quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Busca do passado de SC

Grupo de arqueólogos esteve na cidade para recolher objetos para estudo de povos sambaqueiros.

Durante três semanas, um grupo de arqueólogos e pesquisadores do Museu Nacional do Rio de Janeiro esteve em um sítio arqueológico em Laguna, no Sul do Estado, para complementar os estudos iniciados no mesmo local por um antigo diretor da instituição na década de 50.

Eles já retornaram à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) levando com eles restos humanos com cerca de 4 mil anos, vários objetos, utensílios e diversas informações que podem ajudar a descobrir semelhanças ou diferenças entre os locais de sepultamento dos povos sambaqueiros cariocas e catarinenses.

As primeiras informações catalogadas do pequeno sítio arqueológico localizado nas proximidades da ponte na BR-101, na comunidade de Cabeçudas, são de autoria de Castro Faria, diretor do museu nacional carioca na década de 50. A partir desse material, a arqueóloga Rita Scheel-ybert retomou as escavações para tentar descobrir novos elementos que possam esclarecer a vida dos povos sambaqueiros que habitaram a região há mais de 4 mil anos e antes memso dos índios tupi-guarani.

– Os sambaquis estão em todo o litoral brasileiro, mas quero fazer um comparativo entre os existentes no Rio de Janeiro e os daqui de Santa Catarina. Os sambaquis catarinenses foram mais bem preservados que os cariocas ou eram originalmente muito maiores que os daquela região? – explica Rita.

O trabalho da pesquisadora neste sítio arqueológico começou, de fato, em 2009, quando esteve no local para um mapeamento antes das escavações. Especialista nesse tema, ela já esteve nos sambaquis de Jaguaruna, considerado os maiores em número de sepultamentos no Brasil, em 2003.

Apesar dos temporais que causaram enchentes em todo o Estado na última semana, as pesquisas do grupo carioca quase não sofreram interferências do mau tempo.

– São Pedro foi bastante generoso conosco, a chuva praticamento não atrapalhou a escavação – ressalta a arqueóloga.

Se na década de 50 Castro voltou ao museu da UFRJ com mais de 200 restos mortais, hoje a situação é bem diferente. Rita e seus 14 ajudantes retornaram para casa com bem menos objetos, mas o que foi encontrado tem grande valor histórico, como o esqueleto de um homem adulto.

O material foi cuidadosamente embalado para ser estudado em condições mais adequadas no museu do Rio de Janeiro.

marcelo.becker@diario.com.br
MARCELO BECKER | LAGUNA

FONTE: HTTP://WWW.CLICRBS.COM.BR/DIARIOCATARINENSE/JSP/DEFAULT2.JSP?UF=2&LOCAL=18&SOURCE=A3191953.XML&TEMPLATE=3898.DWT&EDITION=16388&SECTION=213 (30/01/2011)

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