quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Frederick Catherwood


Explorador e artista do século XIX, Catherwood teve sua vida ligada definitivamente às antigas civilizações graças aos seus belíssimos desenhos, reproduções das ruínas e vestígios existentes e ainda não pesquisados. Poucos artistas na história conseguiram reunir de forma tão soberba, a técnica da reprodução visual, o conhecimento escultórico e arquitetônico e a capacidade em se deslocar por locais perigosos e isolados.

Frederick Catherwood raramente é comentado de forma isolada. Sua fama deriva da associação com John Lloyd Stephens, o "pai da arqueologia maia". Juntos, formavam uma equipa em todos os sentidos da palavra.

A maior parte das pessoas interessadas na cultura Maia já ouviu falar de Stephens e Catherwood, ou pelo menos do livro de viagens do século XIX, Incidents of Travel in Yucatán (1842) escrito por Stephens e ilustrado por Catherwood.

Em 1839, Stephens decidiu pessoalmente investigar o número crescente de relatos de civilizações perdidas nas selvas de Yucatán. Ele já era um escritor de viagens bem conhecido, e seu convite à Catherwood reforça a importância deste como profissional na época. Catherwood era muito respeitado em sua área. Enquanto Stephens escreveu sobre as cidades perdidas da Antiguidade, Catherwood as desenhava, com uma habilidade e senso de estética inigualável.

Nascido na Inglaterra em 1799, Frederick Catherwood estudou arquitetura, desenho e pintura na Academia Real; e arquitetura clássica e escultura na Itália, Sicília e Grécia. Após completar seus estudos, ele viajou por todo o Oriente, fazendo desenhos em escala de antiguidades do Egito, Arábia Saudita e na Terra Santa. Em 1823 foi contratado como um consultor de arquitetura na restauração das mesquitas do Cairo. Na década de 1830 trabalhava para uma empresa de arquitetura na América.

Em 1839, Catherwood estava em Nova York montando uma exposição de seus primeiros trabalhos, quando Stephens se aproximou com a idéia de explorar a península de Yucatán e a América Central. Stephens não era um desconhecido. Haviam se encontrado três anos antes, e Catherwood certamente sabia da seriedade de suas expedições. Organizaram tudo em poucos meses, partindo no mesmo ano para a floresta.

A hoje famosa expedição viajou inicialmente a Copán (Honduras), onde, a fim de ter liberdade de trabalho, Stephens comprou o terreno por US$50 dólares. Trinta quilômetros ao norte, Catherwood descobre Quirigua enquanto Stephens partia em viagem de negócios a Cidade da Guatemala. Ele fez desenhos de ambos os sítios.

Os dois visitaram em seguida Palenque (Chiapas, México) e Uxmal (Yucatan, México) antes de voltar à Nova York para a publicação de seu primeiro trabalho em parceria, Incidentes de viagem na América Central, Chiapas e Yucatán (1841).

Ainda em 1841, Catherwood sofreu de malária em Palenque, que se agravou em Uxmal, antes de ser levado de volta para os Estados Unidos para tratamento. No entanto, em 1842, prontamente recuperado, voltou com Stephens a Yucatan, prosseguindo com o reconhecimento da região. Eles trabalharam juntos ainda em Chichen Itzá, Cozumel, Tulum, Dzilam, Izamal e Ake. Após sete meses no campo, e com a saúde abalada, Catherwood retorna a Nova York. Lá eles publicados Incidentes de viagens no Yucatan (1843), descrevendo 44 sítios arqueológicos.

A Stephens é creditada a fama de nos revelar o mundo dos Maias, mas foi Catherwood quem forneceu as provas com sua arte.

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