sábado, 14 de agosto de 2010

Expõem no México arte funerária dos antigos maias

México,(Prensa Latina) Pela primeira vez mostrarão no México de forma completa os conjuntos funerários que acompanharam seis governantes maias, pertencentes ao chamado período clássico, entre os anos 200 e 900 d.C.

"Rostos da divindade. Os mosaicos maias de pedra verde" é o título escolhido para a exibição que abrirá no próximo 12 de agosto no Museu Nacional de Antropologia, nesta capital.

Incluirá 147 peças provenientes de templos pré-hispânicos localizados nas cidades Palenque, Calakmul, Dzibanché e Oxkintok.

Entre os elementos principais estará um corpus de 13 máscaras fúnebres de pedra verde e um peitoral zoomorfo de concha, explicou a curadora Sofía Martínez do Campo.

A responsável pelo Projeto Máscaras Funerárias destacou que a exibição será possível devido aos trabalhos de restauração realizados durante quase uma década.

Das 13 máscaras, detalhou, oito correspondem ao período Clássico (200-900 d.C.), no apogeu das dinastias maias, aí inclui-se a que portava K'inich Janaab' Pakal, que dirigiu a cidade de Palenque, em Chiapas, entre 615 e 683 d.C.

Martínez do Campo informou que cinco máscaras mostram rostos de divindades e foram dispostas nas oferendas como peitorais ou cintos cerimoniais.

Colares, anéis, braceletes, peitos, máscaras, peitorais e miniaturas cerimoniais conformavam os objetos mortuários, de tudo isso dá conta a exposição.

Depois das explorações nas tumbas, os objetos foram exibidos até agora em diversos museus, mas nunca antes em seu conjunto, como foram encontrados originalmente, destacou a especialista.

A importância de apresentar os objetos completos em seu conjunto, radica em que cada peça faz parte de um todo simbólico, quando se dissociam perdem esse caráter, esclareceu a restauradora.

Rostos da divindade incluirá outras máscaras cerimoniais de pedra verde descobertas em enterros secundários de Oxkintok, Dzibanché e A Rovirosa, informou.

Também um tapete funerário feito com cerca de oito mil caracóis e sementes, que há 1.600 anos fez parte do conjunto mortuário de uma personagem de alta importância na antiga cidade maia de Calakmul.

Depois de sua apresentação, durante agosto e setembro, no Museu Nacional de Antropologia, a mostra será levada à Itália, ao Museu Arqueológico de Nápoles.

Ali permanecerá de novembro até janeiro de 2011 e posteriormente será mostrada em Paris, França.

Fonte: www.prensa-latina.cu/ (10/08/2010)

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