segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Hallan más de 100 piezas arqueológicas en el Alto Amazonas

Los vestigios, que serían del año 1.200, indicarían que los antiguos selváticos realizaron actividades productivas

(Andina) . Ciento cuatro piezas arqueológicas, entre piruros (instrumentos textiles) y hachas de piedra, fueron halladas en el sector de Alto Paranapura, una zona recóndita de la provincia loretana de Alto Amazonas.

Los vestigios, que serían del año 1.200 e indicarían que los antiguos selváticos realizaron actividades productivas, fueron rescatados por el Instituto de Investigación de la Amazonía Peruana (IIAP) y entregados a la Dirección Regional de Cultura.

El arqueólogo Santiago Rivas explicó que las piezas quedaron expuestas luego de un deslizamiento de tierra producido en la zona como consecuencia de las lluvias.

Esta información, señaló, fue reportada junto con algunas piezas por un poblador de Alto Paranapura a Kenneth Reátegui, del IIAP, en un viaje a la provincia de Lamas, en San Martín.

Luego de ello, la institución las puso a buen recaudo y las entregó a la Dirección Regional de Cultura de Loreto para su conservación e investigación respecto a su relación con la historia de la Amazonía.

Además de los piruros destacan cuencos miniatura y de base plana, ollas pequeñas, un vaso, una base de vasija grande, un plato de forma ovalada y pared plana, un plato hondo de base pedestal, fragmentos de vasijas y de una escultura de figura humana.
Para Rivas, lo encontrado ratifica la existencia de arqueología amazónica vinculada a la confección de vestimentas y cultivo de algodón, actividades que aún perduran en Alto Paranapura.

Fonte: http://elcomercio.pe/peru/689823/noticia-hallan-mas-100-piezas-arqueologicas-alto-amazonas (26/12/2010)

Pedras incas podem explicar poderio da civilização

Encontrados recentemente objectos descritos desde o século XVI.

Arqueólogos britânicos e peruanos encontraram um conjunto de pedras incas que podem revelar o segredo do poder da civilização que dominou parte da América do Sul entre os séculos XV e XVI.

As três pedras, que têm 35 centímetros de altura e a forma de cone, foram encontradas no topo de uma montanha onde os incas realizavam rituais sagrados. Representavam a conexão entre o mundo dos antepassados e o sol.

Embora tivessem sido descritas por cronistas espanhóis que chegaram à América no período das grandes navegações e vistas em desenhos feitos nessa altura, nenhum exemplar tinha sido encontrado até agora.

Os investigadores da Universidade Nacional de Huamanga, no Peru, do Museu Britânico e das Universidades de Reading e de Londres, no Reino Unido, acreditam que os topos de montanha eram locais sagrados para os incas, pelo que não queriam deixar traços visíveis da sua presença. Como tal as pedras encontradas estavam subterradas numa das 40 plataformas cerimoniais existentes em grandes altitudes.

As plataformas e as pedras ancestrais, parte do arsenal ideológico inca, eram um instrumento-chave de controlo imperial. Os especialistas calculam que essas plataformas teriam sido construídas por volta de 1400, durante a conquista daqueles territórios pelos incas, antes da chegada dos espanhóis.

Na crença inca, picos de montanhas cobertos de neve, de onde vem a água que sustenta a vida nos vales, eram sagrados. As pedras seriam oferendas para o cume sagrado, conectando os antepassados incas com o sol.

Os investigadores procuram agora descobrir como os incas conseguiram ganhar o impulso que lhes deu controlo sobre um território tão grande e acreditam que essa resposta está guardada nas plataformas e pedras ancestrais.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=46613&op=all (21/12/2010)

Bajo Palacio Nacional descubren juego de pelota

La brújula fueron archivos antiguos y crónicas de fray Bernardino de Sahagún.

MÉXICO.- Un segundo juego de pelota, que data de los años 1486-1502, fue hallado por los arqueólogos José Álvaro Barrera Rivera y Alicia Islas bajo los inmuebles ubicados entre las calles de Moneda, Licenciado Verdad y Palacio Nacional, en el Centro Histórico.

Este hallazgo complementa la información que ya se tenía del primer juego de pelota (también conocido como Teutlachco) descubierto por investigadores del Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH) muy cerca de la Catedral Metropolitana y de la calle de Guatemala, en 1991.

La estructura que recién se da a conocer se llama Tezcatlachco, como la nombra fray Bernardino de Sahagún en sus crónicas. La cancha, según el trabajo de investigación de Barrera e Islas, medía cerca de 50 metros de largo por casi seis metros de ancho.
Los investigadores detallaron los aspectos del descubrimiento en la tesis con que obtuvieron el grado de licenciatura en arqueología en la Escuela Nacional de Antropología e Historia (ENAH), la cual presentaron el pasado 29 de octubre.

En entrevista con La Jornada, Álvaro Barrera, quien ha supervisado durante casi una década el Programa de Arqueología Urbana (PAU), adscrito al Museo del Templo Mayor, comentó que gracias a antiguos documentos que señalaban su existencia fue detectado el segundo juego de pelota; posteriormente, se corroboró su ubicación durante diversas temporadas de excavaciones (realizadas mediante lumbreras), entre 2003 y 2006.

No obstante, la información recabada en el trabajo de campo tuvo que ser cotejada con varias fuentes documentales antes de llegar a la conclusión final, que hoy confirma la localización exacta del Tezcatlachco o juego de pelota del espejo, dedicado a Tezcatlipoca, señor del cielo y de la tierra o fuente de vida.
La estructura tenía forma de I, y tiene diversas etapas constructivas. Debido a su localización (debajo del Palacio Nacional, del edificio del ex Arzobispado y del cruce con las calles de Moneda y Licenciado Verdad) es difícil que los vestigios completos puedan ser visibles para el público.

Los estudios de los arqueólogos incluyen datos de la arquitectura y recintos ceremoniales de la antigua Tenochtitlán, como los dos juegos de pelota que formaron parte del centro ceremonial mexica.
La cancha medía 50 metros de largo por 6 de ancho y data de los años 1486-1502: arqueólogos

Fonte: http://www.vanguardia.com.mx/bajopalacionacionaldescubrenjuegodepelota-618047.html (24/12/2010)

Arqueólogos encontram pedras sagradas dos incas no Peru

BBC - Arqueólogos do Peru e da Grã-Bretanha encontraram um conjunto de pedras incas que, segundo eles, podem revelar à humanidade o segredo do poderio da civilização que dominou parte da América do Sul entre os séculos 15 e 16.

As pedras cônicas já haviam sido descritas por cronistas (Foto: Museu Britânico/Divulgação )

Fazendo escavações no topo de uma montanha onde os incas realizavam rituais sagrados, os especialistas encontraram as três pedras ancestrais, objetos sagrados que, na crença inca, representavam a conexão entre o mundo dos ancestrais e o Sol.

Nenhum exemplar das pedras - descritas por cronistas espanhóis que chegaram à América no período das grandes navegações e vistas em desenhos feitos no período - havia sido encontrado antes.

Elas têm 35 cm de altura e formato cônico, pesam vários quilos e precisam ser carregadas com ambas as mãos.

A equipe de arqueólogos incluiu cientistas da Universidade Nacional de Huamanga, no Peru, do Museu Britânico e das Universidades de Reading e de Londres, na Grã-Bretanha.

'Acreditamos que essas pedras, e as plataformas onde foram encontradas, guardam o segredo do poderio inca'', disse o especialista do Museu Britânico Colin McEwan à BBC Brasil.
Relatos Históricos - Os cientistas trabalhava há duas semanas a altitudes de entre 3,6 mil metros e 5 mil metros quando as pedras foram localizadas.

'Estou falando de arqueologia radical, era difícil trabalhar e até mesmo respirar lá em cima', disse McEwan.
Os incas acreditavam que seus ancestrais, os fundadores da civilização, haviam sido convertidos permanentemente em pedras.

Após a chegada dos colonizadores espanhóis, cronistas descreveram, em seus relatos históricos, importantes eventos públicos na praça central da capital do Império Inca, Cuzco.

Nessas ocasiões, o rei inca ficava sentado em uma plataforma elevada, de onde observava as celebrações.

Oferendas líquidas de chicha (uma bebida fermentada feita com milho) eram feitas por meio de uma abertura vertical feita na plataforma.

Quando o rei não estava presente, uma pedra sagrada era colocada no assento onde ele deveria estar sentado para representar o poder da dinastia inca.

Deuses da Montanha - 'A capital inca, situada entre altitudes de 2,5 mil e 3,6 mil metros, era bastante alta', disse McEwan. 'Mas a expansão do império inca implicou na conquista de altitudes ainda maiores, onde viviam as lhamas e alpacas, entre 3,6 mil metros e 5 mil metros'.

Fonte de alimento e de lã para tecelagem, além de importante meio de transporte, grandes rebanhos de lhamas e alpacas eram vitais para a sobrevivência do império.

McEwan e a equipe de arqueólogos acreditam que isso explica a presença, nos cumes de várias montanhas, de cerca de 40 plataformas cerimoniais, símbolos do controle inca sobre esses territórios.

Com a ajuda do arqueólogo peruano Cirilo Vivanco Pomacanchari, da Universidade Nacional de Huamanga, que vem progressivamente localizando e mapeando as plataformas em locais remotos, a equipe chegou ao local onde as relíquias foram encontradas.

Segundo McEwan, eles não tinham qualquer ideia do que poderiam encontrar.

'Esses locais eram tão sagrados que os incas não queriam deixar qualquer traço visível da presença humana neles', disse McEwan.

'Ao escavar o chão da plataforma, encontramos amostras de solo trazidas de diferentes regiões, cuidadosamente dispostas'.

Mais ao fundo, cerca de 2,5 metros abaixo da superfície, a equipe encontrou uma cavidade que havia sido escavada na rocha sólida.

'Quando escavamos, descobrimos três dessas pedras, cuidadosamente colocadas com as pontas juntas, como um tripé, apontando para baixo, indicando a conexão com o mundo dos ancestrais'.

Poder Benevolente? - Questionando teorias segundo as quais os incas seriam 'socialistas', McEwan disse que seu império foi construído com astúcia e violência.

'Quando negociavam com um líder local, os incas lhe ofereciam a opção de governar localmente, mas ele era obrigado a pagar impostos'.

Se a oferta não era aceita, o poderio inca dizimava a população masculina e transferia os sobreviventes para outros locais, cortando seus vínculos com a terra e meios de subsistência.

As plataformas e as pedras ancestrais, parte do arsenal ideológico inca, eram um instrumento-chave de controle imperial.

'Sabíamos que os incas deveriam ter razões importantes para colocar essas plataformas nesses locais, próximos dos cumes sagrados e permitindo uma visão ampla de todo o horizonte à volta'.
'Nós acreditamos que eles obrigavam a população local a trazer (as amostras de) solo e as colocavam nas plataformas como símbolos do domínio inca'.

Os especialistas calculam que essas plataformas teriam sido construídas por volta de 1.400, durante a conquista daqueles territórios pelos incas, antes da chegada dos espanhóis.

Na crença inca, picos de montanhas cobertos de neve, de onde vem a água que sustenta a vida nos vales, eram sagrados.

As pedras seriam oferendas para o cume sagrado, conectando os ancestrais incas ao Sol.

'Você dá seu mais precioso objeto aos deuses da montanha, esperando em retorno a fertilidade da terra e os benefícios trazidos pelos animais que a habitam',

Corpos de crianças mumificados, encontrados anteriormente nas montanhas, indicam também a prática de sacrifícios humanos.

Nova Etapa - Segundo McEwan, o próximo passo é fazer uma análise das amostras de solo encontradas nas plataformas.

Com a ajuda de satélites, a equipe está tentando entender também a lógica por trás da localização específica de cada uma delas.

Ele diz que não há plataformas em todos os cumes altos e acredita que a escolha dos locais não era aleatória.

Finalmente, McEwan diz que a equipe procura a resposta para a dúvida de como os incas conseguiram ganhar o impulso que lhes deu controle sobre um território tão imenso.

A resposta estaria guardada nas plataformas e pedras ancestrais.

'Elas estão no coração do grande projeto inca', concluiu Colin McEwan.

Fonte: http://arqueoastronomy.blogspot.com/2010/12/arqueologos-encontram-pedras-sagradas.html (22/12/2010)

Desalojan a los invasores de Pachacámac

Mil 500 policías intervienen en zona de amortiguamiento del complejo arqueológico tomada hoy. Hay 5 efectivos heridos y 28 detenidos.

Un fuerte contingente policial desalojó esta mañana a los cerca de 4,500 de invasores que tomaron esta madrugada la zona de amortiguamiento del complejo arqueológico de Pachacámac, en el distrito limeño del mismo nombre.

Los efectivos retiraron las piedras que bloqueaban el paso en la antigua Panamericana Sur y lanzaron bombas lacrimógenas a los ocupantes ilegales. Además, intervinieron la zona a pie, a caballo, en camiones portatropas y con el apoyo de un helicóptero.

Los invasores -que se hacían llamar los “Hijos de Villa El Salvador”- lanzaron piedras y palos a los agentes antes de abandonar el área de 240 hectáreas. “Hay cinco efectivos heridos y 28 detenidos en las comisarías del sector. La operación duró unos cincuenta minutos y participaron mil quinientos efectivos”, contó en RPP el coronel PNP Roberto Luján, jefe de la División Territorial Sur 2.

La autoridad policial afirmó que los traficantes de tierras cobraron 120 soles a cada invasor y que estos incurrieron en los delitos de usurpación agravada y resistencia a la autoridad. “Desde ahora vamos a reforzar la presencia policial en la zona por ser un área arqueológica protegida”, agregó.

Más temprano, el propio ministro de Cultura, Juan Ossio, había pedido que la Policía desaloje a los invasores y que el Poder Judicial aplique las sanciones que correspondan. “En la zona de amortiguamiento también pueden haber restos arqueológicos. Es un área que hay que proteger y no se puede transgredir”, refirió.

Fonte: http://peru21.pe/noticia/688964/desalojan-invasores-pachacamac (24/12/2010)

Construyen museo de la Civilización Maya en Yucatán, México

México, La construcción del museo de la Civilización Maya, la primera edificación que conforma el Palacio de igual nombre, se puso en marcha en México como parte del llamado Plan Maestro de Chichén Itzá.

Según Ivonne Ortega, gobernadora de Yucatán, este proyecto forma parte de una estrategia de desarrollo integral para promover la cultura y el turismo en este estado, además de fortalecer la identidad mediante el conocimiento de la civilización Maya

El museo, que tendrá una extensión de 72 mil metros cuadrados, se ubicará a tan sólo 10 minutos de la Zona Arqueológica de Chichén Itzá, a las orillas del Cenote Abán, dentro del municipio de Yaxcabá.

"Al iniciar los trabajos del Palacio de la Civilización Maya, lo hacemos con el espíritu de los astrónomos mayas que heredaban sus conocimientos para cumplir con lo anunciado por el profeta: Nuestra estirpe no se extinguirá, mientras haya luz en el lucero de la mañana", expresó Ortega la víspera, al colocar la primera piedra.

La idea de construir el museo en Yaxcabá fue de la gobernadora debido "a que es la comunidad más pobre de Yucatán, y también una de las cinco más marginadas del país".

Ivonne Ortega precisó que el proyecto en su conjunto contribuirá al desarrollo económico de la urbe, ya que ayudará a que exista un desplazamiento de los turistas hacia la zona, además de contribuir a la creación de nuevas fuentes de empleo.

La funcionaria yucatense aseguró que "la cultura maya es una de las más importantes y lamentablemente hasta hoy no cuenta con ningún museo que valore, represente y dignifique el trabajo de nuestros antepasados".

De acuerdo con reportes de prensa, cuando comenzaron los trabajos para la construcción del museo se encontraron vestigios de caseríos arqueológicos mayas, los cuales están bajo resguardo para una vez terminado el inmueble formen parte de la exhibición del reciento.

Fonte: http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=249167&Itemid=1 (22/12/2010)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL!


Amigos!
Um Feliz Natal a todos!
Voltaremos na próxima semana...

Amigos!
Feliz Navidad a todos!
Vuelva la semana que viene ...

Friends!
Merry Christmas to all!
Come back next week ...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

HERENCIA TEXTIL ANDINA

Un aporte esclarecedor de culturas americanas

Tela llana con bordado y tramas suplementarias (Fragmento. Costa central. Período Intermedio Temprano).

J. M. Taverna Irigoyen

Ruth Corcuera es una de las investigadoras más importantes del arte textil, en toda Latinoamérica.Su formación, su celo investigativo y su enorme versación sobre la estética y tradiciones populares afines a las artesanías del hilado y las tramas convierten a cada uno de sus libros en una auténtica joya testimonial de la disciplina.

Acaba de aparecer, gracias a la Fundación Ceppa, con el auspicio de Mecenazgo Buenos Aires, Ledesma, Organización Techint y Massalin Particulares, la obra Herencia Textil Andina, en versión bilingüe.

La Fundación Centro de Estudios para Políticas Públicas Aplicadas es una persona jurídica argentina que desde 1989 promueve el estudio y la difusión de políticas educacionales y de conservación de patrimonio. Y es para celebrar que estas organizaciones sin fines de lucro puedan acercar al lector en general y al estudioso en particular investigaciones de la talla de la que ofrece Corcuera.

El libro compila selectivamente parte de los trabajos de investigación que, a partir de 1970, realizó en torno al tejido popular andino.

Con buen criterio, los diversos capítulos van configurando una mirada englobadora del tema, acercando al lector a los secretos y aportes transferenciales del tejido como expresión de comunidades y tiempos.Y los datos científicos dialogan con los procesos históricos; el lenguaje simbólico, con los acordes cromáticos; lo sagrado, con lo profano. El espacio andino es ubicado como una geografía casi mítica que, desde Colombia y Venezuela, hasta el sur de nuestro continente, abarca a lo largo de la columna vertebral de los Andes 5.000 kilómetros de majestuosa cordillera.

Curiosamente, por la que recorrerán durante 5.000 años los anónimos tejedores americanos. Climas y alturas para la identificación de culturas, para la tipificación de técnicas, para el registro de memorias.

Ruth Corcuera ubica con clara precisión los testimonios textiles en sus más opuestos lenguajes: no sólo dentro de las figuraciones fito-zooantropomórficas, sino a más, en el centro de cosmovisiones y rituales que hacen a la construcción social y religiosa de esos pueblos. Y desde la greca y el zigzag hasta los juegos asociativos a geometrías, desfilan tradiciones y autoctonismos diversos.

Corcuera ubica, desde los albores remotos (sogas y cuerdas en el manejo de la fibra) en yacimientos arqueológicos de la Argentina, pasando por los tejidos de malla y cestería, hasta la domesticación del algodón (hacia el 2800 a.C.) en las evoluciones de vida y costumbres.Y la aparición del telar, los rudimentos del lizo, el florecimiento de los materiales, le permiten referenciar asociativamente por qué el tejido tiene tanta importancia y valor social, desde remotas épocas.

Detalle de poncho pampa. Punto de poncho con amarrado de urdimbres. (Museo “José Hernández”, Buenos Aires).

Así, no es fortuito que, en ese juego de memorias, la autora relacione que en aquel espacio silencioso de tierras y cielos, plasmado por antiguos pobladores en sus textiles, hoy conviven nuestros artistas contemporáneos con quienes -todavía en sitios aislados- pueden identificar las constelaciones del sur en sus diseños.

Corcuera ratifica que, en este medio mágico de búsquedas, estos artistas nos presentan sus obras como nuevas voces en un coral atemporal. A posteriori de la historia del tejido, la autora ubica al mismo como difusor de creencias.Y destaca que en los andinos es difícil separar los diseños que fueron realizados con un fin meramente decorativo de los que tienen una connotación simbólica. La presencia de Chavín de Huántar, gran centro de culto en la sierra norte de Perú, exhibe un amplio y riquísimo testimonio textil que se profundiza en los hallazgos en sitios arqueológicos de Cupisnique y Ocucaje. Los textiles de Paracas, en sus tramas y urdimbres geométricas y lineales, tanto como las expresiones de la cultura Nazca, sugieren otras vertientes de singular potencialidad. Corcuera ubica seguidamente a los maestros artesanos, quienes en sus culturas locales continuaron de alguna forma la tradición Chavín-Paracas en el período intermedio temprano. Las simbologías de Sol, Luna y estrellas, tanto como pájaros, arañas, monos, trapecios, dan diversidad y belleza al juego de nudos y tramas. Y las culturas Moche, Lima, Nazca expresan en sus técnicas y registros todo un testimonio popular enriquecido por la tradición, el sentido del color y la revelación de los mitos. Túnicas, camisas, bandas, mantos, bordados expresan en sus ritmos y en sus cronologías el gran sentido ritual que tuvo el tejido a lo largo de milenios, tanto como su derivación hacia otros campos de otra especificidad como el del juego y la creación pura. Gasa, filet, crepé, sustancian en Tiahuanaco, en Chancay, en Ica y Chincha, otros caminos -que no lenguajes- de derivación textil.

El imperio textil de los incas consolidó la técnica del tapiz. Y la rueca de la vida siguió hilando en esos pueblos de civilizaciones poderosas, en que toda simbología adquiría un poderoso sentido como valor social, ocupando todos los rangos hasta el final del imperio, como lo recalca la autora.

El libro se detiene en la escultura textil -solución tridimensional alimentada seguramente por la observación de la naturaleza- en el llamado árbol sagrado que aparece tanto en las culturas clásicas como las primitivas, y en la greca escalonada, como formas del lenguaje simbólico englobador y sustento de estas expresiones. En cada caso, Corcuera muestra, a más de su versación de investigadora tenaz, el relevante sentido de interpretación que la anima en los mínimos desarrollos del textil andino y sus secretas secuencias. Es una perspicaz analista para desentrañar ese atrapante color de la memoria, y a la vez, una racional cientificista en el estudio de la actividad textil como un proceso indivisible, continuo en su diversidad, excelso en sus pronunciamientos, perfecto en su sabiduría de nudos.

Un libro que compila un material valiosísimo, dentro de un testimonio esclarecedor. Doble acierto para una edición bella y cuidada que honra a la industria editora nacional.

Fonte: http://www.ellitoral.com/index.php/diarios/2010/12/06/opinion/OPIN-03.html (06/12/2010)

Las Huacas de la Luna y el Sol

Juan Carlos Castresana

En el valle de Moche y al pie del Cerro blanco se estableció la ciudad de Moche, un gran centro de poder que creció entre los años 100 y 800 d.C. En ella destacan dos imponentes construcciones de adobe: el gran templo llamado Huaca de la Luna, y el edificio que fue la residencia de los gobernantes moches, conocido como la Huaca del Sol.

La costa peruana ha estado poblada desde hace más de diez mil años de manera continua. A lo largo del tiempo, los habitantes costeños formaron comunidades que tuvieron diferentes grados de complejidad. Alrededor del 100 después de Cristo comenzó a forjarse una organización política que vinculó a los valles norteños entre Piura y Huarmey, y que mantuvo unidad hasta el año 800 d.C. A esta organización los arqueólogos la llaman "Cultura Moche". Los moches fueron una sociedad sofisticada en la que el poder político estaba muy ligado a la religión, a la administración y al control del trabajo de expertos artesanos.

La huaca de la Luna está formada por dos edificios que funcionaron como templos: el templo viejo y el templo nuevo. El templo viejo creció y estuvo en uso entre los años 100 y 600 d.C. El templo nuevo fue construído en el 600 y estuvo en uso hasta el 800 d.C. Se ubica en la esquina nor-este del complejo, sobre la ladera del Cerro Blanco.

Existía una fuerte relación entre el Cerro Blanco, el cerro tutelar, el mar, el río y el desierto. Es por ello que los moches construyeron su templo en este lugar. La huaca de la Luna fue su "axis mundi", el eje de su mundo, donde simbólicamente se unía la tierra con el mundo superior, el de los dioses, y con el mundo de abajo, de sus ancestros, que precisamente eran enterrados al pie del templo.

Durante el funcionamiento del templo viejo, se transformó al menos en cinco ocasiones. En cada renovación, el edificio se rellenaba con adobes, y se daba forma a uno nuevo que en gran manera repetía la forma del edificio anterior. En otras palabras, hay cinco edificios semejantes uno encima de otro de manera superpuesta. El templo fue creciendo en altura y volumen hasta sus actuales dimensiones. Estas renovaciones no se hacían para reconstruir un edificio deteriorado, sino porque los moches repetían un estilo arquitectónico que consideraban sagrado.

Los moches fueron una cultura pre-Inca. Extinta para cuando los españoles llegaron y conquistaron el Imperio Inca. Poco se sabe de la suerte de la población. Pero ante la dureza del imperio que los conquistó, no dejó gran cosa. Hoy en día los trabajos de restauración se llevan a cabo minuciosamente para sacar estos tesoros a la luz. No hace ni tres meses han abierto un museo a escasos cien metros de la huaca de la Luna, en el que se observan los restos hallados en el templo. Una visita imprescindible e interesante.

Fonte: http://www.elmundo.es/elmundo/2010/12/17/baleares/1292579561.html (17/12/2010)

ARQUEOASTRONOMIA EN SILLUSTANI - PUNO

Sillustani es una enigmática necrópolis construida sobre un misterioso y singular paisaje natural. Su visión impacta al visitante que tiene la sensibilidad de percibir todo aquello que escapa a la experiencia cotidiana. El lugar semeja una pequeña península rodeada por una laguna de aguas azules y cristalinas llamada Umayo. Está tan perfectamente armonizado todo el entorno que sin duda es un lugar fuera de lo común. Quienes lo planearon y construyeron sabían que desde allí era posible contactar con el Hanan Pacha (cielo). Así de increíble!!!

Según los estudiosos perteneció al pueblo Qolla y posteriormente fue influenciado por el Estado Inka durante su expansión en tiempos de Pachakuteq y Tupaq Yupanki, entre los siglos XII y XIV. Queda a menos de una hora de viaje desde la ciudad de Puno en dirección S-O y se sitúa dentro de la jurisdicción del distrito de Hatunqolla.

Sillustani es un grupo numeroso de tumbas (llamadas chullpas) o los restos de lo que alguna vez fueron; porque ahora lucen sólo como cascarones de frutas consumidas por la voracidad de hambrientos "huaqueros" y de toda laya de insensibles ladrones que saquearon nuestro patrimonio histórico para conseguir una fortuna fácil. Ni más ni menos que lo acontecido en el norte de nuestro país en años pasados. Felizmente ahora esta necrópolis está siendo recuperada y puesta en valor por el INC ( ahora, Ministerio de Cultura).

Las chullpas son inmensos monumentos cilíndricos hechos de piedra que alcanzan hasta 12 metros de altura; algunos de factura tan fina (período Inka) que constituyen maravillosas obras de arte y otras más rústicas hechas de piedra menuda y argamasa (período Qolla). Parecen "qeros"(vasos ceremoniales) gigantescos con pequeñas puertas de acceso ubicados en la parte inferior del monumento y con orientación al orto solar. Algunos poseen piezas líticas con animales tallados significando vínculos totémicos con algún dios familiar o comunal. También se puede apreciar algunas chullpas de forma cuadrada y más de una se quedó en proceso de construcción.

La forma de qero, tomado como icono andino, tal vez esté relacionado con el ritual de libaciones de bebidas, tan propios en las costumbres ancestrales de la reciprocidad andina.

También es importante mencionar que la forma parecida a la de un cono invertido o un cilindro expandido por la parte superior se debería al clima extremo de la zona donde el intemperismo o meteorismo es tan poderoso, que el único modo de aliviar la tremenda fricción de los elementos, es haciendo construcciones con ese diseño. Se nota en la mayoría de las piedras los efectos extremos del viento, la lluvia, el sol y las diferencias tan acentuadas en la temperatura durante el día que su acumulación en cientos de años ha dejado huellas inevitables de un gran desgaste.

Hay chullpas de todos los tamaños y dispuestos, aparentemente, en desorden. Sin embargo, una mirada más atenta nos llevó a "ordenar el caos". Muchas de ellas muestran aspectos arqueoastronómicos que merecen ser destacados.


Aprovechando un viaje a Puno y con la ayuda de dos inquietos guías de AGOTUR Puno: Francisco y Manuel Quispe pude llegar a Sillustani para comprobar los alineamientos astronómicos que contienen y que ya los había visto un tiempo antes usando imágenes satelitales de Google Earth. No fue fácil cumplir nuestro cometido porque para empezar, las tres brújulas que habíamos llevado, nos brindaban lecturas diferentes. El lugar, como pudimos comprobar, tiene un magnetismo muy acentuado y cada chullpa o piedra masiva se comporta como un imán natural que distorsiona y "enloquece" a las brújulas. Manuel Quispe también dijo que en ciertas épocas del año y en ciertos lugares, las baterías de las cámaras fotográficas se descargan misteriosamente.

Superamos el problema haciendo mediciones desde cierta distancia pero sin perder la direccionalidad. Así, determinamos que hay pares o grupos de chullpas que alineadas apuntan con precisión al ORTO (salida) o al OCASO (puesta) del Sol en los Solsticios y en los Equinoccios. También hay alineamientos que señalan al Norte o al Sur, respectivamente; y otros que señalan en ocasiones específicas al Sol Cenit y al Sol Nadir.

Una pregunta intrigante surgió enseguida: ¿Por qué hicieron alineamientos astronómicos en una necrópolis? Hoy en día ya es fácil responder a esa pregunta pues los estudios realizados en todo el mundo nos brindan datos interesantes; así, intentaremos una explicación: Los difuntos de la clase noble o dirigente, que gozaban de grandes privilegios, tenían un destino preferencial en el más allá luego de su muerte. Sus almas o espíritus irían a reunirse con sus deidades y el mejor modo de hacerlas serían en las fechas astronómicas más importantes del año; esto es, en los Solsticios o Equinoccios. Por allí accederían a su encuentro con el Sol, el gran dios andino. No en vano cada chullpa tiene su puerta ceremonial orientada al Orto Solar; allí donde sale el Sol joven, renovado y dador de vida al planeta en cada día del año. Toda una lección de cosmología andina!!!

Un lugar diferente, aunque no menos interesante, es el llamado "Sector Intiwatana" en el que una plataforma semicircular de piedras planas nos presenta interesantes alineamientos astronómicos. La piedra del extremo sur alineada con la puerta del recinto señala con exactitud al Norte y la piedra del extremo occidental alineado con la misma puerta señala la salida del Sol en los equinoccios, a 90º de acimut.

Si tomamos en cuenta que el interior hubo otras piedras ceremoniales, como se aprecia en el dibujo hecho por el viajero norteamericano George Squier en el siglo XIX, podemos deducir que muchos otros alineamientos astronómicos debieron estar incluidos en ese lugar. Verdaderamente, el misterio de Sillustani continúa pero invita a seguir investigando.

Fonte: http://qoyllur.blogspot.com/2010/12/arqueoastronomia-en-sillustani-puno.html (17/12/2010)

Descoordinación y atentados son constantes en las huacas.

No es la primera vez que la integridad de las milenarias huacas del Sol y La Luna se vería afectada por la presencia de elementos extraños a su entorno natural, el que debería estar rodeado, no por cercos ni restricciones físicas, sino por la intangibilidad legal que corresponde a estos lugares arqueológicos.

El tramo de la vía que une Moche con la carretera Industrial es sólo eso, un tramo en una ruta de desencuentros frecuentes.

La reciente puesta en marcha del proyecto del Gobierno Regional que busca crear una salida vial rápida para los visitantes a los mencionados lugares prehispánicos, causaría un grave perjuicio a la integridad ambiental del lugar. Lo que resulta mucho más grave si se toma en cuenta que tal obra no ha sido coordinada entre las instancias responsables del cuidado del yacimiento.

La Industria, a lo largo de numerosas ediciones, ha puesto de manifiesto cómo la afrenta a esta condición de inviolabilidad de las áreas periféricas y de los propios monumentos es cosa que se repite día con día, sea por desconocimiento de los lugareños, de los foráneos o por la desidia de las autoridad que, por diversas razones, no ponen en marcha los mecanismos legales para acabar con esta situación.

Desde luego, éstas no son nuestras puras versiones. De acuerdo con el director del museo Huacas de Moche y codirector del Patronato que protege a estas ruinas arqueológicas, Ricardo Morales Gamarra, la realidad puede ser mucho peor, pues existe un amplio abanico de responsabilidades que tocan a diversos actores civiles que se hacen ‘de la vista gorda’ y no cumplen con fiscalizar sobre este delicado tema:

“Los problemas son de tres tipos: ambientales, que son causados por las granjas avícolas y antes por el mal olor que venía del Alto Salaverry, pero que la Defensoría del Pueblo y la Gerencia de Salud solucionaron. Se trataba de un matadero de aves cuya sangre era arrojada al pie de un cementerio. También hay problemas ambientales por la ladrillera y la deforestación de la campiña”, refirió.

Añadió que “en cuanto al impacto paisajístico, la preocupación radica en cómo se explica que habiendo instituciones tutelares, se construya con o sin permiso en esa zona cuando tenemos cerca un nuevo evento como el Fenómeno El Niño. ¿Cómo explican las municipalidades que la zona de amortiguamiento no se respete?”.

Refresquemos un poco nuestra memoria trayendo a colación algunos de los hechos más recientes relacionados con atentados al patrimonio cultural del pueblo moche.

Fonte: http://www.laindustria.pe/index.php?option=com_content&task=view&id=22852&Itemid=18 (17/12/2010)

CIHUATÁN

Retoman investigaciones en sitio arqueológico.

La nueva temporada iniciará con la estructura P-9, a cargo de Fundar


Se cree que fue empleada como plataforma de danza y para rituales. Las investigaciones corroborarán esta teoría. La estructura está al centro de la Gran Plaza. FOTOS EDH / MAURICIO CÁCERES

Por ALFREDO GARCÍA

Después de aproximadamente un año y medio de receso, las investigaciones en el Sitio Arqueológico de Cihuatán fueron retomadas ayer por la Fundación Nacional de Arqueología de El Salvador (Fundar), bajo la supervisión de la Secretaría de Cultura.

Los trabajos iniciarán en la estructura P-9, en medio de la Gran Plaza, y la cual se cree que fue empleada como una plataforma para danzas y rituales entre los años 850 a 1523 d. C.

"Lo primero que estamos haciendo es documentar como se encuentra la estructura, y luego continuaremos con la limpieza del material caído. Este tipo de arquitectura es única en El Salvador, al menos que ha sido descubierta", explicó el arqueólogo Paul Amaroli, miembro de Fundar.

La plataforma es cuadrada con escalinatas a cada lado. Posee una superficie plana y empedrada y no se han descubierto evidencias de que haya sostenido otra estructura.
"Se sabe que estas estructuras se usaban en otras ciudades como adoratorios o como plataformas de baile, como hacían los aztecas. Aquí se celebraban aspectos de sus ciclos religiosos. Una creencia es que aquí subían hombres vestidos de sacerdotes o vestidos como víctimas de sacrificio", dijo Amaroli.

El arqueólogo mencionó que a partir de los futuros hallazgos se podrá determinar el verdadero uso de la construcción.

La temporada de investigaciones, que planea extenderse por un año, continuará en el palacio de Cihuatán y se desarrollará con fondos de Fundar y no de la Secretaría de Cultura, afirmó el director nacional de Patrimonio Cultural, Ramón Rivas.

El Sitio Arqueológico de Cihuatán es uno de los más extensos del país, con alrededor de 3 km. cuadrados, equivalentes a unas 400 manzanas de terreno, de las cuales 105 pertenecen al Estado.

La ciudad está dividida en dos conjuntos; el Centro Ceremonial Poniente, que incluye dos juegos de pelota, la muralla perimetral, entre otras estructuras pequeñas, y la pirámide principal de unos 12 metros de altura.

Fonte: http://www.elsalvador.com/mwedh/nota/nota_completa.asp?idCat=6482&idArt=5368279 (02/12/2010)

Una arquitectura del sitio

Por: Anatxu Zabalbeascoa

La arquitecta Claudia Uccelli (Lima, 1965) quiso que su edifico para el Museo Cao, cerca de Trujillo, en Perú, demostrara una comprensión de las culturas indígenas asentadas en la costa norte de ese país. Así, aunque la arquitectura como paisaje y la volumetría de una construcción como topografía son dos cuestiones claves en la arquitectura actual, Uccelli quiso además que su edificio manejara la dualidad del claroscuro y de los llenos y vacíos en un intento de acercamiento a la estética de esas culturas.

¿Por qué no se pierde el edificio en la nada o el todo que es ese paisaje sin fin azotado por el viento? El inmueble, de hormigón -“un elemento compositivo sin distracciones”, explica Uccelli- y levantado con un presupuesto de 250 dólares el metro cuadrado, es una arquitectura orgánica. Tras erigir una estructura tensionada en el sitio arqueológico “El Brujo”, donde hoy se encuentra el museo, Uccelli ganó el concurso para levantar este edificio en el que los espacios se suceden en una planta que ella define como “Moche doméstica” –los antiguos habitantes de la zona-, a pesar de que el área construida es poco doméstica: ronda los 1.500 metros cuadrados.

El recorrido interior, las fugas visuales hacia el mar cercano, la dirección del viento, su azote, y la ausencia de límites emulan, desde el propio museo, la naturaleza del lugar. El nuevo edificio del complejo arqueológico busca difundir los hallazgos, señalar en el mapa turístico la Ruta Moche y crear un vínculo con las poblaciones “urbano-marginales” de los alrededores, como el pueblo de Magdalena de Cao, Santiago de Cao o Chocope, que ven en ese nuevo espacio un lugar donde reconocer sus orígenes.

La disposición de tres de los cinco volúmenes que forman el museo genera una plaza en su interior protegida del clima sumamente erosivo del lugar, que une al fuerte viento la arena. Esa plaza es el nexo que une y define la relación entre los volúmenes del museo. Sin embargo, ese espacio abierto, y sin embargo protegido, es también la paradoja de un lugar que se entiende mejor como paisaje que como arquitectura, pero que para poder vivirse precisa de la protección sutil, pero firme, de la arquitectura.

Fonte: http://blogs.elpais.com/del-tirador-a-la-ciudad/2010/12/una-arquitectura-del-sitio.html (20/12/2010)

Será que estamos a repetir a história dos Maias?

Isabel Palma

A civilização Maia abandonava as terras desgastadas e ocupava outros locais para iniciar novas explorações de recursos. O arqueólogo Richard Hansen refere que a história da civilização Maia é a melhor analogia com a sociedade actual.

A desflorestação, consumo excessivo e consequente esgotamento dos recursos naturais não só são características da nossa sociedade como também da civilização Maia. Estes são alguns dos factores que levaram ao desaparecimento desta civilização.

A história Maia é a melhor analogia possível da sociedade actual. “Estamos a repetir a história” assegura Richard Hansen, arqueólogo da Universidade Estatal de Idaho e presidente da Fundação para a Investigação Antropológica e Estudos do Meio Ambiente (FARES).

Os acontecimentos climáticos extremos, a propagação de doenças, a poluição e o aumento da pobreza e seca são o sinal das alterações climáticas provocadas pelo Homem. “São os produtos da nossa própria loucura” afirma John Kermond, antigo director do programa de comunicação da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA).

A civilização Maia abandonava as terras desgastadas e ocupava outros locais para iniciar novas explorações de recursos. A produção de cal para as pirâmides provocou a desflorestação de grandes áreas. “Foi um consumo extraordinário de cal. Por exemplo, apenas a cobertura da pirâmide de Tigre, exigiu o desaparecimento de 1630 hectares de floresta, necessária para manter os 900ºC que possibilitam a conversão de calcário em cal”, indica Hansen que estuda à 30 anos os templos da civilização Maia.

A desflorestação provocou a sedimentação do barro natural no subsolo o que arruinou a produtividade dos campos agrícolas maias. “Ficaram sem nada.”

Os Maias provocaram uma mudança climática regional mas “a nossa é global e afectará 6000 milhões de pessoas. Para onde iremos depois? Já não temos mais território”, alerta a presidente da Fundação da Floresta Tropical da Guatemala e da Fundação da Floresta Tropical da Florida.

Curiosamente o território ocupado pela civilização Maia que se estende do México às Honduras, continua a ser um dos mais vulneráveis às alterações climáticas. As razões indicadas por Kermond são a forte dependência da agricultura, o aumento ou ausência de chuva e a localização geográfica entre dois oceanos.

“A mensagem que os Maias nos deixam é que temos de cuidar do planeta. Se não fizermos nada iremos chegar ao declínio”, declara a perita da Guatemala. Estudar a história é a “melhor forma de não a repetir.” A arqueologia ajuda a conhecer o passado para entender o presente e projectar o futuro.

Fonte: http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=28068&bl=1 (17/12/2010)

Achado na Amazônia peruana indica que índios conheciam ourivesaria

Uma possível citadela inca também foi encontrada na região. Local ainda está coberto por vegetação e será analisado por arqueólogos.

Guardas florestais encontraram peças de metal e pedra, entre elas um ornamento de prata em forma de escudo, no distrito de Cajaruro, departamento (estado) de Amazonas, do Peru, anunciou esta semana a agência oficial Andina.

“A peça está bastante bastante conservada e é uma das poucas que indicam que as culturas assentadas em Amazonas desenvolveram a ourivesaria (manuseio de metais preciosos para confecção de joias)” disse à agência uma pesquisadora da reserva Cordillera de Colán.

Na mesma região foi encontrada uma possível citadela inca. A construção, no entanto, ainda está coberta de vegetação e precisa ser melhor analisada pelos arqueólogos.

Fonte: http://www.portalms.com.br/noticias/detalhe.asp?cod=959598865 (17/12/2010)

Invasores amenazan otra vez a Pachacámac

Peligro. Ministerio de Cultura alerta sobre ingreso a terrenos en zona intangible. Investigaciones de la policía revelan que cientos de pobladores se asentarían en tierras del antiguo Santuario del Dios de los Temblores.

Jorge Luis Cerda.

Hoy, en pleno siglo XXI, Pachacámac está a punto de sufrir otra invasión. Antes fueron los incas, luego los españoles y ahora, sin tener en cuenta que allí se encontraba el más consultado oráculo del Antiguo Perú, un grupo de invasores quiere meterse a como dé lugar en esta sede prehispánica donde se veneraba al Dios de los Temblores.

Esta próxima invasión ilegal, fruto de un plan que algunas mafias que viven a costa de la expectativa de los más pobres traman desde hace algunas semanas, planea ejecutarse este 24 de diciembre, cuando los efectivos policiales estén resguardando las calles de la ciudad.

Según investigaciones de la Policía Nacional, cuya labor se coordina con el Ministerio de Cultura, estos pobladores estarían organizados en cuatro comités ubicados en tres asentamientos humanos, como Las Brisas, Ampliación Las Brisas y Max Uhle.

Unas 80 hectáreas en riesgo
Al respecto, La República se contactó con la Directora de Patrimonio Cultural del Ministerio de Cultura, Blanca Alva Guerrero, quien expresó su total preocupación por el peligro que corre la zona arqueológica de Pachacámac. “Es terrible porque siempre en fechas de feriados largos como la Navidad se presentan casos de invasión contra el Patrimonio Cultural. Son 80 hectáreas que están en riesgo de ser invadidas”, alertó, muy preocupada.

Refirió también que en el caso del Santuario de Pachacámac se ha descubierto que los pobladores dispuestos a invadir ya separan un lote de terreno pagando entre 20 y 37 soles. “Esta cuota inicial incluye los gastos para los palos, esteras y el sueldo del abogado”, acotó.

Estos datos, dijo, se pudieron conocer gracias a la labor de inteligencia de la policía, que incluso infiltró en los pasados días a algunos efectivos quienes se hicieron pasar como decididos compradores de lotes de terrenos.

El comisario de Villa Alejandro, mayor PNP Jorge Durán Camones, que lidera los operativos, reafirmó que los invasores vendrían del distrito de Villa El Salvador. Hay serios indicios de que para esta Navidad buscarían establecerse en la zona intangible del santuario.

“En la entrada de Pachacámac se observa la venta de esteras, en una cantidad inusual, lo cual evidencia que ya se están alistando para la invasión”, agregó.

La policía detectó a algunos responsables del tráfico de tierras. “Está Antonio Óscar Antayhua, con antecedentes por este delito”, precisó Blanca Alva, y agregó que en el 2009, en Semana Santa, ya quiso invadir Pachacámac. “Los señores Martín Ipanaqué, Orlando Olivares Estrada, María Padilla y uno de apellido Gil son los presuntos promotores de la actual invasión a Pachacámac”, agregó Alva.

El alcalde del lugar, Hugo Ramos, dijo que las áreas verdes y algunas zonas de Manchay también corren el riesgo de ser invadidas, pero que lo evitarán.

Claves
¿Dónde está? Este gran santuario de la época prehispánica se ubica al sur de Lima, en el Valle de Lurín, a 30 kilómetros de la capital peruana.

Templo. Presenta una serie de ruinas entre las cuales podemos mencionar y resaltar el Templo de Pachacámac, el Templo del Sol, el Templo de la Luna o Acllahuasi.

Zonas. También está el Taurichumpi, el Templo Primigenio y la llamada Plaza de los Peregrinos.

Antes quisieron adueñarse de zona intangible
Según la historiadora María Rostworowski, Pachacámac era el dios de la noche y de los terremotos, muy temido. De él decían que si se movía sucedía un temblor y si se movía más venía un terremoto. También se le asocia al Señor de los Milagros o Cristo de Pachacamilla.

El Santuario Arqueológico de Pachacámac fue declarado como parte del patrimonio cultural en 1929. Tiene un área de 465.32 hectáreas con un perímetro de 12,925.41 metros lineales. Fue el santuario más grande e importante de la costa.

Blanca Alva recordó que en las últimas elecciones municipales hubo un intento de invasión por unas 500 personas, pero con apoyo de la Policía Nacional pudieron desalojarlos.

Las invasiones a los sitios arqueológicos son un delito contra el Patrimonio Cultural de la Nación y son sancionadas con pena de cárcel de seis a ocho años y multas de hasta 1000 UIT, de acuerdo con lo estipulado en el Título VIII del Código Penal y la Ley Nº 28296, Ley General del Patrimonio Cultural de la Nación.

Fonte: http://www.larepublica.pe/archive/all/larepublica/20101219/30/node/311601/todos/13 (20/12/2010)

HALLAN EN NICARAGUA RUINAS PRECOLOMBINAS QUE SUPONEN DE LENCAS

Un sitio arqueológico donde habría estado asentada una aldea de lencas, un desprendimiento de los mayas que habitó tierras hondureñas en tiempos precolombinos, fue descubierto en el norte de Nicaragua, informó el gobierno.

Clemente Guido, director del Instituto Nicaragüense de Cultura (INC), dijo que el descubrimiento se produjo en el sector conocido como San Antonio de Tejas, municipio de Ocotal, en la norteña provincia de Nueva Segovia y a unos 250 kilómetros de Managua.

Según declaraciones de Guido a medios oficiales y difundidas por la agencia de noticias DPA, los arqueólogos "encontraron dos entierros y la cruz de monseñor Madrigal, quien en 1951 había dicho que en ese lugar había evidencias de indios lencas".

También "se encontraron 92 montículos de 92 casas españolas construidas sobre el pueblo indígena", así como una vasija de cerámica como parte de "más de cien tiestos" aún por desenterrar, describió.

Guido indicó que expertos de Honduras confirmaron que la vasija coincide en sus características con la cerámica de los lencas, tribu desprendida de los mayas que habitó en territorio hondureño antes de la conquista española.

El arquéologo Juan Bosco informó que en el lugar se hallaron también dos restos óseos humanos y una pieza muy antigua que los indígenas utilizaban como ofrenda fúnebre.

"Estamos ante un sitio único en la región y ante una de las primeras piezas que se encuentran en un contexto arqueológico", dijo Bosco.

En Honduras los lencas se enfrentaron a la colonización española bajo el mando del cacique Lempira, máximo exponente de esa comunidad indígena.

Actualmente, los descendientes de los lencas suman unas 82.000 personas que hablan español y habitan las provincias hondureñas de Intibucá, La Paz, Lempira y el sur de Santa Bárbara, entre otras.

Fonte: http://noticias.terra.com.ar/sociedad/hallan-en-nicaragua-ruinas-precolombinas-que-suponen-de-lencas,40afba96951fc210VgnVCM4000009bf154d0RCRD.html (16/12/2010)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Huacas del tesoro

En el norte de Perú se pueden rastrear las huellas de la civilización mochica, que floreció en tiempos preincaicos. Las huacas, o lugares sagrados, permiten descubrir entierros imponentes como el del Señor de Sipán o la Señora de Cao y testimonios de un arte cuyos rasgos esenciales se prolongan hasta la actualidad.

Por Graciela Cutuli

A unos 20 minutos de Trujillo, la ciudad que marca el comienzo de la “ruta moche” –unos 500 kilómetros al norte de Lima–, una luminosa mañana de noviembre los hermanos García abren la puerta de su taller de cerámica para mostrar a los visitantes los secretos de su arte. Entre moldes y arcilla, entre cacharros e instrumentos musicales que ellos mismos tocan con asombrosa habilidad, una foto muestra en la pared dos rostros casi idénticos. Uno es de Carlos, uno de los doce hermanos; el otro es el que surge de una vasija de cerámica moche modelada, hace cientos de años, por uno de sus ancestrales y anónimos antepasados. “Trabajamos los materiales como ellos, con las técnicas de nuestros abuelos. Esta foto es para explicarles a nuestros vecinos, a nuestros hermanos del país y del mundo, que por más que haya pasado el tiempo, nuestros rasgos, nuestro arte, están presentes”, explican los hermanos. Como si fuera necesario: estos “rostros inconcebibles” –tal el nombre del taller– hablan por sí solos.

En el norte de Perú, junto a la costa del Pacífico, siguiendo el itinerario que va desde Trujillo hasta Chiclayo ésta es la impresión que perdura: el pasado no es cosa del ayer. Es algo vivo y heredado, presente en los sitios sagrados de las culturas preincaicas y en los ritos de sus chamanes, saqueado como las huacas pero también recuperado como los entierros imponentes que de tanto en tanto, como quien halla una perla perdida en el mar, salen a la luz y relucen como el oro desde las entrañas del adobe. Aquí el trabajo minucioso de los arqueólogos permitió recuperar joyas como el ajuar mortuorio del Señor de Sipán y la Señora de Cao, dos emblemas de aquel Perú preincaico que floreció en los primeros siglos de nuestra era. Aquí es oro lo que reluce, y es arena lo que se levanta de la tierra para homenajear a los dioses.

LA HUACA DE LA LUNA. Las huellas de la cultura moche están a flor de piel. Esta civilización, que se extendió a lo largo de unos 570 kilómetros por la desértica costa norte de Perú, entre los valles de Piura y Nepeña, dio vida a una sociedad teocrática y militar encabezada por sacerdotes guerreros que dominaban a un pueblo de ceramistas, tejedores, talladores, agricultores y pescadores. Hijos de la tierra, la honraron con una cerámica que está entre las más bellas del antiguo Perú y en la cual representaron no sólo los elementos del sustento cotidiano –el maíz, el pescado, el venado, el lobo marino, las aves del mar y de la tierra–, sino también cada etapa de la vida humana desde la concepción hasta la muerte.

A pocos minutos de Trujillo y del taller, la Huaca de la Luna es el primer sitio a visitar en la ruta moche. Antiguo centro ceremonial dedicado probablemente a Ai Apaec, el dios de las montañas, sus sucesivas capas de ladrillos de adobe se elevan solitarias a poca distancia de la Huaca del Sol, que aún no está abierta para la visita. El trabajo arqueológico se concentra en los sectores ceremoniales, que se están excavando desde 1991 y abrieron al público en 1995. “A esta zona –explica Miguel, el arqueólogo que nos recibe, frente a un grupo de conservadores que rescata con minuciosidad infinita los murales dañados por el tiempo y la fragilidad de los materiales– no ingresaba nadie, sólo los sacerdotes. Los moches, grandes constructores, hicieron sus pirámides truncas, escalonadas, de 20 a 25 metros de altura, con fines religiosos. Aquí solamente la gente escogida tenía acceso: entraban nobles, sacerdotes, asistentes religiosos y las personas que iban a ser sacrificadas. En los años ‘90, arqueólogos canadienses encontraron personas sacrificadas, en rituales privados y en honor al dios de la montaña”. Curiosamente, los moches no pedían a los dioses la llegada de lluvias, sino su freno: es que los fenómenos del Niño, que afectan periódicamente las costas de Perú y que los indígenas atribuían a la ira de los dioses, causaban daños tan grandes como para precipitar el fin de ciudades enteras y la caída en desgracia de sus clases gobernantes.

Junto a la Huaca de la Luna abrió el pasado junio el Museo Huacas de Moche, el más nuevo de esta ruta arqueológica. Su sala de exposición permanente, que evoca las forma de las plataformas moches, exhibe una extensa colección de cerámicas y objetos hallados en los entierros que revelan, vitrina tras vitrina, la complejidad de aquella cultura y el logrado nivel de expresividad de su arte.

CIUDAD DE BARRO. La ciudadela de Chan Chan, unos diez minutos al norte de Trujillo, es la más grande ciudad de barro de la América prehispánica. “Posterior a la Huaca de la Luna, fue la capital del reino chimú, los herederos de los moches, que consideraban a la Luna más poderosa que el Sol: sólo ella, en verdad, aparece en el cielo de día y de noche, y es capaz de ejercer un mágico influjo sobre las mareas, algo esencial para esta cultura que vivía del mar”, explica Cristóbal Campana, jefe de la Unidad Ejecutora de Chan Chan, que tiene a su cargo el ingente desafío de proteger a la ciudadela del deterioro causado por el paso del tiempo y los factores ambientales. “Los muros perimetrales son muy altos, de hasta 14 metros de altura, y servían para frenar los daños del viento marino.

Tenemos ocho kilómetros y medio de muros restaurados, más del doble de la antigua muralla de Trujillo, en largo y en ancho. Entre las acciones de conservación, se cubrieron miles de kilómetros de grietas ocasionadas por las lluvias, se elevaron muros casi a su altura original, se restauraron los muros del Palacio Tschudi –el único abierto al turismo– y se elaboraron réplicas de los relieves”, agrega Campana.
En el interior del sitio, donde se puede circular por los antiguos patios y pasillos de la cultura chimú, se descubren así exquisitos relieves con diseño de triángulo escalonado, caballitos de totora (las balsas de junco que aún utilizan los pescadores en la vecina ciudad de Huanchaco), pelícanos, cangrejos y aves antropomorfas. Y en todo el recorrido nos acompañan –tal como a los antiguos pobladores de Chan Chan– los gallinazos que sobrevuelan el sitio, y un par de curiosos “perros calatos”, los mansos perros peruanos sin pelo que sorprenden por su piel gris y la elevada temperatura de su cuerpo.

LA SEÑORA DE CAO. Siempre con Trujillo como punto de partida, algo más al norte de Chan Chan se encuentra uno de los sitios espectaculares que hacen famosa a la ruta moche y atraen a estudiosos y visitantes de todo el mundo.

Kilómetro a kilómetro, a medida que los campos cultivados van dando paso a un paisaje terroso y asombrosamente solitario, el Complejo Arqueológico El Brujo –uno de los más antiguos y relevantes de la costa norte peruana– va tomando forma como salido de lo más profundo de los siglos. En este antiguo centro ceremonial, ocupado desde hace miles de años –desde los tiempos de los cazadores-recolectores nómadas hasta la época colonial– fue encontrada en 2005 la Señora de Cao. El hallazgo de esta momia, en una plataforma intermedia del complejo de cinco pirámides de barro, revolucionó todo lo conocido hasta entonces: se supo así que no sólo los hombres podían ser los dueños y señores del poder en el antiguo Perú.

Denis Vargas, el arqueólogo residente en el sitio, encabeza el recorrido que nos interna en los recovecos del lugar, elevado sobre el paisaje y con vista a las aguas azules del Pacífico: “Sobre el inicio de la era cristiana se construyen dos templos, y entre ellos un sistema complejo de residencia urbana. El lugar fue abandonado en torno del 650, después de un gran fenómeno del Niño, pero años después hubo un movimiento ideológico en la sierra central de Perú que regresó al sitio, recuperó el imaginario, levantó nuevos muros y construyó una gran terraza funeraria. Hemos recuperado casi 500 entierros, lamentablemente casi todos destruidos por el intenso saqueo ejercido desde la época de la colonia”. El fenómeno del “huaqueo”, como lo llaman aquí, es tan antiguo como destructivo: para combatirlo, explica Vargas, se hizo participar a los propios involucrados en el saqueo y a su conocimiento empírico se le sumó capacitación en restauración y conservación: “Ahora ellos están yendo a enseñar a otros en la costa norte de Perú”.

Aquí es posible ver el sitio exacto donde apareció, ante los ojos asombrados de los arqueólogos, el cuerpo impecablemente conservado de la Señora de Cao. A poca distancia, la antigua gobernante mochica –muerta tal vez como consecuencia de una infección posparto en torno del 400 d.C.– tiene un museo que le está especialmente dedicado: aquí se exhiben sus cetros de madera forrados en cobre, su fardo funerario, sus joyas de metales preciosos, lapislázuli y turquesa, sus diademas y hasta su cuerpo, curiosamente tatuado con imágenes de serpientes y de arañas. La momia de la Señora de Cao es la ocupante de la última vitrina del museo: allí se la ve, procedente de la noche de los tiempos, pero lo que se observa no es realmente su cuerpo, colocado más abajo por razones de conservación, sino sólo su misterioso y flotante reflejo en la luna de un espejo.

SEÑORES DE ORO. Alrededor de un siglo y medio antes de la muerte de la Señora de Cao, el rey de estas tierras era el Señor de Sipán. Para verlo, recorremos los 200 kilómetros que separan Trujillo de Chiclayo, nuestro nuevo punto de partida hacia el último tramo de la ruta moche. El entierro del “faraón de América”, como lo llamó la prensa cuando fue encontrado en 1987, se considera comparable sólo con la tumba de Tutankamón. El autor del hallazgo, Walter Alva, ya es un mito de la arqueología mundial. Su hijo Ignacio dirige los trabajos de excavación en la Huaca Ventarrón, también cercana a Chiclayo, un antiguo templo primigenio de la cultura Lambayeque, de los tiempos pre-cerámicos, que según explica el arqueólogo “se busca enmarcar en un proyecto de paisaje cultural”. Porque esta huaca “es la más grande, pero no la única”: hasta donde da la vista, cada vez que la tierra se eleva en una masa de adobe es un templo moche, o tal vez un poco anterior o posterior, lo que está clamando por hablar a los descendientes del antiguo pueblo peruano. El año próximo, los visitantes que llegan hasta aquí podrán interpretar el sitio con la ayuda de un nuevo Museo de las Culturas de la Costa Norte.

El sitio del hallazgo del Señor de Sipán es Huaca Rajada, y no está muy lejos de aquí. La historia comenzó en 1987, cuando un grupo de arqueólogos decidió afrontar el violento saqueo del sitio impulsado por los traficantes de piezas halladas en los yacimientos: cuando llegaron, intervención policial mediante, una de las ricas tumbas ya había desaparecido, pero tiempo más tarde se pudieron recuperar algunas piezas de oro. La siguiente sepultura, esta vez salida a la luz en las manos de los expertos comandados por Walter Alva, fue la de aquel guerrero sacerdote que se fue al otro mundo rodeado de joyas, emblemas de su jerarquía semidivina y seres humanos que lo acompañaron a través del sacrificio. Conmueve ver en la huaca el sitio preciso del hallazgo, rodeado de otras tumbas que hoy se encuentran expuestas en el Museo Tumbas Reales de Sipán, a pocos kilómetros de aquí, mientras un nuevo Museo de Sitio inaugurado en 2009 exhibe, en el lugar mismo, la tumba número 14 de Huaca Rajada. Luis Chero, uno de los colaboradores de Alva, explica que “ya hemos encontrado la tumba 15 y 16, que van a ingresar al laboratorio para ser expuestas en el Museo de Sitio a fin de año. Son hallazgos recientes que están completando la élite de la sociedad mochica”.

Mientras tanto espera en el Museo Tumbas Reales la réplica precisa de cómo fue hallado del Señor de Sipán, las fotografías del descubrimiento, todas sus joyas y paramentos funerarios originales, las cerámicas que lo acompañaron a la tumba, sus cetros de oro y plata, los brazaletes de turquesa, las orejeras y cascabeles que indicaban su alto rango. Tras ser enviado a Alemania para estudios en laboratorios especializados, al regresar a Chiclayo en 1993 el cuerpo del antiguo gobernante mochica fue recibido con honores militares y el conmovedor homenaje popular de quienes se sienten sus descendientes. Como lo son también del Viejo Señor, un jefe guerrero y religioso anterior al Señor de Sipán sepultado con una riqueza deslumbrante en un entierro también exhibido en el Museo Tumbas Reales.

Cierra el trío el no menos impresionante Señor de Sicán, gobernante de la cultura que se centró en el bosque de Pomac, exhibido en el Museo Nacional Sicán de Santa Lucía de Ferreñafe. La exposición clara y didáctica del museo, donde nos guía el arqueólogo Víctor Curay, ayuda a la comprensión de esta civilización que floreció entre el 700 y el 1300, cuando cayó bajo el dominio de los chimú. A pesar de todas las maravillas vistas, el Museo vuelve a sorprender por la riqueza y particularidades de las dos tumbas exhibidas, conocidas como Este y Oeste: en la primera se encuentra el cuerpo de un hombre adulto totalmente ataviado, colocado en el centro y en posición invertida. Es el Señor de Sicán, y junto a él –rodeado de joyas y objetos rituales– dos mujeres parecen representar la ancestral escena del nacimiento. La otra tumba, entre tanto, alberga dos personajes masculinos que, según revelaron estudios de ADN, formaron parte probablemente de una dinastía gobernante. Recorrer este museo cierra de algún modo la parte más impactante y lujosa de los entierros moches, pero no cierra la ruta de aquella antigua civilización, que debe concluir con las pirámides de Túcume, al norte de Chiclayo, cuyos edificios muestran huellas de la ocupación moche, la posterior chimú y, finalmente, los sólidos y duraderos muros de piedra de los incas

Fonte: http://www.pagina12.com.ar/diario/suplementos/turismo/9-1963-2010-12-13.html (12/12/2010)

México restaura dos pirámides precolombinas

Dos antiguos edificios conocidos como Pirámide de los Caracoles y Pirámide de los Cascabeles, de 14 y 7 metros de altura, fueron restaurados y consolidados en el sitio arqueológico de Santo Nombre, en Puebla (sureste de México), como parte de los trabajos para la apertura al público de este lugar histórico antes de 2012.

El arqueólogo Blas Castellón, responsable del proyecto, dio a conocer este martes que en la época prehispánica la ciudad de las pirámides fue un punto estratégico entre las rutas de intercambio con el Centro, el Golfo y la costa del sur de México.

Este lugar fue ocupado durante más de mil años, aproximadamente del 400 AC al 600-700 DC, por un pueblo indígena predecesor a la cultura Maya y Azteca.
Destaca la similitud de las construcciones con el estilo de las pirámides de la Ciudad de los Dioses de Tehotihuacán, ubicada en los alrededores de la actual Ciudad de México

El arqueólogo Castellón indicó que la zona tuvo su mayor esplendor entre el inicio de la era cristiana y el período mesoamericano del Clásico Tardío (550 DC), y habría tenido un uso ritual y privado.

Detalló además que para la próxima temporada de trabajo en Santo Nombre se tiene prevista la consolidación del tercer templo de la Plaza Gran Altar, y el análisis y registro de las piezas y restos óseos encontrados, con el fin de difundir el valor de las construcciones prehispánicas de este sitio.

“A la Plaza Central sólo tenían acceso gobernantes o quienes se encargaban de los asuntos administrativos. Este espacio está en el centro del sitio, circundado por más 30 estructuras piramidales que dificultaban el acceso al mismo”, comentó el arqueólogo

Hallazgos significativos
El arqueólogo Blas Castellón informó que durante las excavaciones en el sitio de Santo Nombre se han encontrado múltiples piezas con marcas causadas por el fuego, especialmente en la Plaza Gran Altar, donde se hallaron cuchillos de obsidiana (roca volcánica) y hueso tallado, dijes, esculturas de piedra y piezas de cerámica negra y naranja.

Igualmente, en la plaza se encontraron restos de aves de rapiña y grandes felinos, caracoles, conchas de nácar, figurillas de barro y piedra, y un brasero policromado que fue reconstruido casi en su totalidad.

También se localizaron alrededor de mil cuencos que aún contenían restos de maíz, frijol, calabaza, chile y cacao, y que posiblemente se usaron para ofrendar sangre, hipótesis que se determinará en los próximos meses a partir de análisis de laboratorio.

Los arqueólogos Patricia Delgado y Hugo Huerta, miembros del equipo del Instituto Nacional de Antropología e Historia de México (INAH), suponen que la incineración de los objetos corresponde a un viejo ritual para clausurar las construcciones.

teleSUR/EFE-Elinformador.com.mx-INAH/rp-MM

Fonte: http://www.telesurtv.net/secciones/noticias/85817-NN/mexico-restaura-dos-piramides-precolombinas/ (15/12/2010)

Amazonas: hallan probable ciudadela inca

La fortaleza posee una extensión de 39,215.80 hectáreas. Se espera que los arqueólogos puedan confirmar o descartar el descubrimiento.

Una probable ciudadela incaica, así como piezas de metal y piedra, fueron hallados por guardaparques del Santuario Nacional Cordillera de Colán, durante un reciente patrullaje en el sector Nº 03 de San Juan, ubicado en el distrito de Cajaruro, provincia de Utcubamba, en Amazonas.

La pieza elaborada en plata tiene la forma de un escudo de guerra. También se encontraron adornos tallados en piedra, señaló el especialista en biología del santuario, Leyda Gueiler Rimarachín.

Respecto a la probable ciudadela dijo que está cubierta de vegetación, por lo que se espera la llegada de arqueólogos que puedan confirmar o descartar el descubrimiento.
La ciudadela tiene una extensión de 39,215.80 hectáreas y comprende una muestra de los bosques montanos o yungas del norte de Perú, en sus tres pisos altitudinales: premontano, montano bajo y montano.

Fonte: http://peru21.pe/noticia/683614/amazonas-hallan-probable-ciudadela-inca (13/12/2010)

Asfaltado de vía no perjudicará Huaca del Sol

LA LIBERTAD | TRUJILLO. Tras la señalización con cal en la Huaca del Sol para la construcción de la vía que hará más factible la llegada a este monumento prehispánico, el gerente regional de Infraestructura, Álvaro Bazán Cabellos, reconoció que la compañía Aresa Contratista Generales S.A.C cometió un error al esparcir este polvo sobre parte de este centro.

"Definitivamente es un error que la compañía Aresa haya esparcido cal sobre parte de la Huaca. Sin embargo, es necesario recalcar que para el asfaltado de la carretera Industrial hasta el sitio arqueológico se dejará un margen de aproximadamente un metro y medio, para no perjudicar el monumento", detalló Bazán Cabellos.

En tanto, refirió que el canal adyacente a la carretera, que será entregada en siete meses, será removido dos metros para dar un mayor espacio a la vía que se construirá y que tendrá seis metros de ancho.

MONITOREO. Por su parte, el director regional de Cultura, Enrique Sánchez Maura, indicó que la instalación del centro de monitoreo para vigilar el asfaltado de la vía, será de suma importancia porque permitirá que se detecte en el lugar de la obra si es que existen restos enterrados pertenecientes a la cultura Moche.

Fonte: http://correoperu.pe/correo/nota.php?txtEdi_id=21&txtSecci_parent=0&txtSecci_id=65&txtNota_id=505060 (16/12/2010)

Em 90 minutos alcançamos o topo da pirâmide

MONTEZUMA CRUZ
Amazônias

Pugliese (e) e Bispo (c) ouvem explicações do geólogo Adamy, que descansa na subida do morro, a 12 km de Alta Floresta do Oeste. O Condor estimula, cada vez mais, a busca da imaginária cidade do Paititi /MONTEZUMA CRUZ

PIRÂMIDE DO CONDOR, Alta Floresta do Oeste (RO) – A subida a pé ao topo da Pirâmide do Condor demorou das 13h20 às 14h50. Fazia muito calor e caminhamos devagar, até porque precisávamos esperar os passos bem medidos do geólogo Amílcar Adamy, 61 anos, com o tornozelo recém-operado.

Do grupo de visitantes, as índias Valda Ajuru, Rosinha Sakariabiá e Leonice Tupari não subiram. Permaneceram na estrada de chão, a um quilômetro de distância. Grávida, Leonice não conseguiria se esforçar tanto, morro acima. Ela própria poupou-se da façanha.

A área é rica em urnas funerárias, materiais líticos e artefatos de cerâmicas. Situa-se a 12 quilômetros do Distrito de Filadélfia, no município de Alta Floresta do Oeste, na Zona da Mata rondoniense, a 541 quilômetros de Porto Velho.

Água de coco em garrafa plástica atenuou o cansaço. Por alguns minutos, o vôo das araras fez a equipe esquecer os efeitos das picadas de insetos e o espinho das tabocas. Toda área ao redor do Condor é íngreme. Vêem-se bonitos exemplares de cipós, jaborandi, cará e limãozinho do mato.

Pirâmide na Zona da Mata desperta estudiosos, Ibama e Iphan para o resgate arqueológico, histórico e cultural da região onde há vestígios de uma civilização milenar /JOAQUIM CUNHA

Os geoglifos Condor, Serpente e Jaguar estão nas imagens de satélite CBERS2, em fotos georreferenciadas pelo farmacêutico e bioquímico Joaquim Cunha da Silva, autor do pedido na Justiça para a criação de um sítio arqueológico na região.

A maior parte das áreas mapeadas para as próximas pesquisas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) está nesta parte da Zona da Mata. Estudos feitos por Joaquim Cunha indicam que o Condor, próximo ao Rio Guaporé, pode ter sido o tipo levantamento de terra ou formação de ilha artificial que servia para residência da população Paititi (leia referências no quadro, abaixo).

Estudos feitos por Cunha, com base na cosmologia inca agora dão margem a outros, pelo Iphan. Ele descreve o alto da pirâmide, tal qual se vê numa imagem de satélite, com o verde da mata em sua plenitude: “Na imagem da cabeça, a lhama mãe está bem visível. No contorno há o capim Peabiru. Fazem parte do conjunto de geoglifos da Via Láctea a lhama mãe, que mede cerca de um quilômetro. A cabeça do Condor mede trezentos metros. Isso existe há séculos”, ele explica.

SGB conclui potencial minero-turístico
ALTO ALEGRE DOS PARECIS – O geólogo do Serviço Geológico do Brasil, Ivan Bispo, está concluindo o levantamento do potencial minero-turístico da região de Alto Alegre dos Parecis, trabalho sob a responsabilidade dele e do geólogo Amílcar Adamy, que também integra aquele órgão desde a antiga Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais.

Bispo localizou sítios arqueológicos e dos matacões de granito (huacas) há tempos pesquisados por um grupo de moradores em Rolim de Moura, entre os quais o farmacêutico Joaquim Cunha e o advogado Adi Baldo. Entre os componentes da paisagem de morros, ele se entusiasmou com as escadas de pedra nas laterais da Pirâmide do Condor. São sinais de que a mão do homem construiu caminhos e acesso às alturas muito antes do surgimento do primeiro mapa amazônico.

Bispo retornou ao Condor, onde esteve em agosto deste ano. Visitou também a Fazenda Glowaski, rica em fragmentos arqueológicos, cujo primeiro contato com os proprietários fora feito anteriormente por Cunha, resultando numa coleção de pedras em cores e formatos variados.Assim, estão diretamente ameaçados a Pirâmide do Condor e o painel da Via Láctea, ambos em Alta Floresta do Oeste. Próximo à cabeça do geoglifo da Lhama existe um cemitério arqueológico com cerâmicas e ossadas.

O curral da antiga Fazenda Glovaski foi construído sobre essa área. Segundo Cunha, a descoberta fora acidental, já que o curral surgira anteriormente à descoberta do cemitério, detectado por ocasião da queda de uma árvore. Foi quando apareceram urnas funerárias.

Analistas ambientais do Ibama examinam plantas e pedras. Eles também sobrevoaram a área de helicóptero, anotando as coordenadas de localização do geoglifo /M.CRUZ

Além das áreas que poderão ter geoglifos futuramente reconhecidos pelo Iphan, a exemplo do existente na rodovia BR-429, aqui há muito mais do que supõem autoridades do setor. Nas pesquisas feitas em campo e com imagens de satélite, observa-se que as formações de morros nesta região de Rondônia seguem a falha magnética do Cânion Buraco da Velha, no município de Alto Alegre dos Parecis.

Foi esse, por exemplo, o motivo de uma próxima viagem dos pesquisadores do Centro Nacional de Arqueologia do Iphan em data a ser definida em Brasília, a partir de 2011.“Muitas dúvidas quanto à presença milenar daqueles que formariam o imaginário Paititi podem ser aos poucos desfeitas” – cometa Cunha.

Justifica-se a sua expectativa: os próprios agricultores notaram a existência de amostras do que seria uma grande jazida de minério de cobre e chumbo, considerados a matéria-prima necessária para o desenvolvimento de uma grande civilização.

Garimpeiros tiram o sossego de sitiante
ALTO ALEGRE DOS PARECIS – O sitiante Nelson Cerri, 56 anos, seis filhos e nove netos diz que não suporta mais o “entra e sai” de garimpeiros em suas terras. Em 40 anos, desde que saiu de União da Vitória (PR), passando depois por Pimenta Bueno, não se sentia tão incomodado. Irritou-se ao ver o desembarque da equipe de arqueólogos e geólogos na porteira de entrada para a sua casa, num sítio situado no cânion Buraco da Velha.

“O senhor pode tirar o óculos, se identificar? Venha cá!”, ordena ao arqueólogo Francisco Pugliese, do Centro Nacional de Arqueologia do Iphan. Pugliese, de óculos escuros, ainda não adentrara a cerca. “Aqui chega gente que eu não sei de onde saiu e o que vem fazer”, justifica. “O senhor também vai tirando o seu (óculos) para eu lhe enxergar direito!”, determina a outro pesquisador.

Escada de pedras numa das laterais do morro: sinal de que muitos séculos antes do boi, do cafezal e de outras lavouras, a região que mais tarde seria a Zona da Mata rondoniense já era habitada /M.CRUZ

Cerri conta que, ao formar a propriedade, andava a pé 33 quilômetros, desde Santa Luzia, carregando o cacaio (saco) cheio, nas costas. Atualmente, acompanha algumas notícias a respeito dos veios de cobre na vizinha região de Corumbiara, esta, pesquisada por empresas do setor desde os anos 1990. O minério está por toda a parte e sua propriedade talvez seja uma das jazidas. Tanto que o sítio foi visitado sucessivas vezes, por curiosos e pesquisadores, desde o início dos anos 2000.

“Olha, aqui aparecem gente igual a vocês, mais os parentes de políticos. Garimpeiros vêm até da Bahia! Fazem buracos, catam pedras e desaparecem. Estou até aqui! (pondo as mãos no pescoço”) – reclama. Em seguida, pede o testemunho do geólogo Adamy. Da mesma forma, dirige-se ao farmacêutico Joaquim, a quem confiou algumas análises: “Você é responsável por toda pessoa que descer do seu carro para entrar aqui”. Adamy e Cunha são seus conhecidos.

Segundo Cerri, os garimpeiros já arrebentaram a cerca do pasto, causando ferimentos e morte de algumas reses enroscadas no arame farpado. A conversa se alonga, Adamy quebra o gelo e o indigenista Evandro Santiago já pode fotografar.

O fazendeiro retira as pedras guardadas no seu quarto, mostrando uma por uma aos visitantes. Menos o cobre. À vontade, fala do gado, dos açudes de peixes, do preço da terra na região, e quer saber o que lhe causará “mais essa visita”. Todos riem, ele fica sério.

Farmacêutico Cunha (e), sitiante Cerri (c) e geólogo Bispo examinam pedras guardadas numa propriedade muito visitada por garimpeiros e parentes de políticos /M.CRUZ

NO GOOGLE E NO CARTÓRIO
■ Por acreditar que caminha no rumo certo em suas expedições, Joaquim Cunha registrou no Cartório de Imóveis de Rolim de Moura um sítio arqueológico povoado por geoglifos, escadas de pedra, pedras semi-preciosas – até um tipo de esmeralda – e restos de cerâmica indígena. Tudo isso, localizado em propriedades rurais na região da Zona da Mata.
■ Paititi (em castelhano, Paytiti ou Paititi) ou Candire é uma cidade lendária supostamente oculta a leste dos Andes, em alguma parte da selva tropical do sudeste do Peru (Madre de Dios), nordeste da Bolivia (Beni ou Pando) ou noroeste do Brasil (Acre, Rondônia ou Mato Grosso), capital de um reino chamado Moxos (em castelhano, Mojos) ou Grande Paitíti (Gran Paititi), governado por um soberano conhecido como Gran Moxo, descendente de um irmão mais novo de Huáscar e Atahuallpa.
■ Está no Google. Joaquim Cunha comparou o suposto mapa de Paititi, conservado no Museu Eclesiástico de Cuzco (Peru) com mapa que georreferenciou. Plotou imagens de satélite para fazer varredura virtual da área, por meio de dados históricos e literatura sobre a civilização Paititi. Para ele, o Geoglifo Serpente, Condor e Jaguar são evidências.
■ Outros nomes dados à cidade oculta em alguma parte do sul da Amazônia ou norte do Prata incluem Waipite, Mairubi, Enim, Ambaya, Telan, Yunculo, Conlara, Ruparupa, Picora, Linlín, Tierra dos Musus, Los Caracaraes, Tierra de los Chunchos, Chunguri, Zenú, Meta, Macatoa, Candiré, Niawa, Dodoiba e Supayurca.
■ Conhecidos exploradores que fizeram expedições em busca do Paititi: Carlos Neuenschwander Landa (Peru), médico; Juan Carlos Polentini Wester (Argentina), padre; Gregory Deyermenjian (EUA), psicólogo; Paulino Mamani (Peru), cartógrafo. Áreas exploradas, como possíveis localizações: a zona fronteiriça entre a Bolívia e o Brasil e a parte oriental do Peru, a leste do rio Vilcanota.
■ O crânio, do lado boliviano que fica em Porto Rubio, no Beni, é a terra do saudoso Don David Savala Mendez, pai de Choco, Cuco, Mirian e Valentina, hermanos que o pesquisador conheceu em Porto Rolim de Moura.

QUEM VISITOU AS ÁREAS
Viajaram durante quatro dias por terra e ar,
na Zona da Mata e no Vale do Guaporé:

■ Alexandre Senra, Procurador da República em Ji-Paraná
■ Amilcar Adamy, do Serviço Geológico do Brasil
■ Anderson Peixoto, analista ambiental do Ibama
■ Carlos Gerrard, analista ambiental do Ibama
■ Evandro Santiago, indigenista que trabalhou na região nos
anos 1980
■ Francisco Pugliese, do Centro Nacional de Arqueologia,
do Iphan
■ Ivan Bispo, do Serviço Geológico do Brasil
■ Joaquim Cunha da Silva, autor do pedido de decretação
de sítio arqueológico
■ José Roberto Pellini, do Instituto Gliphos de Goiânia
■ Marco Antonio Telles, arqueólogo do Instituto Gliphos,
de Goiânia
■ Maria Leonice, indígena do Povo Tupari
■ Montezuma Cruz, jornalista do site Gente de Opinião/Amazônias
■ Rosa, indígena do Povo Sakariabiá
■ Valda, cacique do Povo Ajuru

O cobre está oculto em terrenos vasculhados desde o início dos anos 2000. À flor da terra sobram pedras em diferentes cores e formatos /JOAQUIM CUNHA


Fonte: http://www.gentedeopiniao.com.br/hotsite/conteudo.php?news=72088 (14/12/2010)

Las piezas de Machu Picchu por fin regresan a territorio peruano

Lima. El Gobierno lanzó en el último mes una intensa ofensiva para presionar a la Universidad de Yale, con marchas, discursos, amenazas judiciales y hasta una carta de Alan García al presidente de Estados Unidos, para que devuelva unas piezas únicas.

Ante esta situación, el centro académico accedió a negociar y devolverá una parte de las piezas antes del próximo 11 de julio de 2011, fecha en la que Perú celebrará el centenario del descubrimiento de Machu Picchu por parte del denominado `mundo occidental`.

Los pasos de Bingham en Perú
El 24 de julio de 1911, el investigador estadounidense Hiram Bingham llegó a las entonces desconocidas ruinas, semiocultas entre la maleza, guiado por habitantes de la zona en una expedición financiada por la Universidad de Yale y la National Geographic Society.

A Machu Picchu habían llegado antes exploradores peruanos como el hacendado Agustín Lizárraga, guía de Bingham, que ya en 1902 grabó su nombre en las rocas del sitio.

Este hallazgo tuvo más impacto que ningún otro, pues además de mostrar al mundo la obra más emblemática de los incas, produjo que al año siguiente un conjunto de piezas del sitio saliera del país con el visto bueno del gobierno de Augusto B. Leguía, que las prestó a Yale durante 18 meses para su estudio.

Ya entonces, los pobladores de Cuzco se echaron a las vías del tren, mientras que en el sureño puerto de Mollendo se organizaba un motín para evitar que salieran numerosas cajas con huesos y demás piezas.

Pasó el tiempo y la universidad no entregó los restos; es más, nuevas piezas le fueron llegando hasta 1916, y sólo en 1930 la institución publicó un catálogo ofreciendo devolver una parte de la colección, a lo que Perú se negó categóricamente.

La batalla legal
Tras décadas sin reclamar los vestigios, Perú apostó por recuperarlos a toda costa. El gobierno de Alejandro Toledo, que rigió los destinos del país en el periodo 2002-2006 llevó a juicio a la universidad americana, pero Alan García llegó al poder y prefirió calmar los ánimos. En 2007, ambas partes suscribieron un memorando de entendimiento, donde la universidad reconocía la propiedad peruana de las piezas pero se reservaba el derecho a investigarlas y se comprometía a dar una parte de la colección a un museo peruano de su gusto y a quedarse con el resto por otros 99 años. Según el procurador Eduardo Ferrero Costa, que representa a Perú en la contienda y cuenta con el apoyo de la National Geographic Society, los restos fueron un préstamo a cambio de investigación.

De acuerdo con las últimas conversaciones, parece que será la universidad cuzqueña la elegida para custodiar las primeras 370 piezas que Yale devolverá a inicios de 2011 año que, junto con el 2012, se espera retornen los otros objetos, para los que Perú deberá habilitar un nuevo edificio, sitio en el que los investigadores puedan continuar sus estudios.

Si todo sigue como lo anunciado, el caso peruano dejará de ser controvertido y seguirá la tendencia de un mundo que, como asegura la historiadora peruana Mariana Mould, "se está moviendo hacia la restitución oportuna de los bienes".

Los vestigios incas, una colección controvertida
Una delegación peruana desplazada a Yale contabilizó 369 piezas en condiciones de ser exhibidas. En total, 46.332 objetos que contrastan con los más de 4.000 contados por los expertos de Yale. Hay desde vasos para chicha (bebida de maíz) hasta tostadores de maíz de tres patas, morteros de grano y miles de huesos de quienes trabajaron en las laderas de la ciudadela. Los objetos, de valor más sentimental que arqueológico según algunos especialistas, dan pistas de cómo fue la vida en esta ciudadela del imperio inca construida en el siglo XV en un paraje fascinante entre la selva y la sierra.

Fonte: http://www.larepublica.com.co/archivos/TENDENCIAS/2010-12-16/las-piezas-de-machu-picchu-por-fin-regresan-a-territorio-peruano_117631.php (16/12/2010)