiempo se desarrollaron los primeros estudios sobre la fauna del Pleistoceno: el Glyptodonte (una especie de mulita del tamaño de un auto), el mastodonte o el Equus, caballo prehistórico -algo diferente en su fisonomía al actual- son parte de lo que se descubrió en Pay Paso. "Uruguay tiene una interesante profundidad cronológica en cuanto a ocupaciones humanas y de fauna", señaló Suárez.
Las zonas para investigar son muchas. Las realizadas en la zona de la Cuchilla de Haedo del profesor y director del Museo Arqueológico de Salto, Mario Trindade, ya habían permitido identificar las primeras estructuras al norte del río Negro con ocupación humana.

No es la primera vez que se encuentra este tipo de material en la zona de Pay Paso. "Allí un coleccionista había encontrado varias puntas de lanza, porque esos primeros pobladores americanos aún no utilizaban arco y flecha", precisó Suárez. "También identificamos el comienzo de especies como el jacarandá, que vinieron con el primer monte del Cuareim cuando se comenzó a formar, alrededor del año 10.000".

"Constatamos tres componentes culturales que vivieron ahí. Uno entre el año 11.000 y el 10.500, otro entre el 10.400 y el 10.000 antes del presente, y otro entre 9.500 y 8.500. Al poder encontrar cosas como carbón de fogones, pudimos afinar bien el conocimiento sobre estas culturas de cazadores que llegaron a Uruguay", comentó.

La cifra
34 La cantidad de edades prehistóricas sobre las que se ha conseguido información arqueológica, paleontológica y paleoecológica.

Una base de datos inédita
Pay Paso es una localidad arqueológica conformada por 9 sitios de interés arqueológico, paleontológico y paleoecológico, ubicados en la desembocadura del río Cuareim. La investigación realizada permitió "generar una base de datos inédita" sobre los primeros pobladores de Uruguay.

En la investigación se recuperaron los primeros registros de material arqueológico asociados directamente con fauna del Pleistoceno extinguida. Otros recursos faunísticos recuperados en el sitio arqueológico incluyen peces (boga), nutria y huevos de ñandú. Estos datos permiten conocer la base de alimentación de estos pobladores que llegaron a Uruguay, y los ciclos de movilidad en función de las redes fluviales de la región. Este aspecto permite discutir el modelo generado desde Norteamérica de que los primeros americanos eran cazadores especializados y exclusivos.

Luego de la investigación se recabaron datos sobre unas 34 edades. "Ahora hay una base de datos que permiten discutir el proceso de exploración y colonización de los primeros americanos en Uruguay", señala Suárez.

Otro dato que prueba la investigación es que hacia finales del Pleistoceno, antes del año 11.000, el clima era seco y muy frío. Hacia el año 10.400 las condiciones cambiaron y en la margen del río Cuareim comienza a registrarse la expansión del monte ribereño con especies arbóreas. Esto indica que el clima se vuelve más templado y húmedo, finalizando la última era glacial y comenzando el Holoceno, período interglacial actual en el cual vivimos, afirma el investigador Rafael Suárez.

Fonte: Uruguai, www.elpais.com.uy/ (21/05/2010)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Arqueólogos descobrem a mais antiga tumba em pirâmide no México


O esqueleto da mulher encontrada no interior da tumba de Chiapas.
Bruce Bachand/AP


Ela pode ser até 1.000 anos mais antiga que a mais conhecida tumba piramidal dos maias


Arqueólogos do sul do México anunciaram a descoberta da tumba de 2.700 anos de um dignatário dentro de uma pirâmide, e que pode ser o mais antigo sepultamento do tipo já documentado na América Central e do Norte.

A tumba contém um homem de cerca de 50 anos, enterrado com colares de jade, artefatos de pirita e obsidiana e objetos de cerâmica. O arqueólogo Emiliano Gallaga disse que a tumba data de entre 500 e 700 a.C..

Com base na camada de solo onde a tumba foi encontrada e em sua incomum estrutura de madeira, "acreditamos que esta é uma das mais antigas descobertas do uso da pirâmide como tumba, não apenas como local de adoração religiosa ou templo", disse Gallaga.

As culturas da América pré-hispânica construíam pirâmides como representações dos níveis entre o submundo e o céu. O ponto mais alto abrigava um templo, normalmente.
Esta tumba foi encontrada num local construído por índios zoque em Chiapa de Corzo, no sul do Estado de Chiapas. Ela pode ser até 1.000 anos mais antiga que a mais conhecida tumba piramidal do governante maia Pakal, no sítio arqueológico de palenque, também em Chiapas.

O homem - provavelmente um sacerdote ou governante de Chiapa de Corzo - foi sepultado numa câmara de pedra. Marcas na parede indicam que uma estrutura de madeira foi usada para criar a tumba, mas o material desapareceu há tempos, esmagado pelo peso da pirâmide de pedra acima.

Arqueólogos haviam começado a escavar a pirâmide em abril, para estudar a estrutura interna. Pirâmides frequentemente eram erguidas em camadas, uma sobre a outra. na semana passada, chegaram à tumba, um espaço de 4 por 3 metros, cerca de 6 metros abaixo do topo da pirâmide.

O corpo de uma criança de 1 ano estava depositado com cuidado sobre o corpo do homem dentro da tumba, enquanto que o cadáver de um jovem de 20 anos estava jogado, talvez a vítima de um sacrifício durante o funeral.

O homem mais velho tinha colares de jade e âmbar, além de braceletes e enfeites de pérola. Seu rosto estava coberto com o que pode ter sido uma máscara mortuária de obsidiana. Nas proximidades foi encontrada a tumba de uma mulher, também de cerca de 50 anos, e com ornamentos similares.

Os ornamentos - alguns importados da Guatemala - e cerca de 15 vasos de cerâmica mostram influência da cultura olmeca, considerada a "mãe cultural" da região. A descoberta traz a possibilidade de que as pirâmides olmecas também contenham tumbas.
As pirâmides olmecas, embora sejam conhecidas, não foram escavadas, em parte porque a umidade da costa do Golfo do México não ajuda na preservação de restos humanos.

Fonte: www.estadao.com.br/noticias/ (18/05/2010)

Imagens do Passado


"Em Pucara índios estão acocorados diante dos estranhos monumentos de pedra, de um povo que floresceu e desapareceu mil anos antes da vinda dos incas" [1950]

Foto de Von Hagen, Victor W. A Estrada do Sol - o redescobrimento das estradas dos Incas. Editora Melhoramento, s/d, São Paulo, SP.

Livros

Para todos aqueles que querem aprender um pouco mais sobre a conquista dos astecas, vale a pena procurar por este livro!

Francisco López de Gómara
Historia general de las Indias y Vida de Hernán Cortés

Prólogo y cronología: Jorge Gurría Lacroix
Materias: Historia prehispánica, Historia colonial latinoamericana, Cronistas de Indias, Historiografía colonial latinoamericana, Literatura época colonial
Páginas: 373
País: México

Francisco López de Gómara, clérigo y erudito, nació y murió en España (1511 ca.-1564), y vivió en Italia entre 1531 y 1541, donde entró en contacto con la elite intelectual renacentista. Luego de abandonar Italia participó en una expedición imperial con Hernán Cortés, de quien fue desde entonces capellán, viviendo en su casa hasta la muerte del conquistador, en 1547. En los años de convivencia con Cortés recogió valiosísima información a través del testimonio de muchos soldados que actuaron en América y, como es natural, adquirió un conocimiento único acerca de la personalidad e ideas de este conquistador. La Historia general de las Indias (1552) y Vida de Hernán Cortés constituyen una fuente biográfica insustituible para conocer el perfil humano de Cortés y de otros conquistadores directamente asociados a él, como Francisco de Pizarro y Pedro de Alvarado. Por otra parte, el acceso directo que López de Gómara tuvo a obras como las de Pedro Mártir de Anglería, Gonzalo Fernández de Oviedo y Martín Fernández de Enciso, hacen de este volumen una rica fuente de información acerca de la historia, la religión y las costumbres de las sociedades dominadas, así como sobre la flora, la fauna y la geografía del Nuevo Mundo.

Maiores informações em www.bibliotecayacucho.gob.ve/fba/index.php?id=103

Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia

De 29 de maio a 22 de agosto na Pinacoteca de São Paulo

A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta a exposição Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia com 250 artefatos de ouro e 40 objetos arqueológicos de cerâmica e outros materiais que evidenciam a diversidade e as técnicas metalúrgicas criadas pelos antigos habitantes indígenas da região que hoje corresponde à Colômbia. Todas as obras integram o acervo do Museo del Oro del Banco de la Republica – Colômbia, a mais importante coleção do gênero no mundo.

Segundo Marcia Acuri, assessora cientifica da mostra, o ineditismo da exposição se dá por ela referenciar a diversidade étnica e cultural dos povos que ocuparam a antiga região da Colômbia e a importante relação estabelecida entre eles e tantos outros grupos indígenas das terras baixas da América do Sul, sobretudo as interações entre povos que ocuparam preteritamente a Amazônia Ocidental.

A exposição divide-se em temas Gente Dourada / A Gente dourado e os animais fantásticos/ Animais Fantásticos / O homem animal / Abstração e natureza / O universo das formas / A metalurgia e as sociedades pré-hispânicas / A ourivesaria pré-hispânica da Colômbia / Martelamento / Fundição por cera perdida / Dourado por oxidação. Além disso, serão exibidos filmes que demonstram os diferentes processos de ourivesaria.

Fonte: Brasil, www.pinacoteca.org.br/pinacoteca (18/05/2010)

EUA devolve a El Salvador peças maias tiradas ilegalmente do país


De Agencia EFE

Washington (EUA)- O Governo dos Estados Unidos devolveu a El Salvador 18 cerâmicas policromadas e estatuetas maias de mais de mil anos de antiguidade apreendidas em seu território.Tratam-se de vasilhas com decoração geométricas e de animais, assim como pequenas figuras de cerâmica.

Elas foram roubadas de algum sítio arqueológico de El Salvador e vendidas na internet por um casal de salvadorenhos que foi detido em seu país de origem, informaram as autoridades.

Fonte: www.google.com/hostednews/ (13/05/2010)

sábado, 15 de maio de 2010

A arte rupestre pré-histórica

Foto Nicho Policrômico - Toca do Boqueirão da Pedra Furada - Serra da Capivara - PI

Texto de Gabriela Martin
UFPE - Universidade Federal de Pernambuco

A discussão do valor como "arte" dos registros rupestres pré-históricos tem sido objeto de polêmicas entre arqueólogos e historiadores da arte. A base dessa discussão reside na procura de respostas diferentes às mensagens que as pinturas e gravuras rupestres proporcionam. O arqueólogo não poderá ignorar os registros rupestres na sua dimensão estética, considerando-se a habilidade manual e o poder de abstração e de invenção que levaram o homem a usar recursos técnicos e operativos nas representações pictóricas pré-históricas. Mas, para o arqueólogo, o registro rupestre é sobretudo, parte do contexto arqueológico ao qual se integra como forma de identificar o grupo étnico que o realizara.

O termo "registro rupestre", definição que tenta substituir entre os arqueólogos a consagrada expressão "arte rupestre", pretende liberar da conotação puramente estética algo que, seguramente, é a primeira manifestação artística do homem, ao menos em grandes áreas geográficas onde a arte móvel em pedra e osso não aparece anteriormente às gravuras e pinturas rupestres.

O descobrimento do fogo e as técnicas para conservá-lo significaram a conquista de terras de clima frio e a possibilidade de se afastar perigos e medos da noite, aumentando-se, assim, a capacidade humana de abstração nas longas horas em torno do fogo, quando surgem conseqüentemente a palavra e a arte. A concepção materialista, que considera a origem da arte a partir da técnica, já fora formulada no século XIX, em oposição à teoria idealista na qual a tendência artística no ser humano não depende das limitações da matéria e dos instrumentos. A capacidade de contar também leva o homem a fazer riscos nas pedras e nas paredes rochosas numa fase pré-estética. Johann Winkelmann na sua clássica obra "História da Arte na Antigüidade", escrita em 1763, afirmara que as artes que dependem do desenho começaram pelo utilitário para passar depois ao supérfluo, comentário que também é válido para reflexão sobre as origens da arte pré-histórica. Na longa noite da arte, a lasca de pedra e o galho da árvore, ou a própria mão nua, foram o instrumento lúdico de atividade manual para satisfazer a natural tendência humana para o grafismo.

Os registros rupestres são, sem dúvida, uma fonte inesgotável de informações antropológicas e podem e devem ser estudados sob vários aspectos, o etnológico, o estatístico, o cronológico ou como formas de apresentação e de comunicação e também como processo de desenvolvimento artístico e das faculdades estéticas humanas. A análise múltipla do registro rupestre nos proporcionará respostas também múltiplas, de grande valor para o conhecimento da sociedade pré-histórica que o realizou.
Precisamos pesquisar nas áreas arqueológicas, com alta concentração de registros rupestres, para que possamos falar da arte rupestre deste ou daquele grupo, que viveu em determinado período de determinada área, em determinadas condições de sobrevivência, configurando-se, assim, a "história" de um grupo humano nos seus diferentes aspectos ecológicos, nos quais entrarão, também, os espirituais e estéticos, caso o registro arqueológico nos permita também chegar ao seu mundo simbólico.

Por muito que os autores materiais dos registros rupestres tenham separado as zonas da sua vida cotidiana e as da sua vida espiritual, representadas pelas gravuras e pinturas rupestres, habitaram áreas escolhidas por longos períodos, vieram de outro lugar, muitos morreram e outros abandonaram a região obrigados por outros grupos ou impelidos na procura de melhores formas de sobrevivência. Dificilmente, em áreas arqueológicas onde se concentra uma cuantidade significativa de sítios rupestres, deixará de existir abundantes indícios da cultura material dos grupos étnicos responsáveis pela execução de tais registros e somente a identificação e a escavação arqueológica poderão fornecer as informações culturais necessárias para se completar o quadro de ocupação pré-histórica do enclave arqueológico escolhido para a pesquisa.

O estudo da arte parietal com enfoque arqueológico poderá seguir parâmetros determinados, de forma que as linhas de pesquisa se desenvolvam com três abordagens:

1) O SÍTIO
a) como sítio rupestre;
b) o entorno do sítio;
c) problemas de conservação e apresentação didática.

2) OS REGISTROS RUPESTRES
a) o estudo técnico e estilístico;
b) as tradições rupestres da área.

3) O CONTEXTO ARQUEOLÓGICO
a) as relações com os registros arqueológicos;
b) o entorno ecológico da área.

Este esquema é válido para qualquer área rupestre, pois, dificilmente, um sítio com representações parietais apresenta-se isolado, formando sempre parte de um entorno de maior ou menor densidade.

Um sítio de referência deve ser o ponto de partida; os registros rupestres de outros sítios da área geográfica de influência serão a continuação lógica da pesquisa e o estudo do contexto arqueológico significará o conhecimento do entorno físico e social em que viveram os grupos humanos que habitaram a área. Assim, não se discrimina a arte parietal do seu contexto que deve ser estudada arqueologicamente como mais uma manifestação da atividade humana.

No estudo da arte rupestre como nos outros períodos da História da Arte, além dos estilos generalizados, estuda-se cada artista e cada obra por separado dentro das linhas mestras estilísticas. Sabe-se que dentro de uma mesma tradição, cada abrigo, cada paredão pintado e cada painel foi realizado por um autor ou "artista" diferente e aí estaria a "variedade". Seria o estilo a obra unitária de um pequeno grupo cronologicamente limitado? Ou poderíamos definí-lo como interpretação subjetiva da macro-temática das grandes tradições? A evolução na forma de apresentação, indica, sem dúvida, diferenças culturais e cronológicas, sem se esquecer porém o caráter subjetivo da mão humana.

A imaginação humana e a sua capacidade de criar o pensamento abstrato nascem com a arte pré-histórica que, no Velho Mundo, coincide com o Paleolítico Superior, e que na América, com datas paralelas, corresponde à arte de caçadores-coletores. O difusionismo, e o egocentrismo europeu, na hora de se discutir sobre as origens da arte pré-histórica estão descartados, pois a arte nasce quase que simultaneamente em diversos lugares da terra. Nasce no Paleolítico Superior, tomado esse período na sua dimensão cronológica mais que cultural, ou seja, em torno de 30-25 mil anos BP, e suas primeiras manifestações estéticas estão representadas por pequenos objetos de osso e pedra ou estampadas nas paredes rochosas com tintas vegetais ou minerais nos cinco continentes. O surgimento da arte pré-histórica como um florescer simultâneo em várias partes do mundo tem a ver com os processos da evolução e o aumento da capacidade craniana, ou seja, o aumento do volume do cérebro que permitiria o desenvolvimento dos processos de abstração no gênero homo. Considerando-se que o homem tem mais de dois milhões de anos e que a arte pré-histórica começou há 30.000, podemos aceitar que a arte rupestre seja "uma arte moderna", afirmativa aliás formulada por autores de áreas díspares do conhecimento estético como são o pré-historiador Eduardo Ripoll, o pintor Juan Miró e o romancista Ariano Suassuna.

A interpretação do registro rupestre
Muito antes de que a arte rupestre representasse para a ciência uma fonte inesgotável de dados para o conhecimento das sociedades pré-históricas, a preocupação em se conhecer e "decifrar" o que os registros rupestres queriam dizer, produziu enorme quantidade de bibliografia, desde trabalhos sérios às fantasias mais desvairadas, essas quase sempre fruto da ignorância. As interpretações foram especialmente férteis nos casos em que os registros eram ricos em grafismos de conteúdo abstrato, com ou sem representações figurativas associadas. A magia propiciatória da caça, o culto à fertilidade e a iniciação sexual têm sido os temas favoritos no registro figurativo. Interpretações cosmogônicas, linguagem codificada precursora dos verdadeiros hieroglifos, são interpretações corriqueiras nos grafismos puros. Muitas dessas interpretações aproximam-se bastante da realidade, mas o problema está sempre no seu valor científico. Até que ponto elas são válidas para a identificação cultural dos grupos étnicos que foram seus autores ?

A Arte rupestre no Brasil
O Brasil pré-histórico apresenta-se com tradições rupestres de ampla dispersão através de suas grandes distâncias e ampla temporalidade. O registro arqueológico e, concretamente, o rupestre assim o indicam. As tradições rupestres do Brasil não evoluíram por caminhos independentes; os seus autores ou grupos étnicos aos quais pertencem, mantiveram contatos entre si, produzindo-se a natural evolução no tempo e no espaço que nos obriga a estabelecer as subdivisões pertinentes.

Podemos afirmar que o registro rupestre é a primeira manifestação estética da pré-história brasileira, especialmente rica no Nordeste. Além do evidente interesse arqueológico e etnológico das pinturas e gravuras rupestres como definidoras de grupos étnicos, na ótica da história da Arte representa o começo da arte primitiva brasileira. A validade ou não do termo "arte", aplicado aos registros rupestres pré-históricos, é tema sempre discutido, embora toda manifestação plástica forme parte do mundo das idéias estéticas e conseqüentemente da história da Arte. O pintor que retratou nas rochas os fatos mais relevantes da sua existência, tinha, indubitavelmente, um conceito estético do seu mundo e da sua circunstância. A intenção prática da sua pintura podia ser diversificada, variando desde a magia ao desejo de historiar a vida do seu grupo, porém, de qualquer forma, o pintor certamente desejava que o desenho fosse "belo" segundo seus próprios padrões estéticos. Ao realizar sua obra, estava criando Arte. Se as pinturas de Altamira, na Espanha, ou as da Dordonha, na França, são consideradas, indiscutivelmente, patromônio universal da arte pré-histórica, sabemos entretanto que, pintadas nas profundidades das cavernas escuras, não foram feitas para agradar ninguém do mundo dos vivos, não há motivos aceitáveis para se duvidar ou negar a categoria artística das nossas expressivas e graciosas pinturas rupestres do Rio Grande do Norte ou do Piauí.

Foi precisamente nos sertões nordestinos do Brasil. onde a natureza é particularmente hostil à ocupação humana, onde se desenvolveu uma arte rupestre pré-histórica das mais ricas e expressivas do mundo, demonstrando a capacidade de adaptação de numerosos grupos humanos que povoaram a região desde épocas que remontam ao pleistoceno final. No estado atual do conhecimento, podemos afirmar que três correntes, com seus horizontes culturais, deixaram notáveis registros pintados e gravados nos abrigos e paredões rochosos do Nordeste brasileiro. A esses horizontes chamamos tradição Nordeste, tradição Agreste e tradição São Francisco de pinturas rupestres, somam-se as tradições de gravuras sob rocha, conhecidas como Itaquatiaras. Foram também definidas outras tradições chamadas "Geométrica", "Astronômica", "Simbolista", etc. que podem ser incluídas nas anteriores.

A utilização e o significado do sítio rupestre
Que eram os lugares com pinturas e gravuras rupestres? Lugares de passagem? De habitação? Ou santuários? Pela estrutura fechada da caverna e o mistério que nelas se encerra, as cavernas paleolíticas da Europa foram consideradas os santuários pré-históricos por excelência, mas o que dizer dos abrigos e paredões nada profundos dos sítios rupestres do Brasil ? Muitos deles não foram ocupados por falta material de condições e o homem limitou-se a pintar e gravar suas paredes. Outros, pelo contrário, tiveram ocupação intensa e duradoura, servindo como lugar de habitação e de culto em épocas diversas. Mas, em geral, quando os abrigos pintados foram utilizados como lugares cerimoniais, não foram simultaneamente ocupados como habitação. Um abrigo tão privilegiado pela situação, como a Toca do Boqueirão da Pedra Furada , teve ocupação longa, não intensa, o que parece ser a tônica dos abrigos rupestres do Nordeste, indicando que foram usados como lugares de culto e acampamentos temporários cerimoniais; a moradia dos grupos humanos seria em aldeias, fora dos abrigos pintados. Noutros casos foram utilizados simultaneamente como lugar de culto e cemitério.

O tipo de suporte e a estrutura são elementos essenciais e determinantes para se compreender o sítio rupestre e a sua utilização. Os abrigos localizados no alto das serras, ao longo dos rios, como é o caso da região do Seridó, nos sugere serem lugares cerimoniais, longe das aldeias, que deveriam estar situadas mais perto da água. Já os sítios da Serra dos Cariris Velhos, entre a Paraíba e Pernambuco, situados em lugares de várzea, piemonte ou "brejos", mesmo sendo também lugares de culto, nos dão a impressão de uma utilização habitacional, mesmo que temporária, ou talvez lugar de culto perto da aldeia do grupo.

Quantas vezes os grafismos, que depois serão registrados nas pedras durante milênios, não foram antes esboçados nas areias por algum "contador de estórias"? A pauta cultural acompanha os homens mas o intercâmbio de idéias e conhecimentos não depende apenas de longas migrações. A herança cultural explica-se também pela rede de comunicações através da qual se transmite a informação de geração em geração.

Os limites científicos do conhecimento e da interpretação dos registros rupestres são muito frágeis, na medida em que lidamos com o mundo das idéias, num período da história humana do qual não temos um contexto global e esse é o grande desafio da pré-história. Sem negligenciar o rigor científico, não podemos negar o valor da imaginação nos caminhos da pré-história, para evitar que esta se transforme numa árida relação de dados, sem atingir a realidade humana. De fato, quando examinamos as diferentes teorias arqueológicas ou antropológicas aplicada à pré-história, vemos que a maioria percorre os terrenos da conjectura e das hipóteses, mais ou menos bem formuladas, que permite apenas uma aproximação relativa ao passado remoto da história do homem.

Fonte: Brasil, www.ab-arterupestre.org.br/arterupestre.asp

Monumentos arqueológicos en completo abandono



CHIMBOTE | De los más de 5 mil monumentos arqueológicos que hay en toda la Subregión El Pacífico que comprende las provincias de Pallasca, Santa, Casma y Huarmey, solo en el 1 % actualmente se realizan trabajos de conservación e investigación.

Una muestra de lo abandonado que se están nuestros restos históricos es lo que sucede con las ruinas del Templo Sechín, ubicado en la Ciudad del Eterno Sol: no cuenta con un arqueólogo y apenas tiene 4 obreros por la falta de presupuesto. Algo similar ? o peor ? pasa con la ciudadela de Caylán en el distrito de Nepeña. Para el arqueólogo del Centro de Investigación de Patrimonios Culturales de la Universidad Nacional del Santa (UNS), Lorenzo Samaniego Román, el Instituto Nacional de Cultura prácticamente se ha olvidado de su labor de preservación. "No se necesita mucho dinero para cuidar nuestras ruinas, solo voluntad para hacerlo", sostiene el docente.

RIQUEZA CULTURAL. Lorenzo Samaniego también revela que solo Chimbote cuenta con más de 500 restos arqueológicos de nuestros antepasados como los geoglifos de Palamenco (líneas o dibujos como en Nazca) en el centro poblado de Vinzos, la Huaca San Pedro y las cuadriculas en las faldas del Cerro de la Juventud.

Fonte: Peru, www.correoperu.com.pe/correo/ (06/05/2010)

Preservan ritos prehispánicos.



“COSTUMBREROS” PRESERVAN RITOS PREHISPÁNICOS DE ALTURA

*** Grupos de zoques continúan realizando ritos ancestrales en cuevas y abrigos rocosos del Cañón del Sumidero, Chiapas

***Los llamados “costumbreros” suben por el desfiladero para dejar ofrendas a los espíritus del agua y la fertilidad, y a sus ancestros


Como hace más de dos mil años, las escarpadas paredes del Cañón del Sumidero, a pocos kilómetros de Tuxtla Gutiérrez, en Chiapas, siguen siendo espacios sagrados de encuentro con las deidades y los antepasados, práctica que se mantiene en la actualidad, ahora por medio de los llamados “costumbreros”.

De acuerdo con el arqueólogo Enrique Méndez Torres, de la Escuela Nacional de Antropología e Historia (ENAH), en los alrededores de la capital chiapaneca, principalmente en la Meseta de Copoya, la región montañosa y el Cañón del Sumidero —cuyas enormes paredes alcanzan 1200 metros de altura—, se distribuyen una serie de espacios entre cuevas, abrigos rocosos y cañadas, que han sido utilizados con fines sagrados desde la época prehispánica.

“Muchos de estos lugares fueron importantes en la época prehispánica para llevar a cabo rezos y solicitudes de lluvia a las deidades, y pese a la Conquista y las prohibiciones de la Iglesia católica, durante los siglos XVI y XVII continuaron siendo visitados por personas de origen indígena, a quienes incluso se les levantaron al menos cinco actos inquisitoriales en los que se denunciaba actos de idolatría realizados en estas inmediaciones de este desfiladero”.

La constante persecución por estos actos a lo largo del Virreinato, motivó el abandono de muchos de estos sitios (cuevas, abrigos rocosos y cañadas) como lugares de adoración y encuentro con los ancestros. No obstante, las prácticas subsistieron y se mantienen hasta el día de hoy.

“La gente sigue utilizando estos espacios para hacer brujerías, peticiones, limpias, en donde se pide a determinadas deidades o potencias. Dentro de la cosmovisión de los zoques —el grupo étnico de esta área—, en las cavidades moran no sólo los espíritus del agua y de la fertilidad, sino los ancestros.

“Actualmente, cuando los zoques necesitan algún consejo o pedir permiso para determinadas festividades, por ejemplo, para realizar carnavales, un grupo de ellos acude a la cueva, se hacen ofrendas, se dejan los alimentos y este conocimiento es compartido con las demás personas de la cofradía y, en general, con la comunidad a la que pertenecen”.

El arqueólogo Enrique Méndez Torres, quien participó en la V Semana de Antropología de la Montaña, organizada recientemente por el Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH-Conaculta), dijo que los habitantes de los alrededores de Tuxtla Gutiérrez suelen mantener tres posturas, una de ellas es la de los “costumbreros” quienes siguen realizando estas actividades con reminiscencia prehispánica.

Los otros grupos los encabezan personas de culto cristiano pero que pertenecen a comunidades en donde existe una fuerte presencia de los llamados adventistas del Séptimo Día; una tercera está representada por gente “blanca” o mestiza, ajena a estas costumbres y que además ven con recelo la práctica de las mismas.

A pesar de las frecuentes pugnas suscitadas por estas posturas, Enrique Méndez anotó que el actual gobierno estatal ha mantenido una posición más abierta en cuanto a los rituales que llevan a cabo los “costumbreros”, de ahí que varios de ellos han salido de la clandestinidad y además dan recorridos a turistas por estas cuevas y abrigos rocosos, evitando en parte el vandalismo en estos lugares.

Arqueología de un acantilado

Enrique Méndez hizo un breve recuento de los sitios arqueológicos reportados en el Cañón del Sumidero, de esa manera se tiene que en enero de 1999, el Grupo Escala de Chiapas realizó un descenso en el primer medio kilómetro del acantilado, en su pared izquierda. Allí ubicaron un balcón que en la orilla tenía piedras acomodadas y en la parte central, un metate y dos sahumadores.

“Lo que llama la atención es que la población prehispánica debió escalar estas paredes para aprovechar todos estos espacios”, anotó el arqueólogo.

A raíz de la construcción de la presa Chicoasén, que se encuentra al final del Parque Nacional Cañón del Sumidero, en los años 70 se realizó un salvamento arqueológico en toda esta parte del cañón. Ahí, el arqueólogo Alejandro Martínez Muriel reportó 53 cuevas, de las cuales 23 contenían vestigios arqueológicos (básicamente cerámica) y 18 cuevas contaban con pintura rupestre, toda ella en color rojo.

Río a arriba, hacia la entrada del cañón, se halla el abrigo de La Ceiba que tiene 10 metros de altura y donde se tiene registrada una presencia humana desde el 7000 a.C., en sus paredes también se encuentran pinturas rupestres prehispánicas y algunos diseños contemporáneos.

Asimismo, concluyó Méndez Torres, en la pared izquierda del cañón, en sus primeros 500 metros, se pueden contar cuatro balcones, donde se distribuyen más de cien pinturas rupestres entre líneas rectas y curvas, impresiones de mano al negativo y al positivo, la gran mayoría de origen prehispánico.

Fonte: México, www.inah.gob.mx/ (12/05/2010)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Hallan sitio que hilaba algodón a Tenochtitlan


En la zona se encontraron herramientas empleadas para hilar algodón
(Foto: Agencia/ELUNIVERSAL )

Según estudios de INAH, en Ixcateopan se hilaba ese material, empleado para confeccionar los trajes de guerreros

En el poblado de Ixcateopan, en Guerrero, especialistas descubrieron herramientas que corroboran que este sitio prehispánico hilaba algodón para entregarlo a Tenochtitlan, con el cual se confeccionaban los trajes de los guerreros.

Ixcateopan fue uno de los últimos en ser sojuzgado por el poderío militar mexica, convirtiéndose hacia finales del siglo XV y comienzos del XVI en tributario de la Triple Alianza.

Durante la más reciente temporada de exploraciones en este lugar localizado en el norte guerrerense, a 36 kilómetros de Taxco, arqueólogos del Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH-Conaculta) hallaron instrumentos, principalmente malacates, cuando desenterraban los restos de unas habitaciones.

El arqueólogo Raúl Barrera, director del proyecto arqueológico, informó que este hallazgo, sumado al denominativo en náhuatl, que significa "Templo del algodón" , confiere que Ixcateopan entregaba grandes cantidades de esta planta, ya manufacturada, a los señoríos de Tenochtitlan, Texcoco y Tlacopan.

"En algunos de estos cuartos se hilaba el algodón que era usado para confeccionar los trajes de los guerreros mexicas. Todos estos datos nos ayudan a corroborar la estrecha relación de Ixcateopan con el centro de México; por mencionar un dato', explicó Barrera.

Añadió que los restos de cerámica local ubicados aquí, son proporcionales a los que hemos detectado procedentes del Valle de México.

Además, dijo, todos estos aspectos apuntan a que Ixcateopan, al no presentar las características topográficas-estratégicas de los sitios ubicados en la franja de guerra, muy posiblemente formó parte de la retaguardia mexica y fungió como un lugar de almacenamiento, tanto de alimentos, como de pertrechos para los combates.

El arqueólogo, responsable también del Programa de Arqueología Urbana del Museo del Templo Mayor, detalló que como parte de esta investigación en Ixcateopan, en 2009 se exploraron las secciones oriente y poniente de este lugar que fue edificado sobre una ladera natural.

En el área primera se ubicaron los vestigios de un muro de 56 metros de longitud que a su vez forma parte de una plataforma; y en el otro sector (poniente) una serie de terrazas.

El equipo de investigación que incluye arqueólogos, antropólogos físicos y restauradores, ha podido definir que la cima de esta ladera fue acondicionada por la gente de Ixcateopan por medio de terrazas artificiales.

Ello facilitó la construcción de una gran plataforma sobre la que se edificó el centro ceremonial, así como plazas, pasillos, escalinatas, cuartos habitacionales y de almacenamiento.

Luego de algunas incursiones de los mexicas en los límites del río Balsas, bajo el mando de Izcóatl, el éxito militar sobre la región norte del actual estado de Guerrero se concretó en el gobierno de Moctezuma Ilhuicamina, y entre 1440 y 1469 d.C. fueron sometidos Oztuma, Ixcateopan, Taxco, Tlaxmalac y Cuetzala. De este modo, Ixcateopan formó parte de la provincia tributaria de Tepecoacuilco.

Con base en las fuentes históricas, Ixcateopan fue un pueblo chontal, y aunque se desconoce su lengua y las características físicas que tuvieron sus habitantes, serán los estudios arqueológicos y de antropología física los que determinen distintos aspectos de este grupo cultural que hasta ahora se desconoce.

No obstante, este sitio prehispánico tuvo una configuración multicultural.

El arqueólogo Barrera expresó que Ixcateopan es uno de los estudios más importantes que se han concretado hasta ahora en el norte de Guerrero y representa el único sitio del Posclásico Tardío (1200 d.C.-1521 d.C.) que ha sido excavado de manera extensiva.

Las excavaciones de la primera temporada de campo en esta zona arqueológica, efectuadas en 2008, contribuyeron a detectar por lo menos tres etapas constructivas del sitio, que van de 1450 a 1521 d.C.

Esto lo sabemos con base en los restos de cerámica denominada Azteca III, otra de origen local que es una imitación de la anterior, fragmentos de la llamada Rojo Texcoco, de Cholula y, además, de tipos locales como el guinda sobre crema y Yestla-Naranjo.

El sitio de Ixcateopan se extiende en alrededor de una hectárea y media, y se halla inserto en el municipio del mismo nombre, donde se distribuyen altares circulares y alfardas laterales en las escalinatas, con remate en forma de dado.

Raúl Barrera comentó que hace 24 meses se consolidó, restauró y conservó el sector sur del sitio, en el que hace 32 años iniciaron de manera formal las investigaciones, entonces bajo la dirección del arqueólogo Juan Yadeun.

El objetivo del actual proyecto arqueológico del INAH es continuar con el estudio y, sobre todo, que la arqueología de Guerrero adquiera su verdadera dimensión, pues en la entidad se distribuyen asentamientos olmecas del Preclásico Medio.

Como Teopantecuanitlan y Oxtotitlán, así como del Clásico y del Posclásico (200 a.C. a 1521 d.C.) , periodo para el cual era un mosaico cultural, y había hablantes de tlapaneco, mixteco, náhuatl, matlazinca, purépecha.

A la par de las excavaciones, otros aspectos prioritarios del proyecto han sido la conservación y la protección de los pisos con estuco descubiertos en las intervenciones arqueológicas, a través de la creación de andadores.

Además de disponer una barda de protección de la zona arqueológica, el arqueólogo del INAH comentó que este 2010 será inaugurada la Sala Introductoria en la que por medio de gráficos se informará a los visitantes de la historia prehispánica de Ixcateopan, además se colocarán mamparas informativas en la entrada de la zona arqueológica para la mejor comprensión del público de este antiguo sitio.

Fonte: México, www.eluniversal.com.mx/ (03/05/2010)