quarta-feira, 14 de julho de 2010

Simpósio sobre geoglifos reúne cientistas internacionais no Acre

Escrito por Edmilson Ferreira

Evento será na Biblioteca da Floresta e terá grandes expressões da pesquisa arqueológica na Amazônia

O Governo do Acre e instituições parceiras realizam de 21 a 22 de julho o 1º Simpósio Internacional Arqueologia na Amazônia Ocidental, na Biblioteca da Floresta. O evento tem como tema ‘perspectivas interdisciplinares´e reunirá pesquisadores de centros internacionais, como William Balée, da Tulane University, William Woods (Kansas University) e Sanna Saulanuoma, da Universidade de Helsinque. O evento começa às 16 horas com inscrições e venda de livros.

Vários painéis serão apresentados sobre a arqueologia na Amazônia. No dia 22, haverá o lançamento do livro "Geoglifos: Paisagens da Amazônia Ocidental", organizado pelos cientistas Alceu Ranzi, Antonia Barbosa e Denise Schaan. A realização do simpósio é do Grupo de Pesquisa Geoglifos da Amazônia. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (68) 8114-9667; 9994-5363, 3222-7290 ou pelo email geoglifos@gmail.com .

Geoglifos são vestígios arqueológicos representados por desenhos geométricos (linhas, quadrados, círculos, octógonos, hexágonos, entre outros), zoomorfos (animais) ou antropomorfos (formas humanas), de grandes dimensões e elaborados sobre o solo, que podem ser totalmente e melhor observados se vistos do alto, em especial, através de sobrevôo. Geoglifos podem ser encontrados em várias partes do mundo. Os mais conhecidos e estudados estão na América do Sul, principalmente na região andina do Chile, Peru e Bolívia.

No Acre, os pesquisadores já listaram mais de 250 sítios arqueológicos em estrutura de terra. Descobertos pelo pesquisador Ondemar Dias em 1977, os geoglifos do Acre estão sendo melhor estudados a partir da ação de Alceu Ranzi, que os popularizou. Atualmente, ao menos uma operadora de turismo realiza incursões aéreas sobre os sítios arqueológicos do Acre e o Governo do Estado tem contribuído sistematicamente para seu estudo e preservação.

Fonte: www.agencia.ac.gov.br/ (12/07/2010)

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